
Sem dúvida, existem algumas empresas, na área
de saúde bucal, que têm convênios com profissionais
pagando valores justos e compatíveis com bons trabalhos odontológicos.
No entanto, há um grande número de empresas que aviltam os
preços a valores incompatíveis com o mínimo necessário
para que o Cirurgião Dentista (CD) realize trabalhos com qualidade
e higiene.
Deve ser considerado pelo leigo, e ele tem de ser
informado disto, que os valores recebidos pelos CDs dos convênios
não representam, o pagamento pelos serviços prestados. Não
é o valor que o CD ganha, que coloca em seu "bolso". Neste
valor está embutido todos os gastos que envolvem o trabalho realizado.
Custo do consultório com seu instrumental, que deve ser continuamente
atualizado e renovado; materiais empregados; autoclave e estufa para esterilização
de instrumental, luvas, máscara para prevenir a infecção
cruzada; impostos; condomínio; luz; auxiliar; seguro de saúde;
seguro para complementar aposentadoria e tudo mais que paga para trabalhar.
Dos valores que o CD recebe têm de sair, em primeiro lugar, o dinheiro
para pagamento de todos os seus gastos de consultório. O que sobra,
será o seu lucro, com o qual sustentará sua família
e seus gastos pessoais.
Aqueles convênios, que pagam 13,00 reais e até
menos, por uma obturação, este valor não cobre os
custos do trabalho realizado, se ele for feito com higiene e qualidade.
Então aqueles CDs, espremidos, vilipendiados, pela situação
econômica atual, aceitam os 13 reais e realizam qualquer coisa, de
qualquer maneira, a fim de sobreviver. Não se pode exigir,
nem mesmo pedir que estes CDs não aceitem contratos aviltantes.
Não adianta lhes dizer que os maus serviços realizados serão,
mais cedo ou mais tarde, objeto de litígio em Tribunais que lhes
custará advogados e indenizações. Os contatos são
claros: os trabalhos realizados são de responsabilidade exclusiva
dos CDs ( as seguradoras, resguardam-se pois sabem que irão
ocorrem muitos litígios ). Reintero para enfatizar: não adianta
apelar para os CDs, aqueles que aceitam contratos aviltantes estão
fazendo por uma questão de sobrevivência.
Aqueles CDs que por seus excepcionais méritos
pessoais; por terem tido o privilégio de serem amparados para
fazer mestrado, doutorado etc.; por terem uma clínica grande, feita
com esforço e trabalho nos bons tempos; por serem mais velhos e
não terem mais gastos com educação de filhos ou outras
razões várias, estes CDs, que gozam de posição
privilegiada, devem ser tolerantes com aqueles que estão desesperados
e aceitam qualquer coisa pela SOBREVIVÊNCIA. Isto deve
ser entendido pelos CDs de melhor posição e pelos leigos.
Mais por generosidade de Deus do que por mérios
pessoais eu me encontro entre aqueles CDs privilegiados. Também,
não sou ambicioso, contento-me com o que tenho, suficiente para
me amparar a velhice (quando e se chegar... ). Sinto-me assim na
obrigação de abraçar esta causa, justamente por estar
em posição menos vulnerável. Se cair o "mundo
em cima de mim" meus amigos me defenderão dizendo: "é
demência da velhice..." Ai eu serei velho...
A verdade é que estou tomando esta posição
com muita resolução e tenacidade. Vou ser persistente e insistente.
Desde já, aos meus amigos e autoridades da Odontologia, peço
perdão por alguma inveniência, quando se abraça uma
luta com fervor, acontecem, vez por outra, impropérios...
Ainda que, valeriam aqui as palavras do Dr. Rodrigo:
" Só a bala..."
Últimas notícias sobre Seguros de Saúde
- Projeto de Lei
PARABÉNS AO CRO/RS e seu Presidente Bern Hur Godolphin. Em iniciativa enérgica e producente inicia guerra contro planos de saúde ilegais.
CRO/RS inicia cruzada contra
planos e operadoras de saúde ilegais
Seguradoras de Saúde - Advertência do
Conselho de Odontologia/RS e outros
Alerta do CRO-RS para a Legalidade dos Planos
de Saúde
Valores Referenciais p/
Convênios e Credenciamentos ABO- NACIONAL
Valores Mínimos de referência da APCD
URUGUAIANA (RS) 12 de janeiro, 2001.
