EXTRAÇÕES
OU NÃO EXTRAÇÕES
Extrações, expansões e distalizações
desenfreadas e inadequadas causam, aos pacientes um mal maior do que a
sua maloclusão original. A Sociedade Paulista de Ortodontia sentindo
a necessidade de maiores esclarecimentos clínicos a respeito do
tema, realizou , no 12º Congresso Brasileiro de Ortodontia,
o Workshop "Extrações ou não Extrações
", tendo como participantes os professores abaixo relacionados, os quais
chegaram as conclusões que se seguem.
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Coordenador Geral: Dr. Jairo
Corrêa
Presidente da SPO e do 120
Congresso Brasileiro de
Ortodontia e Ortopedia Facial
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Relator: Dr. Cléber
Bidegain Pereira
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Assessor: Dr. Mário Wilson
Corrêa
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Prof. Dr. Kurt Faltin Júnior
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Dr. Roberto Lima
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Prof. Dr. José Carlos
Elgoyhen ( Argentina )
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Prof. Dr. Rubens Simões
Lima
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A comunidade ortodôntica tomou consciência
de que extrações, com fins ortodônticos, são
necessárias em alguns casos e outros não. Cada caso é
um caso. A questão fundamental reside no diagnostico, que deve ser
o mais preciso possível para uma indicação segura
de qual o procedimento deve ser adotado nas diferentes situações.
Sabemos que em biologia é muito difícil sustentar posições
radicais. O radicalismo acaba comprometendo a qualidade do tratamento que
deve ter como objetivos: estabilidade a longo prazo, função
e estética.
Desde 1911, quando as extrações foram aceitas
na Reunião Anual da National Dental Association, até os dias
de hoje, alguns grupos têm feito maior ou menor número de
tratamentos com extrações. Isto varia segundo os conceitos
individuais no tempo e no espaço. Ultimamente estes limites tornaram-se
mais amplos e admite-se que os mesmos objetivos podem ser atingidos por
caminhos diferentes.
Quando falta pouco espaço para o alinhamento dos
dentes ( 4 a 5 mm.), com desgastes interproximais é
possível alinhar dentes sem extrair. Esta prática é
recomendável principalmente em adultos.
Outras maneiras de ganhar espaço é protruir
Incisivos, distalizar os molares e expandir transversalmente os arcos dentários.
1 – Inclinar os Incisivos para frente com moderação
pode ser um bom procedimento quando a musculatura perio-bucal permite.
Deve-se ter como propósito um perfeito vedamento labial, que se
constitui em um dos objetivos do tratamento.
2 - As distalizações dos molares, para
ganhar espaço e correlacionar os arcos dentários, encontra
limites na presença dos terceiros molares. Nestes casos, a
extração dos terceiros molares, pode ser uma opção
de tratamento, desde que, o caso seja considerado com extrações.
3 - A expansão transversal do arco superior,
é recomendada naqueles casos em que ele se encontra atrésico
em relação ao arco inferior. Será dento-alveolar,
sutural ou através da cirurgia ortognata, segundo a idade e individualidade
do paciente.
4 - A expansão transversal do arco inferior só
é recomendável quando os segmentos laterais tenham inclinações
linguais maiores do que as indicadas pela Curva de Monson.
5 - O âmago da questão é que os arcos
dentários, não podem ser expandidos além de suas bases
ósseas. Expandir transversalmente os arcos fora do osso basal, constitui
um mau resultado fisiológico que compromete a saúde
do sistema stomatognático.