A inteligência humana sempre lançou mão
de imaginar, criar e usar ferramentas para facilitar a execução
de tarefas que o próprio corpo não seria suficiente de executar:
artefatos de pedra lascada, o fogo, a roda, os transportes... e o computador.
Nos últimos vinte anos presenciamos
uma grande revolução em todas as áreas de atividade
doméstica e profissional e o microcomputador é o alicerce
desta revolução, facilitando as aplicações
profissionais, os sistemas on-line, as conexões à Internet,
o correio eletrônico e os programas de multimídia.
Tal revolução é comparada em importância
ao aparecimento da primeira prensa, em 1450, apresentada por Gutenberg.(1)
Naquela época, todas as experiências eram pessoais: os horizontes
eram pequenos e a comunidade olhava para dentro. O que existia no mundo
exterior se conhecia por ouvir dizer. À medida que a palavra escrita
ultrapassou
os limites das aldeias, as pessoas começaram a se importar com o
que acontecia em outro lugar. Alcançar a alfabetização
revolucionou o ensino e alterou as estruturas sociais.
Os microcomputadores já alteram os nossos hábitos
cotidianos e de trabalho.
Entretanto, a informática provoca diferentes estímulos
em seus usuários, obtendo distintas respostas segundo a geração
e o grupo social e profissional ao qual serve. (2)
É indiscutível que a Ortodontia tem sido
a especialidade da Odontologia que mais tem aproveitado a informatização
para estruturar-se e desenvolver-se, reforçando a idéia
de usar os computadores para obter-se a informação rápida
e eficientemente, como exigem os dias atuais. Mas também sabemos
das dificuldades oriundas desta nova ferramenta de trabalho. É quase
que ter de cursar uma nova especialidade, tendo de desenvolver conhecimentos
para programas e máquinas, e a um ritmo alucinante, pois a renovação
das configurações das máquinas e os upgrades dos programas
exigem um considerável gasto de tempo e monetário.
Levando em conta estas variáveis, pensamos ser
importante estabelecer diretrizes que sirvam de base , proporcionando um
ponto de partida a quem intenciona usar a informática na Ortodontia
e que está convencido dos benefícios que ela pode trazer.
A ORTODONTIA E OS COMPUTADORES
A Ortodontia se adaptou muito bem a esta evolução
tecnológica. Conseguimos adaptar os computadores e seus periféricos
às nossas necessidades técnicas e administrativas. Como periféricos
mais importantes podemos citar a impressora, a mesa digitalizadora , scanner
( de mão, mesa ou de slides) as cameras de vídeo e cameras
fotográficas digitais, que possuindo uma pequena memória
no seu interior proporcionará imagens instantâneas sem necessidade
de revelação.
A industria tem procurado oferecer programas que levem
o usuário a comandar o computador com menos esforço e com
pouco conhecimento. Desde a chegada do Windows é apenas necessário
clicar com o mouse na opção desejada e que já está
na tela representada por um ícone. Com isto diversos programas com
finalidade ortodôntica estão à disposição
com o objetivo de oferecer ferramentas para Administração
das Clínicas(incluindo agenda, estoque de material, registro de
dados e cadastros), Diagnóstico Cefalométrico em Ortodontia
incluindo análise estática , análise do crescimento,
análise do tratamento e previsão do tratamento), Informação
ao Paciente ( nas fases pré-tratamento, durante o tratamento e pós-tratamento)
e finalmente com o objetivo de Ensinar e Aprender (usando hipertextos,
apresentação ao vivo, leituras ao vivo, e pesquisas).
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Dentro do consultório ortodôntico há necessidade de aplicar a informática nas seguintes áreas:
1) Administração
2) Diagnóstico Cefalométrico
3) Gerenciador de Imagens
4) Comunicação com os pacientes, colegas
e comunidade
5) Internet
1)Programas para a Administração
A administração e o gerenciamento do consultório
ortodôntico geralmente é feito por programas específicos,
que trazem recursos para dar ao ortodontista a melhor maneira para agilizar
o atendimento, passando pelos seguintes tópicos:
AGENDA, CADASTRO, ANAMNESE, CONTROLE DE DOCUMENTAÇÃO
ORTODÔNTICA, RELATÓRIOS DIVERSOS, CONTROLE FINANCEIRO,
CONTROLE DE HIGIENE, ODONTOGRAMA, PRONTUÁRIO, FICHA DE EXAME CLÍNICO,
FICHA DE EXAME DA ATM, HISTÓRICO CLÍNICO, FICHA DE
ANOMALIAS, GERENCIADOR FINANCEIRO, AGENDA, EDITOR DE TEXTO E DISPOSITIVO
DE BACKUP.
