O diabetes dever ser alvo de cuidados na cadeira do Cirurgião Dentista
Milena Brito (*)
| Há algum tempo, o diabetes tem sido a causa de
muitas mortes no mundo, por falta de informação ou tratamento
adequado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a
Federação Internacional de Diabetes (IDF) caracterizam o
problema como uma epidemia global, que já atinge aproximadamente
180 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, estima-se
que 12% da população, algo em torno de 20 milhões
de pessoas, seja diabética - e esse percentual tende a crescer ainda
mais.
Segundo Fadlo Fraige, medico endocrinologista e presidente da |
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| Associação Nacional de Assistência ao Diabético - ANAD, existem dois tipos de diabetes, o Tipo 1 e o Tipo 2, que acometem, respec- | Fadio Fraige. presidente da Associação
Nacional de Assistência do Diabético. |
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Alexandre Fraige, Cirurgião-Dentista e pesquisador/colaborador
do Centro de Atendimento a Pacientes Especiais da USP (CAPE), informa que a doença periodontal com o aumento de reabsorção alveolar a alterações inflamatórias gengivais são os problemas mais comuns em pacientes com Diabetes mellitus mal controlada. Além disso, podem ser observados casos de xerostomia e abscessos recorrentes. "A saliva tem a capacidade de equilibrar o PH da boca. Quando há a diminuição da salivação, os microorganismos naturais da flora bucal ficam desequilibrados, tornando a cavidade oral suscetível a infecções oportunistas, como por exemplo, aftas, |
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Universidade Metodista de São Paulo e professor
titular de cirurgia da Universidade Santa Cecília, informa que existem
opiniões divergentes entre especialistas da área médica
e odontológica quanto ao uso de anestésicos que utilizam,
em sua formulação, o componente vasocons-
tritor, já que o mesmo, associado à adrenalina produzida pelo paciente durante o tratamento, eleva a taxa de glicemia no organismo. "Não existe uma contra-indicação formal para a utilização de anestésicos vasocontritores em pacientes diabéticos. Mesmo os anestésicos que |
Classificação
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A classificação atualmente recomendada (13,18,19), apresentada no Quadro 1, incorpora o conceito de estágios clínicos do DM, desde a normalidade, passando para a tolerância à glicose diminuída e/ou glicemia de jejum alterada, até o DM propriamente dito. A nova classificação baseia-se na etimologia do DM, eliminando os termos "diabetes mellitus insulino-dependente" (IDDM) a "não-insulino dependente" (NIDDM), e esclarece que: - O DM tipo 1 resulta primariamente da destruição das células beta pancreáticas e tem tendência a cetoacidose. Inclui casos decorrentes de doença auto imune e aqueles nos quais a causa da destruição das células beta não é conhecida; - O DM tipo 2 resulta, em geral, de graus variáveis de resistência à insulina e deficiência relativa de secreção de insulina. A maioria dos pacientes tem excesso de peso e a cetoacidose ocorre apenas em situações especiais, como durante infecções graves; - A categoria "outros tipos de DM" contém várias formas de DM, decorrentes de defeitos genéticos associados a outras doenças ou com uso de fármacos diabetogênicos; -O DM gestacional é a diminuição da tolerância à glicose, de magnitude variável, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Abrange os caso de DM e de tolerância à glicose diminuída detectados na gravidez; - Os estágios do DM ocorrem em todos os tipos - no tipo 1 o período de tempo entre os estágios é mais curto. Quadro 1: Classificação do diabetes mellitus Tipo 1: destruição da célula beta,
geralmente ocasionando deficiência absoluta de insulina, de natureza
auto-imune ou idiopática.
Outros tipos específicos:
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