Introdução à Cefalometria Radiográfica - 5ª Edição

Capítulo XII - Interpretação Esquemática das Maloclusões

Os padrões estéticos e as imposições fisiológicas de normalidade não se apresentam com seus valores exatamente, como indicam as análises cefalométricas. Nem mesmo aqueles casos considerados ideais não se encontram com todas as medidas coincidentes. Não raras vezes, medidas diversas dos padrões de normalidade compensam-se mutuamente, resultando em boa relação esquelética e boa oclusão dentária. São muitos fatores que se apresentam formando diferentes combinações.

Com intuito didático, traçou-se um cefalograma arbitrário, em que as medidas, indicadas como normais por Steiner a Wylie, aparecem exatamente naqueles valores (escala 1:1).

Partindo deste cefalograma, alteramos, nos desenhos que seguem, apenas um fator. Todas as outras medidas permanecem iguais exceto àquelas que se modificaram em conseqüência do fator alterado. As estruturas modificadas estão em vermelho. O que permanece em preto não sofreu alteração.

Desta maneira, os que se iniciam na cefalometria radiográfica poderão ter uma visão das anomalias puras, capacitando-se posteriormente para identificar anomalias mais complexas.


Cefalograma de Steiner a Wylie normal (Escala 1:1)

Os valores indicados como normais por Steirner e Wylie aparecem aqui em proporções reais. Para o bom aprendizado, sugere-se fazer em acetado este cefalograma, o qual pode ser sobreposto aos que seguem e assim melhor observar as variações que apresentam.


Classe I de Angle

A Classe I (Angle), vista unicamente no aspecto dentário, como foi concebida por Angle, caracteriza-se pela relação molar normal, isto é, cúspide mésiovestibular do 1 ° molar superior ocluindo no sulco mésio-vestibular do 1° molar inferior. Porém, nas análises cetalométricas, quando se relacionam as arcadas dentárias com outras estruturas da face (maxila, mandíbula, base de crânio) evidencia-se a existência de várias formas de Classe I. Algumas exclusivamente dentárias, em que os dentes estão apinhados, protruídos ou retruídos, em uma ou ambas as arcadas dentárias, e mordidas abertas. Em outras, há comprometimento esquelético discreto, compensado por inclinações dentárias.


Classe I

Neste traçado, todas as medidas estão de acordo com os padrões normais. Não há displasia esquelética. As arcadas dentárias estão bem relacionadas entre si e com as outras estruturas da face, no sentido póstero anterior e vertical.

Partindo deste cefalograma, esquematicamente, vamos inserindo fatores dentários ou esqueléticos que determinam maloclusão dentária.


Classe I - Biprotrusão Dentária

Protruiram-se incisivos superiores e inferiores; inclinando-os para a frente. O ângulo do incisivo superior com SN de 103° passou para 118°, com NA de 22° passou para 38°, e a distância 1-NA, que normalmente é de 4 mm, passou para 6 mm.

O incisivo inferior, com Go-Gn de 93°, passou para 104°, com NB de 25° passou para 33°; e a distância de 1-NB, que normalmente é 4 mm, passou para 7 mm.

O ângulo interincisivo que normalmente é de 130° ficou em 108°. Há total harmonia esquelética, o problema é unicamente dentário. Biprotrusão dentária.


Classe I - Birretrusão Dentária

Verticalizaram-se os incisivos superiores a inferiores. Seus ângulos com SN e com Go-Gn estão diminuídos.

Incisivo superior com SN de 103° passou para 93°, com NA de 22° passou para 12°, a distância 1-NA, que normalmente é 4 mm, passou para 1 mm. Incisivo inferior com Go-Gn de 93° passou para 87°; com NB de 25° passou para 13°, e a distância 1-NB, que normalmente é 4 mm, passou para 1 mm.

O ângulo interincisivo, formado pelos dois longos eixos dos incisivos superior e inferior, que normalmente é 130°, passou para 152°. Há total harmonia esquelética, o problema é unicamente dentário. Birretrusão dentária.


Classe I

Dentes em relação de classe I de Angle, sendo que os incisivos inferiores estão mais verticalizados, 1.Go-Gn de 93° está com 90° e 1.NB de 25° está com 20°, distância 1–NB de 4 mm está com 0 mm. Ocorre que há discreta macrognatia mandibular. SNB de 80° está com 81°, comprimento total da mandíbula de 103 mm está com 105 mm, projetando a mandíbula para frente, o que se evidencia pelo ângulo ANB que de 2° passou para 1°. Esta leve discrepância esquelética foi compensada pela retrusão dos incisivos inferiores e o caso apresenta-se como normal na avaliação cefalométrica. Situações assim, normais na análise cefalométrica, em casos clínicos provavelmente apresentariam apinhamento dentário inferior.


