SIMPÓSIO CERTIFICAÇÃO DIGITAL
INTRODUÇÃO À
CERTIFICAÇÃO DIGITAL
Dra. Nayene Leocádia Manzutti Eid
Prof. Dr. Cléber Bidegain Pereira
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Especialista em Radiologia Odontológica
pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais
da Universidade de São Paulo (Centrinho/Bauru).
· Aperfeiçoamento em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares. · Membro do Conselho Deliberativo do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (Centrinho/Bauru) de julho /2002 a março/2004. · Integrante da Comissão Organizadora do Fórum Validação Jurídica dos Arquivos Digitais na Odontologia, realizado pelo CRO/SP. · Integrante da Comissão Organizadora do 7 Simpósio de Informática na Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares, realizado durante o 14 Congresso de Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares promovido, pela SPO. |
No passado, questionou-se o valor legal dos arquivos
digitais dada a facilidade com que se podia modificá-los, porém,
em um mundo no qual o avanço dos sistemas informatizados é
seguido de perto por uma necessidade cada dia maior de segurança,
a certificação digital vai se tornando uma ferramenta indispensável
e que os torna imutáveis e com validade jurídica.
“Os cirurgiões-dentistas que utilizam arquivos
digitais como instrumento de trabalho devem passar a assiná-los
com o certificado digital padrão ICP-Brasil". A recomendação
- feita pelos Conselhos Regionais de Odontologia do Rio Grande do Sul,
Goiás e São Paulo durante fóruns da classe – leva
em conta a vigência da Medida Provisória 2200-2, editada em
agosto de 2001, que institui a Infra-Estrutura de Chaves Públicas
Brasileira (IPC) Brasil, com poderes para formar no Brasil a Cadeia de
Certificação Digital destinada a garantir autenticidade,
integridade e validade jurídica de documentos em forma eletrônica,
das aplicações de suporte e das aplicações
habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como realização
de transações eletrônicas seguras.
Com os arquivos digitais autenticados, inverteu-se a
situação. Estes agora são totalmente confiáveis,
enquanto que documentos em papel são duvidosos, pois cada vez mais
podem ser alterados e falsificados com maior facilidade.
Na odontologia,
os arquivos eletrônicos vêm se disseminando de forma crescente
oferecendo significativas vantagens de armazenamento, busca e manipulação.
Muitos destes arquivos já são produzidos em digital como
odontogramas, radiografias, tomografias, ressonância magnética
e fotografias. Porém, para que se tenha validade jurídica
inquestionável é recomendada a autenticação
utilizando um Certificado Digital. Um documento assinado com certificado
Digital tem a garantia de integridade, de não repúdio e de
identificação.
Desta forma, apresentam-se hoje duas opções
para a manutenção dos prontuários na Odontologia:
em papéis, que devem ser guardados por 20 anos, ou em arquivos digitais
autenticados, que podem, com facilidade, ser guardados por tempo indeterminado.
Até então, não existindo leis que
regulassem os arquivos eletrônicos, estes vinham sendo aceitos nos
Tribunais pelo direito consuetudinário. Agora, que foram criados
os meios legais de autenticação dos arquivos digitais, o
certo será autenticar os arquivos digitais. E aqueles que preferirem
os documentos em papeis terão de guardá-los por 20 anos,
como recomenda a lei.
· Considerações:
·
· .Cultura papel – Início do Fim.
Estamos na era do Paper Less. Os documentos em papel estão dando
lugar
aos arquivos na forma eletrônica, estes têm a vantagem de
armazenamento, busca e manipulação; porém precisam
ser assinados
digitalmente para que tenham validade jurídica
·
· .O que é um certificado Digital?
O Certificado Digital – padrão ICP-Brasil - é
a carteira de identidade eletrônica do individuo, que possibilita
a assinatura digital em documentos na forma eletrônica - mensagens
pela internet e arquivos em geral, com qualquer formato – garantindo sua
autenticidade, integridade a validade jurídica.
O Certificado Digital permite ainda criptografar arquivos
que só podem ser descriptografados com o Certificado que foi utilizado.
Isto possibilita troca de mensagens cripotografadas, garantindo sigilo
restrito aos designados.
.Tipos de Certificados Digitais Padrão ICP-Brasil e qual é
o mais
indicado.
Existem no
mercado os certificados tipo A1,A2,A3 e A4. Em Fóruns
realizados pelos CRO/RS, CRO/GO e CRO/SP em março e novembro
de 2003 e março de 2004 respectivamente, recomendou-se o uso do
Certificado Digital tipo A3 Padrão ICP-Brasil.
·
· .Quem emite os Certificados Digitais?
De acordo com a Medida Provisória referida, o
Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) do Ministério
da Ciência e Tecnologia foi designado para atuar como Autoridade
Certificadora Raiz (AC Raiz). Ele é a primeira autoridade na cadeia
de Certificação Digital, regulamentando e credenciando as
Autoridades Certificadoras (AC), as quais emitem os Certificados Digitais
através das Autoridades de Registro (AR).
·
· .Assinaturas Digitais e Digitalizadas.
· Assinatura Digital
é a identificação do indivíduo que está
contida no
· Certificado Digital.
Assinaturas Digitalizadas são assinaturas feitas em
· papel e scaniadas
ou fotografadas. São distintas. A segunda não tem
· validade jurídica
alguma.