Informações Gerais - Como tudo começou...
Sou nascido, criado e vivido em Uruguaiana, RS, cidade natal de meus pais: Naor Lopes Pereira e Terezinha Bidegain Pereira. Paizinho, jornalista, inspetor federal de ensino e, por 40 anos, secretário gratuito do Hospital de Caridade de Uruguaiana, nasceu na rua 13 de maio, local onde Hilde e eu construímos nossa casa de moradia, na qual vivemos faz 38 anos. Minha mãe, do lar e presidente, em várias gestões, das Damas de Caridade de Uruguaiana, nasceu e viveu até casar, na mesma rua 13 de maio, distante a meia quadra de onde nasceu meu pai.
Hilde e eu nos conhecemos no primeiro ano do Curso Científico, noivamos no segundo ano e ao terminar o curso, em 1949, casamos e cursamos, juntos, a Faculdade de Odontologia. Estavam sacramentadas minhas paixões, para toda a vida, Hilde e a Odontologia. Depois vieram as três filhas, Lúcia e Laura, dentistas e Cristina médica.
A formatura foi em dezembro de 1952, 20 dias depois já estavam trabalhando. Morando com meus pais, foi possível economizar e dois anos depois partimos para os Estados Unidos com o sonho de ampliar horizontes. Por circunstância favorável da época fomos como emigrantes. Porém, a intenção era voltar, o que fizemos, quase dois anos depois, quando Hilde ficou grávida.
De chegada dos EUA me inscrevi no primeiro Congresso para transmitir coisas que havia aprendido. Amei colher e transmitir, continuando até os dias de hoje, como comprova a produção científica, relatada a seguir.
Viagem ao Interior do Peru
Em Cuzco, a três mil metros de altura, aluguei um helicóptero e, Hilde e eu, fomos a Machu Picho. Depois aluguei um fusca e vasculhamos a região em redor, habitada exclusivamente por índios que só falavam sua língua, o quecho. Em Cuzco consegui fazer algumas fotografias. Porém, nos arredores, não consegui concretizar minha intenção de avaliar e observar o estado dos dentes, desgaste e oclusão, que seria o primeiro passo para o planejamento de pesquisa.
Atividades na Legalidade dos Arquivos Digitais na Odontologia
Iniciou o assunto no 1º Congresso Brasileiro de Informática aplicada à Ortodontia, em abril de 1997, SOGAOR gestão do Dr. Dante Raphael Bello, tendo como Presidente do Congresso o Dr. Cléber Bidegain Pereira, então Patrono do Departamento de Informática da SPO. Depois em Jornadas, Congressos e cursos do Sindicato de Odontologistas de São Paulo, SPO, SOGAOR e APEO. Fóruns realizados pelo CRO/RS, CRO/GO e CRO/SP. Também em muitos escritos no Jornal da SPO, outras publicações e homepages, conforme pode ser encontrado em diversas atividades relatadas.
Foi uma linha de estudos e debates, que culminou com a comprovação total da validade e legalidade dos arquivos digitais na odontologia, nos trabalhos apresentados no 13º Congresso Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial, da SPO, em 2004.
Reflexões sobre os livros
Reflexionando sobre os livros que publiquei, os vejo como conseqüência natural de meu trabalho de aprendizado e ensino. O primeiro livro, sempre o mais difícil, foi quase uma obrigação, por maravilhosa imposição da UFSM, quem patrocinou a pesquisa e prontificou-se a publicar o acontecimento.
O livro sobre craniometria nasceu da necessidade de ordenar a sistemática de trabalho com os crânios, que pretendia estudar, e assim melhor apresentar meu plano de pesquisa para o CNPq. Com a ajuda do Prof. Joel Médicis e de minha esposa Hildegard, hábeis na língua germânica, tive acesso ao "Lehrbuch de Anthropologie in Systematischer Darstellung", colhendo os ensinamentos do grande Mestre da Antropometria Martin Seller.
Graças a Professora Marília, antropóloga do Museu Nacional do Rio de Janeiro, a simples sistemática de procedimentos, que eu tinha, foi "promovida" a livro. Fui ao Rio de Janeiro mostrar meus anotamentos para Marília e ela, tomada de entusiasmo, me disse: "Daqui falta pouco para formatar um livro, do qual carece a antropometria brasileira". Respondi: "Pouco ou muito que falte não tenho conhecimentos para levar em frente esta tarefa, porém... Se a senhora me ajudar...". E assim nasceu este Manual e uma produtiva amizade de Marília e eu, o que nos levou a publicar outros trabalhos. Um outro livro, ainda mais pretensioso, Medição do Pós Crânio, ficou na metade do caminho, interrompido pela doença fatal de Marília. Estes escritos, com fartos desenhos, estão a disposição de quem queira levar em frente este empreendimento.
Transcrevo dedicatória para minha amada filha: "Laura, filha parecida comigo, não brilhantemente inteligente, porém com imensurável capacidade de amar, de se doar, de aceitar e compreender e de conseguir vencer pelo esforço. Que Deus te proteja nas asperezas do caminho. Aqueles que sabem muito, devem dar muito. Aqueles que sabem pouco devem dar o seu pouco. Os que não sabem nada, podem fazer como eu neste livro, copiar coisas boas de outros. E isto é este livro: Coletânea de coisas colhidas nas fontes mais cristalinas da craniologia".
"Cefalometria Radiográfica" também foi uma conseqüência natural. Ele quase existia, em forma de apostilas, que distribuía em muitos cursos de Cefalometria que ditei desde 1960. Três edições em português e uma em gloriosa tradução ao espanhol foi muito além do que se pretendia inicialmente.
O livro de "Craniometria em Bovinos" foi solicitação dos pesquisadores Pedro Surreauxs e Amílcar Marçal, da Faculdade de Zootecnia da PUC/RS, os quais necessitavam de padrões craniométricos para estudos de diferenciação entre raças bovinas. Foi um muito interessante e até divertido transpor os Pontos Craniométricos do homem para o bovino. Tudo é muito igual, apenas mudando a forma.
"Introdução à Informática na Ortodontia" também foi uma conseqüência dos cursos que vinha ditando. Pode ser considerado como aprimoramento das apostilas que sempre distribui em meus cursos. Com a morosidade natural dos livros impressos, quando este livro chegou nas bancas e circulou, já estava desatualizado, neste tema que corre célere. No curso seguinte que ditei o livro carecia de alteração e preferi passar uma apostila em CD-R.