Dra. Elvira Gomes Camardella, DDs
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos maxilares
Membro titular do International College of Dentists
Membro titular da Academia Brasileira de Odontologia
Membro titular da Academia Nacional de Farmácia
| RESUMO: Os aparelhos ortopédicos
funcionais (A.O.F.) utilizados na correção da Classe II 10
divisão, apresentam efeitos dentoalveolares e esqueléticos semelhantes. Entretanto, esses efeitos individualmente mostram-se com intensidades distintas decorrentes de diversos fatores e dentre eles, o tipo de aparelho utilizado. As variações da morfologia básica e do modo de ação de cada aparelho impõem diferenças nas alterações cefalométricas suscitadas em uma correção de uma Classe II 10 divisão, utilizando-se aparelhos, como o de Guia de Erupção, de Fränkel, o Bionator ou um aparelho de Bimler. Estas variações decorrentes de cada um fornecem dados quanto às expectativas com relação aos limites de ação do aparelho, ou aos efeitos esperados. Julga-se oportuno discutir-se as alterações cefalométricas dentoalveolares e esqueléticas do aparelho de Bimler descrito em um caso clínico comparando-o com as alterações cefalométricas mais significativas de outros aparelhos ortopédicos descritas na literatura. |
UNITERMOS: Ortopedia funcional dos maxilares; Aparelho de Bimler; Alterações cefalométricas dentoalveolares e esqueléticas; Aparelho de Fränkel; Bionator; Occlus-o-Guide.
INTRODUÇÃO E REVISÃO DE LITERATURA
Vários são os estudos das alterações
cefalométricas dos aparelhos ortopédicos funcionais evidenciando
uma série de resultados divergentes decorrentes de fatores como
diferentes respostas individuais ao tratamento como a heterogenidade, ausência
ou discrepância das amostras e discrepâncias no delineamento
da pesquisa. Este artigo objetiva analisar os efeitos cefalométricos
mais comumente verificados em cada aparelho descritos na literatura e compará-los
aos efeitos cefalométricos suscitados pelo aparelho de Bimler, em
um caso clínico de correção de uma Classe II, 10 divisão.
Alterações cefalométricas decorrentes de diferentes tratamentos da classe II, 10 divisão, com os A.O.F., de Fränkel, Bionator e guia de erupção “Occlus-o-Guide”
Estudos cefalométricos dos efeitos dos A.O.F .
Os efeitos cefalométricos, amplamente discutidos,
dos aparelhos ortopédicos funcionais, elucidaram muitas questões
com respeito às respostas clínicas satisfatórias suscitadas
por estes aparelhos, embora, algumas alterações de não
significância cefalométrica quando analisadas isoladamente,
contribuam com significativo efeito clínico quando em conjunto com
outros fatores.
Em uma análise geral dos efeitos cefalométricos
dos A.O.F. nos deparamos com controvérsias de opiniões com
respeito ao seu efeito na restrição anterior da maxila, influenciado
positivamente, segundo autores como BISHARA; ZIAJA 9, COHEN 18, CREEKMORE;
RADNEY 19, FREUNTHALLER 26, HARVOLD; VARGEVIK 32, HENRIQUES 35, HIRZEL
36, MEACH 44, NIELSEN 46, OWEN 48, PANCHERS 49, PFEIFFER; GROBETY 50, e
em contrapartida, advogando uma opinião contrária a esse
efeito restritivo anterior, outros como BJÖRK 9; BOLMGREM; MOSHIRI
11, CALVERT; ORTH 12, CHANG 16, HAMILTON 31, McNAMARA Jr; BOOKSTEIN; SHAUGNESSY
42, MILLS 44, REEY; EASTWOOD 51 que não verificaram uma diminuição
na protrusão maxilar nas amostras tratadas com os aparelhos funcionais.
