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Curriculum Vitae - Formato HTML - Janeiro 2006
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Fui presidente do Aeroclube por 4 anos. A responsabilidade era muita, mas o trabalho pouco, pois o grupo era maravilhoso, todos ajudavam. Sadi Sanchotene era, na realidade, o artífice de tudo. Sua oficina mecânica fazia o trabalho gratuito. Seu mecânico chefe, o Walter, era piloto amador, amigo de todos. Walter trabalhava arduamente nos fins de semana fazendo com que os aviões voassem com segurança. Gugiana o instrutor era um virtuose da aviação e uma pessoa belíssima, trabalhava para o aeroclube também sem remuneração. Estas três pessoas eram os pilares mestres que sustentavam o aeroclube.
Eles eram amados, respeitados e admirados por todos nós, fossemos manicacas ou presidente. As histórias de tristeza foram poucas, como a perda de dois companheiros pilotos em acidente com um de nossos aviões. Mas, não foi falha mecânica. Em compensação tivemos muitas histórias de alegria. Conto uma delas. Gugiana mais que nosso Mestre, era nosso líder, nosso Guru. As coisas que ele fazia transformavam-se em lendas. Como é obrigatório, sempre que se vai voar apresenta-se um plano de vôo, onde está prevista a hora de retorno. Quando passava este tempo, além do tolerável, ficávamos com as orelhas em pé. Acontecia então de chegar um próprio, esbaforido, contando que o avião tinha tido um pane e pousado bem, mas não havia condições de decolar... Isto aconteceu algumas vezes na minha vivencia. Lá íamos todos, principalmente o Walter, em um caminhãozinho do Sady. Tirávamos as azas do avião, e colocávamos no caminhão, voltando quando já caísse a noite, para que outros não tomasse conhecimento do ocorrido.
Em uma destas, quando chegamos no local, iniciou um leve ventinho favorável a decolagem. Tudo estava bem com o motor e o avião, a pane tinha sido provocada como treinamento. A simulação de pane foi além do que se previu e o avião ficou preso no solo. Gugiana silencioso analisava as circunstâncias... Quando já íamos a iniciar a remoção das azas, Gugina disse. Esperem um pouco... Vou sair daqui voando... Eu quis ir junto e ele me disse: negativo, só iria atrapalhar... Seguindo suas instruções, seguramos o avião pelos travessões das asas, enquanto Gugiana levava a manete para frente colocando o motor em máxima de velocidade. Ao seu sinal soltamos o avião, o qual, como um potro indócil no partidor, saiu em disparada... O espaço era curto, o vento de través ajudava pouco. Todos ficamos com o coração aos pulos, quase sem respira,r vendo que o avião aproximava-e das arvores e não saia do solo... No último instante ele subiu passando retinho as árvores, chegando a tocar no galho mais altos...
Depois de passado Gugiana nos contou que puxou o manche para decolar quando estava a poucos metros das árvores... Ai esta o segredo da decolagem em campo curto. Se não se consegue levando o avião no o ultimo instante, menos ainda se tentamos antes... Tentativa precoce consome energia que poderá faltar depois... Foi uma lição de vida que se tornou lenda.

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