PUBLICADO NA REVISTA "ORTODONTIA", ÓRGÃO OFICIAL DA SOCIEDADE PAULISTA DE ORTODONTIA - N. 64 -  JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO 2001.

Sem dúvida, existem algumas empresas, na área de saúde bucal, que têm convênios com profissionais pagando valores justos e compatíveis com bons trabalhos odontológicos. No entanto, há um grande número de empresas que aviltam os preços a valores incompatíveis com o mínimo necessário para que o Cirurgião Dentista (CD) realize trabalhos com  qualidade e  higiene.
Deve ser considerado pelo leigo, e ele tem de ser informado disto, que os valores recebidos pelos  CDs dos convênios não representam, o pagamento pelos serviços prestados. Não é o valor que o CD ganha, que coloca em seu "bolso".  Neste valor está embutido todos os gastos que envolvem o trabalho realizado. Custo do consultório com seu instrumental, que deve ser continuamente atualizado e renovado; materiais empregados; autoclave e estufa para esterilização de instrumental, luvas, máscara para prevenir a infecção cruzada; impostos; condomínio; luz; auxiliar; seguro de saúde; seguro para complementar aposentadoria e tudo mais que paga para trabalhar. Dos valores que o CD recebe têm de sair, em primeiro lugar, o dinheiro para pagamento de todos os seus gastos de consultório. O que sobra, será o seu lucro, com o qual sustentará sua família e seus gastos pessoais.
Aqueles convênios, que pagam 13,00 reais e até menos, por uma obturação, este valor não cobre os custos do trabalho realizado, se ele for feito com higiene e qualidade. Então aqueles CDs, espremidos, vilipendiados, pela situação econômica atual, aceitam os 13 reais e realizam qualquer coisa, de qualquer maneira, a fim de sobreviver. Não se pode exigir, nem mesmo pedir que estes CDs não aceitem  contratos aviltantes. Não adianta lhes dizer que os maus serviços realizados serão, mais cedo ou mais tarde, objeto de litígio em Tribunais que lhes custará advogados e indenizações. Os contatos são claros: os trabalhos realizados são de responsabilidade exclusiva dos CDs  ( as seguradoras, resguardam-se pois sabem que irão ocorrem muitos litígios ). Reintero para enfatizar: não adianta apelar para os CDs, aqueles que aceitam contratos aviltantes estão fazendo por uma questão de sobrevivência.
Aqueles CDs que por seus excepcionais méritos pessoais;  por terem tido o privilégio de serem amparados para fazer mestrado, doutorado etc.; por terem uma clínica grande, feita com esforço e trabalho nos bons tempos; por serem mais velhos e não terem mais gastos com educação de filhos ou outras razões várias, estes CDs, que gozam de posição privilegiada,  devem ser tolerantes com aqueles que estão desesperados e aceitam qualquer coisa pela SOBREVIVÊNCIA.  Isto deve ser entendido pelos CDs de melhor posição e pelos leigos.
Mais por generosidade de Deus do que por mérios pessoais eu me encontro entre aqueles CDs privilegiados. Também, não sou ambicioso, contento-me com o que tenho, suficiente para me amparar a velhice (quando  e se chegar... ). Sinto-me assim na obrigação de abraçar esta causa, justamente por estar em posição menos vulnerável.  Se cair o "mundo em cima de mim"  meus amigos me defenderão dizendo:  "é demência da velhice..." Ai eu serei velho...
A verdade é que estou tomando esta posição com muita resolução e tenacidade. Vou ser persistente e insistente. Desde já, aos meus amigos e autoridades da Odontologia,  peço perdão por alguma inveniência, quando se abraça uma luta com fervor, acontecem, vez por outra, impropérios...
Ainda que, valeriam aqui as palavras do Dr. Rodrigo:  " Só a bala..."
 



 
 

Últimas notícias sobre Seguros de Saúde -  Projeto de Lei 

PARABÉNS AO CRO/RS  e seu Presidente Bern Hur Godolphin. Em iniciativa enérgica e producente inicia guerra contro planos de saúde ilegais.

CRO/RS  inicia cruzada contra planos e operadoras de saúde ilegais

Seguradoras de Saúde - Advertência do Conselho de Odontologia/RS e outros
 

 Alerta do CRO-RS para a Legalidade dos Planos de Saúde

 Convênios 2 ( Continuação ) 

  Não se engane  a si próprio 
 
 

 Valores Referenciais p/ Convênios e Credenciamentos  ABO- NACIONAL 

  Valores Mínimos de referência da APCD  



 

URUGUAIANA (RS)  12 de janeiro, 2001.

