TRANSCRITO DA REVISTA "ORTODONTIA", ÓRGÃO OFICIAL DA SOCIEDADE PAULISTA DE ORTODONTIA - V.27 - N 1; Jan./Fev./Março/Abril, 1994.


PREVALÊNCIA DE MALOCLUSÕES NA AMÉRICA LATINA E CONSIDERAÇÕES ANTROPOLÓGICAS.(*)
Dr. Carlos A. Aranha Nunes Galvão (**)
Dr. Cléber Bidegain Pereira (***)
Dr. Dante R. Marroni Bello (****)
 
RESUMO
Os autores, após tecerem algumas considerações de natureza antropológica, nas quais mostram as variações morfológicas faciais nas várias raças, apresentam alguns trabalhos epidemiológicos sobre a incidência de maloclusões na América Latina. Observam que as pesquisas são escassas, de natureza regional e não obedecem a uma metodologia uniforme. De maneira geral, os percentuais de maloclusões obtidos na totalidade destas pesquisas raramente estão abaixo de 50%. UNITERMOS: Prevalência, Maloclusão, Metodologia, Pesquisas
 

(*) Trabalho apresentado durante o I CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO LATINO AMERICANA DE ORTODONTIA, Lima - Peru - Apolo FUNDUNESP Proc. 585/92 - DFP/CBS.

(**) Prof. Titular de Ortodontia. Faculdade de Odontologia de Araçatuba- UNESP.

(***) Especialista em Ortodontia pelo CFO.

(****) Especialista em Ortodontia pela Universidade Dederal do RGS.
 

SUMARY
Following some considerations on ethnic variations of facial morphologic types from the anthropologic point of view, the authors deal with some aspects of malocclusion incidence in the Latin America. There are only a few papers on the subject and the methodology used by the researchers is not uniform. In a general way the data show a very high malocclusion prevalence in the populations never below than 50% of the cases. 

KEY WORDS: Prevalence, Malocclusion, Metodology, Research.

 

O presente trabalho é um estudo preliminar visto que baseia-se apenas em escassas investigações realizadas por diferentes autores, em época distintas e em populações nem sempre bem definidas. Nosso propósito é abrir a discussão sobre o assunto e iniciar o substrato para estudos mais detalhados e profundos em etapas subseqüentes. Em pesquisas epidemiológicas de maloclusões é necessário caracterizar, de alguma forma, a população ou populações em avaliarão. Para tanto faz-se necessário algumas considerações preliminares de natureza antropológica. Há necessidade de desprender-se de preconceitos antiracistas do ponto de vista físico. Antropólogos sociais, principalmente da UNESCO***** aferram-se contra diferenças raciais ao ponto de eliminar o termo raça. É um intento altruísta procurando erradicar os males deste preconceito. Porém, a nosso ver, é uma tentativa infrutífera e incoerente por tentar esconder a realidade que mostra, de forma insofismável, as diferenças físicas entre os agrupamentos humanos. Ignorar estas diferenças ou abolir o termo raça, não elimina as idéias preconceituosas de alguns indivíduos.

As restrições ao termo raça têm causado alguma confusão na caracterização dos povos, já por si extremamente difícil. Cientificamente não devemos considerar a existência ou não de diferenças mentais, intelectuais ou psicológicas entre as raças.

