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Cléber Bidegain Pereira, C.D.
Curriculo Resumido: |
Na qualidade de coordenador apresento dois aspectos:
1 - Quando e quanto se pode expandir a arcada dentária
inferior normal, transversalmente, com o fim específico
de ganhar espaço, para corrigir apinhamentos e evitar extrações.
1.1 - Refiro-me a expansão
da arcada inferior porque se considera ela como guia, visto que sua largura
é determinada por fatores anatômicos e fisiológicos
individuais. A arcada superior, quando atrésica, em relação
a inferior, regra geral, indiscutivelmente, deve ser expandida, seja por
expansão dento-alveolar, sutural ou cirúrgica, dependendo
do caso e da idade do paciente.
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Caso em que se deve expandir a arcada
superior, até que cubra a inferior. Certamente, cada caso tem suas peculiaridades individuais, porém a expansão superior é assunto bem menos polêmico, prefere-se, neste workshop, debater a expansão inferior. |
Aparenta articulação invertida Em O.C. mostra que é atresia uni-lateral. da arcada, com D.F.M. |
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1.2 - Arcada dentária inferior normal, transversalmente,
considero aquela em que os segmentos laterais, inclusive caninos, não
apresentam inclinações linguais evidentes, maiores do que
as indicadas pela curva de Monson.
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Durante muitos anos, pelo menos para um grande
grupo de Ortodontistas, respeitou-se a Distância Bicanina Inferior. Há, atualmente, alguma boa razão para modificar este conceito tradicional ? |
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| Em alguns casos, é evidente que os caninos, e
mesmo os segmentos
laterais, estão inclinados exageradamente para lingual. Nestes casos, indiscutivelmente, devem ser corrigidos, o que determina um aumento na distancia bicanina. |
1.3 - Refiro-me apenas
ao aspecto transversal, porque o distalamento de molares será
abordado em outro segmento e a protrusão incisal inferior é
determinada por fatores mais bem esclarecidos, dependentes do bom feche
labial e da estética facial.
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| Não há maiores divergências quanto
a expandir a arcada dentária
inferior, retruíndo os incisivos. Geralmente, isto compromete o bom feche labial e a estética, de forma evidente, motivo pelo qual parece que se pode deixar, para outra oportunidade, o debate deste tema, sem dúvida também importante. |
2 - O segundo aspecto refere-se a casos em que os terceiros
molares estão presentes e radiograficamente normais. Grandes distalamentos
levariam, irremediavelmente, a extração destes terceiros
molares. Entendo que o paciente necessita ser informado de que o caso é
de EXTRAÇÕES, e que houve uma opção de extrair
os terceiros em lugar de prémolares.
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| Poderosos e eficientes meios de distalamento, possibilitam
levar os molares
expressivamente para trás, o que implica, em alguns casos, na extração dos terceiros molares. Quando isto acontece, o caso deve ser enquadrado como CASO COM EXTRAÇÃO. |
A - A expansão transversal,
da arcada inferior normal, sem inclinações linguais, com
o propósito de ganhar espaço para corrigir apinhamentos é
um recurso válido ?
B - Em caso positivo, de uma
maneira geral, até quantos milímetros de expansão
inferior transversal seriam aceitáveis ?
C - Distalamentos de molares,
em casos que comprometem a erupção dos terceiros molares,
ocasionando, com evidência, suas extrações, imediata
ou futura, considera-se um caso com extrações ?
http://www.cleber.com.br/silvia.html " Alterações nas distâncias intercaninos e intermolares inferiores em pacientes submetidos a tratamento ortodôntico sem extrações" . Dra. Silvia Maccarini Dall´Igna e Dr. Alvaro de Moraes Mendes - ORTODOTIA GAÚCHA - Volume IV, Número 1, Janeiro/Julho 2000.