Ilmo Sr.
Dr. Presidente Miguel Alvaro Santiago Nobre
M.D. Presidente do Conselho Federal de Odontologia
Rio de Janeiro / RJ

Respeitável Presidente:
Recebi hoje a visita de representante da ODONTOPREV, uma das grandes empresas de assistência Odontológica no Brasil, fiquei envergonhado frente minhas filhas, a quem estimulei que se formassem em Odontologia.
O preço que pagam por uma restauração é em média de R$ 13.00. Enquanto que a referência da ABO, para convênios, é de R$ 30.54  até  R$ 56.47. Portanto, uma desproporção humilhante e desonesta.
Fui informado pela C.D. Patricia Forte, consultora da Odontoprev, que eles têm estatísticas comprovando a qualidade dos serviços prestados. Devemos dar parte na Polícia, no PROCON, entrar nos Tribunais, contestando estas estatísticas, alardeadas como verdadeiras.  Qualquer um de nós sabe que não é possível realizar bons trabalhos com estes valores. O que se está fazendo é uma mentira, são estatísticas manipuladas.
Depois da Odontologia brasileira chegar ao excelente nível que chegou, agora nós não podemos permitir que maus empresários destruam a saúde dentária de crianças e adultos em nosso pais.
Pobrezinhos dos jovens CDs, premidos pelo infortúnio econômico que avassala o Brasil, aceitam estes planos e fazem maus serviços, pelos quais serão responsabilizados, mais cedo ou mais tarde, perante a Lei.
Porém, moralmente, somos nós, os CDs mais velhos, os dirigentes de entidades fortes, como o CFO, a ABO Nacional e o os Sindicatos, os responsáveis por admitir que estas coisas ocorram.
Urgem medidas urgentes e drásticas de luta aberta e sem tréguas contra estes acontecimentos, sob pena de sermos também cúmplices da derrocada da saúde dentária dos brasileiros e a transformação da Odontologia em um mal aos pacientes.
Se outros interesses forem mais fortes, e não conseguirmos vence-los, pelo  menos que se saiba que nós não ficamos inertes assistindo a derrocada da Odontologia e da saúde dentária no Brasil.

Renovo votos de admiração e respeito,
Atenciosamente
 

Cléber Bidegain Pereira, C.D.
 



 

Assunto: CFO/Responde
    Data: Fri, 26 Jan 2001 11:22:14 -0200
     De:  "Juliana" <jalmeida@cfo.org.br>
    Para:  <cleber@cleber.com.br>
 

Prezado Cleber,

Em atenção ao seu e-mail datado de 12/01/2001, informamos-lhe que está sendo agendada reunião das Entidades Nacionais para rever a Tabela Nacional de Convênios e Credenciamentos e lutar pela sua efetiva implantação.

Atenciosamente,

JULIANA ALMEIDA
SECRETARIA/CFO



 

URUGUAIANA (RS)  26 de janeiro, 2001.

Ilmo Sr.
Dr. Miguel Alvaro Santiago Nobre
M.D. Presidente do Conselho Federal de Odontologia
Rio de Janeiro / RJ