Classe II de Angle

A Classe II, vista unicamente no aspecto dentário, como foi concebida por Angle, caracteriza-se pela relação molar distal, isto é, a cúspide mésiovestibular do 1° molar superior ocluindo entre o 1° molar e o 2° premolar inferior.

A Classe II poderá ser dividida em Classe II, 1ª divisão, com a relação molar descrita e a presença de sobressaliênca incisal (overjet ou ressalte incisal) e Classe II, 2ª divisão, também com a mesma relação molar descrita e a presença de sobremordida (overbite ou sobrepasse incisal), sem sobressaliênca incisal.

Porém, nas análises cefalométricas em que se relacionam as arcadas dentárias com outras estruturas da face (maxila, mandíbula, base do crânio) evidencia-se que existem várias formas de Classe II. Algumas exclusivamente dentárias, outras com comprometimento da maxila, da mandíbula ou de ambas.

Classe II, 1° divisão

Classe II, 2° divisão


Classe II, 1ª divisão. Prognatismo superior devido a avanço da maxila.

Aumentou-se a distancia ST-Fpm (de 16 para 26 mm), projetando a maxila para a frente, com conseqüência aumentaram os ângulos SNA (de 82° para 89°) e ANB (de 2º para 9°). Observa-se que a maxila tem tamanho normal, esta apenas avançada em relação a outras estruturas da face.


Classe II, 1º divisão. Prognatismo superior devido a macrognatia da maxila.

Aumentou-se o tamanho da maxila, distância Fpm-Spna (de 52 para 58 mm). Como conseqüência aumentaram os ângulos SNA (de 82º para 87°) e ANB (de 2° para 7°). Observa-se que maxila está avançada por seu tamanho maior. Macrognatia da maxila.


Classe II, 1ª divisão. Retrognatismo mandibular por posição para trás da mandíbula. "Retrocondilismo."

Aumentou-se a distância FG-ST (de 18 para 26 mm), retruindo a mandíbula com conseqüência diminuiu o ângulo SNB (de 80 para 75°) e aumentou ângulo ANB (de 2° para 7°). A mandíbula tem tamanho normal, apenas está posicionada para trás, em relação a outras estruturas da face. Retrognatismo mandibular.


Classe II, 1ª divisão. Retrognatismo mandibular devido a micrognatia do corpo da mandíbula.

Diminuiu-se o corpo da mandíbula no seu comprimento. O seu tamanho ficou menor (de 103 ficou com 96 mm). Conseqüentemente diminuiu o ângulo SNB (de 80° para 78°) e aumentou o ângulo ANB (de 2° para 6°). Micrognatia de corpo mandibular. Retrognatia mandibular por rotação da mandíbula.


Classe II, 1ª divisão. Retrognatismo mandibular por micrognatia do ramo da mandíbula.

Diminuiu-se a altura do ramo da mandíbula, o tamanho total da mandíbula ficou menor (de 103 ficou com 98 mm). Conseqüentemente diminuiu o ângulo SNB (de 80° passou para 76°) e aumentou o ângulo ANB (de 2° para 8°). Micrognatia do ramo mandibular.


Classe II, 1ª divisão. Displasia vertical. Dimensão vertical (DV) aumentada. Rotação da mandíbula para baixo e para trás.

Aumentou-se a dimensão vertical (DV), provocando a rotação da mandíbula sobre o côndilo (o ângulo SN.Go-Gn de 32º passou para 38°), fazendo o mento deslocar-se para trás e para baixo. Conseqüentemente diminuiu o ângulo SNB (de 80º para 75°) e aumentou o ângulo ANB (de 2º para 7°). O terço inferior da face tornou-se maior do que 55 % da altura total (proporção normal para Wylie). Retrognatia mandibular por rotação da mandíbula.


Classe II, 1ª divisão. Displasia vertical. Dimensão vertical (DV) aumentada. Rotação da mandíbula para baixo e para trás.

Aumentou-se a dimensão vertical (DV), provocando a rotação da mandíbula sobre o côndilo (o ângulo SN.Go-Gn de 32º passou para 38°), fazendo o mento deslocar-se para trás e para baixo. Conseqüentemente diminuiu o ângulo SNB (de 80º para 75°) e aumentou o ângulo ANB (de 2º para 7°). O terço inferior da face tornou-se maior do que 55 % da altura total (proporção normal para Wylie). Retrognatia mandibular por rotação da mandíbula.


Classe II, 1ª divisão. Displasia vertical. Dimensão vertical (DV) aumentada. Rotação da mandíbula para baixo e para trás. Hipergonia.

Aumentou-se o ângulo goníaco (de 123º para 133°), provocando a rotação mandibular (o ângulo SN.Go-Gn de 32º passou para 41°), fazendo o mento deslocar-se para irás e para baixo. Conseqüentemente o ângulo SNB diminuiu (de 80º para 76°) e aumentou o ângulo ANB (de 2º para 6°). O terço inferior da face tornou-se maior do que 55% da altura total da face. Retrognaria mandibular por rotação mandibular, devido a abertura do ângulo goníaco.


