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DIABETES MELLITUS
Por Dra. Karla Hoffmann Endocrinologista |
O diabetes mellitus (DM) é um grupo de doenças metabólicas, com etiologias diversas, caracterizado por hiperglicemia (pela Organização Mundial de saúde duas glicemias de jejum > = 126 mg/dl é diagnostico de diabetes).
O DM constitui-se em um dos mais sérios problemas de saúde na atualidade, tanto em termos do número de pessoas afetadas incapacitações, mortalidade prematura, como dos custos envolvidos no seu controle e no tratamento de suas complicações.
Atualmente, existem cerca de 120 milhões de diabéticos tipo 2 (não insulino-dependente) no planeta estima-se que, no ano de 2011 teremos 213 milhões. Esse aumento na prevalência da doença deve-se a maior longevidade das pessoas, associada a um crescente consumo de gorduras saturadas, sedentarismo e consequentemente mais obesidade. No Brasil, estima-se que haja 5 milhões de indivíduos diabéticos, dos quais metade desconhece ter a doença.
Como uma significativa proporção de diabéticos
tipo 2 e assintomática ou pouco sintomática, o diagnostico
e em geral feito tardiamente (com atraso, em media, de cinco anos), fazendo
com que as complicações micro-e macrovasculares não
raramente estejam presentes quando da detecção inicial da
hiperglicemia. Em conseqüência das complicações
crônicas, os diabéticos apresentam uma mortalidade elevada
(perda de visão, insuficiência renal em estagio terminal,
infarto do miocardio, AVC, amputação nao-traumática
dos membros inferiores etc.). Essa evolução indesejada do
diabetes poderia ser amenizada ou evitada pelo diagnostico e tratamento
precoces da doença e suas complicações. 0 tratamento
inicial do diabetes mellitus tipo 2 consiste em seguir uma dieta apropriada,
associada a mudanças no estilo de vida (exercícios, perda
de peso, parar de fumar etc.) Se o controle glicêmico permanece ou
torna-se inadequado, os hipo glicemiantes orais devem ser usados, em doses
que serão aumentados até o máximo permitido. Quando
a hiperglicemia ou os sintomas não puderem ser controlados, a insulinoterapia
tornas-se necessária.