NOTA:  Fase incial de construção. O que se encontra aqui são escritos feitos pela Prof. Marília e eu, a 15 anos passados. Estarão sendo atualizados, ampliados e melhorados com a participação das Professoras Sheila Mendonça e Claudia Carvalho.
Da mesma forma os desenhos estão em fase de preparação.  Pretendemos usar fotografias de ossos além dos desenhos.
 
ESQUELETO PÓS CRÂNIO
 
OSSOS DO MEMBRO INFERIOR
 

INTRODUÇÃO

A - CINTURA PÉLVICA

1. OSSO DO QUADRIL

2. PELVE

 

B - MEMBRO INFERIOR LIVRE

1. FÊMUR

2. RÓTULA

3. TÍBIA

4. PERÔNIO

5. OSSOS DO PÉ
 
 

 

CINTURA PÉLVICA
 
 
OSSO DO QUADRIL

MEDIDAS:
 
 
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Fig. 1  Osso esquerdo do quadril, vista ... 
C =  Ponto Central de SCHULT
      01. COMPRIMENTO MÁXIMO OU ALTURA DO OSSO DO QUADRIL - Maior distância entre a parte mais alta da crista elíaca e a parte mais baixa do ramo ísquio-pubiano - Tábua osteométrica. (Fig. 1).

02. COMPRIMENTO DO ÍLIO - Distância, em linha reta, do ponto mais elevado da crista ilíaca a ponto de união dos três elementos do osso do quadril (ílio, ísquio e púbis). Este ponto varia segundo autores: para alguns é aproximadamente o centro do acetábulo; para SCHULTZ é o ponto "A", ou ponto cotilóide, - situado imprecisamente na junção do bordo anterior do osso do quadril. Os três elementos do quadril formam um "Y". Compasso de corrediça (Fig. 1)

03. COMPRIMENTO DO ÍSQUIO - Distância, em linha reta, entre o ponto de união dos três elementos do osso do quadril (ílio, ísquio e púbis) e o ponto mais afastado do bordo da tuberosidade isquiática -Compasso de corrediça (Fig. 1).

04. COMPRIMENTO DO PÚBIS Distância, em linha reta, entre o ponto de união dos três elementos do osso do quadril (ílio, ísquio e púbis) e a extremidade superior da face sinfisária do púbis - Compasso de corrediça (Fig. 1).

05. COMPRIMENTO DA FACE SINFISÁRIA - Maior distância da superfície sinfisária do púbis, medido ao longo do bordo medial - Compasso de corrediça (Fig. 2).
 
 
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  Fig. 2  Osso do quadril, aspecto interno
 

06. COMPRIMENTO DA FACE AURICULAR - Distância, em projeção, entre o ílio-auricular (ponto situado no bordo superior da faceta auricular mais próxima do ponto supra-acetabular) e o ponto mais afastado no bordo posterior da faceta auricular - Compasso de corrediça (Fig. 2).

07. LARGURA DA ASA DO ÍLIO - Distância, em linha reta, entre as duas espinhas ilíacas superiores (ântero-superior e póstero-superior) - Compasso de corrediça.

08. LARGURA MÍNIMA DO ÍLIO EM SUA PORÇÃO INFERIOR - Distância mínima, em linha reta, do ponto supra-acetabular (ponto mais profundo da espinha ilíaca antero-inferior junto ao bordo do acetábulo) ao bordo da incisura isquiática maior - Compasso de corrediça.

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  0SSO DO QUADRIL, vista póstero-lateral 
Modificado e redesenhado deOLIVER ( 1960).
 

O9. LARGURA ACETÁBULO-ISQUIÁTICA (SAUTER 1956-1957) - Distância, em linha reta, perpendicular, do meio da vertente inferior da incisura isquiática maior até o bordo posterior do acetábulo Compasso de corrediça.

10. ABERTURA DA INCISURA ISQUIÁTICA MAIOR (VERNEAU 1875) - Distância, em linha reta, da espinha ilíaca póstero-inferior até a espinha isquiática - Compasso de corrediça.

11. ABERTURA DA INCISURA ISQUIÁTICA MAIOR (LAZORTHES 1939) - Distância, em linha reta, do tubérculo do piramidal à espinha isquiática - Compasso de corrediça.
 