O mesmo ocorre sobre o componente mandibular em
relação ao crescimento, tanto na dimensão mandibular,
quanto na altura do ramo e em relação a sua posição
espacial. A ocorrência de um aumento significativo do comprimento
mandibular não foi evidenciado por pesquisas de ADAMS 1, ADENWALLA;
KRONMAN 2, BERNSTEIN; ULBRICH; GIANELLY 6, BJORK10, CALVERT; ORTH 13, CREEKMORE;
RADNEY 19, GIANELLY A .A. et al , HAMILTON;SINCLAIR; HAMILTON 30, HARVOLD
32; VARGERVIK 59, JACOBSON 39, PANCHERS 49, WIESLANDER; LAGRESTRÖM
60, sendo debatido por opinião adversa de outros autores que verificaram
aumentos significantes no comprimento mandibular dos grupos tratados com
aparelhos funcionais em relação aos grupos controles e com
aparelhos fixos como BIRKEBAEK; MELSEN; TERP 8, BOLMGREM; MOSHIRI 11, CHANG
16, COHEN 18, DERRINGER 20, ERICKSON; HUNTER 21; FRÄNKEL 23, REEY;
EASTWOOD 51, FREUNTHALLER 26, HARRIS 31, HENRIQUES 35, HIRZEL 36, URSI
61.
Com relação a melhora da relação
maxilomandibular a opinião é unânime. Com a utilização
dos aparelhos ortopédicos CREEKMORE; RADNEY 19, GIANELLY; ARENA;
BERNSTEIN 4, NIELSEN 46 e ROBERTSON 52, a explicam pela restrição
anterior da maxila associada ao deslocamento anterior mandibular. Outros
autores advogam a um maior crescimento mandibular e uma não significante
influência da maxila a esta normalização 4, 21, 22,
23, 24, 43.
A altura facial ântero-inferior apresenta-se significantemente
aumentada com o uso dos A.O.F. e foi evidenciado com unanimidade em estudos
comparativos aos grupos não tratados 11, 16, 18, 19, 20, 32, 33,
36, 39, 40, 41, 42, 45, 51, 55, 59, 60, 61 .
Nenhuma alteração no componente vertical
foi evidenciado no ângulo do plano palatino ou na distância
do násio à espinha nasal anterior decorrente do uso dos A.O.F.
42, 52. Todavia, o ângulo do plano mandibular apresentou-se com tendência
a um suave aumento 4,30, 46 ou a manter-se estável 4, 42.
Quanto à resultante de crescimento verificam-se
diversidades de opiniões. A utilização dos A.O.F.
segundo FRÄNKEL 23, proporcionam um maior crescimento no sentido horizontal.
SCHULHOF e ENGEL 55 declaram que esta manifesta-se maior no sentido vertical
enquanto outros autores defendem a manutenção do padrão
50, 6, 30 ,35; 41 , 45, 49, 54, 56, 60.
Efeitos cefalométricos dos aparelhos de Fränkel,
Bionator e Guia de Erupção (Occlus-o-Guide)
Alguns autores como CREEKMORE & RADNEY18, RIGHELLIS,
Mc NAMARA;BOOKSTEIN ;SHAUGHNESSY 41,FALCK & FRÄNKEL 21, URSI 66,
ALMEIDA 3, TORUÑO 60, evidenciaram um aumento efetivo do corpo mandibular
nos tratamentos da Classe II 10 divisão com o aparelho de Fränkel.
OWEN 49, verificou que o ângulo nasolabial não se alterou
com a utilização deste aparelho. Demonstrou-se que não
ocorreu um efeito restritivo no avanço da maxila ou este apresentou-se
leve. Os incisivos superiores apresentaram uma inclinação
para lingual e os inferiores para vestibular, favorecendo um perfil mais
convexo, porém harmônico, com protrusão do lábio
inferior, devido a menor retrusão das estruturas dentoesqueléticas
superiores e uma movimentação natural ativa para anterior.
HAMILTON;SINCLAIR ;HAMILTON30, em 1987, verificaram
um aumento significante das larguras intermolares superiores, intercaninos
e intermolares inferiores, confirmando este efeito inerente do aparelho.
Verificou-se um aumento da AFAI.