Ilmo Sr.
Dr. Presidente Miguel Alvaro Santiago Nobre
M.D. Presidente do Conselho Federal de Odontologia
Rio de Janeiro / RJ
Respeitável Presidente:
Recebi hoje a visita de representante da ODONTOPREV,
uma das grandes empresas de assistência Odontológica no Brasil,
fiquei envergonhado frente minhas filhas, a quem estimulei que se formassem
em Odontologia.
O preço que pagam por uma restauração
é em média de R$ 13.00. Enquanto que a referência da
ABO, para convênios, é de R$ 30.54 até
R$ 56.47. Portanto, uma desproporção humilhante e desonesta.
Fui informado pela C.D. Patricia Forte, consultora da
Odontoprev, que eles têm estatísticas comprovando a qualidade
dos serviços prestados. Devemos dar parte na Polícia, no
PROCON, entrar nos Tribunais, contestando estas estatísticas, alardeadas
como verdadeiras. Qualquer um de nós sabe que não é
possível realizar bons trabalhos com estes valores. O que se está
fazendo é uma mentira, são estatísticas manipuladas.
Depois da Odontologia brasileira chegar ao excelente
nível que chegou, agora nós não podemos permitir que
maus empresários destruam a saúde dentária de crianças
e adultos em nosso pais.
Pobrezinhos dos jovens CDs, premidos pelo infortúnio
econômico que avassala o Brasil, aceitam estes planos e fazem maus
serviços, pelos quais serão responsabilizados, mais cedo
ou mais tarde, perante a Lei.
Porém, moralmente, somos nós, os CDs mais
velhos, os dirigentes de entidades fortes, como o CFO, a ABO Nacional e
o os Sindicatos, os responsáveis por admitir que estas coisas ocorram.
Urgem medidas urgentes e drásticas de luta aberta
e sem tréguas contra estes acontecimentos, sob pena de sermos também
cúmplices da derrocada da saúde dentária dos brasileiros
e a transformação da Odontologia em um mal aos pacientes.
Se outros interesses forem mais fortes, e não
conseguirmos vence-los, pelo menos que se saiba que nós não
ficamos inertes assistindo a derrocada da Odontologia e da saúde
dentária no Brasil.
Renovo votos de admiração e respeito,
Atenciosamente
Cléber Bidegain Pereira, C.D.
Assunto: CFO/Responde
Data: Fri, 26 Jan 2001 11:22:14 -0200
De: "Juliana" <jalmeida@cfo.org.br>
Para: <cleber@cleber.com.br>
Prezado Cleber,
Em atenção ao seu e-mail datado de 12/01/2001, informamos-lhe que está sendo agendada reunião das Entidades Nacionais para rever a Tabela Nacional de Convênios e Credenciamentos e lutar pela sua efetiva implantação.
Atenciosamente,
JULIANA ALMEIDA
SECRETARIA/CFO
URUGUAIANA (RS) 26 de janeiro, 2001.
Ilmo Sr.
Dr. Miguel Alvaro Santiago Nobre
M.D. Presidente do Conselho Federal de Odontologia
Rio de Janeiro / RJ
Respeitável Presidente:
Muito agradeço sua pronta resposta a minha mensagem
de 12/01/2001.
Mesmo temendo ser impertinente, perdoe-me voltar a insistir
no assunto dos Convênios.
A Tabela Nacional de Convênios e Credenciamentos,
a qual foi feita com exaustivo esforço, sabedoria e eficiência,
representa valores justos, mínimos compatível com a qualidade
que se faz necessária (*).
Entretanto, infelizmente, passados mais de um ano, as
adequadas e lúcidas ponderação do valoroso Presidente
Henrique Teitelbaum, não surtiram efeito: " Solicitamos aos
colegas que dentro de suas áreas de atuações se juntem
as suas entidades representativas, buscando fazer com que estes valores
sejam respeitados, lutando assim contra o aviltamento a que hoje está
submetido o Cirurgião Dentista ".
Portanto, é muito oportuna a agendada reunião
das Entidades Nacionais para reestudar a luta pela efetiva implantação
da Tabela.
Porém, será necessário considerar
que outros caminhos devem ser perseguidos. Não se pode contar com
a ação do pobrezinho do CD, recém formado ou com pouca
clientela, espezinhado, humilhado e desesperado pela política
econômica atual que, ardilosamente levou a todos os CDs para baixo.
