Estudo do comportamento dos 1os molares inferiores em Indivíduos portadores de maloclusão de classe II divisão 1ª trados com mecânica seccionada e elasticos de classe II.
 

Dr. Alcides Fabiano Tedesco
 
 
 

ATUALIZAÇÃO EM ORTODONTIA ACDC CAMPINAS
APERFEIÇOAMENTO EM ORTODONTIA ACDC CAMPINAS
MESTRANDO EM ORTODONTIA SLM

 
 
Resumo: Esse trabalho demonstrou a possibilidade de tratamento, sem extrações, de pacientes, 
classe II 1º divisão de Angle, empregando a mecânica de arcos seccionados e elásticos, 
mantendo o controle da rotação mandibular, através da ancoragem cortical.

Introdução: Dentre as varias terapias ortodonticas, para tratamento de pacientes, classe II 1º divisão de Angle, sem extrações, o emprego de mecânica de elásticos é uma alternativa. Roth  1981, afirmou que o emprego de elásticos convencionais para correção de pacientes classe II 1º divisão, promove o “ fulcro molar”,  rotação horária da mandíbula diminuindo numericamente o eixo facial segundo a analise de Ricketts. Porém Ricketts em 1950,  demonstrou a possibilidade de tratamento de pacientes classe II 1º divisão, sem extração,com o emprego de elásticos e arcos seccionados, mantendo o controle da rotação mandibular, através da ancoragem cortical.

Preposição: Esse trabalho tem por objetivo avaliar o comportamento do eixo facial de pacientes, classe II 1º divisão, tratados com mecânica de elásticos.

Material e Método:
 Foram avaliadas as telerradiografias iniciais e finais de 10 pacientes, portadores de maloclusões classe II 1ª divisão,  tratados com mecânica de arcos seccionais e elásticos, sem extrações.
As radiografias iniciais e finais foram traçadas segundo a Ricketts, e os comportamentos dos eixos faciais foram avaliados através da análise das medidas do ângulo formado BaNa.EixoFacial  tendo o vértice em CC.


 
 


 
 


 
 

Discussão:
Em 80 % dos casos o “ fulcro molar”, rotação horária da mandíbula, não ocorreu pelo contrário em 30% ocorreu uma rotação anti-horária da mesma, o que aumenta numericamente o valor do Eixo Facial pela analise de Ricketts e em apenas 20 % ocorreu a rotação horária da mesma, diminuindo o Eixo Facial. Nos 20 %  a rotação horária ocorreu devido ao descontrole da ancoragem cortical durante o tratamento.

Conclusão:
O trabalho conclui que o tratamento de pacientes portadores de maloclusões, Classe II 1ª divisão de Angle, com o emprego de mecânica de arcos seccionados e elásticos, mantendo o controle da rotação mandibular, através da ancoragem cortical é totalmente possível como afirmou Robert M. Ricketts em 1950.

Bibliografia:
1-     RICKETTS, R.M. et al. Técnica Bioprogressiva de Ricketts. 5ª Edição. Buenos Aires. Editora Panamericana. 1992 378p.
2-     ROTH, R. H. Functional Occlusion for the Orthodontist. JCO 1981 Mar (174-198):- Part 3.
 



Dr. Alcides Fabiano Tedesco
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