Com relação ao Bionator, BIGLIAZZI,
KESSNER & FALTIN JÚNIOR 6 em 2000, utilizando a análise
cefalométrica das contrapartes de Enlow verificaram um aumento da
dimensão horizontal do corpo mandibular, corroborando com achados
de HENRIQUES 35, MAMANDRAS & ALLEN 39 e BOLMGREN & MOSHIRI 11.
Entretanto este aparelho segundo alguns estudos, não provoca alteração
significativa na posição do incisivo inferior 6, 11; 25 ,
não alterando a posição do lábio inferior 25,
porém, esta característica não ocorre com os incisivos
superiores, que demonstraram uma inclinação lingual significativa
11, 25. A terapia com o Bionator possibilitou uma normalização
da curva de Spee 6 e da aplicação do princípio da
“erupção diferencial de Harvold” favorecendo significantemente
a correção da má oclusão de Classe II. Verificou-se
o aumento da AFAI6, 25, 11, 35 e uma harmonia no perfil facial, sem alteração
significante do padrão facial 6, 25
Os efeitos cefalométricos do aparelho Guia
de Erupção “Occlus-o-guide”, que possui a característica
de posicionador dentário e aparelho ortopédico funcional,
foram verificados nos estudos de PEREIRA52 ; SILVA60; POURRAHIMI54 significante
efeito de retrusão e de inclinação para lingual e
restrição do desenvolvimento vertical dos incisivos superiores5
, 45, 52, 54, 60 concomitante à uma inclinação para
vestibular dos incisivos inferiores 52,54 em relação à
sua base óssea .
Houve uma melhora significante no trespasse horizontal
e vertical após 26 meses de uso do aparelho decorrente de um crescimento
mandibular significante. Segundo SILVA 60 a restrição ao
desenvolvimento vertical dos incisivos superiores 45, 52, 54, 60 e do maior
desenvolvimento dos molares inferiores52, 60 possibilitou a normalização
da relação ocluso-vertical de forma significante.
Observou-se um aumento estatisticamente significante
da altura facial ântero-inferior, entretanto sem alteração
do padrão de crescimento 52, 54, 60.
EFEITOS CEFALOMÉTRICOS DO APARELHO DE BIMLER
APRESENTAÇÃO DE UM CASO CLÍNICO
· Aspectos clínicos gerais, intra e extrabucais
O paciente, leucoderma, com 8 anos e três meses
de idade, apresentou no exame clínico inicial uma respiração
bucal, deglutição atípica, face com características
adenoidéias, com ausência de selamento labial passivo, bases
maxilar e mandibular atrésicas, acentuado trespasse vertical e horizontal
com linhas médias coincidentes. O perfil mole do paciente apresentava-se
convexo, com altura facial ântero-inferior satisfatória. Em
uma visão frontal, a face apresentava-se simétrica e dolicocefálica.
O paciente apresentava uma maloclusão de Classe II, 10 divisão
de Angle, na fase da dentadura mista, com incisivos superiores acentuadamente
inclinados para a vestibular e protruídos e os inferiores bem posicionados
em suas bases ósseas.
· Análise funcional
Na análise funcional os movimentos mandibulares
apresentavam-se normais, sem desvio, incluindo o limite de abertura bucal.
Nenhum ruído foi diagnosticado durante os movimentos excursivos
mandibulares.
· Análise radiográfica
O exame da radiografia panorâmica inicial revelou
um desenvolvimento normal dos dentes e das estruturas ósseas. As
radiografias periapicais não sugeriram qualquer sinal de reabsorção
radicular prévia.
O diagnóstico cefalométrico indicou
segundo Tweed uma predominância do crescimento vertical com o FMA
igual a 30 0 um posicionamento retruído da maxila determinado pelo
SNA igual a 79 0 e uma mandíbula acentuadamente retruída
indicada pelo SNB de 72 0 originando um ANB de 9 0 constatando-se um extremo
caso de Classe II. O perfil ósseo apresentou-se convexo com 15,5
0 e o ângulo interincisal de 113 0 indicando uma bi-protusão
dentária, de acordo com a análise de Bimler.
