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Curriculum Vitae - Formato HTML - Janeiro 2006
Índios Yanomamis
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Com destino a Tototobi, Missão religiosa americana, saimos de Boa Vista no avião, monomotor, de 
"azas para Socorro, do Comadante Lee. A Missão, tomou o nome do Rio Tototobi, um afluente do 
rio Demini, que por sua vez é afluente do Rio Negro.  Eram apenas duas casas rústicas de madeira, 
as quais ocupavam dos dois missionários, como um deles estava em Boa Vista pudemos ficar na sua
casa.
Na foto, os três mosqueteiros aventureiros, Astor, Astor Sergio e eu..

 
 Totobi, realmente era pouco mais que uma clareira em plena selva virgem. Os índios tinham um mínimo de
aculturamento e falavam somente sua língua, o Yanomami, a qual não tem cognatos com nenhuma outra língua.
Assim relata  Migliazza, linguista, que estudou a língua Yanomami como nenhum outro. 
Em nossa chegada recebemos um impacto. Realmente não estavamos preparados.  Sabíamos que os 
Yanomamis, na época, eram classificados como isolados, mas não esperavamos encontrar todos nus...
No meio é o Tuchaua ( chefe ) o qual tinha ganho uma camisa que usava com orgulho. Instintivamente usamos
a linguagem do sorriso e isto nos valeu muito, logo ficamos amigos do Tuchaua
 
 
        
Examinávamos e fotografávamos os índios onde estívessem. 
Não dispunhamos de recurso elétricos e radiográficos. A    fotográfia e 
anotamentos era nossa documentação..

 
Alguns grupos vinham até a Missão e nós lhes examinavam ai. 

 
Viajavamos pela selva, caminhando, para chegar a outras molócas Yanomamis, onde examinavamos os 
índios em plena serlva vírgem. Aprendemos alguma coisa essencial para nos comunicar, como "quelequequi"
que quer dizer abra a boca.  E  "uosquenoqui"  feche a boca....  Eles riam muito da nossa má pronuncia...
Mas entediam o que dizíamos....

 
      Esta foto, em que estamos examinando um velho Yanomami, ficou muito
conhecida, pois ganhou um concurso instituído pela APCD. Além do 
diploma e placa, a foto foi capa da Revista da APCD, uma glória.
 
     Muitas vezes viajamos pelo rio para encontrar outros grupos de Yanomamis. Tinhamos de remar
todo o dia....  Os índios nos ajudavam muito e o missionário Kity, de Totobi, foi um incansável
colaborador.
     Durante as viajens pelo rio aprendemos muita coisa.  Os mantimentos que tínhamos terminaram nos primeiros dias.
É claro que não podiamos comer sem convidar os índios que nos ajudávam.  E eles comiam até terminar o que tinha.
Astor, tinha uma escopeta de caça e os pássaros que voavam por cima de nós ele derrubava... Os índios já tiravam 
as penas e nosso jantar estava garantido.  Também, no percurso, eles paravam para colher o que aparecesse. Aqui 
eles viram um cacho de coquinhos.  Um dos índios subiu na árvaro e colheu. O índio está mais ou menos no centro da
fotografia com a mão estendida. Ele trouxe os coquinhos para o barco e forma "devorados" na hora. 

 
Na malocas moram um grupo de Yanomamis, que pode variar de 30 a 60.  Igual que em 
nossa civilização, ainda que a porta esteja aberta, não se entra na maloca Yanomamis sem
ser convidado. Eu espiei pela porta, o que foi um ato indelicado...   Quem não pertence a 
malóca, chegando, fica parado na frente esperando que alguém lhe convide para entrar.
         
 
 
    Certa ocasião viajando pelo rio, chovia muito, encontramos uma malóca abandonada e 
    entramos. Foi uma experiência surpreendente.  As puglas, aos milhões subiam pelo 
    nosso corpo....
   Corremos e mergulhamos dentro do rio sem pensar nas piranchas....
 
 
Grupo de guerreiros Yanomamis. O chapeo é aculturamento.  Eles não estão acostumados com o sól.
Para aumentar a clareira,  aberta pela Missão, para servir de campo de pouso,  o missionário lhes deu
o chapeu e facões. Quando ganham uma roupa eles a vestem muito orgulhoso. Se ganham a calça 
vestem a calça.  Houve um que ganhou uma camisa.  Vestiu a camisa e ficou nú no resto do corpo.
 
 
Missão Catrimani. Está Missão é católica da Ordem italiana da Consolata.   
 
 
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A cara parcialmente pitada de preto é sinal de luto na cultura Yanomami.    O mesmo ocorre na nossa cultura, 
ainda que hoje não usado com a frequência de alguma tempo atrás, quando as mulheres de luto vistam preto e 
os homens usavam  tarja preta na lapela do casaco ou no braço.
Assim o preto, representa o luto em duas culturas completamente diferentes.  Pode ser coincidência....  Mas, 
pode-se conjeturar que em épocas muito remotas ( mais de 30 mil anos atrás, quando os primeiro imigrantes 
chegaram ao continte Americano) havia um elo entre estas duas culturas....
 
  Quando pintam toda a cara é sinal de festa ou guerra, o que para eles são coisas parecidas....

 
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