Como escolher um programa de gerenciamento
Na escolha de um programa para auxiliar no trabalho Ortodôntico
alguns requisitos básicos devem ser levados em conta. Sugerimos
uma analise mínima dos seguintes itens:
1)O Programa deve ter a sua individualidade, mas
deve ter uma estrutura que permita ser compatível com outros aplicativos,
permitindo uma integração mínima; há uma grande
demanda para sistemas de integração: levar imagens de um
programa para cartas(atestados, agradecimentos, solicitações
de exodontias, laudos) feitas em outro programa é um exemplo;
2) O Programa deve ser feito em módulos; assim
sendo será possível que o ortodontista possa escolher os
módulos que são necessários a sua clínica e
ao seu tipo de atendimento; permite também que o ortodontista possa
acrescentar outros módulos conforme a sua evolução
profissional; os módulos geram opções para formar
diferentes tipos de Clínicas: pequenas e grandes;
3) O Programa deve ter campos que podem ser criados,
modificados e eliminados, possibilitando que o ortodontista crie e interaja
dentro do seu trabalho; por exemplo, criar a sua própria ficha de
anamnese;
4)O Programa deve ter suporte para receber imagens de
alta qualidade; os programas de gerenciamento de imagens exigem pré-requisitos
essenciais que passam pela qualidade de imagem, primordialmente, seguindo
por considerar o formato, o tamanho e a capacidade de compressão
das imagens;
5)O Programa deve ser de fácil acesso e manejo
pelo usuário;
5) O Programa deve ter um manual informativo completo;
6) O Programa deve ser para Windows.
Cabe ao ortodontista discutir com os responsáveis pela estrutura dos programas a utilidade e necessidade dos pontos sugeridos. Junto com esta avaliação vem o conhecimento sobre a seriedade da empresa em fazer melhoras constantes nos programas(upgrades), bem como verificar o interesse da empresa em continuar trabalhando com uma filosofia que satisfaça as necessidades do dia-a-dia do trabalho ortodôntico.
2)Programas e Métodos para Diagnóstico
Cefalométrico:
No princípio, os programas para Diagnóstico
em Cefalometria eram complicados. Necessitavam-se de periféricos
especiais, como as Mesas Digitalizadoras, que eram caras e difíceis
de serem configuradas, e o Plotter para a impressão dos Cefalogramas.(3)
Hoje simplificou-se tudo. A própria cefalometria
teve um desenvolvimento sem precedentes, principalmente no que se refere
a análise computadorizada, como também na introdução
de novos métodos analíticos. Os programas são
amigáveis, ainda que bem mais completos. Os CD-roms oferecem recursos
de multimídia onde os textos estão acompanhados de imagens
gráficas de alata resolução, sons, vídeos e
animação.(4) As Mesas Digitalizadoras são fáceis
de serem encontradas e configuradas. As impressoras comuns, com jato
de tinta, imprimem os Cefalogramas com excelente qualidade.
Os programas de Cefalometria oferecem todas as análises
usuais em Ortodontia, possibilitando a opção de escolha de
uma ou mais análises. Fazem a Visualização Computadorizada
da Expectativa de Tratamento (VCETO), previsão de crescimento, cálculo
de discrepância e tudo o mais que se relaciona com a Cefalometria.
Atualmente, existem dois sistemas diferentes. Um dos
sistemas, utiliza a tradicional Mesa Digitalizadora. O outro, dispensa
a Mesa Digitalizadora e os pontos são marcados diretamente na tela,
com o mouse. Para tanto, a telerradiografia tem de ser digitalizada, o
que não constitui problema, pois o Serviço de Radiologia
já fornece a telerradiografia digitalizada.
As telerradiografias, com fins cefalométricos,
chegaram a uma excelência, em
qualidade de contraste. Porém, continuam com o
mesmo problema inicial de 60 anos atrás: sobrepõem-se imagens
da anatomia lateral de um lado e o outro da face. Enquanto for mantida
esta sistemática, o computador não será capaz de marcar
os Pontos cefalométricos. Isto tem de ser feito pelo homem, só
ele pode avaliar e ponderar as nuanças que se apresentam. Quase
adivinhando, algumas vezes, o homem vai interpretando a localização
dos acidentes anatômicos. Daí que é recomendável
que a digitalização dos Pontos Cefalométricos sejam
feitas pelo Ortodontista. Fica difícil, e as vezes até impossível,
para o profissional do SDO marcar corretamente os pontos, sem visualizar
o paciente. Já foi comprovado em pesquisas: os erros ocorrem
por má digitação dos Pontos Cefalométricos.