Respeitável Presidente:
Muito agradeço sua pronta resposta a minha mensagem de 12/01/2001.
Mesmo temendo ser impertinente, perdoe-me voltar a insistir no assunto dos Convênios.
A Tabela Nacional de Convênios e Credenciamentos, a qual foi feita com exaustivo esforço, sabedoria e eficiência, representa valores justos, mínimos compatível com a qualidade que se faz necessária (*).
Entretanto, infelizmente, passados mais de um ano, as adequadas e lúcidas ponderação do valoroso Presidente Henrique Teitelbaum, não surtiram efeito:  " Solicitamos aos colegas que dentro de suas áreas de atuações se juntem as suas entidades representativas, buscando fazer com que estes valores sejam respeitados, lutando assim contra o aviltamento a que hoje está submetido o Cirurgião Dentista ".
Portanto, é muito oportuna a agendada reunião das Entidades Nacionais para reestudar a luta pela  efetiva implantação da Tabela.
Porém, será necessário considerar que outros caminhos devem ser perseguidos. Não se pode contar com a ação do pobrezinho do CD, recém formado ou com pouca clientela, espezinhado,  humilhado e desesperado pela política econômica atual que, ardilosamente levou a todos os CDs para baixo. Somente as Entidades fortes, como o CFO, Sindicatos e ABO Nacional, têm força, talento e recursos para impor estes valores para as Seguradoras.  Por favor, o CD pode e deve ajudar, mas é o CFO, os Sindicatos e a ABO Nacional quem devem empenhar-se em luta aberta e sem tréguas.
Os médicos também não conseguiram impor valores mínimos.  Apenas os anestesistas conseguiram impor seus valores,  pela condição especial de que as anestesias, feitas em hospitais, só podem ser realizadas por especialistas.
Se as Entidades fortes da Odontologia não têm poder legal para impor valores mínimos, como parece que não tem, os lúcidos componentes da Reunião da Entidades Nacionais da Odontologia, saberão buscar outras maneiras.
Mesmo assim, humildemente, venho propor um caminho que, de qualquer maneira, poderia ser perseguido, paralelamente a outras iniciativas mais eficientes e mais oportunas, que devem surgir na Reunião.
Minha proposição é que Entidades e Universidades, realizem pesquisas, monografias e teses, orientadas no sentido de avaliar valores mínimos para  serviços odontológicos, dentro dos preceitos de higiene, técnica e qualidade.
Concomitantemente, avaliar as alardeadas pesquisas de qualidade, que apregoa a Odontoprev e outras.  Que sejam avaliadas, por Entidades e Universidades, os trabalhos realizados por odontólogos credenciados pela Odontoprev e que, segundo eles, são de primeira qualidade, mesmo com os preços irrisórios que pagam.
A Odontologia pode ser pisoteada  por maus empresários,  a saúde bucal da população brasileira pode ser vilipendiada.  Tudo isto poderemos suportar, pois parece que são desígnios de planos arquitetados em níveis superiores.  Porém, não podemos aceitar, placidamente, indiferentes, que empresas como a Odontoprev digam que têm pesquisas comprovando a qualidade dos trabalhos realizados por seus credenciados, sem que estas pesquisas sejam revisadas e avaliadas por Entidade como o CFO ou Universidade por ele designada.  Se é possível realizar, com preços vis,  bons serviços odontológicos, com requisitos de prevenção da hepatite, AIDES e outras doenças infecto contagiosas, então que isto seja provado que mostrem suas pesquisas realizadas.
E, se estas alardeadas pesquisas não forem comprovadas.  Se Entidades e Instituições apresentarem suas pesquisas avaliando preços mínimos para a realização de bons serviços, então o CFO terá argumentação técnica e científica para ir aos Tribunais e vencer as más empresas que atuam no ramo da saúde bucal.
É a hora da verdade comprovada ou seremos cúmplices da mentira e do desastre da saúde bucal dos brasileiros.

