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Ortodontia e Ortopedia Funcional Associada à
Distração Osteogênica nas Microssomias Hemifaciais
e Micrognatias Congênitas
Profa. Dra. Lucy Dalva Lopes Mauro
Co autores:
Prof. Dr. Nelson Filho Bardella
Dr. Marcelo Vaccari Marcelo Vaccari
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Instituição: Centro de Reabilitação
das Deformidades Faciais - SP
Hospital dos Defeitos da Face - SP |
Introdução: A Microssomia Hemifacial
(MHF) é uma patologia que se caracteriza por apresentar deformidades
nas estruturas faciais derivadas do 1os e 2os arcos branquiais e suas características
clínicas mais marcantes são: Hipoplasia mandibular unilateral,
agenesia ou mal formação do pavilhão auricular, agenesia
ou mal formação do globo ocular presença de coloboma
dermóides ou lipodermóides epibulbares. As micrognatias estão
associadas às várias síndromes, inclusive nas
microssomias bilaterais.
As micrognatias congênitas e as microssomias hemifaciais,
estão entre as síndromes com comprometimento faciais. Os
mecanismos etiológicos podem ser de origem genética, ambientais
ou mistos, entretanto a maioria destas patologias ocorre devido à
estreita inter-relação destes fatores, sendo portanto conhecidas
como herança multifatorial.
Fatores: distúrbios de desenvolvimento, alterações
gênicas, alterações cromossômicas (translocações,
deslocações e alterações numéricas).
Outra hipótese é a de certos indivíduos apresentarem
suscetibilidades para desenvolverem algumas malformações,
baseada na ocorrência de mutações em genes receptores
de folato, que podem aumentar o risco de aparecimento de deformidades congênitas
mandíbulo faciais.
A microssomia hemifacial é portanto uma deformidade
congênita, com anomalias derivadas do 1°. e 2°. anos
branquiais, com incidência de 1 para cada 3.500 nascimentos, acometendo
mais o sexo masculino em proporção de 2:1 em relação
ao sexo feminino.
Apresenta-se de vários graus de comprometimento
e como características pode acometer pavilhão auricular (85%),
mandíbula, partes moles, estruturas da hemiface (maxilo, zigoma,
arco zigomático), quando associada a placas dermóides bulbares
e a coluna vertebral, anofilalmia, denominando-se Síndrome de Goldenhar.
Dentre as micrognatias congênitas, destacamos os
distúrbios de desenvolvimento, seqüência de Pierre Robin
e seqüelas de anquilose da articulação temporo mandibular.
Nas seqüências de Pierre Robin, associada
a micrognatia, podemos encontrar o palato ogival e profundo com hipertrofia
óssea, ou fenda palatina completa ou incompleta (80% dos casos),
dificultando a alimentação, sucção e deglutição
muitas vezes de forma muito acentuada, com risco de vida.
Gonzáles e Lopes, descrevem que a língua
perde o suporte do músculo genioglosso e situa-se retroposta obstruindo
a passagem do ar pelas vias aéreas superiores.
Esta obstrução pode ocasionar distúrbios
severos, tais como sianoses, edema pulmonar por aspiração
e outras complicações, podendo inclusive levar a óbito.
Quando a citologia apresenta várias hipóteses,
desde a compressão externa pelo mal posicionamento fetal, a alterações
das células provindas da crista neural. Podem estar associadas a
cardiopatias, anomalias oculares, de membros e do sistema nervoso central.
Lopes e Gonzáles relatam a importância da
atuação precoce de ortopedia maxilar e da fonoaudiologia,
na estimulação precoce junto com a colocação
de placa ortopédica maxilar especial (ortema – desenvolvida por
Lopes), para restabelecer a sucção e o crescimento mandíbulo
maxilar.
Segundo Lopes, o tratamento deve ser iniciado na maternidade,
e em casos de risco de vida associada a alongamento ósseo mandibular.
Objetivo: Demonstrar a importância da atuação de uma equipe multidisciplinar na reabilitação dos pacientes portadores de MHF (Microssomia Hemifacial) e nos com MC (Micrognatias Congênitas), através da associação da ortodontia e ortopedia facial pré e pós distração osteogênica e fonoterapia.
Método: Foram avaliados 28 pacientes
que foram tratados com ortopedia e ortodontia precoce pré e pós
distração osteogênica. No pré operatório
foram empregados aparelhos ortopédicos maxilar (ortema) complementados
por ortopedia funcional dos maxilares e ortodontia durante e após
a distração foram utilizados guias ortopédicos maxilares
específicos e no período de consolidação óssea
foram acompanhados com ortodontia associada a guias tipo Lopes.
Dos 28 pacientes: 10 com microssomia hemifacial, 10 com
micrognatia congênita, 8 com seqüência de Pierre Robin.
Nas microssomias hemifaciais, tratados com ortopedia
maxilar precoce, através de placas palatinas (ortema) de Lopes,
ortopedia funcional e ortodontia, pré e pós distração
osteogênica mandibular, associada a fonoterapia.
Nas micrognatias congênitas a seqüência
de Pierre Robin, a atuação da ortopedia maxilar precoce foi
à nível de recém- nascido, seguida das outras já
descritas para microssomia.
Nos casos de seqüência de Pierre Robin, foram
iniciados os tratamentos desde a maternidade, sendo que em um caso foi
necessário a distração osteogênica na maternidade
por estar com risco de vida.
Resultados e Conclusão: O tratamento ortopédico
maxilar e ortodôntico proporcionou uma melhor oclusão diminuindo
a necessidade de distração combinada maxilo mandibular, manteve
os resultados de distração e proporcionou um melhor resultado
estético e funcional.
Segundo Lopes, a porcentagem de casos tratados com ortopedia
maxilar precoce, neo natal, associada à fonoaudiologia e complementada
pela ortodontia e ortopedia funcional dos maxilares, diminuem a necessidade
de glossopexia, distração osteogênica precoce, cirurgias
ortognáticas ósseas futuras, conseguindo-se melhores resultados
estéticos funcionais e a integração precoce do indivíduo
na sociedade restabelecido psicosocialmente.
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Lopes, L. D., Bueno, Vaccari
Ortodontia, Ortopedia Maxilar e Distração
Osteogênicas nas Deformidades Mandíbulofaciais em
Portadores de Seqüência de Pierre Robin e nas Microssomias Hemifaciais.
In Nova Visoen Ortodontia, Ortopedia Funcional dos Maxilares
cap. 15, pág. 515 – 523 – Ed. Santos Ltda. – SP - 2003
Dra. Lucy Dalva Lopes Mauro
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