SUMÁRIO DE SIMPÓSIO
NO CONGRESSO DO CENTENÁRIO DA ASSOCIAÇÃO ODONTOLÓTICA
ARGENTINA
Atualizado em 20/11/98
PRESENTE E FUTURO DO DIAGNÓSTICO
ORTODÔNTICO - NOVEMBRO 1995
Cléber Bidegain Pereira, C.D.
Com muita honra, participei ativamente do Simpósio
"PRESENTE E FUTURO DO DIAGNÓSTICO ORTODÔNTICO", que aconteceu
no Congresso do Centenário da Associação Argentina
de Odontologia, no inicio de novembro de 1995, em Buenos Aires. Como premissa,
nós os sisposiastas, convencionamos não especular sobre avanços
tecnológicos inexistentes neste momento. Seria temerário
debater o que a tecnologia poderá fazer no século XXI. Preferimos,
e já foi bastante, vislumbrar o que ocorrerá, nos próximos
anos, com a evolução, aprimoramento e difusão de equipamentos,
sistemas e técnicas já existentes nos dias atuais.
A multimídia, que transmite a distância
imagem, som e dados, estará em todos os consultórios ortodônticos,
possibilitando fantásticos caminhos de interação.
Em futuro próximo, toda a malha de comunicação será
em fibras óticas (*), o que multiplicará centenas de vezes
a sua capacidade de transmissão, aumentando a velocidade e qualidade
da informação. As comunicações, far-se-ão
com rapidez, segurança e desembaraço, em todas as distâncias,
permitindo que o transporte da informação de um lado a outro
do mundo, tenha a mesma facilidade com que nos comunicamos de pessoa a
pessoa. Os novos programas já vem com ícones de atalho, os
quais transferem seus dados direto para a Internet. Tendo-se as imagens
eletrônicas estáticas e em movimento, junto com relatórios
clínicos, é possível, hoje, a troca de informações
e o debate do Diagnóstico Ortodôntico a qualquer distância.
Com todas as facilidades de comunicação, ampla e poderosamente
difundidas no alvorecer do novo século, o armazenamento de nossos
arquivos ortodônticos será feito em Centros de Documentação,
locais ou universais, os quais se transformarão em grandes Centros
de Diagnóstico Ortodôntico. Estes terão a facilidade
de comparação com casos semelhantes já tratados exitosamente.
Tudo isto poderá ser feito buscando-se a individualização
nos mínimos detalhes. Estudos sobre crescimento, que vêm sendo
feitos desde o início dos anos 80, nos alertam para a busca de parâmetros
com disrelações esqueléticas semelhantes e não
generalizadas pela oclusão dentária, como era feito anteriormente.
Entretanto, só com o advento e a proliferação do computador,
com sua rapidez e facilidades, é possível o encontro destas
informações, nos bancos de armazenamento de dados, viabilizado
o "casamento" de informações individualizadas. Dessa forma,
será possível fazer a Visualização Computadorizada
da Expectativa de Tratamento Ortodôntico e/ou Ortognata (VCETOO),
com maior segurança e embasamento científicos. Os estudos
cefalométricos e fotografias da face, que carregam as imperfeições
das imagens bidimensionais, serão, em porvir próximo, tridimensionais,
abrindo novos horizontes e perspectivas de avaliações mais
confiáveis.
Ressaltou-se, entretanto, que o computador só
substituí o homem naquilo que se pode programar e prever matematicamente.
Quando há necessidade de criação, individualização,
adequação e amor, torna-se necessária a intervenção
do homem. E isto ocorre com o diagnóstico ortodôntico
em que, pelo menos enquanto a nossa vista alcança, não pode
ser feito exclusivamente com as máquinas, é imprescindível
a participação direta da sensibilidade clínica do
ortodontista. Sem dúvida, abordamos apenas alguns aspetos das grandes
modificações que se avizinham, conseqüência dos
imensuráveis saltos que vem dando o mundo tecnológico, muito
especialmente com os computadores. É necessário que o ortodontista
clínico prepare-se, desde já, para usufruir com desembaraço
das vantagens destas máquinas, as quais imperarão nos anos
vindouros e estarão em nosso redor, por toda a parte.
(*) Pequenas antenas, direcionadas diretamente
para satélites, possibilitarão outro meio de transmissão,
que universaliza as Servidoras, sem ligações telefônicas
interurbanas.