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Fig. 5 Instrumento de medida da incisura isquiática maior. 
A = Espinha isquiática 
B = Tubérculo piramidal
 

12. PROFUNDIDADE DA INCISURA ISQUIÁTICA MAIOR - Flecha máxima, perpendicular à largura máxima da incisura isquiática maior Compasso de corrediça.

13. CORDA DO ARCO SUPERIOR DA INCISURA ISQUIÁTICA MAIOR - Segmento sobre a abertura da incisura isquiática maior (LAZORTHES), compreendido entre o tubérculo do piramidal e o ponto que representa a projeção da flecha máxima sobre a referida abertura - Compasso de coordenada. (Fig. 3).

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14. DIÂMETRO VERTICAL DO ACETÁBULO - Distância, em linha reta, entre o ponto mais alto e o ponto mais baixo da face semilunar do acetábulo - Compasso de corrediça.

15. DIÂMETRO TRANSVERSO DO ACETÁBULO Distância, em linha reta, entre os pontos mais laterais da face semilunar do acetábulo - Compasso de corrediça.

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  OSSO DO QUADRIL,  aspecto externo
 
 
ÍNDICES

01. ÍNDICE DO OSSO DO QUADRIL

Largura da asa do Ílio (7) X 100
Comprimento máximo do osso do quadril (1)
 

02. ÍNDICE DE LARGURA DO ÍLIO

Largura da asa do ílio (7) X 100
Comprimento do ílio (2)
 

03. ÍNDICE ACETÁBULO-ISQUIÁTICO

   
Largura acetábulo-isquiática (9) X 100
Abertura da incisura isquiática maior (10)
 

04. ÍNDICE ÍSQUIO-PUBIANO (SCHULTZ, 1930)

Comprimento do púbis (4) X 100
Comprimento do ísquio (3)
 

05. ÍNDICE DA INCISURA ISQUIÁTICA MAIOR

A) Segundo LAZORTHES (1939)

 

Profundidade da incisura isquiática maior (12) X 100
Abertura da incisura isquiática maior (11)
 

B) Segundo DAVIONGS (1963)

 

Corda do arco superior da incisura isquiática maior (13) X 100
Abertura da incisura isquiática maior (11)
 
 

FIG. 1

OSSO ESQUERDO DO QUADRIL, vista - Ponto central de SCHLTZ (C).

1- Comprimento máximo ou altura do osso do quadril (AB).

2- Comprimento do ílio (CD).

3- Comprimento do ísquio (CE).

4- Comprimento do púbis (CF).

7- Largura da asa do ílio (GH).

FIG. 2

OSSO DO QUADRIL, aspecto interno.

5- Comprimento da face sinfisiária AB.

6- Comprimento da face auricular CD.

8- Largura mínima do ílio em porção inferior EF.

Figura

Espinha isquiática Espinha isquiática

Póstero-inferior

Figura

Insisura isquiática Acetábulo

Face sinfisiária

 

 

INCISURA INSQUIÁTICA MAIOR DO OSSO DO QUADRIL

10- Abertura da incisura isquiática maior (VERNEUAU) AB.

11- Abertura da incisura isquiática maior (LAZORTHES) BC.

12- Profundidade da incisura isquiática maior (LAZORTHES) DE.

13- Corda do arco superior da incisura isquiática maior EC.

OSSO DO QUADRIL, VISTA POSTEROLATERAL

9- Largura acetábulo isquiática AB.

Modificado e redesenhado de OLIVER (1960).

FIG. 5

Instrumento de medida da incisura isquiática maior.

Espinha isquiática (A)

Tubérculo piramidal (B)

 

 

PELVE

A pelve é formada pelos dois ossos do quadril, esquerdo e direito, unidos na parte anterior pela sínfise pubiana e na parte posterior pelo sacro.

A pelve montada não corresponde exatamente à realidade, pois não se pode estimar as espessuras das cartilagens sacro-iliáca e sinfisiária, que variam segundo a idade e o sexo do indivíduo. Por conseguinte, mensurações precisas só podem ser feitas no vivo através da radiopelvimetria.

 

MEDIDAS

01. ALTURA DA PELVE - Maior distância, em linha reta, entre o ponto mais alto da crista ilíaca e a parte mais baixa do ramo ísquio-pubiano esquerdo (é a mesma medida do comprimento máximo do osso do quadril esquerdo) - Tábua osteométrica (Fig. 1 de osso do quadril).
 