Os programas de Cefalometria são absolutamente precisos, tanto os
que trabalham com a Mesa Digitalizadora quanto os que se marcam os Pontos
na tela do Computador. O erro, que ocorre, com certa freqüência,
é sempre do operador. Portanto, é preferível
que o Ortodontista tome a si esta tarefa.
Atendendo à tendência moderna, que nos possibilita
a velocidade dos novos computadores, podemos realizar um segmento de uma
tarefa em um programa e outro segmento em outro programa. Isto geralmente
é feito saindo de programas específicos, transportando o
arquivo para programas de utilidade genérica ( os quais têm
maiores recursos ) e depois voltando para o programa específico.
Isto é recomendável fazer com os arquivos de Cefalometria
Radiográfica, os quais são transportados para programas de
utilidade genérica, como o Corel Draw, que tem infindas ferramentas
para fazermos a VCETO.
Muito em breve ficarão para trás
as imperfeições das imagens bidimensionais Os sistemas de
captura de imagens tridimensionais vêm aperfeiçoando-se, cada
vez mais. Breve serão uma realidade inquestionável. Então
a Cefalometria computadorizada tomará um novo rumo. Os Pontos Cefalométricos
serão marcados pelo computador, eliminando o erro humano e
novas perspectivas de avaliações serão abertas.
Ao escolher um programa para auxiliar no diagnóstico
Cefalométrico, devemos considerar diversos tópicos que são
importantes sob o ponto de vista ortodôntico. A própria Cefalometria
é um auxiliar de diagnóstico, assim como todas as radiografias
em Odontologia. Por isto, transformando a radiografia em uma imagem digital
estamos fazendo a imagem da imagem; devemos ser exigentes com as radiografias
e as imagens digitais delas provenientes, sob pena de alterarmos o objetivo
final que é o diagnóstico.
Considerando estas variáveis fundamentais, devemos
escolher os meios que preencham os objetivos técnicos de qualidade,
tanto na digitalização da radiografia, já obtida com
alta qualidade, como no manejo das análises e seus resultados.
Sugerimos os seguintes requisitos necessários
nos programas com objetivo de diagnóstico Cefalométrico:
- adequada visualização do tamanho e anatomia
da radiografia cefalométrica;
- fornecimento de amplo número de analises cefalométricas;
- possibilidade de visualizar mudanças faciais
efetuadas pela Ortodontia e cirurgia-ortognática;
- integração com telerradiografia lateral
digitalizada com perfil facial digital;
- predição de crescimento
3)Programas Gerenciadores de Imagens
As imagens nos fascinam desde suas origens mais remotas.
O homem primitivo expressava sua arte, nas cavernas, com desenhos e pinturas,
e no Renascimento as imagens foram pintadas com grande excelência.
Daí passamos pelas imagens fotográficas, que adquiriram movimento
no cinema; junto vieram as imagens radiográficas(raios Röegnten)
e mais recentemente as imagens eletrônicas.
Hoje, as imagens radiográficas e fotográficas,
que constituem a base da documentação ortodôntica,
podem ser produzidas eletronicamente e são facilmente levadas ao
computador, e assim continuam a cumprir o papel interpretado pela evolução
dos meios de obter imagens: ágil e econômico processo de aumentar
a comunicação. Segue a conhecida frase: uma imagem vale mais
que mil palavras.
As imagens ortodônticas são gerenciadas
através dos computadores obedecendo ao roteiro :
1)Captura da imagem: os meios de captura de imagens são:
- scanner de mão: baratos,
produzem boas imagens, requer treinamento, não é
fácil scanear qualquer tipo de imagem ou texto; não ocupam
espaço na clínica
- scanner de mesa: preços médios
e acessíveis, produzem ótimas imagens, fácil manejo
e podem scanear texto, imagens e slides, mas ocupam razoável espaço
na clínica;
- scanner de slides: preços médios a caros(depende
do tipo e dos recursos técnicos disponíveis), produzem excelentes
imagens, não ocupam espaço, fácil de manejar, scaneam
somente slides e são muito úteis para quem dá cursos,
aulas e também para quem necessita dos slides como documentação
e/ou prova legal ou perital.
