ADULTERAÇÃO DE FOTOGRAFIAS DIGITAIS
 
A legalidade dos arquivos digitais já não é objeto de polêmica. Os três poderes da República, Excecutivo, Judiciário e Legislativo, estão usando de maneira integral dos documentos digitais, de tal forma que se sobrepõem as leis.  Aliás é o que ocorre  na maioria dos acontecimentos, em que o progresso é tão rápido, que as leis só chegam mais tarde. Uma das alegações, contra os arquivos digitais, é a facilidade com que se pode modificá-los.  O que é uma grande vantagem para os bem intensionados, poderia ser aproveitado
com fins ilícitos.  Sempre defendi a postura de que isto não é uma questão de técnica, é uma questão ética.  A ética ainda é o nosso bem maior, desaventurados aqueles que a perdem.
Mesmo assim, venho mostrar que, com igual facilidade com que se pode alterar as imagens digitais, também se pode descobrir a alteração.
 
 
Adulterações e simulações, em imagens digitais de radiografia, onde só há tons de cinza, são
mais fáceis de fazer e mais difíceis de serem identificadas. Mesmo assim não são perfeitas.
Além de que, para as radiografias, em caso de litígio, o mais importante é o laudo do radiologista. 
 
 
 
A fotografia, no meu entender, é de mau gosto.  Confesso, sou americanófolo incorrígel.  Presta-se, no entanto, para demonstrar 
que os trabalhos de adulteração de imagem, mesmo os feito com 
esmero, são frageis perante um exame minucioso.  Com a facilidade 
de ampliar a imagem, aparecem os vestígios da adulteração.
Aumentando 400 % esta imagem, aparecem os defeitos indicados 
pelas flexinhas e mais podem ser observados em outra áreas.
Se a adulteração for feita por um profissional, extraordinariamente 
bem feita, sempre haverá um técnico, ainda mais minucioso, que irá
identificar falhas.  É o mesmo que acontece com a dinheiro em papel, 
a cada dia são feitas falsificações com maior facilidade e melhor qualidade,  porém, sempre identificáveis por um observador experiente.