Por mais que nos repugne as discriminações devemos considerar, como ortodontistas, que existem diferenças morfológicas que se apresentam palpáveis e diuturnamente em nossas clínicas. Devemos ainda ressaltar que "nacionalidade" é uma questão política, etnia refere-se à cultura e raça diz respeito à caracteres físicos hereditários. Classificar as populações da América Latina é tarefa extremamente complexa, devido a grande porcentagem de miscigenação encontrada nesses países. Poder-se-ia, talvez, optar por uma classificação baseada na biotipologia, mas correríamos o risco de nos tornarmos excessivamente seletistas sob o ponto de vista físico. O agrupamento, segundo a origem genealógica poderia ser uma tentativa válida, mesmo envolvendo a nacionalidade, a qual, como já dito, é uma questão política. Pelo menos, este é o sistema usado, por grande número de autores, na área antropológica. No Brasil, particularmente a classificação de suas populações representa enormes dificuldades, pois trata-se de um verdadeiro caldeirão de raças. Devemos considerar as diferenças regionais que ocorrem. No norte do país prepondera a miscigenação tri-hibrida dos elementos índio, negro e branco. No centro há uma grande mestiçagem dos elementos brancos com negros (Fig.1) e, no sul, observa-se um maior contingente de brancos. Entretanto, não poderíamos escolher nenhum deles como representativo do "tipo brasileiro", pois qualquer generalização seria temerária. No México a avaliação dos diversos grupos populacionais não é tão difícil, pois a predominância de miscigenação é bi-híbrida, índios com espanhóis (Fig. 2). Estes, em suas conquistas, misturaram-se intensamente com as nativas.
 

Fig. 1 - Mestiço ( mulato)
Brasileiro da região nordestina
Fig.2 Imperador Inca -
Mongólico
Nos demais países, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador e Paraguai e mesmo no Chile e Venezuela encontramos populações com maioria de índios e pequena participação branca. Poder-se-ia, assim classificar nestes países, dois grandes grupos, ambos bi-híbridos, um com predominância mongólica e outro com predominância caucasiana. No campo da oclusão, os desvios da normalidade também podem ser classificados ou avaliados por vários métodos, sendo que nenhum é plenamente satisfatório. Entretanto, em nossa opinião devemos optar pela classificação de Angle que apesar de reconhecidamente insatisfatória é utilizada na maioria dos trabalhos epidemiológicos, além de permitir uma forte conotação com o diagnóstico ortodôntico. Vários pesquisadores nesta área concordam que determinadas mensurações cefalométricas também podem refletir variações morfológicas raciais, destacando-se os ângulos SNA, SNB e ANB (Riedel 1952), como parâmetros de comparação do prognatismo facial. Daí termos na literatura ortodôntica numerosos estudos propondo normas cefalométricas ou avaliando a harmonia do perfil fácil em vários grupos humanos em todo o mundo. Poderíamos citar ainda autores que, além dos ângulos já mencionados, optaram por avaliar suas amostras populacionais com outras análises como as de Björk, de Dows ou de Tweed. Recentemente, Pérez & Rosales ( 1990) em trabalho para obtenção de título de Mestre em Ortodontia pela Universidade Intercontinental do México, afirmaram: "observou-se que com as radiografias cefalométrica era possível avaliar as diversas proporções dento-faciais e que, por sua vez, era possível esclarecer as bases anatômicas da oclusão e das maloclusões em diferentes populações ou grupos éticos. Ao aplicar estes estudos em determinadas populações, logrou-se estabelecer padrões de referência úteis para levar a cabo um diagnóstico mais preciso. Como existem diferenças cranio-faciais entre raças e/ou grupos populacionais, torna-se necessário que este tipo de análise cefalométrica não se universalize e que se estabeleçam normas para cada raça ou grupo populacional. No que concerne as pesquisas morfológicas com a utilização de radiografias, parece haver consenso entre os ortodontistas de que alguns dados cefalométricos, indicativos de normalidade podem variar nas populações das diferentes regiões geográficas, ou nos diferentes grupos raciais. Há, Portanto, a necessidade de se caracterizar sob o ponto de vista antropofísico os indivíduos para que possam ser, em seguida, analisados cefalometricamente. Assim é que vários pesquisadores têm procurado estudar populações com total ou parcial predominância de características Mongólia na América Latina como crânios pré-colombianos e índios com poucos indícios de mestiçagem. Devemos assinalar ainda as pesquisas brasileiras de Mello & Alvim ( 1963-1972-1975), nos diversos sítios arqueológicos espalhados pelo país; Rohr, A. ( 1951), Pereira, Galvão e Mello Alvim (1985), Pereira & Evans (1975), que realizaram pesquisas na região norte do Brasil, junto aos índios Yanomamis, Território de Roraima. Outrossim, são importantes os trabalhos de Jacobson, Preston, Pereira, Boitner ( 1977) sobre os índios Lengua realizados no Chaco Paraguaio. Temos ainda os antigos porém excelentes trabalhos de Imbelloni ( 1937) e (1938) que classificou os índios Fuéguidos e Láguidos. Também não poderíamos deixar de consignar os estudos cefalométricos de Machado Filho (l969), que estabeleceu algumas "normas" de oclusão normal num grupo de indivíduos brancos brasileiros. Pereira & Galvão (1982) pesquisaram, com a utilização da cefalometria, alguns crânios pré-colombianos de habitantes do litoral meridional brasileiro, denominados " Homens dos Sambaquis ", nos quais ficou constatado um excelente padrão esquelético, com valores harmoniosos mesmo obedecidos os conceitos de beleza dos atuais grupos sociais.

