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No princípio da Cefalometria Radiográfica,
utilizavam-se, unicamente, as Mesas Digitalizadoras (MD), para marcar os
Pontos Cefalométricos. Nesta época, as MD eram caras, difíceis
de serem encontradas e configuradas. Surgiu então, timidamente,
a marcação de Pontos Cefalométricos diretamente na
tela do Computador (TC). Este sistema, além de algumas dificuldades
técnicas iniciais, havia o problema de escanear, com excelente qualidade,
as telerradiografias.
Estes tempos passaram. Hoje as dificuldades foram superadas.
As MD são encontradas facilmente, por preço aceitável
e os técnicos sabem configurá-las. Também não
há dificuldade para escanear radiografias. Ainda que seja necessário
um "scanner" de boa qualidade, com adaptador de transparência especial,
isto não constitui problema, pois os Serviços de Radiologia
oferecem as radiografias já digitalizada - inclusive há
equipamentos que produzem a imagem radiográfica diretamente digitalizada.
Quanto a confiabilidade dos sistemas, ambos são
altamente confiáveis. Assim, utilizar um ou outro sistema, no meu
entender, é uma opção pessoal.
Existem algumas pequenas vantagens de um de outro sistema,
que podem ter a preferência do profissional, segundo o prisma com
que ele olha. "Las cosas tienen el color según el cristal com que
se las mira..." .
De minha parte eu tenho uma pequena preferência
pelas Mesas Digitalizadoras. Elas obrigam ao operador a fazer o traçado
e marcar os pontos no acetado, deixando ai um parâmetro. Possíveis
erros do operador ficam assim evidenciados. Além disto, fazer
o traçado é ótimo para o aprendizado da Cefalometria,
o qual, segundo alguns autores, costuma tomar 20 anos...
De minha parte, talvez por não ser tão inteligente, ainda
estou aprendendo depois de 45 anos... O que pode ser certo, pois a cefalometria
é mais arte do que ciência, como diz o Prof. Jacobson e eu,
humildemente, confirmo.
Por outro lado, reconheço que marcar os pontos
na Tela do Computador (TC) é muito prático e pode-se usar
ferramentas do sistema, como ampliar, o "inverso" e outros recursos
para determinar pontos geométricos, como Go, Gn, centro ST
e outros.
Alguns programas estão oferecendo as duas opções:
marcar os pontos na MD ou na TC, o que é sensacional pois
cada um escolhe o que quer, pela sua preferência, válida para
qualquer um dos lados.
2- PROGRAMAS QUE OFERECEM MÚLTIPLAS ANÁLISES
Quando maior o número de análises que o programa oferecer melhor. Serão maior número de opções. Porém, é necessário que não se misturem as análises. Quando se faz a opção para um análise, o sistema deve ser pedido, ao operador, que digitalise somente aqueles pontos que são necessários para esta determinada análise. Não é recomendável programas que oferecem múltiplas opções de análises, porém, ao digitalizar os pontos deve-se, obrigatoriamente, digitalizar todos os pontos necessários a todas as análises que o sistema oferece. Não é prático nem eficiente digitalizar pontos que não interessam a análise que se optou. Além do trabalho adicional, o operador pode não estar familiarizado com estes pontos de outras análises. Também tem de ser considerados que diferentes autores marcam os pontos cefalométricos de maneiras diferentes. Exemplo: Steiner e muitos outros, marcam o centro da Sela Túrsica. Schartz marca o ponto Sela Túrsica na sua parte superior. Também, alguns pontos cefalométricos, como a parte mais inferior da Chanfradura Sigmóide, nem sempre são bem claros nas telerradiografias e exigem do operador uma perícia e exigência especial que não são necessárias em análise que não utilizam estes pontos.
3 - ELABORAÇÃO DO VCETOO
Os sistemas de Cefalometria, que oferecem a possibilidade de fazer a Visualização Computadorizada da Expectativa de Tratamento ( VCETOO) devem por eles mesmo oferecerem as novas medidas, sem que seja necessário marcar novamente os pontos modificados.