Somente as Entidades fortes, como o CFO, Sindicatos e ABO Nacional, têm
força, talento e recursos para impor estes valores para as Seguradoras.
Por favor, o CD pode e deve ajudar, mas é o CFO, os Sindicatos e
a ABO Nacional quem devem empenhar-se em luta aberta e sem tréguas.
Os médicos também não conseguiram
impor valores mínimos. Apenas os anestesistas conseguiram
impor seus valores, pela condição especial de que as
anestesias, feitas em hospitais, só podem ser realizadas por especialistas.
Se as Entidades fortes da Odontologia não têm
poder legal para impor valores mínimos, como parece que não
tem, os lúcidos componentes da Reunião da Entidades Nacionais
da Odontologia, saberão buscar outras maneiras.
Mesmo assim, humildemente, venho propor um caminho que,
de qualquer maneira, poderia ser perseguido, paralelamente a outras iniciativas
mais eficientes e mais oportunas, que devem surgir na Reunião.
Minha proposição é que Entidades
e Universidades, realizem pesquisas, monografias e teses, orientadas no
sentido de avaliar valores mínimos para serviços odontológicos,
dentro dos preceitos de higiene, técnica e qualidade.
Concomitantemente, avaliar as alardeadas pesquisas de
qualidade, que apregoa a Odontoprev e outras. Que sejam avaliadas,
por Entidades e Universidades, os trabalhos realizados por odontólogos
credenciados pela Odontoprev e que, segundo eles, são de primeira
qualidade, mesmo com os preços irrisórios que pagam.
A Odontologia pode ser pisoteada por maus empresários,
a saúde bucal da população brasileira pode ser vilipendiada.
Tudo isto poderemos suportar, pois parece que são desígnios
de planos arquitetados em níveis superiores. Porém,
não podemos aceitar, placidamente, indiferentes, que empresas como
a Odontoprev digam que têm pesquisas comprovando a qualidade dos
trabalhos realizados por seus credenciados, sem que estas pesquisas sejam
revisadas e avaliadas por Entidade como o CFO ou Universidade por ele designada.
Se é possível realizar, com preços vis, bons
serviços odontológicos, com requisitos de prevenção
da hepatite, AIDES e outras doenças infecto contagiosas, então
que isto seja provado que mostrem suas pesquisas realizadas.
E, se estas alardeadas pesquisas não forem comprovadas.
Se Entidades e Instituições apresentarem suas pesquisas avaliando
preços mínimos para a realização de bons serviços,
então o CFO terá argumentação técnica
e científica para ir aos Tribunais e vencer as más empresas
que atuam no ramo da saúde bucal.
É a hora da verdade comprovada ou seremos cúmplices
da mentira e do desastre da saúde bucal dos brasileiros.
Atenciosamente,
Cléber Bidegain Pereira, C.D.
CRO 930
(*) A Tabela está no arquivo: < http://www.cleber.com.br/tabelaabo.html
>
--
CONVÊNIOS
Certamente, existem empresas, na área de saúde
bucal, que têm convênios pagando valores justos para os trabalhos
odontológicos. No entanto, há um grande número
de seguradoras que aviltam os preços, pagando valores incompatíveis
com o mínimo necessário para que o CD realize trabalhos com
boa qualidade e higiene.
Aqueles destacados CDs que: por seus excepcionais
méritos; por terem tido o privilégio de serem amparados
para fazer mestrado, doutorado etc.; por terem uma clínica grande,
feita com esforço e trabalho nos bons tempos; por serem mais velhos
e não terem mais gastos com educação de filhos ou
outras razões várias, estes CDs, que gozam de posição
privilegiada, devem ser tolerantes com aqueles CDs que aceitam contratos
aviltantes. Muitas vezes é uma questão desesperada pela SOBREVIVÊNCIA.
Isto deve ser entendido pelos CDs de melhor posição
e pelos leigos.
Mais por generosidade de Deus do que por méritos
pessoais, eu me encontro entre os CDs privilegiados. Também, não
sou ambicioso, contento-me com o que tenho, suficiente para me amparar
na velhice (quando e se chegar... ). Sinto-me, por isto mesmo, na obrigação
de abraçar a luta contra os maus convênios, justamente por
estar em posição menos vulnerável. Se cair o
"mundo em cima de mim" meus amigos me defenderão dizendo:
“é demência da velhice... “ Ai eu serei velho...