Publicamos um artigo (Galvão, 1984) no qual relatamos pesquisa em um grupo de estudantes universitários com idade variando entre 18 e 23 anos. O prognatismo facial foi avaliado cefalometricamente com a utilização do ângulo ANB. Nossos resultados apontaram a média de 2,1l graus, enquanto que em trabalhos semelhantes (Civolani, 1977 e Vigorito & Mitri, 1982) foram obtidas as médias de 2,30 graus e 2.06 graus, respectivamente, valores bastante próximos entre si. Mostramos também que em determinadas populações este parâmetro pode variar significativamente não só em relação aos diferentes grupos raciais propriamente ditos, como também em relação ao fator idade (o ângulo ANB tende a diminuir com o decorrer do tempo). Poderíamos exemplificar com os resultados extremos encontrados na literatura mundial e citados neste trabalho, mostrando valores que oscilaram de 1,42 graus, numa amostra de norte-americanos adultos (Goldsman, 1959), até 6,0 em crânios de negros africanos (Jacobson, 1976). Com respeito a prevalência de maloclusões propriamente dita a literatura brasileira nos mostra alguns trabalhos epidemiológicos (Gráfico I ) dos quais podemos destacar.

Renci (l965), utilizando-se do índice de Draker, observou uma incidência de 10,29% em crianças da cidade de Piracicaba. Nouer (l966), nesta mesma cidade concluiu que 55,59% da amostra pesquisada era possuidora de alguma maloclusão. Entretanto, devemos esclarecer que utilizou o índice da Organização Mundial da Saúde e não a classificação de Angle.

Almeida e et alii (1960), em duas cidades do estado de São Paulo, Marília e Bauru, encontraram 27,6% e 10,7% respectivamente.

Takahashi (19074), na cidade de Londrina, Paraná apontou um percentual de 9,8% em pesquisa que foi restrita à crianças nipo- brasileiras.

Rebello Jr. & Toledo (1975), observaram uma prevalência de 50,8% nos escolares examinados na cidade de Araraquara, estado de São Paulo.

Mascarenhas (1977), estudando crianças de l l e l anos, na cidade de Palhoça, estado de Santa Catarina, obteve a média de 53,87% de maloclusões.

Silva e Araújo (1983), em pesquisa realizada na Ilha do Governador, estado do Rio de Janeiro, consignaram a média de 30,8%.

A Equipe de Ortodontistas da Odontoclínica Central da Marinha, no Rio de Janeiro, promoveu em 1986 um estudo de prevalência de maloclusões e obteve os seguintes resultados em 1230 pacientes, de 9 a 14 anos: Classe I, 51,46%; Classe II, l com 44,14%; Classe II, 2 com 1,46% e Classe III com 2,92%.

