Durante alguns anos, com as filhas pequenas, veraneamos
em Xangri-La. Uma praia recém inaugurada a poucos minutos de Capão
da Canoa.
A praia e o hotel eram lindos, com o problema de nossas
praias gaúchas da água do mar gelada....
Naquela ocasião não havia nada em Xangri-La
além do hotel, um condomínio e meia dúzia de casas.
Nós íamos com freqüência até
Capão da Canoa, onde nos abastecíamos. Uma destas ocasiões,
perdemos nossa cachorrinha muito querida a Minita, que nos acompanhava
sempre nos veraneios.
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Conto que minita em espanhol e a denominação
carinhosa de bonita, apelido e minha mãe.... A
Minita estava tão acostumada conosco que nem usava coleira. Subíamos
e descíamos do auto e ela sempre nos acompanhava. Mas,
um dia... aconteceu de ela não subir no auto e nós só
percebemos isto algum tempo depois. Voltamos rapidamente e não
mais encontramos a Minita... Foi um desespero de todos.
Era de tardinha. Anoiteceu e não encontramos a Minita... Voltamos para o hotel muito triste. As crianças choravam. No outro dia mal amanheceu e já reiniciávamos as buscas. Batíamos de casa em casa. Para sermos mais produtivos, cada um batia em uma casa. Cristina era pequena mas mesmo assim fazia sua tarefa de perguntar se tinham visto nossa cachorrinha. Ai lembramos que havíamos visto outro dia que o padre da paróquia tinha um alto-falante com o qual conclamava seus fiéis. Fomos falar com o padre e pedir o equipamento todo emprestado para percorrer a cidade |
Nesta ocasião além de Brunhilda, Maneco e filhos, conseguimos levar para o mesmo hotel conosco, em Xangri-Lá, todos os parentes do lado da Hilde. Com as famílias foram Astor, Pepito, Maneco, mais uma cunhado do Astor, o Acir.
Foi um veraneio muito lindo. A noite jantávamos sempre juntos em uma mesa grande. Astor, Pepito e Acir gostaram tanto que comprar um apartamento, cada um, no condomínio. O preço era tentador, eu resisti. Queria ficar com a liberdade para veranear onde me aprouvesse.
Realmente, assim que abriu a estrada para Santa Catarina,
a 101, lá fomos nós no seguinte veraneio.
Foi quando encontramos o Hotel Plaza Itapema, que tinha
sido inaugurado naquele ano. Ai nos aquerenciamos por muitos anos.
As filhas cresceram e nós sempre voltávamos para o mesmo
hotel.
| No hotel Plaza tínhamos a melhor cabana, com dois
quartos e uma sala grande. Um ano conseguimos levar para lá nossos
queridos amigos Jaime Helers e Negra, com a família, os quais se
alojaram na cabana ao lado da nossa. Jairo e Eunice, nossos amados
amigos de São Paulo também foram nos visitar ficando lá
uma semana. Era muito tranqüilo com o mar a nossa porta. Foram anos
de veraneios de ouro.
Minita teve ai, também, seu episódio.... Um ano, alguns meses antes do veraneio, recebemos uma carta do Hotel Plaza Itapema nos comunicando que, sabendo que sempre levávamos uma cachorrinha, nos informavam que não poderíamos levar Minita, pois uma reunião da diretoria dos Hotéis Plaza Itapema havia ficado decidido que não seriam aceitos cachorros. Foi uma bomba para todos nós. Então eu resolvi apelar. O chefe do clã o velhinho Schimit tinha uma casa atrás de nossa cabana |
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Quando voltamos da praia, ficavamos em Porto Alegre,
no Hotel Plaza San Rafael, que
pertencia a mesma cadeia do Plaza Itapema. Minita exercia seu direito de nos acompanhar, pois a resolução era para toda a cadeia. E as filhas cresceram ai, tantos anos se passaram de veraneio sempre no mesmo lugar. |
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Outro fato peculiar que aconteceu foi que nesta época
eu estava fazendo um estudo nos Crânios de Sambaqui. Em Joinville,
que fica cerca de 100 km de Itapema, ha um importante Museu com valiosa
coleção de crânios bem conservados de Homens do Sambaqui.
Eu fui algumas vezes a Joinville para estudar estes crânios. Sendo que uma ocasião eu trouxe cerca de 10 crânios para o hotel, pois dai os levaria para Florianópolis para fazer radiografias. Tudo correu bem. Só que a camareira do hotel, quando entrou cedinho na nossa cabana, para fazer sua limpeza |
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Lúcia e Pulico casaram, tiveram a Fernanda e ainda
foram veranear conosco no Plaza Itapema por vários anos.
Jaime Elher nosso querido amigo, com a família, também ficou conosco em um dos veraneios, conseguimos para ele a cabana ao lado, a única outra que existia assim com dois quartos. Nilse, sobrinha da Hilde, e Wilson seu marido também nos acompanharam um ano. Na foto esta Fernanda com pouco mais de um ano de idade. Houve um tempo que nos dispersamos um pouco, pois Hilde e eu buscamos ficar mais perto da Cristina, que se havia mudado para Florianópolis, logo depois de formada em medicina. |
| Pulico, Lucia e Fernanda continuaram a veranear no Plaza
Itapema por mais algum tempo. Em uma ocasião Pulico e Lúcia
alugaram um grande casa, na ilha de Florianópolis e nós fomos
para lá com Laura e família. Ai já estava as
netas Juliana e Luiza. Ainda voltamos a veranear nesta grande e confortável
casa junto a beira da praia.
Depois Lúcia e Pulico passaram a veranear em Punta
del Este. E acabam nos levando para lá.
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PUNTA DEL ESTE

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Não mais nem menos, do que outros veraneio, um
dos últimas viagens a Punta del Este foi totalmente deslumbrante
e feliz. Passamos o Natal e Ano Novo.
No Natal estávamos com Pulico, Lúcia e
Fernanda, que ainda não havia casado, era noiva do Deco.
O restaurante não podia ser mais fantástico.
Pequeno para poucas pessoas que reservam com antecedência como nós
fizemos.
No Ano Novo, Deco que tinha passado o Natal com sua família,
estava conosco. Junto com ele um irmão, sua esposa e os encantadores
filhos, um casalsinho amoroso. O champanhe corria solto....
Todos estavamos muito felizes. Hilde, como sempre
magnífica e amorosa comigo e os demais.


Na hora da passagem do ano. Por tradição
todos saem para rua e ai há um grande show de fogos de artíficio.
É de ressaltar o clíma de tranquilidade e segurança
que existe lá. Os garços na rua corriam com o champanhe...
