![]()
Todos aqueles que tomam fotografias sabem: a iluminação
é fundamental. Mas, a maioria é como eu, pouco sabe
sobe sobre ela... Bem !!! Nós temos uma boa desculpa,
não somos profissionais de fotografia, em compensação
queremos fotografias com qualidade profissional.
O flash circular foi a grande solução para
as fotos intra-orais em tempos passados. Depois de usar 40 anos o flash
circular, eu agora o abandonei. Segui uma tendência orientada nos
EUA, que me parece certa. As fotografias são feitas de luz
e sombra. Com o flash "achatas" a imagem. Todos minhas imagens, intra
orais, que podes ver na minha homepage, feitas nos últimos
tempos, são sem flash circular. Tenho a minha ajudante que direciona
lá para dentro da boca. Ela está treinada para isto. E eu
reclamo quando ela não ilumina bem.
Acredito que minhas fotografias atuais são melhores
do que quando eu usava o flash circular.

Um dos problema das fotografias da face é o fundo.
O ideal é que ele seja de cor absolutamente homogênea em todo
o fundo. Conseguido isto, é possível mudar esta cor para
qualquer outra, inclusive para o branco.
Para não ter sombras no fundo e ele ser de cor
homogênea recomenda-se uma iluminação, em separado,
para o fundo. Usa-se um segundo flash - escravo - com
célula fotoeléctrica, que ilumina o fundo, acendendo quando
dispara o flash principal. O Prof. Dr. Jaureguy, de Montevideo, conseguiu
isto quase com perfeição. Eu ainda não consegui.

Fotos feitas pelo Dr. Jaureguy
Pensei que tinha " descoberto a América..."
A anos venho lutando para conseguir que a imagem da face
tenha um fundo claro e homogêneo.
Tentei diversas técnicas. Aliás,
em iluminação tenho tentado de tudo e sempre me sinto um
ignorante pois não consigo os resultados que desejo.
Já tentei sombrinha branca, preta, iluminação
direta e indireta. Tudo, ou quase tudo... Sempre com resultados parciais.
Agora, em minha recente viagem a Oslo descobri uma técnica
que me parece excelente. Cheguei
ansioso para fazer a prova. Seguem as primeiras
experiências que me parecem satisfatórias.
Um fotografo que vi por lá, usava uma caixa
com um acrílico fosco ( um negatoscópio ). Por trás
do acrílico um flash que detonava através de uma célula
foto elétrica. Eu já tinha tentado esta de colocar um flash
atrás do paciente, iluminando o fundo, e acionado por uma célula
foto elétrica que disparava quando o flash da máquina acendia.
Esta minha experiência não foi satisfatória não
havia homogeneidade, ainda que não tivesse sombras.
Está do acrílico fosco é uma boa
idéia, ele difunde a luz e o fundo fica homogêneo como desejamos.
Como eu prefiro a luminária ao invés do
flash, já fiz minha adaptação da técnica que
vi pelo norte. Usei o meu negatoscópio e uma luminária. O
resultado é o que podes avaliar na imagem anexa. Como meu
negatoscópio é pequeno, ele não envolve toda a face.
Eu poderia improvisar uma caixa com iluminação
dentro. Mas, preferi comprar um destes negatoscópios grandes, usados
para radiografias de tórax, ele é mais delicado e leve
do que uma caixa improvisada.
Os resultados são bons, ainda que possam ser melhorados.
Há necessidade de mais iluminação dentro. Vou colocar
mais duas lâmpadas para que a luz fique parelha.

UMA SOLUÇÃO GENIAL
!!!



Como é maravilhoso o intercâmbio que a internet
facilita. Muito rapidamente recebi a colaboração do
Dr. Fernando Machado que utiliza o sistema acima, que considero Genial
!!! Um caixa com a iluminação (bem distribuída
) e um pano de tergal, que difunde a luz.
Estou convidando-o para que apresente seus sistemas de iluminação
nas Mesas Demonstrativas do 130
Congresso Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial.
Eu já havia me dado conta que os negatoscópios
têm iluminação não homogênea porque
utilizam duas lâmpadas apenas..
Comentários do Dr. Fernando:
As lâmpadas são de 40 watts e utilizou-se
2 camadas de tecido para que se obtivesse uma luz mais difusa. Na primeira
camada (a mais próxima das lâmpadas) o tecido foi o brim e
na segunda (mais próxima do paciente) o Oxford (pode-se utilizar
microfibra também, contudo estes tecidos são mais baratos).
Em volta de todo tecido colocou-se elástico (como num lençol)
para que sua remoção (quando da lavagem ou para substituição
de lâmpadas) fosse facilitada. É importante que se mantenha
a mesma distância entre as lâmpadas para se evitar alguma sombra.
As medidas são as seguintes: 1,40 m de altura; 80 cm de largura
e 17 cm de profundidade. Acredito que esta caixa possa ser um pouco mais
barata do que o negatoscópio.
NOTA: O Dr. Fernando esclarece - Este aparato é utilizado pela Dr. Daniela Campos, na sua Clínica Radiológica. Ela ouviu esta dica em um curso ministrado pelo Prof. Mike dos Reis Bueno.
Negatoscópio grande - Fotografias feitas com a Sony DSC P5





Fotografias do Dr. Breno Ramos Boeira Júnior