BELLO, D.R.M. em trabalhos de 1987, após tecer algumas considerações sobre a etiologia das maloclusões e respectiva correção observou os seguintes resultados pesquisando crianças de 6 a 15 anos de idade de escolas públicas de Porto Alegre. A Classe I, com provável ecologia hereditária, isto é, sem causas adquiridas perceptíveis clinicamente, apresentou a média de 40,83% de incidência nas crianças examinadas. Com perda precoce de dentes a média observada foi de 22,32%, com mordida aberta anterior a prevalência foi de 16,99%, com mordida cruzada (de pelo menos l dente) foi de 16,62% e, finalmente a Classe I com apinhamento mostrou um resultado de 8,09%.

Na Classe II divisão 1 foram registrados os seguintes resultados: Sem característica de maloclusão adquirida o índice foi de 12,50%; sendo de 1,30% com mordida aberta, 1,00%, com mordida cruzada e/ou apinhamento e, com perda precoce de dentes foi observado o Percentual de 2,25%.

Os estudantes portadores de Classe II, 2 e Classe III apresentaram uma incidência não significativa, com apenas l caso em cada classe.

É interessante salientar que, mais uma vez. com exceção dos desvios de oclusão de provável natureza Hereditária, os maiores índices foram devido à perda precoce de dentes decíduos e/ou permanentes

Silva Filho et alii ( 1989), na cidade de Bauru, concluíram Por haver 11,47% de maloclusões nas crianças na fase de dentição mista.

Finalmente, podemos acrescentar uma pesquisa que levamos a efeito nas zonas urbana o rural de cidade de Araçatuba (Galvão e Silva, l 990) o abrangeu escolares na faixa etária de 11 a 15 anos procurando, Portanto, o período do surto puberal (Gráfico II) bem como estudar o efeito do consumo de água fluoretada na prevalência de maloclusões. O índice de maloclusões observado foi de 87,7% distribuídos da seguinteforma: Classe I com56,2%. Classe II com 6,8% e Classe III, com 2,5%. Desnecessário enfatizar o papel importantíssimo da cárie dentária como elemento etiológico da maior parte das maloclusões adquiridas, tema este objeto de inúmeros trabalhos, tanto no Brasil (Serafim, 1978 o Seraphin, 1973 ) quanto em outros países latino-americanos.

Ficou patente que em todos os trabalhos aqui citados sem exceção, os índices de maloclusões foram elevados, refletindo a grande incidência desta anomalia nas crianças brasileiras.

Esta doença tem um efeito devastador na saúde bucal da grande maioria de nossas populações, tornando o Brasil, desgraçadamente, um recordista mundial de mutilados.

Nos demais países da América Latina podemos arrolar alguns trabalhos epidemiológicos (Gráfico III), como os que apresentaremos a seguir.
 

Alguns resultados de prevalência de maloclusão
em paises da América Latina.
Cuba nos mostra um número razoável de publicações podendo-se assinalar os de Céspedes (1976), Mederos, A. (1976), De Cárdenas Sotelo (1978), Paneque ( 1980 ), Ibarra et alii (1985), Torres & Corrales ( 1985) e Barrios ( 1989 ). Neste último, ficou bem caracterizada a predominância das maloclusões de Classe I e II, l nos indivíduos caucasianos; Classe II divisão 2 nos mestiços e Classe III nos indivíduos de raça negra.

Já o trabalho de Ibarra o colaboradores apresenta uma pesquisa realizada na cidade de Havana onde foram examinados quase 3700 estudantes com idade oscilando entre 12 e 16 anos. A prevalência de maloclusões foi de 67,71%, número idêntico ao encontrado por nós, conforme já relatado anteriormente. Mederos, pesquisando crianças secundaristas do município de Plaza de la Revolución encontrou o altíssimo índice de 82% sendo detectado, inclusive, um percentual de 13,47% de indivíduos cujo problema de oclusão comprometia a estética facial.

A Pesquisa de Torres & Corrales abrangeu uma população escolar de 37.475 crianças matriculadas em escolas primarias do município de Camaguey e com idade variando entre 6 e l l anos. A prevalência de maloclusão atingiu valores entre 62,2% e 72,00%, e os autores concluíram que o aumento na incidência de acordo com a idade e o desenvolvimento da dentição. Como em todos os outros trabalhos epidemiológicos, a Classe I contribuiu com a maior parcela chegada aos 68,9 %.

