VIAGENS PARA EUROPA ( em construção )
Além da nossa memorável viagem à Europa com as filhas, Hilde e eu fizemos várias outras viagens para o continente Europeu. Algumas antes e outras depois da viagem com as gurias.
Nossa primeira viagem para Europa foi junto com Edgar.
Aproveitamos a experiência dele que conhecia tudo como poucos.
Viajamos em automóvel e foi muito bem aproveitada. Está viagem
foi motivada por convite que recebi para apresentar minha pesquisa nos
Yanomamis, em Madrid. Detalhes desta atividade científica está
no meu currículo, foi em 1973. Veja detalhes
desta viagem clicando aqui. Edgar prontificou-se em ir conosco,
da Espanha fizemos um recorrido pela Europa.
http://www.cleber.com.br/curriculo_2/index.html#didaticas_cursos
VIAGENS DE HILDE E EU SOZINHOS
Talvez se possa dizer que nossa viagem, mais memorável,
para a Europa, tenha sido a que fizemos com as três filhas
ainda meninas. Foi uma viagem de prazer e cultura. Veja
clicando aqui.
Porém as outras viagens foram também maravilhosas,
tanto as duas vezes que fomos com Edgar, quanto nossa viagem com Pulico
e Lúcia e as varias viagem que Hilde e eu fizemos sozinhos...
Na nossa vida diária, no trabalho, Hilde e eu
sempre nos demos extraordinariamente bem, éramos dois com um só
pensamento, fazer o melhor para o paciente. Fora do trabalho poderia
haver algumas divergências e até briguinhas....
No entanto, em viagem éramos o máximo. Sempre estivemos em
paz um com o outro e não havia nada que pudesse alterar a nossa
felicidade. Se um de nós queria ficar um ou dois dias a mais em
uma cidade o outro estava sempre em acordo, com toda a boa vontade. Da
mesma forma até procurávamos adivinhar os desejos um do outro
para tomar o rumo. Sempre viajávamos em auto com total liberdade
de itinerário.
Toda vez que chegávamos em Roma, pelo menos uma noite jantávamos no Alfredo, onde a especialidade é um prato de massa inigualável. Claro com um vinho Bolla Valpolichelo... Havia a tradição de dar uma "cuchara de oro" para a dama mais linda da noite, que ficava com honra de comer com esta colher de ouro. Hilde sempre ganhava esta distinção.
Igual que Roma, Florença sempre foi lugar obrigatório para nós em nossas viagens para Europa.
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Algumas de nossas viagens não me lembro bem a seqüência e datas. Mas, a viagem, das fotos abaixo, ficou bem marcada porque foi uma das ocasiões em que Hilde e eu viajamos sozinhos. Caminhamos no centro de Viena. Nesta manhã havia uma neve fina, o que não nos impediu de caminhar, pois tudo era deslumbrante demais, inclusive Hilde, com sua elegância. Viena é linda por todos os lados que se olhe há obras de arte, seja na construção como em um simples poste de iluminação, ou as grades de ferro de uma casa.
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Caminhando encontramos uma praça onde havia
Mercado Livre, era um domingo, dia em que acontecia isto. Na verdade não achamos nada de interessante para comprar, mas nos chamou a atenção como as pessoas levavam para ai qualquer coisa que desejassem vender. Havia quase de tudo, bonecas, lâmpadas, ferro elétrico, espelhos. Coisas usadas. Hilde, bem vestida, com seu casaco de pele comprado sobe medida em Toronto, botas compradas em Florença no Scarpini, desfilava com elegância e beleza. Eu bem apaixonado sentia a terra "temblar" quando ela caminhava. |

Em uma das viagem que, Hilde e eu, fizemos sozinhos
pela Europa, ao chegamos em Salzburg e na entrada vimos um grande aviso
que dizia: se você gosta da vida noturna procure outra cidade
porque aqui não tem...