Atenciosamente,

Cléber Bidegain Pereira, C.D.
CRO 930

(*)  A Tabela está no arquivo: < http://www.cleber.com.br/tabelaabo.html >
--


EM PUBLICAÇÃO NO JORNAL DA SOCIEDADE PAULISTA DE ORTODONTIA

CONVÊNIOS

Certamente, existem empresas, na área de saúde bucal, que têm convênios pagando valores justos para os trabalhos odontológicos.  No entanto, há um grande número de seguradoras que aviltam os preços, pagando valores incompatíveis com o mínimo necessário para que o CD realize trabalhos com  boa qualidade e  higiene.
Aqueles destacados CDs que:  por seus excepcionais méritos;  por terem tido o privilégio de serem amparados para fazer mestrado, doutorado etc.; por terem uma clínica grande, feita com esforço e trabalho nos bons tempos; por serem mais velhos e não terem mais gastos com educação de filhos ou outras razões várias, estes CDs, que gozam de posição privilegiada,  devem ser tolerantes com aqueles CDs que aceitam contratos aviltantes. Muitas vezes é uma questão desesperada pela SOBREVIVÊNCIA.  Isto deve ser entendido pelos CDs de  melhor posição e pelos leigos.
Mais por generosidade de Deus do que por méritos pessoais, eu me encontro entre os CDs privilegiados. Também, não sou ambicioso, contento-me com o que tenho, suficiente para me amparar na velhice (quando e se chegar... ). Sinto-me, por isto mesmo, na obrigação de abraçar a luta contra os maus convênios, justamente por estar em posição menos vulnerável.  Se cair o "mundo em cima de mim"  meus amigos me defenderão dizendo:  “é  demência da velhice... “  Ai eu serei velho...   A verdade é que estou tomando esta posição com muita resolução e tenacidade. Vou ser persistente e insistente. Desde já, aos meus amigos e autoridades da Odontologia,  peço perdão por alguma inconveniência. Quando se abraça uma luta com fervor, acontecem, vez por outra,  impropérios... Ainda que, caso como este, deveria ser tratado como dizia o Dr. Rodrigo:  " Só a bala..."
Meu propósito formou-se  quando recebi o representante de uma das grandes empresas de convênios Odontológicos do Brasil.  Fiquei envergonhado frente minhas filhas, a quem estimulei que se formassem em Odontologia. O preço que pagam por uma restauração é em média de R$ 13.00. Enquanto que a referência da ABO, para convênios, é de R$ 30,54  até  R$ 56,47. Portanto, uma desproporção humilhante e desonesta.
Depois da Odontologia brasileira chegar ao excelente nível que chegou, agora nós não podemos permitir que maus empresários destruam a saúde dentária de crianças e adultos em nosso pais.
Fui informado, pelo Conselho Federal de Odontologia, que está sendo agendada reunião das Entidades Nacionais para rever os Valores  Referenciais Para Convênios e Credenciamentos e lutar pela sua efetiva implantação.

A referida “Tabela” Nacional para Convênios e Credenciamentos foi feita com exaustivo esforço, sabedoria e eficiência e tem valores justos, mínimos compatível com a qualidade que se faz necessária (*).
Entretanto, infelizmente, passados mais de um ano, não surtiram efeito  lúcidas ponderação do valoroso Presidente da Associação Brasileira de Odontologia – Nacional, Dr. Henrique Teitelbaum, o qual, referindo-se a “tabela”, disse:  "Solicitamos aos colegas que dentro de suas áreas de atuações se juntem as suas entidades representativas, buscando fazer com que estes valores sejam respeitados, lutando assim contra o aviltamento a que hoje está submetido o Cirurgião Dentista ".  Assim sendo, é muito oportuna a agendada reunião das Entidades Nacionais para reestudar a luta pela  efetiva implantação da “Tabela”.
Porém, será necessário considerar que outros caminhos devem ser perseguidos. Não se pode contar com a ação do pobrezinho do CD, recém formado ou com pouca clientela, espezinhado,  humilhado e desesperado pela política econômica atual que, ardilosamente levou todos os CDs para baixo. Nem mesmo com a pouca força das Sociedades Odontológicas isoladas. Somente as Entidades fortes, como o Conselho Federal de Odontologia, os Sindicatos dos Odontologistas e a Associação Brasileira de Odontologia - Nacional, têm força, talento e recursos para impor estes valores para as Seguradoras.
Por favor, o CD pode e deve ajudar, mas é o CFO, os Sindicatos e a ABO Nacional quem devem empenhar-se em luta aberta e sem tréguas. Se as Entidades fortes da Odontologia não têm poder legal para impor valores mínimos, como parece que não tem, os lúcidos componentes da Reunião das Entidades Nacionais da Odontologia, saberão buscar outras maneiras.
Mesmo assim, humildemente, venho propor um caminho que, de qualquer maneira, poderia ser perseguido, paralelamente a outras iniciativas mais eficientes e mais oportunas, que devem surgir na Reunião.
Minha proposição é que Entidades e Universidades, realizem pesquisas,  orientadas no sentido de avaliar, com peso científico, valores mínimos para  serviços odontológicos, dentro dos preceitos de higiene, técnica e qualidade. Concomitantemente, avaliar as alardeadas pesquisas de qualidade, que apregoam algumas empresas seguradoras.
A Odontologia pode ser pisoteada  por maus empresários,  a saúde bucal da população brasileira pode ser vilipendiada.  Tudo isto poderemos suportar, pois parece que são desígnios de planos arquitetados em níveis superiores.  Porém, não podemos aceitar, placidamente, indiferentes, que empresas alardeiem que têm pesquisas comprovando a qualidade dos trabalhos realizados por seus credenciados, sem que estas pesquisas sejam revisadas e avaliadas por Entidade como o CFO ou Universidades por ele designadas.  Se é possível realizar, com preços vis,  bons serviços odontológicos, com requisitos de prevenção da hepatite, AIDES e outras doenças infecto contagiosas, então que isto seja  provado que mostrem suas pesquisas realizadas.
E, se estas alardeadas pesquisas não forem comprovadas.  Se Entidades e Instituições apresentarem suas  pesquisas avaliando preços mínimos para a realização de bons serviços, então o CFO terá argumentação, técnica e científica, para ir aos Tribunais e vencer as más empresas que atuam no ramo da saúde bucal.
É a hora da verdade comprovada ou nós, profissionais privilegiados, Conselho Federal de Odontologia, Sindicatos dos Odontologistas, Associação Brasileira de Odontologia, seremos cúmplices da mentira e do desastre da saúde bucal dos brasileiros.
 