A verdade é que estou tomando esta posição com muita
resolução e tenacidade. Vou ser persistente e insistente.
Desde já, aos meus amigos e autoridades da Odontologia, peço
perdão por alguma inconveniência. Quando se abraça
uma luta com fervor, acontecem, vez por outra, impropérios...
Ainda que, caso como este, deveria ser tratado como dizia o Dr. Rodrigo:
" Só a bala..."
Meu propósito formou-se quando recebi o
representante de uma das grandes empresas de convênios Odontológicos
do Brasil. Fiquei envergonhado frente minhas filhas, a quem estimulei
que se formassem em Odontologia. O preço que pagam por uma restauração
é em média de R$ 13.00. Enquanto que a referência da
ABO, para convênios, é de R$ 30,54 até
R$ 56,47. Portanto, uma desproporção humilhante e desonesta.
Depois da Odontologia brasileira chegar ao excelente
nível que chegou, agora nós não podemos permitir que
maus empresários destruam a saúde dentária de crianças
e adultos em nosso pais.
Fui informado, pelo Conselho Federal de Odontologia,
que está sendo agendada reunião das Entidades Nacionais para
rever os Valores Referenciais Para Convênios e Credenciamentos
e lutar pela sua efetiva implantação.
A referida “Tabela” Nacional para Convênios e Credenciamentos
foi feita com exaustivo esforço, sabedoria e eficiência e
tem valores justos, mínimos compatível com a qualidade que
se faz necessária (*).
Entretanto, infelizmente, passados mais de um ano, não
surtiram efeito lúcidas ponderação do valoroso
Presidente da Associação Brasileira de Odontologia – Nacional,
Dr. Henrique Teitelbaum, o qual, referindo-se a “tabela”, disse:
"Solicitamos aos colegas que dentro de suas áreas de atuações
se juntem as suas entidades representativas, buscando fazer com que estes
valores sejam respeitados, lutando assim contra o aviltamento a que hoje
está submetido o Cirurgião Dentista ". Assim sendo,
é muito oportuna a agendada reunião das Entidades Nacionais
para reestudar a luta pela efetiva implantação da “Tabela”.
Porém, será necessário considerar
que outros caminhos devem ser perseguidos. Não se pode contar com
a ação do pobrezinho do CD, recém formado ou com pouca
clientela, espezinhado, humilhado e desesperado pela política
econômica atual que, ardilosamente levou todos os CDs para baixo.
Nem mesmo com a pouca força das Sociedades Odontológicas
isoladas. Somente as Entidades fortes, como o Conselho Federal de Odontologia,
os Sindicatos dos Odontologistas e a Associação Brasileira
de Odontologia - Nacional, têm força, talento e recursos para
impor estes valores para as Seguradoras.
Por favor, o CD pode e deve ajudar, mas é o CFO,
os Sindicatos e a ABO Nacional quem devem empenhar-se em luta aberta e
sem tréguas. Se as Entidades fortes da Odontologia não têm
poder legal para impor valores mínimos, como parece que não
tem, os lúcidos componentes da Reunião das Entidades Nacionais
da Odontologia, saberão buscar outras maneiras.
Mesmo assim, humildemente, venho propor um caminho que,
de qualquer maneira, poderia ser perseguido, paralelamente a outras iniciativas
mais eficientes e mais oportunas, que devem surgir na Reunião.
Minha proposição é que Entidades
e Universidades, realizem pesquisas, orientadas no sentido de avaliar,
com peso científico, valores mínimos para serviços
odontológicos, dentro dos preceitos de higiene, técnica e
qualidade. Concomitantemente, avaliar as alardeadas pesquisas de qualidade,
que apregoam algumas empresas seguradoras.
A Odontologia pode ser pisoteada por maus empresários,
a saúde bucal da população brasileira pode ser vilipendiada.
Tudo isto poderemos suportar, pois parece que são desígnios
de planos arquitetados em níveis superiores. Porém,
não podemos aceitar, placidamente, indiferentes, que empresas alardeiem
que têm pesquisas comprovando a qualidade dos trabalhos realizados
por seus credenciados, sem que estas pesquisas sejam revisadas e avaliadas
por Entidade como o CFO ou Universidades por ele designadas. Se é
possível realizar, com preços vis, bons serviços
odontológicos, com requisitos de prevenção da hepatite,
AIDES e outras doenças infecto contagiosas, então que isto
seja provado que mostrem suas pesquisas realizadas.