Eu tomei isto como um desafio e fui atrás para
conferir se realmente parecia não havia boate. Fomos
a opera que lá inicia muito cedo. Ainda é dia e já
estávamos a caminho do teatro. Depois fomos jantar com o bom
vinho de lá. Então, rodando na tranqüilidade da noite,
perguntando aqui e eli, conseguimos encontrar uma boate. Era
em cima de uma montanha. Estacionava-se o carro em baixo e subia-se por
um elevador. Havia um ambiente alegre, com boa música e o
champanhe era servido com fartura. Quando saímos, mal tinha andado
alguns metros com o auto e um guardinha - vestido impecavelmente - me sinal
para eu parar... Naquele instante meus pensamentos voaram...
Vou ser preso, ele vai se dar conta que eu bebi um pouco demais, me leva
para fazer o teste do bafometro e eu estou perdido.... Felizmente
nada disto aconteceu. Apenas ele me recomendou que acendesse a luz
do auto... Eu havia esquecido. Agradecemos e saímos
de fininho....
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Mas nem só peraltísses eram nossas viagem. Nesta ocasião, em que viajamos sozinhos, fomos visitar a irmã do pai da Hilde, que morava em Viena com seu esposo, aposentado do Correio. Nós tínhamos escrito para eles previamente e tínhamos recebido o conselho de que não viajássemos em janeiro, pois era um tempo ruim em Viena, o sol quase não aparecia. Não lhe demos ouvidos, pois Sabíamos que Viena ficava no vale e nós viajávamos pela montanha, onde geralmente há sol, mesmo no inverno. Quando fomos visitá-los, colocamos eles no nosso auto e subimos para a montanha. Ai eles ficaram radiante, pois havia um sol maravilhoso, ao contrário do que acontecia em baixo, na |
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VIAGEM PARA EUROPA COM PULICO E LÚCIA
Uma da tantas e gloriosas viagens a Europa que Hilde e
eu fizemos, foi com Pulico e Lúcia. A vigem foi planejada de maneira
genial, segundo o entendimento de nós os quatro....
Pulico e Lúcia foram na frente e fizeram sua viagem
por 15 dias, sozinhos, ao bel prazer deles. Então chegamos nós.
Uma chegada é sempre uma chegada. É
motivo de alegria. Está um pouco mais saborosa, pois o encontro
foi em Roma e nos encontrávamos para prazer, só prazer.
Viajaríamos 20 dia juntos, sem compromissos e sem itinerário
fixo, ainda que soubéssemos, pelos nossos gostos comuns, que iríamos
para a montanha. A ordem era alegria....
Pulico e Lúcia nos esperaram no aeroporto, já
tendo trocado o auto por um maior que servisse para nós os quatro,
mais bagagem, com conforto total.
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Mal deixamos as malas no hotel, enquanto Hilde e Lúcia
fizeram umas compritas, Pulico e eu também fomos para um loja, onde
eu comprei bermuda e camisa igual a que tinha Pulico, cor verde. Este seria
nosso uniforme até subir os Alpes. Em Roma fazia calor abrasador,
decidimos ir no dia seguinte para o norte, sem demora, em busca do frescor
da montanha.
Anoiteceu e fomos jantar em um restaurante super aprazível,
onde se comia bem e tinha show. Era no Tras Treveri, onde há vários
restaurantes, todos excelentes. Este era em pátio grande,
ao relento, o que tornava suportável o calor.
Noite de chegada, noite de excesso... O vinho correu
solto. As meninas, Hilde e Lúcia, estavam tão mas tão
felizes que se passaram um pouco no vinho.... Nós, Pulico e eu,
sem os respectivos poderes moderadores, nos passamos demais, demais
mesmo. Realmente a noite foi super divertida, o show leve extraordinariamente
bom. Por sorte fomos e voltamos em taxi.
