Tinha que dar cerco. E não deu ...
Teria que dar certo. E, infelizmente, não
dará...
Acontece que inflação — são
os economistas sérios quem falam — não se corta no final
da cadeia. É necessário cortar as origens.
Tabelar e controlar preços ao consumidor
poderá até ser uma medida válida Porém, quando
for complemento de outras medidas verdadeiramente decisivas: cortes nos
gastos públicos, erradicação da corrupção
institucional e seriedade administrativa.
Um plano sério de contenção
da inflação impõe, Com urgência e rigor, o controle
da população nos gastos públicos. É necessário
dar instrumentos e poderes para que o povo fiscalize o governo. Da mesma
forma exatamente, como o povo e incentivado a controlar os preços
no varejo.
Como pagadores de impostos, sustentáculos
econômicos do governo, temos o direito de saber das coisas públicas,
que custeamos com sacrifico.
De início, queremos saber quanto o governo
paga para cada uma das pessoas que trabalham na maquina governamental,
em todos os níveis, federal, estadual e municipal. Em todos os poderes:
executivo, legislativo e judiciário. Em todos os escalões,
do mais alto ao baixo. Querermos saber os vencimentos, proventos, comissões,
jetons, verbas de representação, regalias, etc. Tudo que,
de forma direta ou indireta, beneficia aqueles que recebem dos cofres públicos.
Desacreditamos na honestidade de um plano que, vertiginosamente,
eleva os valores das coisas que o governo vende. E, descaradamente, sem
um resquício de pudor, no momento em que congela tudo, no mesmo
decreto, insaciável e gananciosamente, sobe ainda mais uma vez o
que vende.
Desacreditamos em um plano em que o próprio
presidente da nação afirma que é fruto dos erros do
primeiro. Existem coisas em que não se pode errar.
A economia de um pais falido é uma delas. Não
pode servir de escola de aprendizado. Quem não tem competência
para fazer na coisas certas da primeira vez, que entregue para auto mais
capacitado. É tarde pera experiências !!!
Uruguaiana
julho de 1987
Cléber
Bidegain Pereira
Infelizmente a história se
repete...
Um profissional que erra deve responder
pelo seu erro, não pode prejudiar outros pela sua incompetência
ou negligência. Assim determina a lei, e assim deveria ser para todos,
inclusive para os príncipes.
Em alguns paises os governantes
que erram são punidos com a pena de morte, considera-se que prejudicar
toda a população de uma nação é crime
ediondo.
Imagina se a moda pega aqui no
Brasil ...
A última que a mídia,
bem paga, que nos quer impingir: se temos 40 anos já passamos
por tantos Planos, sobrepujaremos mais este...
Não contam que a cada Plano
vamos mais para o fundo. Agora, recessão com inflação,
será que poderemos suportar...
Até quando abusarás
de nossa paciência ...