ODONTOMA IMPEDINDO A ERUPÇÃO DO INCISIVO CENTRAL CASO CLÍNICO

        Autor:
        Dr. Clóvis Marzola (*)

A cronologia da erupção dentária varia em cada indivíduo, em função do sexo, genética  e fatores pessoais.  Porém, a ordem, a seqüência em que os dentes irrompem é mais ou menos constante, com pequenas variações.  Quando irrompe um dente é de se esperar que, sem demora, irrompa também seu homólogo. Quando isto não ocorre justifica-se investigação radiográfica, que pode demonstrar a presença de supranumerário ou outros fatores, que impedem a erupção normal.

A atitude genérica é a remoção da obstrução.

No caso a seguir relatado, o impedimento era um odontoma composto.  A necessidade de remover o odontoma levou, também, à extração do 21, considerando-se principalmente a idade do paciente (41 anos).  A seqüência fotográfica fala melhor que qualquer descrição, podendo-se notar que para a exérese do odontoma, foi necessário o seccionamento do incisivo, pois o mesmo encontrava-se impactado no elemento patológico.

Optou-se pela eliminação do incisivo também, em virtude da idade do paciente e condições financeiras que inviabilizavam o tratamento ortodôntico.  Impressionou a declaração do paciente de que nunca soube que tinha essa tumoração na região anterior e, muito menos a presença de um dente retido.  Apenas que estranhava não possuir um dente semelhante ao vizinho, igual como tinham outras pessoas.  Isso apesar de sustentar também que ia com freqüência ao consultório dentário.
 



 


 


 


(*)  Doutor em Ciências - Cirurgia
Livre Docente em Cirurgia
Professor Associado de Cirurgia
Professor Titular de Cirurgia da FOB-USP
Professor Titular de Cirurgia da UNIP - Bauru