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| Examinou-se 150 aborígenes brasileiros, que ainda
vivem isolados, com hábitos alimentares e higiênicos semelhantes
aos do homem primitivo.
Comparando com pessoas de nossa civilização, encontrou-se uma prevalência de má oclusão ligeiramente menor, desgaste oclusal acentuado, menos doença periodontal, menos cáries, ausência total de abrasão cervical. Março de 1971 - 150 páginas |
A íntima relação existente entre antropólogos e ortodontistas é de longa data, partindo quase desde o nascimento da Ortodontia. Esta colaboração não é fortuita, já que a intima relação existente entre o aparelho mastigatório e o maciço crânio-facial é tal, que praticamente, na maioria dos casos, é difícil conceber um correto ajuste oclusal, sem harmonia perfeita do perfil facial.
Não é o caso, pelo extenso, de citar a grande quantidade de ortodontistas, que em suas publicações, se refere a relação existente entre os diferentes componentes do maciço crânio-facial e as anomalias ortodônticas, basta mencionar a nomes como Angle, Case, Carrea, Korkhans, Tweed, Broadbent, Brodie, Margolis, Begg, etc., os quais, insistentemente tem incursionado neste tema. Com o advento da céfalometria, de onde a profusão de planos e ângulos utilizados em seu método obriga a conhecimentos osteométricos, e com a constante busca de uma "normalidade", para ser tomada como padrão, - que as diferenças raciais torna, cada vez mais difíceis, - surge a necessidade do ortodontista ter conhecimentos de antropologia e etnologia para melhor interpretar os fenômenos relacionados com sua especialidade.
Assim pois, este excelente trabalho de campo e revisão bibliográfica, realizado pelo Dr. Cléber Bidegain Pereira, constitui uma valiosa contribuição para um melhor conhecimento da evolução do aparelho dentário no homem, ampliando as fontes de informação, que permitirão enriquecer, em um futuro, a interpretação dos fenômenos da etiopatogenia das más oclusões.
A minha mulher e minhas filhas, grandes impulsionadoras de meu viver.