TRANSCRITO DA FOLHA DA REGIÃO -  ARAÇATUBA - 17 DE JULHO DE  1987

NOVO CRUZADO

 Tinha que dar cerco. E não deu ...
 Teria que dar certo. E, infelizmente, não dará...
 Acontece que inflação — são os economistas sérios quem falam — não se corta no final da cadeia. É necessário cortar as origens.
 Tabelar e controlar preços ao consumidor poderá até ser uma medida válida Porém, quando for complemento de outras medidas verdadeiramente decisivas: cortes nos gastos públicos, erradicação da corrupção institucional e seriedade administrativa.
 Um plano sério de contenção da inflação impõe, Com urgência e rigor, o controle da população nos gastos públicos. É necessário dar instrumentos e poderes para que o povo fiscalize o governo. Da mesma forma exatamente, como o povo e incentivado a controlar os preços no varejo.
 Como pagadores de impostos, sustentáculos econômicos do governo, temos o direito de saber das coisas públicas, que custeamos com sacrifico.
 De início, queremos saber quanto o governo paga para cada uma das pessoas que trabalham na maquina governamental, em todos os níveis, federal, estadual e municipal. Em todos os poderes: executivo, legislativo e judiciário. Em todos os escalões, do mais alto ao baixo. Querermos saber os vencimentos, proventos, comissões, jetons, verbas de representação, regalias, etc. Tudo que, de forma direta ou indireta, beneficia aqueles que recebem dos cofres públicos.
Desacreditamos na honestidade de um plano que, vertiginosamente, eleva os valores das coisas que o governo vende. E, descaradamente, sem um resquício de pudor, no momento em que congela tudo, no mesmo decreto, insaciável e gananciosamente, sobe ainda mais uma vez o que vende.
 Desacreditamos em um plano em que o próprio presidente da nação afirma que é fruto dos erros do primeiro.  Existem coisas em que não se pode errar.
A economia de um pais falido é uma delas. Não pode servir de escola de aprendizado. Quem não tem competência para fazer na coisas certas da primeira vez, que entregue para auto mais capacitado. É tarde pera experiências !!!

        Uruguaiana julho de 1987
        Cléber Bidegain Pereira


Infelizmente a história se repete...
Um profissional que erra deve responder  pelo seu erro, não pode prejudiar outros pela sua incompetência ou negligência. Assim determina a lei, e assim deveria ser para todos, inclusive para os príncipes.
Em alguns paises os governantes que erram são punidos com a pena de morte, considera-se que prejudicar toda a população de uma nação é crime ediondo.
Imagina se a moda pega aqui no Brasil ...
A última que a mídia, bem paga, que nos quer impingir:  se temos 40 anos já passamos por tantos Planos, sobrepujaremos mais este...
Não contam que a cada Plano vamos mais para o fundo. Agora, recessão com inflação, será que poderemos suportar...
Até quando abusarás de nossa paciência ...