Cléber Bidegain Pereira, C.D.
CRO 930

(*)  A Tabela está no arquivo: < http://www.cleber.com.br/tabelaabo.html >
Maiores informações sobre esta “guerra” veja em:
< http://www.cleber.com.br/convenio.html >

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SP., 07 de fevereiro de 2001
 

 Prezado Cléber Bidegain Pereira
 Chegou às minhas mãos, pela nossa Tesoureira Dra. Ana Maria Ávila Maltagliati, a mensagem que o colega enviou ao CFO, onde registra sua consternação com relação a remuneração oferecidas aos procedimentos odontológicos, pelos planos de saúde.
 Sem dúvida é preciso movimentar a classe odontológica para que, de alguma forma, se faça ouvir, nessa e em outras questões, nas quais, em consonância com o CFO estamos trabalhando.
 Estamos procurando sensibilizar a população para que valorizem a saúde bucal, por meio da campanha “O dente pode matar”, pois cremos que somente conscientizando-a é que poderemos lutar com mais força e obter algum resultado. Trabalhamos, também, junto a vestibulandos mostrando a atual situação da profissão odontológica, para que, somente aqueles que tenham vocação, a sigam e superem seus entraves. São ações, entre outras, que poderão mostrar caminhos a serem trilhados na luta que não é somente sua. É nossa também. As dificuldades são muitas, mas a predisposição em acertar é mais forte.
 Na certeza de que é unindo forças que venceremos, colocamos-nos à disposição do amigo e renovamos os protestos de  estima e
consideração.

 Atenciosamente,

        Prof. Dr. Moacyr da Silva
         Presidente do CROSP

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Prof. Dr. Moacyr da Silva
MD. Presidente do Conselho Regional de São Paulo:

Prezado Presidente:
Com orgulho e contentamento recebi sua espontânea e expressiva mensagem, referente aos Convênios.
Seus claros e objetivos caminhos não me surpreendem,  venho acompanhando, com júbilo, sua perseverante e lúcida trajetória em busca da autenticação dos documentos digitais na Odontologia (*),
Realmente, procurar influenciar os formandos e levar esclarecimentos para a população são dois bons propósitos que certamente colherão frutos. Principalmente, é fundamental  o intento de esclarecer as vítimas dos maus convênios.
Porém, isto deverá ser feito com a autoridade dos Conselhos Regionais, do CFO e da ABO-Nacional. As Associações, que acabam sendo personalizadas por quem está na linha de frente, não podem levantar a
voz. Temem represálias das poderosas empresas. Eu mesmo, em meu escrito que está em publicação no Jornal de Ortodontia, não tive coragem de nomear a empresa que me ofereceu treze reais por obturação (R$13.00). Temi que, com seus poderosos advogados, viessem me pedir contas comprobatórias.  Sozinho não posso lutar contra eles.  Estou recebendo inúmeras, veementes e bem escritas  mensagens de CDs,
em  apoio a minha manifestação.  No entanto, quando lhes peço permissão para divulgá-las em minha homepage, com razão a grande maioria recua. Nós, individualmente, ou as Associações, não temos documentos, não temos provas para enfrentar um litígio.  Só o CFO e os  Conselhos Regionais e
a ABO-Nacional têm a força e recursos para batalhar em campo aberto, sem tréguas nem medos,  pois é uma luta em favor da saúde do brasileiro.
Poderia ser feito, pelo CFO ou pela ABO Nacional um estudo do custo de cada evento odontológico.  Saber quanto custa para que se realize uma obturação, uma extração, com os requisitos de diagnóstico, técnica, qualidade de materiais e recomendações do Ministério de Saúde (**). Este
valor tem de ser avaliado. Eu acredito que, contando os requisitos de qualidade, custos de consultório, controle da infecção cruzada e impostos este valor seja superior a R$13.00.  No entanto, não posso
provar isto em um Tribunal. É apenas um cálculo feito por mim, sem a consistência de um estudo sistemático.
Se me der a honra de visitar a minha homepage, na seção de "leigos" (***), encontrará algumas coisas orientando a população. Entre elas uma publicação,  sobre prevenção em Odontologia, em 1957 , na Revista Claudia, muito popular na época. E em 1960  outro escrito para leigos.
Assim, não é de hoje que estou perseguindo o intento de bem esclarecer os leigos, motivo pelo qual aplaudo e reverencio as boas investidas do CRO/SP, sobre sua sábia e firme direção.
Agradeço sua mensagem e peço perdão por ter me alongado aqui, sou um
incorrigível prolixo...
Atenciosamente,
Cléber Bidegain Pereira, CD - CRO/RS  940.