O propósito era levantarmos cedo o que não
foi conseguido.... O segundo propósito era tomar a Estrata
del Sol que muito amamos, e que nos leva para os Alpes. Isto conseguimos,
sem nos perder encontramos direto nosso caminho. Enquanto Pulico
e eu carregávamos o auto as meninas deram um voltinha pelas lojas
da recondeza... O grande problema nosso foi colocar as malas encima
do auto. O mundo ainda girava em nosso redor, isto que já
eram 10 horas da manhã...
Colocávamos a mala por um lado e ela insistia
em cair pelo outro... Foi uma epopéia. Mas conseguimos
e as malas ficaram bem amarradas pois, durante a viagem, não perdemos
nenhuma....
Havia dúvidas qual de nós os dois estava
mais carregado dos efeitos etílicos naquela manhã.
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De qualquer maneira, eu como mais velho, e supostamente
mais responsável, tomei de brios e decidi. Eu saio de Roma guiando.
Quando estivermos fora passo a direção para Pulico.
Consegui sair de Roma sem tomar nenhuma buzinada e direto para nosso destino.
Assim foi feito e Hilde que está no céu pode testemunhar.
Paramos em Orvieto para nos abastecer do bom vinho daquelas paragens. Compramos o suficiente para nos abastecer e também uma caixa destinada a presente para os parentes da Hilde na Áustria.... Este propósito já adianto que não conseguimos cumprir, quando chegamos em Atase, onde moram os parentes |
Antes de passar a fronteira e entrar na Áustria,
decidimos, vasculhar os Alpes Italianos.
Tudo era decidido a cada dia. E o maravilhoso,
o extraordinariamente maravilhoso é que os quatro sempre estávamos
em acordo com as mudanças, os improvisos.... Em nenhum momento
houve discordância. Mas, realmente não haveria motivo,
pois na região que andávamos tudo era linda, que ir para
a esquerda ou para direita, era igualmente deslumbrante. Resumindo
a história nós ficamos três rodando o monte Marmolata.
Dávamos volta e voltas e ficávamos no mesmo lugar. Os hotéis
da região são todos em um padrão máximo.
Alguns hotéis pequenos mas com boa comida, bom vinho nacional e
camas super confortáveis. Era tudo o que sonhávamos e não
víamos razão para sair dai...
Lúcia voltou desta viagem grávida da Maria Fernanda. Feita as contas, acredita-se que tenha sido gerada neste hotel de Marmolata....
Olhando as fotografias está estampada a felicidade
de todos.
O hotel ficava na base do morro, onde fizemos estas fotografias,
subia-se em um bondinho para chegar a zona de esquiar.


Finalmente saímos da Itália, passamos pela Áustria e fomos para a Alemanha, naquela região de Oberamengau, onde ninguém pode deixar de se deslumbrar por mais vezes que por ai tenha passado.
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| Esta foto da esquerda chamamos de os três águias...
É
ainda em Oberamengau. Hilde eu quando entravamos para a Bavária
e o Tirol nós vestíamos as roupas típicas da região.
De tal forma que
ruivos como somos, passávamos bem pelos locais. Se eu não falasse, ninguém se dava conta... Certa ocasião, em um super mercado, eu vestido de tiroles, um inglês que por ai andava, me pediu uma informação. Falou em inglês eu lhe respondi. Ficou muito agradecido e comento que não era comum as pessoas falarem inglês nesta região.... Ai eu expliquei que era brasileiro... Ele não podia acreditar. |
Nunca deixamos de visitar esta igrejinha. Nesta
ocasião com Lúcia e Pulico não havia neve na viagem
com a filhas, alguns anos antes, havia muita neve. Veja
viagem à Europa com as filhas meninas.
Na Bavária, outro lugar que sempre chegávamos
era o Castelo do Loodwig, rei da Bavária. Fomos com as filhas, com
Edgar e também sozinhos. Sempre é fascinante visitar
este castelo em cima da montanha.

