TRANSCITO DO JORNAL DA APCD - AGOSTO 2003 - ANO 38 - N 556


 
 
Informática
Fotografia digital         
* Sérgio de Moraes Bonilha Filho    

Cada vez mais as maquinas digitais ganham espaço na fotografia, e apesar da praticidade inerente que possuem, ate algum tempo atras era difícil acreditar que tais equipamentos pudessem oferecer a mesma gama de recursos que a película fotográfica oferece: entretanto, a fotografia digital tem evoluído e surpreendido nos últimos tempos. Devido a esta evolução, surgiram equipamentos bem diferentes entre si, que podem ou não servir a finalidade pretendida pelo usuário, motivo pelo qual é preciso saber um pouco sobre o principio da fotografia digital para não errar na escolha da maquina.
Assim como o scanner, as câmeras digitais capturam a imagem por meio de um dispositivo chamado CCD, cuja capacidade define a resolução das imagens obtidas. Tal capacidade geralmente é representada em "mega pixels", unidade que mede quantos pontos (pixels) tem a imagem (numero de colunas vezes o numero de linhas), como se fosse um "m2" para pixels. Esse numero de pontos não muda, e dependendo do tamanho pretendido para a imagem, ela terá uma resolução maior ou menor em "DPI" (pontos por polegada). Por exemplo: para ter 300 DPIs (definição das cópias feitas em laboratório fotográfico), uma foto de 10 x 15 cm precisaria conter cerca de 2.160.000 pontos ou 2,16 mega pixels, donde concluímos que o CCD da maquina precisaria ter cerca de 2 mega pixels de capacidade. Continuando a falar da forma de captura, outro aspecto importante a saber é que algumas máquinas demoram um pouco para captar a imagem. Isso acontece porque depois do "click", o CCD precisa se preparar para fazer a captura, ocasionando muitas vezes a perda de uma cena mais fugaz.
Outro porem e a sensibilidade para captar imagens em locais escuros, pois diferentemente das maquinas com filme, as câmeras digitais não podem mudar realmente a "ASA" e, embora digam que algumas delas podem fazer isso, na verdade elas são equivalentes em sensibilidade a um filme ASA 200, o que impede as câmeras sem flash de fotografar em baixa luz.
A forma de armazenamento das imagens também é importante, tanto o tipo de arquivo quanto a quantidade armazenavel de imagens. Arquivos compreensíveis como o JPEG são menores, mas impedem um tratamento posterior mais satisfatório. Com relação às memórias, algumas são removíveis, como disquetes, chips a CDs, ampliando a autonomia da câmera; outras são internas, precisando ser descarregadas para o computador por um cabo USB, antes que novas imagens sejam feitas.
Há muito mais o que dizer, mas nosso espaço é pequeno. Essas diferenças fazem parte de um processo em pleno curso que um dia definirá o que é a foto digital. As maquinas para filmes 35 mm que conhecemos hoje nem sempre foram o meio mais utilizado para a obtenção de imagens: houve muitos outros processos e equipamentos antes delas, que tinham suas características e possibilidades particulares. Como sempre, é preciso entender o que estamos fazendo a saber discernir qual equipamento precisamos.



*  Coordenador da coluna Informática  ( corpoeditorial@apcd.org.br )