CRANIOMETRIA EM BOVINOS - EDITORA DA PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL - FACULDADE DE ZOOTECNIA, VETERINÁRIA E AGRONOMIA - URUGUAIANA/RS. - 1984.
Dr. Pedro Genro Surreaux ( *)
Dr. Amilton Vallandro Marçal (**)
Dr. Cléber Bidegain Pereira (***)

(*) Médico Veterinário, Prof. Adjunto de Bovinocultura da Faculdade de Zootecnia, Veterinária e Agronomia - PUC, Uruguaiana / RS.
(**) Médico Veterinário, Prof. Adjunto de Anatomia Topográfica e Anatomia dos Animais Domésticos - Faculdade de Zootecnia , Veterinária e Agronomia - PUC, Uruguaiana / RS.
(***) Cirurgião Dentista, Especialista em Ortodontia pelo Conselho Federal de Odontologia.

SUMÁRIO
    Apresentam-se pontos de referência e uma sistemática para a craniometria bovina. A intenção é oferecer bases científicas para futuros estudos morfológicos de crânios bobinos.
 
INTRODUÇÃO
Na espécie humana o fluxo gênico entre populações distintas é cada vez mais intenso. A velocidade e facilidade dos meios de comunicação e transporte vem rompendo barreiras e encurtando distancias. No oriente ainda existem grandes grupos homogêneos. Porém, no ocidente, a miscigenação caldeou, de há muito, suas populações. Ao contrário, nos animais domésticos, especialmente bovinos, ovinos e equinos, o interesse humano por determinados caracteres físicos destes animais, tem levado os zootecnistas à eugenia de raças e à formação de novas raças, manipulando a genética em acordo com seus interesses. Propiciam-se, assim, amplas oportunidades para estudos morfológicos, em animais domésticos, com a intenção de caracterizar diferentes raças. 

A cabeça, mais precisamente sua parte óssea (crânio), evidencia, freqüentemente, características morfológicas diferenciativas, por isso é primordialmente visada em estudos morfo-diferenciais. É corrente o dito. " no head, no bull"

A morfologia craniana dos bovinos, comumente é correlacionada com a sua produção. Na fêmea correlacionam-se o comprimento nasal com a produção leiteira e; no macho, largura do chamfro com quantidade de carne.