- Cameras digitais: até este momento não
se justifica a aquisição de camêra digital para se
obter imagens ortodônticas ; entre as razões para optar por
esperar por um avanço maior nesta tecnologia estão: que a
qualidade das imagens ainda podem melhorar; os métodos atualmente
usados proporcionam imagens de muito boa qualidade; o número de
imagens que se pode armazenar numa camêra digital ainda é
pequeno, exigindo muitos cartões de memória; que a aproximação
das lentes mais acessíveis economicamente ainda não é
suficiente para fotos de boca; que os monitores de cristal líquido
embutidos na máquina para ver instantaneamente as fotos boas e ruins
consomem muita bateria; que se necessita de muitos acessórios e
adaptadores para o completo funcionamento da máquina; e, finalmente,
que as melhores máquinas, as quais suprem muitos destes requisitos,
tem um preço muito acima do acessível.
- Vídeocameras: para se obter imagens através
de cameras de vídeo é necessário placas especiais;
os recursos proporcionados depende do tipo de placa; as vídeocameras
geralmente exigem um espaço especial no consultório, não
podendo ser feita na cadeira como as fotos ortodônticas normais;
se pode ver a imagem no monitor e escolher qual imagem é a melhor;
2)Manipulação da imagem: Durante a fase
de manipulação se procura dar um tratamento às
imagens usando os recursos de saturação, contraste e brilho,
bem como adequar o formato e tamanho que é mais conveniente
para a utilidade da imagem. Estes recursos podem vir dentro dos programas
de gerenciamento de consultório ortodôntico ou serem usados
por programas adquiridos separadamente.
3)Destino da Imagem: após a captura a imagem devemos
dar um destino para sua utilização e/ou armazenagem. A seguir
damos as opções possíveis:
- salvar(guardar) em HD, em disquetes para backup(1.4
ou zip de 100Mg ou 1000Mg)
- enviar para programas específicos para Ortodontia
que possuem um gerenciador de imagens próprio;
- enviar para programas gerenciadores de imagens (tipo
arquivo de imagens), com ou sem recurso de integração com
outros programas;
- enviar para programas que editarem cartas com
integração de imagens destinadas a paciente e colegas
- enviar para programas que servem para apresentações
de casos, seminários ou cursos;
- imprimir em impressora de jato de tinta colorida (recomendável
pelo custo e qualidade);
- receber e/ou enviar via modem (Internet) para pacientes,
colegas e serviços de documentação ortodôntica;
Os programas que servem para gerenciar imagens
devem ser estruturados para proporcionar um rápido processo de adquirir
um novo grupo de imagens ou uma imagem isolada, importadas da memória
do próprio computador, de um disquete ou de um cd-rom, e/ou através
da Internet, e deixar esta imagem à disposição de
uma apresentação(slide show), para ser inserida em uma carta
para pacientes e/ou colegas, ou para ser usada em um editor de texto para
fazer documentos(folders) de orientação e educação
dentro da área de Ortodontia, usados dentro do consultório
ortodôntico, ou para documentar os casos ortodônticos.
A maioria dos sistemas de arquivos de imagens usa uma
estratégia de estoque de imagens onde cada imagem é guardada
num arquivo separado no disco rígido. Esta estratégia ocupa
muito espaço na memória do disco, quando pensamos em estocar
muitos casos ortodônticos, que é uma tendência na rotina
do consultório ortodôntico. O ideal seria usar uma única
arquitetura para compor o documento e estocar um número suficiente
de imagens num único arquivo. Por exemplo, se recebemos ou fazemos
10 imagens de um paciente em pré-tratamento queremos colocar estas
imagens em seqüência dentro do gerenciador de imagens ; queremos
também que haja espaço suficiente para colocar imagens durante
o tratamento e pós-tratamento; o gerenciador de imagens deve ser
capaz de unir todas estas imagens em um único documento ou arquivo.
As vantagens deste recurso técnico é que se estoca imagens
com mais eficiência, há a simplificação para
fazer o backup das imagens, e facilita mandar e receber casos pela Internet.
