Cléber Bidegain Pereira, C.D. 
  
Curriculo Resumido: 
 
Todos estamos preocupados em que os cursos de Ortodontia e Ortopedia Facial tenham excelente qualidade de ensino. Deve-se perseverar nesta tarefa, que sempre foi propósito do CFO, SPO e outras entidades da Ortodontia.
Entretanto, concomitantemente, outros caminhos devem ser perseguidos. Um deles é procurar estabelecer conceitos filosóficos fundamentais, em algumas áreas da Ortodontia e Ortopedida Facial, a fim de melhor orientar aqueles que se iniciam no diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico.
Atualmente há, primordialmente, necessidade de maiores esclarecimentos sobre extrações,  expansões e distalamentos, com finalidade de ganhar espaço para o alinhamento dos dentes.  Novas técnicas, novas e velhas  aparatologias, oferecem poderosos e eficientes recursos para que se realizem grandes expansões e distalamentos, sendo apresentadas, algumas vezes,  sem que se esclareçam, minuciosamente, quando elas estão indicadas, até quando e porque devem ser praticadas.  Estes questionamentos são sumamente importantes e carecem de maiores esclarecimentos. Extrações,  expansões  e distalamentos  desenfreados e inadequados causam maior mal, aos pacientes, do que a sua maloclusão original. Estabelecer uma orientação segura, ditada por eminentes profissionais da Ortodontia e da Ortopedia Facial, será uma contribuição de significativo valor para a Odontologia.
Com este pensamento,  a Sociedade Paulista de Ortodontia, realiza o Workshop, EXTRAÇÕES NÃO EXTRAÇÕES, no ORTO 2000.

Na qualidade de coordenador apresento dois aspectos:
1 - Quando e quanto se pode expandir a  arcada dentária inferior normal, transversalmente, com o fim específico de ganhar espaço, para corrigir apinhamentos e evitar extrações.
      1.1 - Refiro-me a expansão da arcada inferior porque se considera ela como guia, visto que sua largura é determinada por fatores anatômicos e fisiológicos individuais. A arcada superior, quando atrésica, em relação a inferior, regra geral, indiscutivelmente, deve ser expandida, seja por expansão dento-alveolar, sutural ou cirúrgica, dependendo do caso e da idade do paciente.
 
 

  Caso em que se deve expandir a arcada  
superior, até que cubra a inferior. 
Certamente, cada caso tem suas  
peculiaridades  individuais, porém a  
expansão superior é  assunto bem menos  
polêmico,  prefere-se,  neste workshop,  
debater a expansão inferior. 
 
 
Aparenta articulação invertida      Em  O.C. mostra que é atresia 
uni-lateral.                                       da arcada, com D.F.M.
 
 

1.2 - Arcada dentária inferior normal, transversalmente, considero aquela em que os segmentos laterais, inclusive caninos, não apresentam inclinações linguais evidentes, maiores do que as indicadas pela curva de Monson.
 
 

  Durante muitos anos, pelo menos para um grande  
grupo de Ortodontistas, respeitou-se a Distância  
Bicanina Inferior.  
Há, atualmente, alguma boa razão para modificar 
este conceito tradicional ? 
 
 
Em alguns casos, é evidente que os caninos, e mesmo os segmentos  
laterais,  estão inclinados exageradamente para lingual. Nestes casos,  
indiscutivelmente,  devem ser corrigidos, o que determina um aumento  
na distancia bicanina.
 

      1.3 - Refiro-me apenas ao aspecto transversal, porque o distalamento de molares será abordado em outro segmento e a protrusão incisal inferior é determinada por fatores mais bem esclarecidos, dependentes do bom feche labial e da estética facial.
 

Não há maiores divergências quanto a  expandir a arcada dentária  
inferior,  retruíndo os incisivos. Geralmente, isto compromete o 
bom feche labial  e a estética, de forma evidente, motivo  pelo qual  
parece que se pode deixar, para outra oportunidade, o debate deste  
tema, sem dúvida também importante.
 
 

2 - O segundo aspecto refere-se a casos em que os terceiros molares estão presentes e radiograficamente normais. Grandes distalamentos levariam, irremediavelmente, a extração destes terceiros molares. Entendo que o paciente necessita ser informado de que o caso é de EXTRAÇÕES, e que houve uma opção de extrair os terceiros em lugar de prémolares.
 

Poderosos e eficientes meios de distalamento, possibilitam levar os molares  
expressivamente para trás, o que implica, em alguns casos, na extração dos 
terceiros  molares. Quando isto acontece, o caso deve ser enquadrado como  
CASO COM EXTRAÇÃO. 
 
 Considerando o exposto formulo, para os componentes da Mesa, as  PERGUNTAS que seguem:

A -  A expansão transversal, da arcada inferior normal, sem inclinações linguais, com o propósito de ganhar espaço para corrigir apinhamentos é um recurso válido ?
B - Em caso positivo, de uma maneira geral, até quantos milímetros de expansão inferior transversal seriam aceitáveis ?
C - Distalamentos de molares, em casos que comprometem a erupção dos terceiros molares, ocasionando, com evidência,  suas extrações, imediata ou futura, considera-se um caso com extrações ?
 
  


              LEITURA RECOMENDADA
            http://www.cleber.com.br/expansao.html
            http://www.cleber.com.br/extraba.html
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            http://www.cleber.com.br/expainde.html
            http://www.cleber.com.br/forever.html

               http://www.cleber.com.br/silvia.html   " Alterações nas distâncias intercaninos e intermolares inferiores em pacientes submetidos a tratamento ortodôntico sem extrações" .  Dra. Silvia Maccarini Dall´Igna e Dr. Alvaro de Moraes Mendes -  ORTODOTIA GAÚCHA -  Volume  IV,  Número 1,  Janeiro/Julho 2000.