Da Venezuela obtivemos os resultados de Saturno (1980) que estudando 3.630 escolares na área metropolitana de Caracas registrou que 2.803 (cerca de 77,4%) das crianças tinham algum tipo de Problema ortodôntico, com expressiva predominância da Classe I nas suas diversas configurações como mordidas cruzadas, biprotrusões, etc. Com esta anomalia foi encontrado um índice de 57,5%. Na Classe II, 1, 12,3%; na divisão 2, 3,6% e na Classe III, 3,8%.

O México colabora com alguns trabalhos sendo um de Goidberg publicado na revista Excelência Acadêmica (l968) e outro de Esperanza & Romero (l986). Neste último os autores examinaram aproximadamente 1.500 crianças no município de San Nicolas e constataram uma incidência de 76,6% de Classe I (neutroclusão), 17,6% de Classe II (distoclusão) e 5,7% de Classe III (mesioclusão). Além destes, destacamos o excelente estudo intitulado "Início de un estúdio longitudinal de crescimiento craniofacial em niños mexicanos sin tratamiento ortodóncico" publicado em 1990 e de autoria das Dras. Glória Isabel castro Perez e Maria Patrícia Dominguez Rosales. Trata-se de um ensaio meticuloso enfocando as características esqueléticas, dentárias e faciais de 104 crianças, da "'La Casa Hogar Primavera ", delegación "Cuanhtemoc" e do "Instityto Del Pilar ", delegación Tialpan, México, D.F. As autoras, utilizando várias análises cefalométricas concluíram que 86% dos meninos e 82,6% das meninas eram Portadores de Classe I de Angle. Na Classe II, 13% dos escolares masculinos e 12,4% dos femininos possuíam esta anomalia e 5% dos meninos e 4,7% das meninas tinham Classe III, quando agrupados numa classificação de maloclusões exclusivamente de origem dentária. Com relação ao perfil facial, mostraram haver maior convexidade e protrusão labial nas crianças do sexo feminino. O ângulo de Holdaway mostrou um valor médio de 19, 10 nos elementos masculinos e 17,6 nos femininos.

O Chile, por intermédio do pesquisador Ribbek, R.M., publicou um estudo com observações morfológicas na dentição dos índios Mapuche ( 1939). Concluiu que aproximadamente 65% dos 406 indivíduos examinados possuíam Prognatismo maxilar. Somente 8% da amostra masculina e 4,4% da feminina mostraram oclusão absolutamente satisfatória, segundo as normas de Angle.

Da Colombia temos o trabalho do pesquisador Acuha ( 1980 ) da Pontificia Universidade Javeriana.

Antioquia ( 1980 ) que apresenta um estudo realizado entre 1977 e 1980, no qual agrupa as anomalias dentárias em: protrusão maxilar, protrusão mandibular, mordida aberta, sobremordida profunda, apinhamento, diastemas e mordidas cruzadas sem, entretanto, levar em consideração a classificação de Angle. Esta pesquisa abrangeu as regiões Atlântica, Central, Pacifica e Bogotá.

Infelizmente não nos foi possível reunir estudos de maloclusão em todos os Países da América Latina. A bibliografia a respeito é extremamente pobre e com metodologias distintas.

Acreditamos que um grande esforço conjunto deveria ser desencadeado para que tenhamos estudos mais números e obedecendo uma sistemática similar.

Ressaltamos o esforço da ALADO em estimular o estudo desse tema e queremos acima de tudo, consignar a importância da caracterização dos problemas de oclusão, permitindo o desenvolvimento de uma política de saúde pública digna do laborioso povo latino americano.

Propomos a ALADO que estimule tais estudos de maloclusão em cada um dos países membros, utilizando una mesma metodologia e um mesmo critério, valendo-se de todas suas forças, através de seus delegados, e com o auxílio de Instituições de Ensino e órgãos como a Organização Panamericana de Saúde.

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