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(*)  Atitude correta. A Legalização dos documentos virtuais é tarefa dos Legisladores e de interesse universal, virá inexoravelmente. No Brasil, o Congresso Nacional, os Ministérios, o Palácio do Planalto já estão informatizado e FH encaminhou, para o Congresso, uma lei para legalizar a assinatura digital, a qual já foi legalizada nos EUA.  A autenticação dos documentos será válida para os dias atuais e para depois da
legalização dos documentos digitais. Deverá ser sempre praticada para dar maior força para estes documentos.

(**) CONTROLE DE INFECÇÕES E A PRÁTICA ODONTOLOGICA EM TEMPOS DE AIDS -
Manual de Condutas - Ministério de Saúde, 2000.

(***)  < http://www.cleber.com.br/leigos.html >
 



 

Dr. Cleber Bidegain Pereira
N/Cidade

Caríssimo Colega:

Venho cumprimenta-lo no momento em que a diretoria da Regional tomou conhecimento de seu oportuno manifesto endereçado ao Sr. Miguel Alvaro Santiago Nobre, Presidente do Conselho Federal de Odontologia, alertando sobre o absurdo contrato a que são submetidos nossos colegas, mormente os mais jovens, que na maioria das vezes estão iniciando a luta pelo seu espaço na profissão.

Com muita propriedade e com raro senso de oportunidade o colega tomou a iniciativa de levar ao nosso Conselho Federal, o absurdo que aquela empresa, que demonstra ter apenas como fito único, o lucro fácil e abundante vai, exatamente de encontro aos colegas oferecendo?lhes oportunidade de trabalho vil, pelas condições oferecidas.

Fazemos coro a suas palavras ao alertar sobre a impossibilidade de se realizar trabalhos com qualidade, usando bons materiais e seguindo normas de biossegurança, com tão baixa remuneração. O profissional que aceitar participar desse " faz de conta", certamente, um dia será responsabilizado.

Assim, a presente tem a finalidade de levar até o colega nossos cumprimentos e nossos agradecimentos por sua atitude. São atos dessa natureza que resguardam e enobrecem cada vez mais a odontologia brasileira.

Atenciosamente

Eduardo Domingues, CD
Presidente ABO Uruguaiana
 



 
 

Dr. Cleber B. Pereira
Uruguaiana/RS

Ref: Seu artigo (Convenios) no jornal da S.P.O.

Prezado Dr. Cleber:

15/03/2001

Através desta permita-me, de maneira sucinta, referir-me ao seu artigo acima listado. Além de extremamente oportuna, sua abordagem vai diretamente ao ponto crucial da questão, que é a verdadeira chantagem exercida sobre nossa profissão, principalmente - mas não somente - em relação aos mais Jovens.
Tenho escutado muitos "lamentos", do tipo ah! não adianta.... etc..etc.. . Na realidade a questão é uma só - a maioria das coisas erradas em nosso pais é em nossa profissão só estão assim por ausência ou debilidade de reação. Podemos até perder batalhas e guerras - o vil é não lutar pelo que acreditamos.
Aceite minhas congratulações pela posição - nesta direção V. vai poder contar sempre com muita gente disposta a defender a Odontologia.

Agenciosamente,

Marco Antonio I. Feres