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Com destino a Tototobi, Missão religiosa americana, saimos de
Boa Vista no avião, monomotor, de
"azas para Socorro, do Comadante Lee. A Missão, tomou o nome do Rio Tototobi, um afluente do rio Demini, que por sua vez é afluente do Rio Negro. Eram apenas duas casas rústicas de madeira, as quais ocupavam dos dois missionários, como um deles estava em Boa Vista pudemos ficar na sua casa. Na foto, os três mosqueteiros aventureiros, Astor, Astor Sergio e eu.. |
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Totobi, realmente era pouco mais que uma clareira em plena selva
virgem. Os índios tinham um mínimo de
aculturamento e falavam somente sua língua, o Yanomami, a qual não tem cognatos com nenhuma outra língua. Assim relata Migliazza, linguista, que estudou a língua Yanomami como nenhum outro. Em nossa chegada recebemos um impacto. Realmente não estavamos preparados. Sabíamos que os Yanomamis, na época, eram classificados como isolados, mas não esperavamos encontrar todos nus... No meio é o Tuchaua ( chefe ) o qual tinha ganho uma camisa que usava com orgulho. Instintivamente usamos a linguagem do sorriso e isto nos valeu muito, logo ficamos amigos do Tuchaua |
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Alguns grupos vinham até a Missão e nós lhes examinavam ai. |
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| Viajavamos pela selva, caminhando, para chegar a outras molócas
Yanomamis, onde examinavamos os
índios em plena serlva vírgem. Aprendemos alguma coisa essencial para nos comunicar, como "quelequequi" que quer dizer abra a boca. E "uosquenoqui" feche a boca.... Eles riam muito da nossa má pronuncia... Mas entediam o que dizíamos.... |
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Esta foto, em que estamos examinando um velho Yanomami, ficou muito
conhecida, pois ganhou um concurso instituído pela APCD. Além do diploma e placa, a foto foi capa da Revista da APCD, uma glória. |
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Muitas vezes viajamos pelo rio para encontrar outros grupos de Yanomamis.
Tinhamos de remar
todo o dia.... Os índios nos ajudavam muito e o missionário Kity, de Totobi, foi um incansável colaborador. |
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Durante as viajens pelo rio aprendemos muita coisa. Os mantimentos
que tínhamos terminaram nos primeiros dias.
É claro que não podiamos comer sem convidar os índios que nos ajudávam. E eles comiam até terminar o que tinha. Astor, tinha uma escopeta de caça e os pássaros que voavam por cima de nós ele derrubava... Os índios já tiravam as penas e nosso jantar estava garantido. Também, no percurso, eles paravam para colher o que aparecesse. Aqui eles viram um cacho de coquinhos. Um dos índios subiu na árvaro e colheu. O índio está mais ou menos no centro da fotografia com a mão estendida. Ele trouxe os coquinhos para o barco e forma "devorados" na hora. |
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Quando pintam toda a cara é sinal de festa ou guerra, o que para eles são coisas parecidas.... |
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