Outro requisito importante necessário dentro dos
programas de gerenciamento de imagens ortodônticas é
a possibilidade de fazer fácil estandardização da
repetitiva tarefas de agrupar e manipular imagens. O programa gerenciador
deve estandardizar automaticamente as manobras necessárias para
melhorar as imagens ortodônticas, ainda mais quando este procedimento
se torna rotina; isto evitaria que o ortodontista repita as mesmas manobras
sempre que necessite incluir novas imagens; estas manobras são:
- recortar cada imagem, retirando as regiões periféricas,
como afastadores, lábios e bochechas
- melhorar cada imagem ajustando contraste, brilho e
saturação;
- dar nome a cada imagem;
- estabelecer um método de compressão de
imagem
Outras ferramentas que um gerenciador de imagens deve
proporcionar ao usuário são:
- imprimir imagens
- fazer backup das imagens
- importar e exportar imagens
- mostrar seqüência de imagens em slideshow;
slideshow deve Ter recursos que permitam organizar a seqüência
de slides conforme o tipo de apresentação, dar opções
de tempo entre slides, fazer a seqüência andar automaticamente
ou quando acionado o mouse, permitir inserir texto nas imagens que aparecem
e dispor de efeitos na abertura de das imagens;
- recursos de aumento e diminuição do tamanho
da imagens(zoom)
- inversão e redimensionamento das imagens
- rotação horária e anti-horária
- conversão para escala de cinza
- conversão de 24 bit para 8 bit na opção
de cores
4) Comunicação no Consultório de
Ortodontia
A Informática veio incrementar, de uma maneira
muito positiva, a comunicação entre ortodontista e paciente,
o ortodontista e seus colegas e também entre o ortodontista e sua
equipe de trabalho (pessoal auxiliar).(5)
Os principais meios disponíveis para tais objetivos
são os programas específicos para apresentação
da Ortodontia, incluindo animação e simulação;
os editores de texto que agrupam texto e imagem, produzindo cartas e folders;
os programas de multimídia, que abordam assuntos específicos
da Ortodontia; e programas de apresentação, que produzem
“slideshows”, envolvendo assuntos diversos e que podem ser criados pelo
próprio ortodontista e sua equipe conforme suas necessidades e gosto.
Considerando a crescente demanda da especialidade
Ortodontia, tanto no meio Odontológico como no meio social, nos
últimos 5 anos; considerando a diversificação da formação
técnica e filosófica dos dentistas em relação
à prática da Ortodontia e considerando a necessidade do ortodontista
esclarecer ao paciente a complexidade do tratamento ortodôntico,
proporcionando a este uma melhor condição de escolha, entendimento
e colaboração em relação aos objetivos ortodônticos;
considerando que é necessário comunicar a colegas clínicos
(que sempre cuidam do paciente), através de laudos, o Diagnóstico
e o Plano de tratamento, dando um resumo dos cuidados técnicos do
tratamento ortodôntico; e que esta comunicação também
serve a outros profissionais como fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas,
vemos nos recursos da Informática um grande auxiliar audiovisual
para cumprir a tarefa de comunicar e informar os conhecimentos necessários
que envolvem a Ortodontia. Estamos iniciando uma época em que a
qualidade e a atenção ao paciente são as prioridades
de todo o consultório.(6) Está terminando o atendimento em
que o paciente era examinado, era passível de uma boa anamnese,
era solicitado a fazer a documentação ortodôntica
e ao final abordar o orçamento. Aumentar o conhecimento do
paciente em relação ao nosso trabalho como ortodontistas
exige mais tempo e métodos de ensino, educação e comunicação.
Devemos aproveitar a presença do paciente para instruí-lo
permanentemente antes, durante e no final do tratamento. E a Informática
e suas ferramentas devem servir de testemunhas técnicas para a realização
destas tarefas.
5) Internet
A Internet é uma rede que conecta milhões
de computadores e que fornece uma global e mundial comunicação
entre empresas, consultórios, escolas e lares.
A Internet tem crescido explosivamente nos anos 90. Há
atualmente mais do que 12 milhões de servidores na Internet, cada
um fornecendo algum tipo de informação ou serviço.
O número de usuários é mais difícil de medir,
mas a própria Internet cresce 24% ao mês, e se calcula que
movimentará cerca de 7 trilhões de “emails”(eletronic mail)
até o ano 2000. O mais popular serviço na Internet,
o “world wide web”, tem
acelerado o crescimento da Internet porque possibilita
um fácil uso, uma interatividade e combina gráficos, texto,
som e animação formando um rico meio de comunicação.
