COMENTÁRIO SOBRE ANAMNESE NO COMPUTADOR
Pessoamente não sou favorável a anamnese
feita pelo computador. A anamnese é um momento de muita importância,
no relacionamento do paciente-profissional, e deve ser pessoal, para que
as informações fluam, por caminhos diversificados, conforme
o transcorrer da entrevista. É a sabedoria e a astúcia do
entrevistador que consegue captar os dados que são necessários
para o diagnóstico.
No entanto, desde logo, reconheço que os grandes
serviços, comprimidos pela conjuntura econômica atual, podem
encontrar facilidades ponderáveis com a ajuda do computador. Um
programa inteligente, interativo, como já existem atualmente -
inclusive falado - não só faz aquelas perguntas gerais,
mas também outras, decorrentes das respostas recebidas. A
principal finalidade destes programas será colher informações
preliminares, que podem ser valiosas, como os primeiros passos
em um caminho.
É recomendável que, como docorrência
desta anamnese preliminar, aconteça o relacionamento direto de profissional-paciente,
complementando a amamnese iniciada.
Outra forma de anamnese, muito utilizada, é o
preenchimento de formulários, respondendo perguntas. Este sistema
também é impressoal como as máquinas, mas não
são combatidos com manifestações como: "a anamnese
por formulário não vale nada...", parecendo que se combate
o computador e não a impressoalidade da entrevista.
Em nosso entendimento, ainda que seja válido dar
diferentes valores para a entrevista com distintos meios de comunicação:
pessoal, preenchimento de formulário ou computador falante, a validade
legal da anamnese não é pelo meio utilizado. É
dependente da assinatura do paciente ou responsável e do entrevistador.
Se a entrevista é feita por computador, perguntas e respostas terão
de ser impressas e assinadas pelo paciente ou responsável e pelo
supervisionador da entrevista.
Cléber Bidegain Pereira, C.D.
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