Traçado inicial e Final – Figuras 1 e 2
PLANO DE TRATAMENTO
O tratamento constou de duas fases onde utilizou-se para
a correção da Classe II, 1 0 divisão, o aparelho de
Bimler “standard” tipo “A” , indicado para este tipo de maloclusão.
A duração da primeira fase foi de 12 meses e da segunda fase
18 meses, sendo que ao final deste período, o paciente foi orientado
a utiliza-lo como contenção ativa durante 6 meses.
O paciente apresentou ao final do tratamento, excursões
mandibulares satisfatórias, balanceadas, eliminando a necessidade
de qualquer ajuste oclusal posteriormente.
|
Aparelhos tipo A “standard” utilizados na primeira e segunda fase do tratamento Figura 3 |
MEDIDAS CEFALOMÉTRICAS INICIAIS E FINAIS
Análise cefalométrica de Bimler – índice
de verificação do tamanho e do crescimento em milímetros-Tabela
A
Superposição da mandíbula sobre Ar e sobre a borda inferior – Figura 4 e 5 - *Fator 1 –Inclinação superior do perfil; Fator 2 –Inclinação inferior do perfil; Fator 3 inclinação mandibular; Fator 4 – inclinação maxilar; Fator 5 – inclinação do clívus; Fator 6 – inclinação do eixo de força; Fator 7 – inclinação de SN; Fator 8 – flexão mandibular; fator 9 –inclinação esfenoidal; Fator 10 – inclinação nasal - Tabela B
Índice dentário: Ângulo interincisivo inicial de 113 0 e final 125 0
MEDIDAS CEFALOMÉTRICAS FINAIS
Houve uma restrição do movimento anterior
da maxila, os incisivos centrais superiores inclinaram-se para lingual,
entretanto mantiveram-se na mesma posição em suas bases ósseas
(Fig 6). Os incisivos inferiores apresentaram uma restrição
em seu desenvolvimento vertical, ocorrendo uma intrusão e uma suave
inclinação para vestibular. O ângulo interincisal inicial
de 113 0 alterou-se para 125 0, possibilitando um relacionamento satisfatório
entre as bases ósseas e uma relação normal interincisiva.
Os primeiros molares superiores e inferiores obtiveram um desenvolvimento
vertical significativo possibilitando uma melhora da relação
ântero-posterior decorrente da movimentação dentária
mesial na área alveolar inferior, do crescimento da base mandibular
e da inibição ao movimento mesial nos molares superiores
segundo o princípio da erupção diferencial de Harvold,
possibilitando a normalização do trespasse vertical e corrigindo
a relação molar de Classe II (Fig. 6).
O índice SAGA (TABELA A), demonstrou o significante
aumento de tamanho no complexo ósseo maxila temporal embora um incremento
mais significativo tenha ocorrido na base óssea mandibular evidenciada
por meio da longitude diagonal da mandíbula corroborando para um
perfil harmônico. Podemos observar o significativo crescimento em
altura do ramo mandibular (Fig. 4) acompanhando o desenvolvimento vertical
dentoalveolar posterior mais evidente na porção inferior
como demonstram as Figs. 4 e 5, evidenciando que as alturas faciais ântero
e póstero- inferior mantiveram-se proporcionais possibilitando uma
ausência de rotação horária mandibular.
Verificando-se a superposição das telerradiografias
iniciais e pós-tratamento, (Fig. 6), observa-se a harmonia do perfil
mole e a presença de um selamento labial passivo corroborando com
as medidas cefalométricas do perfil iniciais de 15 0 perfil convexo,
para 8 0, perfil reto ao final do tratamento. As significantes alterações
dentoalveolares observadas cefalometricamente (erupção diferencial,
alterações dentárias, inclinação dos
incisivos), foram estabilizadas por meio das alterações ósseas
possibilitadas pelo crescimento 4, 6, 11, 40, 42, 59, 51, 61, 65, 66 (aumento
da protrusão mandibular por meio do comprimento efetivo da mandíbula,
diminuição da protrusão maxilar), o que justifica
o maior tempo de tratamento com os A.O.F.