E, se estas alardeadas pesquisas não forem comprovadas.
Se Entidades e Instituições apresentarem suas pesquisas
avaliando preços mínimos para a realização
de bons serviços, então o CFO terá argumentação,
técnica e científica, para ir aos Tribunais e vencer as más
empresas que atuam no ramo da saúde bucal.
É a hora da verdade comprovada ou nós,
profissionais privilegiados, Conselho Federal de Odontologia, Sindicatos
dos Odontologistas, Associação Brasileira de Odontologia,
seremos cúmplices da mentira e do desastre da saúde bucal
dos brasileiros.
Cléber Bidegain Pereira, C.D.
CRO 930
(*) A Tabela está no arquivo: < http://www.cleber.com.br/tabelaabo.html
>
Maiores informações sobre esta “guerra”
veja em:
< http://www.cleber.com.br/convenio.html >
======================================
SP., 07 de fevereiro de 2001
Prezado Cléber Bidegain Pereira
Chegou às minhas mãos, pela nossa
Tesoureira Dra. Ana Maria Ávila Maltagliati, a mensagem que o colega
enviou ao CFO, onde registra sua consternação com relação
a remuneração oferecidas aos procedimentos odontológicos,
pelos planos de saúde.
Sem dúvida é preciso movimentar a
classe odontológica para que, de alguma forma, se faça ouvir,
nessa e em outras questões, nas quais, em consonância com
o CFO estamos trabalhando.
Estamos procurando sensibilizar a população
para que valorizem a saúde bucal, por meio da campanha “O dente
pode matar”, pois cremos que somente conscientizando-a é que poderemos
lutar com mais força e obter algum resultado. Trabalhamos, também,
junto a vestibulandos mostrando a atual situação da profissão
odontológica, para que, somente aqueles que tenham vocação,
a sigam e superem seus entraves. São ações, entre
outras, que poderão mostrar caminhos a serem trilhados na luta que
não é somente sua. É nossa também. As dificuldades
são muitas, mas a predisposição em acertar é
mais forte.
Na certeza de que é unindo forças
que venceremos, colocamos-nos à disposição do amigo
e renovamos os protestos de estima e
consideração.
Atenciosamente,
Prof. Dr. Moacyr
da Silva
Presidente
do CROSP
===========================
Prof. Dr. Moacyr da Silva
MD. Presidente do Conselho Regional de São Paulo:
Prezado Presidente:
Com orgulho e contentamento recebi sua espontânea
e expressiva mensagem, referente aos Convênios.
Seus claros e objetivos caminhos não me surpreendem,
venho acompanhando, com júbilo, sua perseverante e lúcida
trajetória em busca da autenticação dos documentos
digitais na Odontologia (*),
Realmente, procurar influenciar os formandos e levar
esclarecimentos para a população são dois bons propósitos
que certamente colherão frutos. Principalmente, é fundamental
o intento de esclarecer as vítimas dos maus convênios.
Porém, isto deverá ser feito com a autoridade
dos Conselhos Regionais, do CFO e da ABO-Nacional. As Associações,
que acabam sendo personalizadas por quem está na linha de frente,
não podem levantar a
voz. Temem represálias das poderosas empresas.
Eu mesmo, em meu escrito que está em publicação no
Jornal de Ortodontia, não tive coragem de nomear a empresa que me
ofereceu treze reais por obturação (R$13.00). Temi que, com
seus poderosos advogados, viessem me pedir contas comprobatórias.
Sozinho não posso lutar contra eles. Estou recebendo inúmeras,
veementes e bem escritas mensagens de CDs,
em apoio a minha manifestação.
No entanto, quando lhes peço permissão para divulgá-las
em minha homepage, com razão a grande maioria recua. Nós,
individualmente, ou as Associações, não temos documentos,
não temos provas para enfrentar um litígio. Só
o CFO e os Conselhos Regionais e
a ABO-Nacional têm a força e recursos para
batalhar em campo aberto, sem tréguas nem medos, pois é
uma luta em favor da saúde do brasileiro.
Poderia ser feito, pelo CFO ou pela ABO Nacional um estudo
do custo de cada evento odontológico. Saber quanto custa para
que se realize uma obturação, uma extração,
com os requisitos de diagnóstico, técnica, qualidade de materiais
e recomendações do Ministério de Saúde (**).
