Dr. Bruno C. Gois
Na década de 70 o Dr. Hounsfield integrou aos tomografos
da época o uso dos computadores. Películas antes utilizadas
com meio físico para impressão das imagens pelos raios X,
por um processo físico, foram substituídas por sensores digitais
sensíveis a radiação.
O processo de aquisição de imagens sofreu
na época o que seria um dos maiores avanços da medicina,
garantindo o premio Nobel ao Dr. Hounsfield no fim da década de
70. Os sensores irradiados sofrem alterações elétricas
em suas superfícies devido a ação dos raios X, estes
impulsos elétricos são captados pelo computador acoplado
ao tomografo e através de cálculos matemáticos sobre
as variações elétricas sofridas pelos sensores em
suas diversas áreas são criadas imagens diagnósticas.
Pode se dizer que todas as imagens tomográficas
computadorizadas de certo modo são virtuais, pois são criadas
a partir de cálculos matemáticos. Mudando-se as equações
dos cálculos podem ser observadas outras nuances da mesma imagem,
como pode ser observada na seleção de janelas para tecido
mole e janelas para observação de tecidos calcificados, disponíveis
em alguns tomografos computadorizados.
Os benefícios alcançados com o uso das
tecnologias para aquisição de imagens diagnósticas
integradas a ferramentas de informática são muitas, para
citar algumas totalmente integradas, onde só são possíveis
graças ao uso do computador, estão a tomografia computadorizada,
a ressonância magnética, o ultra-som, as varias oscopias por
aquisição de vídeo digital, entre tantas outras que
têm possibilitado diagnósticos cada vez mais seguros e procedimentos
cada vez mais estruturados e planejados.
Atualmente muitos esforços têm sido dispensados
para garantir uma maior segurança das informações
geradas por sistemas digitais, incluindo informações geradas
na área de saúde. Tais esforços tem sido muito bem
recompensados com soluções reais de garantia de integridade
e inalterabilidade das informações digitais geradas pelos
diversos sistemas disponíveis, de forma que hoje podemos confiar
plenamente em imagens que só existem digitalmente abrindo mão
de vez das inconveniências presentes nas mídias de armazenamento
físicas, como o papel.
Diversos debates e reuniões tem sido realizadas
para definição de padrões específicos a serem
usados para garantir a integridade das informações digitais,
no entanto todos consideram o conceito já estabelecido na forma
física, onde um individuo ou entidade “assina” (se responsabiliza)
pelas informações disponibilizadas e estruturas comprobatórias
atestam ou dão fé publica de que aquela “assinatura” pertence
realmente aquela pessoa ou instituição, validando a informação,
é o mesmo mecanismo utilizado hoje em dia com as informações
materialmente disponíveis, com a diferença que agora possuímos
tecnologia suficiente para assinar e comprovar, também de forma
digital, agora nós temos as assinaturas digitais!
Existem muitos softwares e soluções de
aquisição de informações, incluindo imagens,
que garantem a integridade e inalterabilidade das informações
contidas ou disponibilizadas; estes sistemas protegem suas informações
através de padrões proprietários de arquivo, onde
as informações não são passiveis de sofrer
alteração, no entanto tais sistemas têm sido cada vez
menos considerados, como uma solução para a manutenção
da integridade de informações digitais, pois tais sistemas
não responsabilizam diretamente indivíduos ou instituições
pelo conteúdo das informações disponíveis,
como é o caso das assinaturas digitais.
Neste momento o meio mais correto para se garantir a
integridade e inalterabilidade das informações digitais,
sejam elas imagens tomográficas, fotografias, textos, prontuários,
receituários ou tantas outras informações pertinentes
a área de saúde, é a assinatura digital das partes
envolvidas na criação ou manipulação desta
informação, comprovada por entidade comprobatória,
que garante validade e juridicidade as informações por ora
disponibilizadas.
Links indicados:
www.governoeletronico.gov.br
www.serpro.gov.br
www.anoregbr.org.br