Classe II, 1ª divisão. Displasia vertical. Dimensão vertical (DV) diminuída. Rotação da mandíbula para cima a para trás. Hipogonia.

Diminuiu-se o angulo goníaco de 123° para 108° provocando rotação da mandíbula (ângulo SN Go-Gn de 32° passou para 23°) fazendo o mento deslocar-se para frente e para cima. O tamanho da mandíbula tornou-se menor, de 103 mm passou para 86 mm, Conseqüentemente o ângulo SNB diminuiu (de 80° para 76°) e aumentou o ângulo ANB (de 2° para 6°). O terço interior da face tornou-se menor do que 55° da altura total da face. Retrognatia mandibular por rotação da mandíbula devido a fechamento do ângulo goníaco.


Classe II, 1ª divisão. Protrusão dentária superior.

Protruiu-se toda a arcada dentária superior, sendo que os incisivos superiores foram inclinados para frente. Observa-se que os ângulos 1.SN, de 103º passou para 122° e o ângulo SNA, de 22° passou para 41° e as distâncias de Fpm-6, de 15 mm ou 16 mm passou para 19 mm e 1 NA de 4 mm. passou para 8 mm. Há total harmonia esquelética, o problema é exclusivamente dentário. Protrusão superior pela arcada dentária para frente em relação a outras estruturas da face.


Classe II, 1ª divisão. Protrusão dos incisivos superiores.

Protruiram-se os incisivos superiores inclinando-os para frente. Observa-se que o ângulo 1.SN, que normalmente é 103º passou para 122° e ângulo SNA, que normalmente é 22°, passou para 41° e a distância 1 NA de 4 mm. passou para 8 mm. Há total harmonia esquelética, o problema é exclusivamente dentário. Ao contrário do caso anterior, em que a distância de Fpm-6, que normalmente é de 15 mm ou 16 mm passou para 19 mm, neste caso esta distância está normal e os molares em chave de oclusão Classe I, portanto somente os incisivos foram projetados para frente, e não toda a arcada dentária, como no caso anterior. Protrusão dos incisivos superiores para frente em relação a outras estruturas da face.
Nota: Neste caso haverá diastemas entre os incisivos superiores.


Classe II, 1ª divisão. Retrusão dentária inferior.

Retruiu-se a arcada dentária inferior e inclinaram-se os incisivos inferiores para trás (incisivo inferior com Go-Gn de 93° passou para 84°, e NB de 25° passou para 12°). A distância 1-NB, que normalmente é 4 mm, diminuiu para 1,5 mm. Há total harmonia esquelética, o problema á unicamente dentário. Retrusão dentária inferior.
Nota: Esta retrusão dentária inferior pode-se apresentar de toda a arcada dentária inferior ou somente por retrusão dos incisivos inferiores (como mais comumente acontece), neste último caso haverá apinhamento inferior e os molares podem estar em Classe I (Angle).


Classe II, 1ª divisão. Caso típico dentário.

Como foi enfatizado de início, com finalidade de demonstração, este capítulo apresenta, de forma esquemática, problemas isolados. Porém, na realidade estes problemas apresentam-se somados, inclusive com desvios dentários e esqueléticos. No caso aqui representado, há total harmonia esquelética. O problema é unicamente dentário. Porém apresenta-se a combinação típica de Classe II, 1ª divisão: incisivos superiores protruídos e incisivos inferiores retruídos e extruídos. Há ressalte incisal e sobre passe incisal. O lábio, inferior, geralmente hipertenso, coloca-se entre os incisivos e agrava a disrelação dentária.


Classe II, 2ª divisão. Prognatismo superior por avanço da maxila. Retrusão dentária superior.

Aumentou-se a distância ST-Fpm (de 18 para 23 mm), projetando a maxila para a frente com consequente aumento dos ângulos SNA (de 82° para 87°) e ANB (de 2° para 7°). Ressalta-se que a maxila tem tamanho normal, está unicamente projetada para frente em relação a outras estruturas da face. Não há sobressaliênca (overjet) porque os incisivos superiores estão verticalizados, inclinados para trás. Os ângulos 1.SN, de 103° está com 87°, e 1.NA, de 22° está com 0°. A distância 1-NA, que normalmente é 4 mm, diminuiu para 0 mm.


Classe III de Angle

A Classe III, vista unicamente no aspecto dentário, como foi concebida por Angle, caracteriza-se pela relação molar mesial, isto é, cúspide mésio vestibular do 1° molar superior ocluindo entre o 2° e o 1° molares inferiores. Pode haver sobressaliência incisal negativa, levando a uma articulação invertida dos incisivos ou os incisivos ocluírem topo a topo.