A influência da Internet no consultório
ortodôntico se refere ao uso:
A) a curto prazo:
- email: email é o sistema postal da Internet;
é por este meio que se pode mandar mensagens, imagens, sons, vídeos,
em arquivos isolados ou combinados; podemos usar o email para receber documentação
ortodôntica, enviá-la para pacientes ou colegas, mandar mensagens
de todos os tipos para pacientes ou colegas;
- compras: o ortodontista pode fazer compra de material
ortodôntico através da Internet, usando o email ou as Home
Pages( Home Page das empresas)
- atualização: é instantâneo
entrar em contato com novas pesquisas e trabalhos, que constantemente em
todas as Universidades de Ortodontia do mundo estão sendo produzidos;
muitas Home Pages de Associações, Universidades, Revistas
e “Journals” fornecem artigos e teses, por onde se pode obter novas informações
proporcionando ao Ortodontista uma atualização muito rápida.
B) a longo prazo:
- poderemos estocar todos os dados de nossa clínica
no provedor da Internet da nossa escolha;
- rodar programas de Ortodontia fora do computador, pois
este virá através da Internet
- cobrar pacientes, criando e-payment(email de pagamento)
e o e-bill(email cobrança).
CÓPIAS DE SEGURANÇA (BACKUP)
Cópias de Segurança ou backup é o
procedimento que envolve salvar dados, armazenados constantemente no disco
rígido (HD ou winchester), em disquetes ou discos de cd-rom. Cópias
diárias devem ser feitas sistematicamente, principalmente quando
ocorre um sinal de falha no HD. Tendo-se dois HD no mesmo computador pode-se
fazer o backup no segundo HD. Tendo-se dois computadores ligados em rede,
é preferível que o backup seja feito no computador secundário,
e não no servidor. Outra alternativa, quando temos arquivos pequenos,
como os de textos, é fazer as cópias em disquetes de 1.44.
Em arquivos de imagens, com tamanhos maiores que 1.44 megas, se pode usar
os disquetes de 100,de 1000 ou 2000 megas. Para arquivos definitivos, ou
seja, que não se pode e não se quer mais modificar, é
aconselhável usar discos de CD-Rom, onde cabem 690 megas em cada
cd.
Os discos de 100, de 1000 ou 2000 megas são uma
excelente solução para armazenar arquivos grandes. Os discos
são regraváveis , sua velocidade de transporte é muito
superior aos disquetes comuns, quase tão rápido quanto um
HD comum, e tem ainda a possibilidade de que programas possam ser executados
a partir do próprio disquete.
CONCLUSÕES
A evolução da nossa vida cotidiana acontece
passo a passo, mas o que estamos viviendo é uma revolução
feita por ondas de transformação. Estes novos tempos, que
incluem grande desenvolvimento tecnológico, é um tempo em
que as fronteiras começam a desaparecer: todas as fronteiras foram
quebradas com a Internet, pois os computadores mandam mensagens diretamente
ao outro lado do mundo e o outro lado do mundo fica mais perto. Fica mais
perto também a comunicação interpessoal, bem como
o ganho em informação e conhecimento.
A Ortodontia tem utilizado de maneira brilhante a evolução
tecnológica, usando-a para valorizar o paciente e o benefícios
que eles podem receber, a própria evolução científica
da Ortodontia e seus resultados.
Com tanta evolução desenvolvendo-se tão
rapidamente logo haverá pessoas que utilizam a informática
diferenciando-se das pessoas que não utilizam a informática.
E não será diferente na Ortodontia.
Começar a usar ferramentas da área
da informática requer um esforço e conhecimento a mais, considerando
o tanto de saber científico que um especialista em Ortodontia deve
acumular para obter bons resultados.
Seguir um caminho, protocolo ou diretriz vem facilitar
e incentivar a quem reconhece na informática um aprimoramento profissional.
Bibliografia:
1. Gates, b. A estrada do Futuro. São Paulo: Companhia
das Letras, 1995.
2. Rodrigues, P.R. O Desafio do 3° Milênio.
Caxias do Sul: Editora Mercados do Sul, 1997.
3. Pereira, C.B. Introduçào à Informática
na Odontologia. São Paulo: Pancast, 1996.
4. Petrelli, Eros; Baptista, João M. Ortodontia-
fundamentos em Cefalometria Clínica. Editek , Curitiba, PR, 1°
ed.1997.
5. Castro, Marco ªS., Manual Prático de Marketing
para Cirurgiões-Dentistas. Gráfica Vicentina Ltda, Curitiba,
PR, 1998
6. Morais, Carlos Roberto Caproni. Marketing Interpessoal:
o contato direto com o paciente - 3ed. - Belo Horizonte: s. ed. 1998 219
p.