Este
valor tem de ser avaliado. Eu acredito que, contando
os requisitos de qualidade, custos de consultório, controle da infecção
cruzada e impostos este valor seja superior a R$13.00. No entanto,
não posso
provar isto em um Tribunal. É apenas um cálculo
feito por mim, sem a consistência de um estudo sistemático.
Se me der a honra de visitar a minha homepage, na seção
de "leigos" (***), encontrará algumas coisas orientando a população.
Entre elas uma publicação, sobre prevenção
em Odontologia, em 1957 , na Revista Claudia, muito popular na época.
E em 1960 outro escrito para leigos.
Assim, não é de hoje que estou perseguindo
o intento de bem esclarecer os leigos, motivo pelo qual aplaudo e reverencio
as boas investidas do CRO/SP, sobre sua sábia e firme direção.
Agradeço sua mensagem e peço perdão
por ter me alongado aqui, sou um
incorrigível prolixo...
Atenciosamente,
Cléber Bidegain Pereira, CD - CRO/RS 940.
-------
(*) Atitude correta. A Legalização
dos documentos virtuais é tarefa dos Legisladores e de interesse
universal, virá inexoravelmente. No Brasil, o Congresso Nacional,
os Ministérios, o Palácio do Planalto já estão
informatizado e FH encaminhou, para o Congresso, uma lei para legalizar
a assinatura digital, a qual já foi legalizada nos EUA. A
autenticação dos documentos será válida para
os dias atuais e para depois da
legalização dos documentos digitais. Deverá
ser sempre praticada para dar maior força para estes documentos.
(**) CONTROLE DE INFECÇÕES E A PRÁTICA
ODONTOLOGICA EM TEMPOS DE AIDS -
Manual de Condutas - Ministério de Saúde,
2000.
(***) < http://www.cleber.com.br/leigos.html
>
Dr. Cleber Bidegain Pereira
N/Cidade
Caríssimo Colega:
Venho cumprimenta-lo no momento em que a diretoria da Regional tomou conhecimento de seu oportuno manifesto endereçado ao Sr. Miguel Alvaro Santiago Nobre, Presidente do Conselho Federal de Odontologia, alertando sobre o absurdo contrato a que são submetidos nossos colegas, mormente os mais jovens, que na maioria das vezes estão iniciando a luta pelo seu espaço na profissão.
Com muita propriedade e com raro senso de oportunidade o colega tomou a iniciativa de levar ao nosso Conselho Federal, o absurdo que aquela empresa, que demonstra ter apenas como fito único, o lucro fácil e abundante vai, exatamente de encontro aos colegas oferecendo?lhes oportunidade de trabalho vil, pelas condições oferecidas.
Fazemos coro a suas palavras ao alertar sobre a impossibilidade de se realizar trabalhos com qualidade, usando bons materiais e seguindo normas de biossegurança, com tão baixa remuneração. O profissional que aceitar participar desse " faz de conta", certamente, um dia será responsabilizado.
Assim, a presente tem a finalidade de levar até o colega nossos cumprimentos e nossos agradecimentos por sua atitude. São atos dessa natureza que resguardam e enobrecem cada vez mais a odontologia brasileira.
Atenciosamente
Eduardo Domingues, CD
Presidente ABO Uruguaiana
Dr. Cleber B. Pereira
Uruguaiana/RS
Ref: Seu artigo (Convenios) no jornal da S.P.O.
Prezado Dr. Cleber:
15/03/2001
Através desta permita-me, de maneira sucinta, referir-me
ao seu artigo acima listado. Além de extremamente oportuna, sua
abordagem vai diretamente ao ponto crucial da questão, que é
a verdadeira chantagem exercida sobre nossa profissão, principalmente
- mas não somente - em relação aos mais Jovens.
Tenho escutado muitos "lamentos", do tipo ah! não
adianta.... etc..etc.. . Na realidade a questão é uma só
- a maioria das coisas erradas em nosso pais é em nossa profissão
só estão assim por ausência ou debilidade de reação.
Podemos até perder batalhas e guerras - o vil é não
lutar pelo que acreditamos.
Aceite minhas congratulações pela posição
- nesta direção V. vai poder contar sempre com muita gente
disposta a defender a Odontologia.
Agenciosamente,
Marco Antonio I. Feres