Nas análises cefalométricas, quando se relacionam as arcadas dentarias com outras estruturas da face (maxila, mandíbula, base do crânio), evidencia- se que existem várias formas de classe III. Algumas são exclusivamente dentárias, outras com comprometimento da maxila, da mandíbula ou de ambas.


Classe III - Prognatismo Mandibular.

Dimimuiu-se a distância FG-ST (de 18 para 14 mm), projetando a mandíbula para a frente sem aumentar o seu tamanho. O ângulo SNB aumentou (de 80° para 83°) e o ângulo ANB tornou-se negativo (de 2° passou para - 1°).


Classe III. Prognatismo mandibular por macrognatia do corpo da mandíbula.

Aumentou-se o corpo da mandíbula, de 103 mm para 107 mm, determinando prognatismo da mandíbula por macrognatia mandibular. Consequentemente há aumento do ângulo SNB (de 80° para 83°) e o ângulo ANB apresenta-se negativo (de 2° para -1°).


Classe III. Retrognatismo da maxila.

Diminuiu-se a distância ST-Fpm (de 18 para 12 mm) retruindo a maxila sem alterar o seu tamanho. O ângulo SNA diminuiu (de 82° para 78°) e o ângulo ANB passa a ser negativo (de 2° para -2°).


Classe III. Retrognatismo da maxila por micrognatia superior.

Diminuiu-se a distância Fpm-Spna, de 52 mm. para 46 mm, provocando retrognatismo da maxila por micrognatia. Consequentemente há diminuição do ângulo SNA, de 82° para 78° e diminuição do ANB de 2º para -2°.


Classe III. Retrusão dentária superior.

CRetruiu-se a arcada dentária superior, deslocando-se o molar para trás e verticalizando o incisivo superior. O molar superior ficou com uma distância de 11 mm da Fpm, quando o normal seria 15 mm ou 16 mm. O incisivo superior diminuiu sua inclinação com SN de 103° passou para 82° e com NA de 22° passou para 0°, A distância 1-NA de 4 mm normal passou para zero mm. Há total harmonia esquelética, o problema é unicamente dentário. Toda a arcada dentária superior está retruída.


Classe III. Protrusão dentária inferior.

Deslocou-se toda a arcada dentária inferior para frente, aumentando o ângulo do incisivo inferior com Go Gn de 93° para 106°, e 1.NB de 25 passou para 35°. A distância 1-NB, que normalmente é 4 mm, passou para 9 mm. Há total harmonia esquelética, o problema é exclusivamente dentário. Protrusão dentária inferior.


Pseudo-Classe III. Retrusão dentária superior agravada com desvio funcional anterior da mandíbula.

Verticalizou-se o incisivo central superior de 1.SN = 103° passou para 96° e 1.NA de 22° passou para 14°. A distância 1-NA de 4 ficou em 2 mm. Com esta posição haveria oclusão topo a topo nos incisivos, que seria incomoda. Assim por acomodação a mandíbula é avançada para o que resulta em oclusão invertida dos incisivos. É a chamada Pseudo-Classe III ou desvio funcional da mandíbula para a frente. A distância FG-ST diminuí de 18 para 15 mm quando em oclusão de acomodação. Em posição de repouso a mandíbula vai para trás. Esta ocorrência, que se constata clinicamente, pode ser observada cefalometricamente analisando-se duas telerradiografias, uma em máxima intercuspidação a outra em posição de repouso.


Variações nos Tecidos Moles


Classe I com perfil retrusivo.

A análise esquelética e dentária é normal. Todas as medidas estão de acordo com o padrão normal. Modificaram-se os tecidos moles, aumentando o nariz e o mento mole e diminuindo a espessura dos lábios. A intenção deste esquema é mostrar como os tecidos moles, além de sua ação muscular sobre os dentes, influenciam significativamente na estética do perfil tegumentar.


Classe I com perfil biprotrusivo.

A análise esquelética e dentária é normal. Todas as medidas estão de acordo com o padrão normal. Modificou-se unicamente a espessura dos lábios, de finos para grossos. A intenção deste esquema é mostrar como os tecidos moles, além de sua ação muscular sobre os dentes, influenciam significativamente na estética do perfil tegumentar.


Referências Bibliográficas

INTERLANDI, S. Sobremordidas profundas. Incidência. Proposição de uma classificação. Revisão da etiologia e mecanismo biogenético. Rev Paulista de C.D, 14(5):3-11, set./out.1960.

PEREIRA, C. B. Cefalometria clínica. Iª Semana de Odontopediatria e Ortodontia Preventiva de Porto Alegre, 1969. Coletânea do material distribuído no curso de Cefalometria Clínica.

PEREIRA, C.B., BARBOSA, J. et alli. CD-R publicado em 1996.



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