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O estacionamento é em baixo e dai se sobre por
uma rampa só para pedestres...
É uma estradinha gelada. Vale a pena. |
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Esta é a chegada para a casa em que nasceu e viveu,
até a mocidade, o pai da Hilde, Seu Francisco.
A casa fica bem em cima da montanha. |
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Finalmente chegamos a Atase, onde estão os parentes
da Hilde, sua prima irmã, bem casada e com filhos e neto.
Era a casa onde tinha nascido o pai da Hilde e esta senhora era sua prima irmão. Já tínhamos estado com eles na nossa primeira viagem com as filhas para Europa. Agora encontramos o filho casado com um filhinha de colo. Hilde estava maravilhosamente feliz. Nós anunciamos nossa chegada. De tal forma que, como nos contaram, trataram de adiantar trabalho na lavoura. Tudo era feito por eles, todos trabalhavam, não tinham empregados. Em compensação tinham muitas máquinas. Porém, a colheita da batata, por exemplo, tinha ser |
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feita a mão, como vimos ao lá chegarmos.
Assim tendo adiantado o trabalho puderam parar e nos receber com muito carinho. Nós que havíamos também planejado este encontro, chegamos lá com carne e vinho... Pulico e eu fizemos um assado. Tivemos algumas dificuldades. Não havia lenha para fogo, nem trempe. Mas, quando se tem boa vontade tudo se arruma. Foi improvisado com pedaços de ferro uma trempe e madeiras velhas formaram o fogo ascendido por um maçarico. Sei que conseguimos fazer o assado e todos gostaram muito. |
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Ainda na planície, antes de chegarmos em Atase, onde moram os parentes de Hilde, Havia um campo cheio de flores. Hilde não resistiu e foi colher algumas flores. Lúcia acompanhou Hilde no entusiasmo e alegria. |
Depois de passarmos 30 dias com Pulico e Lúcia,
girando pelos Alpes, tínhamos o nosso plano de ficar mais 15 dias
bem acomodados em um só lugar. E assim fizemos. A idéia
era girar e então escolher o lugar onde ficaríamos.
Mas a escolha caiu em Santo Moritz, nossa velha conhecida, com o Hotel
Stefani.
Amamos este lugar. Fica ao pé do monte Corvac,
um dos mais altos da Europa.
Nesta época eu esquiava e assim ficava esquiando
enquanto Hilde ficava na cafeteria lá em cima da montanha.
Pela manhã subíamos para o Corvac e Hilde me acompanhava.
A tarde eu acompanhava Hilde nos banhos de água termais. Foram
dias de grande prazer. A comida do Hotel era excelente e quase não
saíamos a noite. Jantávamos no hotel. Havia um
fondee de carnes que era o supra sumo.
Algumas vezes nos comíamos no quarto. Tinha
ai uma grande janela onde tínhamos a vista de uma praça e
a montanha. O quarto era amplo e muito confortável.
Quando tinha sol, não era frio em St. Moritz.
Só quando subíamos para o Corvac, com neves eternas, que
se esquia todo o anos, então sim fazia frio.

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Em cima no Corvac, quando saia o sol, não era
frio.
Observem que Hilde está sem pulôver, bem a vontade. Sabem, em geral a Europa tem pouco sol no transcorrer do ano. Assim as pessoas sentem necessidade de tomar sol. E na montanha quase sempre há sol. Assim, ai no Corvac, junto da cafeteria, alguns metro deste local, há cadeiras, como aquelas da praia. O pessoal fica ali em trajes de banho, tomando sol. De repente, passa uma nuvem e o sol desaparece... Então eles prontamente se tapam com um cobertor. O Corvac é um dos lugares mais alto da Europa. É deslumbrante como se aprecia dai um paisagem pitoresca.. . |
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Há vários caminhos para San Moritz. Um
deles é baixando vertiginosamente a montanha para o vale.
