TRANSCRITO DA REVISTA "ORTODONTIA", ÓRGÃO OFICIAL DA SOCIEDADE PAULISTA DE ORTODONTIA - Ano VI - N 47; Jan./Fev. 1997
ATUALIZADO EM 30/09/97
COMPRA DO COMPUTADOR E PERIFÉRICOS
Dr. Cléber Bidegain Pereira, C.D.
Já escrevi a respeito. Volto, pois a situação mudou radicalmente (*). Mesmo porque, bem orientar a compra do computador e seus periféricos, é uma das importantes funções do Departamento de Informática da SPO. E, também, porque continuo a receber telefonemas e cartas pedindo orientação a respeito. Outro dia, uma colega me escreveu: "Desejo mergulhar no maravilhoso mundo das imagens eletrônicas, peço orientação sobre equipamentos...". Houve um tempo em que se dizia: "primeiro deve-se saber o que se quer fazer e depois comprar o computador ". Agora mudou. Vivemos a época do antes e depois do Windows 95. No antes, a idéia era de que as pessoas que partiam do zero, poderíam iniciar com um editor de texto e comprar um computador que apenas chegasse até aí. Se comprassem máquinas e programas mais avançados, poderiam, por uma razão ou outra, demorar a evoluir até níveis superiores, correndo o risco de, ao chegar lá, o que haviam adquirido estivesse sobrepassado. Com a chegada do Windows 95 mudou a situação. Para rodar com eficiência, o Win 95, exige máquinas com maior desempenho, o mínimo que se pode pensar é um Pentium 100, com 16 de memória RAM. Ficaria a pergunta: porque não iniciar com o Windows 3.1 ? A resposta é não ! Seria perder tempo, aprender a trabalhar com o Win 3.1 e, depois, deixando para trás muito do que se aprendeu, passar para o Win 95 e aprender tudo novamente. Isto não é razoável. Deve-se superar a reação normal dos acomodados, os quais, como acontece sempre, ressaltando os defeitos, que geralmente existem no que é novo, justificam a sua pouca disposição em mudar. Sou contrário a isto. O Win 95 veio para ficar . Já demonstrou, sobejamente, que é um grande avanço em toda a tecnologia, a qual não pode ser ignorada (**). Continuo recomendando que não, necessáriamente, se compre o equipamento de ponta, aquele que apareceu hoje no mercado. São duas as razões para isto: 1) o preço do último modelo chega alto, passado poucos meses ele baixa; 2) algumas vezes, os equipamentos recém lançados no mercado apresentam problemas e os técnicos não os conhecem bem. É mais econômico e prático comprar uma máquina que está um pouquinho abaixo do topo. Existem algumas tendências que devem ser perseguidas, afim de não desvalorizar rapidamente o equipamento. Uma delas, muito importante, é comprar a CPU que comporte o processador MMX, o qual, seguramente, irá impor-se em breve, com programas especiais para ele, que terão muito maior velocidade.

As impressoras, que imprimem com melhor qualidade, são as térmicas, com preço ainda alto, para o usuário individual. As impressoras a jato de tinta correspondem ao binômio: custo/benefício. Utilizando-se papel especial, a qualidade de impressão aumenta expressivamente, tornando-lhe perfeitamente aceitável para os fins que objetivamos. Os clínicos, que desejam eles mesmos capturarem suas imagens, cada um poderá iniciar como entende que lhe é mais conveniente. Poderá até ser com uma máquina fotográfica digital (destas que têm o sistema ótico pobre e estão inundando o mercado pelo seu baixo preço ) ou com sua própria câmara de TV, de uso caseiro, preferência SVGA, com uma placa de captura simples. Depois, a medida que suas exigências e experiência aumentem irá melhorando o equipamento de captura. No meu entender

(*) - Livro Introdução à Informática na Odontologia - Cléber Bidegain Pereira, Editora Pancaste, 1996 - 177 pg.

(*) - Windows 95 - Jornal Ortodontia, da Sociedade Paulista de Ortodontia - Ano VII - N 0 42 - Março/Abril de 1996.