Traçados inicial e final superpostos em SN - Figura 6
DISCUSSÃO
As alterações cefalométricas propiciadas
pelo tratamento com o aparelho de Bimler demonstraram-se satisfatórias
e semelhantes aos efeitos verificados pelos demais A.O.F.
O resultado relativo ao equilíbrio dentoalveolar
entre as bases ósseas corroborou com os encontrados nos estudos
com os A.O.F. 4, 19, 21, 22, 23, 24, 43, 46, 52. Entretanto alguns aspectos
identificaram-se com os efeitos suscitados especificamente por um ou outro
aparelho.
Os incisivos inferiores sofreram poucas modificações
em relação à sua inclinação. Similarmente
ao efeito verificado pelo Bionator 11, 25. As distâncias intercaninos
e intermolares aumentaram eliminando a compressão maxilar e mandibular
apresentadas inicialmente. Mesmo efeito foi verificado em estudos com o
aparelho de Fränkel 31 e com o Guia de Erupção (Occlus-o-Guide)
5.
Com relação à maxila, no caso clínico
apresentado, verificou-se uma predominância do deslocamento para
baixo e um suave movimento para anterior. Entretanto a posição
antero-posterior do incisivo superior manteve-se. Efeito semelhante, porém
mais acentuado, foi demonstrado pelo Guia de Erupção (Occlus-o-Guide)
54, 60 onde os incisivos apresentaram uma inclinação e uma
retrusão para a lingual.
As dimensões mandibulares apresentaram um
aumento significante tanto no ramo quanto no corpo mandibular favorecendo
a eliminação da discrepância acentuada ântero
posterior apresentada inicialmente corroborando com os estudos desenvolvidos
nos aparelhos de Fränkel, Bionator e do Guia de Erupção.
Neste caso clínico o aparelho de Bimler
demonstrou-se satisfatório na normalização da relação
ântero posterior das bases ósseas. Contudo não alterou
o posicionamento do lábio inferior (normalmente verificado nos A.O.F.
com exceção do Bionator) pelo efeito de vestibularização
dos incisivos inferiores. Os escudos labiais inferiores mantiveram o posicionamento
e a inclinação dos incisivos. Comparativamente verifica-se
semelhante efeito no Bionator 6, 11, 25. Muitas vezes a indicação
de uma extração de pré-molares justifica-se pela harmonia
do perfil labial inferior. A força exercida pelo aparelho nos incisivos
inferiores na propulsão da mandíbula em um tratamento de
Classe II, divisão 1, causa este efeito algumas vezes indesejável
quando o perfil labial inferior é harmônico.
A movimentação mesial dos dentes inferiores
é demonstrada no traçado final (Fig. 6). O acrílico
na parte superior do aparelho possibilitou uma restrição
do movimento anterior dos dentes superiores em erupção. Em
contrapartida os dentes inferiores movimentaram-se livremente para o lado
mesial, guiados pelo componente lingual do aparelho. Efeito semelhante
foi verificado no uso do Bionator 32. Entretanto no Bionator, este movimento
pode ser controlado paulatinamente por desgastes no acrílico na
sua parte inferior. A possibilidade de controle da erupção
com o acrílico é mais favorável quando se deseja menor
movimento mesial e maior vertical. O aparelho de Bimler não possibilita
este controle.
O tratamento deste caso clínico de Classe II,
divisão 1, com o aparelho de Bimler apresentou-se satisfatório
e corroborando com a literatura consultada. Julga-se oportuno uma análise
prévia dos diferentes tipos de A.O.F. e suas respostas, confrontando-as
com as características e os efeitos almejados no tratamento. Embora
a maior parte dos efeitos cefalométricos dos A.O.F. apresentem-se
semelhantes, há peculiaridades que devem ser analisadas, incrementando
os benefícios do tratamento.
Entretanto ressalta-se que o tempo de tratamento,
grau da má oclusão, padrão de crescimento, idade do
paciente e outros demais fatores podem alterar as respostas ao tratamento.
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