Foi o que fizemos uma das vezes.
Em pouco mais de uma hora estávamos em um lado onde havia gente praticando in surfe. Estava calor que Hilde tirou todo o abrigo. As calças que veste são traje típico da região. |
O hotel Stefane colocava umas mesinhas com cadeiras
para quem desejasse tomar sol e alguma bebida.
O símbolo do hotel é um coelhinho.

NOSSA SEGUNDA VIAGEM COM EDGAR
Mais uma vez tivemos o privilégio de viajar com
Edgar pela Europa. Desta vez não havia compromissos
e nos dedicamos somente a passear. Entramos por Lisboa.
Edgar não falava o alemão, mas dominava
muito bem o francês e o inglês. Assim que realmente não
tinha problemas de língua. De qualquer maneira, com Hilde
que falava fluentemente o alemão ( foi sua língua de
infância - até a guerra, em sua casa só se falava alemão
) nós transitávamos, por toda a Europa, com muita liberdade
de proveito.
Edgar gostava muito de Lisboa e ai costumava ficar largas
temporadas. Hospedava-se com uma pessoa muito linda, Gisela, com
quem tinha uma belíssima amizade, que passou para nós, ainda
hoje nos correspondemos, com a facilidade da internet. Ela está
lendo estes escritos. A amizade veio porque ela é irmã
do nosso amigo Striquer, que era casado com uma moça de Uruguaiana,
filha de uma grande amiga nossa, principalmente do Edgar. Striquer,
que é médico, tem uma excelente clínica em Munique.
Ele já costumava vir todos os anos até Uruguaiana, pois separou-se
da Maria do Horto e os filhos ficaram aqui em Uruguaiana. Nestas
ocasiões, ele hospedava-se na casa do Edgar, e muitas vezes veio
jantar em nossa casa. Nós lhe queremos muito e sempre lhe
visitávamos quando passávamos por Muniche.
Um detalhe, Striker tem duas nacionalidades, portuguesa
e Alemã. O pai, do corpo diplomático, era alemão,
casado com uma portuguesa. Gisela também tem nacionalidade
portuguesa, mas preferiu morar e criar sua filha ( era separada do
marido ) em Portugal.
Nesta viagem com Edgar conhecemos Gisela e sua filha adolescente. Uma pessoa encantadora. Uma das cartas de estímulo foi ela quem me escreveu., Clique aqui e veja em bem no final da pagina.
Hilde e eu até então não havíamos viajado em trem pela Europa, somente em automóvel, e decidimos que desta vez faríamos uma experiência. Assim, saímos de Lisboa, em trem, passando por Coimbra, cruzamos a Espanha e fomos até a fronteira com a França. Nós os três tínhamos uma cabina muito confortável. Na França alugaríamos o auto, voltando pelo mesmo caminho. E assim foi feito. Nosso primeiro destino era San Jean de Liz, na França, onde havia vivido nossos ancestrais Bidegain, nos países Bascos. Como é sabido os Vascos são um povo perseverante e trabalhador, sendo que há alguns que são revoltosos ( grupo do ETA ) o qual luta pela independência dos países Bascos, que estão divididos, parte na França, parte na Espanha.
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O detalhe é que para os Bascos, eles não
são espanhóis nem franceses, são Bascos. Bem
!!! Ai procuramos nos informar e ver guia telefônica
e não encontramos os Bidegains. Edgar e eu andamos pelos cemitérios
da cidade também em busca infrutífera.
Na volta foi que, no último momento, quando já havíamos comprado nossa passagem do trem, que não demorava em chegar, foi que conversando com uma senhora do local soubemos que os Bidegains havia a muitos anos mudado-se todos para esta cidade francesa. Esta senhora era íntima amiga de uma Bidegain... Bem, ai não havia tempo.... Este intento da viagem não foi bem sucedido. Em compensação tivemos dias maravilhosos viajando juntos. |
Houve apenas um acidente que conto para exaltar a coragem da Hilde e sua disposição inquebrantável. Durante toda a viagem Hilde foi super protegida. Éramos dois cavalheiros que quase nos competíamos em dar atenção e facilitar tudo para Hilde.
