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A Universidade de São Paulo (USP) prepara a abertura de um curso de graduação a distância com 60 vagas, disponíveis no vestibular da Fuvest para Licenciatura em Ciências. Depois de aprovado, o curso pode começar em 2007 ou 2008. Os formandos poderão atuar como professores da 1ª à 4ª séries do ensino fundamental. Essa é a primeira iniciativa de um curso em ensino superior não presencial na USP e também entre universidades públicas no Estado.

Prioridade - O curso a distância da USP é considerado uma prioridade na gestão da reitora Suely Vilela. Está sendo proposto pela pró-reitoria de Graduação, mas ainda precisa passar por comissões de discussão e aprovação até chegar ao órgão máximo da instituição, o Conselho Universitário. Para começar a funcionar em 2007, deve ser aprovado até setembro.

"Nós não entraremos de maneira aventureira", diz a recém-empossada pró-reitora de Graduação e ex-diretora da Faculdade de Educação, Selma Garrido Pimenta. "De um lado, há a preocupação de estarmos atrasados, de não entrarmos na nova tecnologia, o que, em parte, é verdade. Por outro lado, não podemos generalizar cursos de graduação a distância."

A idéia é que ele seja vinculado a um Centro de Apoio de Educação a Distância, que também será criado. O local organizará material didático, capacitará professores e dará todo o suporte tecnológico para os cursos não presenciais. Esse centro ajudará também a universidade a expandir cursos de extensão a distância. A USP já oferece algumas especializações dessa modalidade.

"As pessoas costumam questionar: se educação a distância é tão boa, por que a USP não tem?", diz o diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Waldomiro Loyolla. Ele agora comemora a iniciativa da instituição. Segundo Loyolla, a opção normalmente é oferecida pela internet ou por teleconferências.

Apoio - O governo federal aprovou em dezembro um decreto sobre educação a distancia no País. Para oferecer essa modalidade de ensino, as instituições precisam ser credenciadas no Ministério da Educação (MEC). Por ter autonomia e ser estadual, a USP está subordinada ao Conselho Estadual de Educação (CEE). O MEC também incentiva a graduação a distancia, com o programa Universidade Aberta do Brasil. Pólos em diversos municípios recebem a ajuda de universidades federais para oferecer cursos.

De acordo com o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (Abraead), o Brasil tem hoje um total de 382 cursos nessa modalidade, entre graduação, pós, seqüenciais e tecnológicos. O número de alunos estudando não presencialmente chega aos 160 mil. A maioria dos cursos oferecidos está em instituições privadas.

A educação a distância cresceu muito desde o ano 2000, segundo o documento. Naquele ano, eram só 13 cursos em todo o País e 1.758 matriculados. Do total, 10 eram de graduação.

 


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