TRANSCRITO DE ZERO HORA - 5 de
setembro 2001
As facilidade de transferir fotografias para o computador e enviar a parentes, e amigos, sem ter de esperar pela revelação do filme, esta seduzindo os brasileiros.
A câmera digital é o produto que mais ganha mercado depois do DVD - diz o gerente do produto Sony, Ricardo Junqueira. No ano passado foram vendidas 18 mil unidades no pais. Embora pequeno se comparado com as 10 milhões de câmeras digitais em uso no mundo, o volume de vendas no Brasil dobra a cada ano.
A rápida disseminação dos computadores e da Internet fez do pais um dos mercados mais promissores na América Latina afirma Junqueira.
A crescente adoção das tecnologias digitais incentiva fabricantes como Sony, Fujifilm, Olympus e Kodak a oferecer opções mais sofisticadas. As câmeras que estão sendo lançadas este ano já alcançam os 3,1 megapixel de resolução e reúnem outras características importantes. Entre elas, a conexão USB, para facilitar a transmissão de arquivos ao computador. As mais sofisticadas funcionam também como filmadoras.
O novo padrão de resolução dos últimos lançamentos, no entanto, vai demorar um pouco para se tornar popular, pois é muito maior do que o utilizado pelos usuários brasileiros.
Em função do preço, as câmeras
mais vendidas no pais tem resolução de 430 mil pixels a 1,3
megapixel - assegura Junqueira.
Dúzias de fabricantes, centenas de modelos e um sem-número de características fazem do mundo as câmeras digitais um buraco negro para os iniciantes. Os avanços quase diários de uma tecnologia que ainda tem um longo caminho a percorrer tornam os equipamentos obsoletos mais rapidamente. Em se tratando de câmeras digitais, não há uma formula para ser aplicada na hora da compra. O usuário precisa decidir a partir de características comuns aos equipamentos, como a resolução, a capacidade da memória, a facilidade de manuseio e o tipo de bateria, antes de se aventurar em aspectos mais técnicos.
O CCD (Charge Coupled Device), presente em todas as câmeras digitais, é um componente decisivo. Este chip faz o mesmo papel do filme nas câmeras comuns e sua capacidade, medida em pixel, determina a resolução da imagem e, em conseqüência, 0 tamanho máximo da foto impressa. Se o objetivo é obter fotos tão boas quanto a dos filmes 35 mm, é melhor recorrer a um produto que oferece resolução superior a 3 milhões de pixel (3 megapixel).
E aqui começa a agonia do comprador. Não
bastasse a proliferação de marcas e modelos, do Exterior,
chegam noticias de câmeras com 6 milhões de pixels enquanto
no mercado nacional os modelos com 3 milhões de pixel são
novidade. Muitos fabricantes ainda oferecem maquinas com resolução
inferior a
1 milhão de pixels ( 1 megapixel ) o que
é suficiente para os que pretendem lidar apenas com arquivos digitais.
Outro fator importante é a maneira como a câmera
processa e armazena a imagem. Alguns equipamentos só gravam arquivos
no formato de compressão JPG, para que caibam mais fotos em um cartão
de memória. Naturalmente, isso gera perda de qualidade. Por isso,
os site especializados em fotografia digital como o < www.digitalphotobasics.com
>, recomendam que se dê preferência as câmeras que capturam
imagem com baixa ou sem nenhuma compressão. O formato TIFF, por
exemplo, permite que todos os detalhes capturados pelo CCD apareçam
na impressão.
Outra característica importante é a bateria.
Dê preferencia para as de Nickel Metal Hydride, que podem ser
recarregadas a partir de qualquer ponto, ao contrario das de Nickel Cadmium,
que só podem ser recarregadas depois de totalmente gastas.
A outra opção, as alcalinas, são as mais baratas mas
não podem ser recarregadas. Outro aspecto para se levar
em consideração é a capacidade de armazenamento. Muitos
equipamentos não oferecem a opção de cartões
removíveis. No seu lugar, trazem uma memória interna, o que
pode ser complicado na hora de tirarem muitas fotos. Outras vêm com
as duas opções. O que varia, no caso, é o tipo de
cartão - PCMCIA, Type III, Compact Flash Cards ou Smart
Media Cards.