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Quando nos aproximávamos de San Moritz, tudo estava lindo demais que, a cada instante, parávamos para tirar fotos ou admirar a paisagem. Nós já est avamos muito acostumados com a neve e o gelo. Sabíamos o quanto é perigoso o gelo que fica na estrada. A neve não representa maior perigo, mas o gelo é tremendamente propenso a que se escorregue e vá para o chão.... Foi o que houve com Hilde, os dois prestativos cavalheiros tiveram um momento de descuido. Hilde também facilitou deslumbrada com a paisagem e saiu para fazer uma fotografia. Antes que nós a protegesse ela caiu... |
VIAGEM PARA CONGRESSO NA ESPANHA E DEPOIS NEW YORK
A viagem de 1973, foi motivada por convite, que recebemos, do Centro Europeu de Ortodontia, em Madrid, afim de apresentar uma conferência de 4 horas, sobre "Oclusion y Desgaste Dentales em Aborígines Brasileños". Cervera o diretor do Centro de estudos havia lido meu trabalho e nos convidou. http://www.cleber.com.br/curriculo_2/index.html#publicados_revistas_estrangeiras
Foi um encontro muito importante, onde estava um grupo
grande de norte americanos.
Eu me preparei bem para esta apresentação.
Sabem, aqui na fronteira todos falamos um pouco de espanhol, mais
ainda nós que viajávamos com freqüência para Bs.
Aires. Mesmo assim tomei aulas com uma professora madrilenha que
estava estagiando aqui na Faculdade de Filosofia de Uruguaiana. Aprendi
bem a pronúncia do espanhol falado lá. Meu tema era
lindo, meus slides maravilhosos e originais.
O grupo de americanos já conhecia a dentadura
fisiológica mas nunca tinha visto fotografias tão evidentes.
Conclusão: minha apresentação foi
um grande sucesso. Edgar e Hilde que assistiram ficaram muito felizes com
o meu êxito. Havia tradução simultânea
para o inglês e o chefe do grupo de americanos, Harris Evans,
levantou e foi me felicitar dando-se um beijo e ali mesmo já me
convidou para apresentar este trabalho em Nova York, em 1974, em Meeting
que ele estava organizando.
Depois publiquei, junto com Evans trabalho, sobre o assunto,
em importante revista dos EUA
Veja o trabalho,
clicando aqui: http://www.cleber.com.br/evan.html
Nesta magnífica ocasião jantamos com o grupo de americanos, depois do jantar ficamos conversando com um deles, que para nós era muito velho.... Não tenho idéia de quantos anos teria, mas Hilde e eu éramos jovens quarentões, de tal forma que quem tinha 60 anos para nós era velho... De qualquer maneira este colega, bebeu demais e nos contou suas mágoas.... Ele estava em estado deplorável, chorando copiosamente. Disse que havia perdido a mulher recentemente e que estava sozinho no mundo. Não tinha filhos, nem irmão, nenhum parente. Nós ficamos muito penalizados.
O fantástico desta história é que um ano depois quando fui ditar conferência "Evolução da Dentadura Humana" Greater New York Dental Meeting pela American Society for the Study of Orthodontic. New York, 1974, lá estava este colega feliz e contente. Foi uma agradável surpresa. Então nos convidou para jantar com ele e sua nova esposa. Vejam só havia casado com um senhora de idade, viuva de veterano de guerra, da aeronáutica - quer dizer que deveria ter um gorda pensão - Ela também estava sozinha no mundo e formaram um casal feliz. O velho que tínhamos visto na Espanha feito um farrapo, agora se apresentou super bem vestido, contente e rejuvenescido. Era o milagre do amor.