02. LARGURA MÁXIMA DA PELVA - Maior distância, em linha reta, entre os pontos laterais mais salientes dos lados externos das cristas ilíacas - Compasso de espessura (Fig. 1).

03. DIAMETRO CÓCCIX-INFRAPUBIANO DA PELVE - Distância, em linha reta, da ponta do cóccix à parte mais inferior da sínfise pubiana - Compasso de corrediça (Fig. 3 e 5).
 
 
 

PELVE FEMININA, vista póstero-ânterior. 

Largura máxima da pelve 
Largura bi-espinhal 
Diâmetro transverso interior

 
 
 
 
PELVE FEMININA. Vista inferior 

Diâmetro cóccix-infrapubianoLargura intertuberal 
Diâmetro oblíquos I e II da abertura inferior da pelve.Largura bi-acetabular

04. LARGURA BI-ESPINHAL DA PELVE - Distância, em linha reta, entre os lábios externos das espinhas ilíacas ântero-superiores (Fig. 1 e 4).

05. LARGURA INTERBUBERAL DA PELVE - Distância, em linha reta, entre os centros das superfícies mais baixas das tuberosidades isquiáticas - Compasso de corrediça (Fig. 3 e 5).

06. DIÂMETRO TRANSVERSO INFERIOR DA PELVE - Distância, em linha reta, entre os ápices das espinhas isquiáticas - Compasso de corrediça (Fig. 1).
 
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PELVE FEMININA, vista póstero-ânterior.
 

 
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PELVE FEMININA, vista antero-inferior.
 
07. LARGURA BI-ACETABULAR DA PELVE - Maior distância, em linha reta, entre as fossas dos acetábulos - Compasso de espessura (Fig. 8).

08. DIÂMETRO TRANSVERSO DA ABERTURA SUPERIOR DA PELVE - Maior distância, em linha reta, entre as linhas arqueadas, tomada no plano frontal - Compasso de corrediça (Fig. 7).

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PELVE,  vistas anterior12 
ângulo sub pubiano
 
09. DIÂMETRO SAGITAL DA ABERTURA SUPERIOR DA PELVE - Menor distância, em linha reta, entre o ponto mediano do bordo anterior e superior do sacro (promontório) e o ponto mediano da face posterior da sínfise pubiana - Compasso de corrediça (Fig. 7).

10. DIÂMETROS OBLÍQUOS I E II DA ABERTURA SUPERIOR DA PELVE Estende-se da sínfise sacro-iliáca de um lado à eminência ilio-pubiana do lado oposto. Como as pelves são freqüentemente assimétricas, deve-se tomar as duas medidas: a direita-esquerda e esquerda-direita respectivamente - Compasso de corrediça (Fig. 7).

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     PELVE FEMININA, vistaAntero-superior
 

 

ÍNDICES

01. ÍNDICE ALTURA-LARGURA DA PELVE ou INDICE PELVIANO
 
 

Altura da pelve (L) X 100
Largura máxima da pelve (2)
 
 
EUROPA
MASCULINO
FEMININO
Europeu
126,6
136,9
 
ÁFRICA
   
Negros
121,3
134,2
 
AMÉRICA
   
Fueguinos
130,6
139,9
Índios Salado
138,8
146,3
 
OCEANIA
   
Polinésios
122,7
129,9
 
 

02. ÍNDICE DA ABERTURA SUPERIOR DA PELVE

 
Diâmetro sagital da abertura superior da pelve (9) x 100
Diâmetro transverso da abertura superior da pelve (8)
  11. DIÂMETRO SACROPUBIANO INFERIOR - Distância, em linha reta, do ponto médio inferior do arco pubiano ao ponto médio do bordo anterior do sacro - Compasso de corrediça.

12. DIÂMETRO OBLIQÜO, DA ABERTURA INFERIOR DA PELVE - Estende-se do meio de um ligamento sacro-isquiático ao meio do ramo ísquio-pubiano do lado oposto - Compasso de corrediça (Fig. 5).

13. ANGULO SUBPUBIANO - Determinado pelos dois ramos inferiores do púbis, cujo vértice é a sínfise - Goniômetro (Fig. 7).

 

 
EUROPA
MASCULINO
FEMININO
Europeus
69o
74o
Holandeses
59o
73o
Russos
-
77o
 
ÁSIA
   
Ainos
56o
70o
Andamaneses
-
85o
Japoneses
58o
76o
 
AMÉRICA
   
Fueguinos
60o
78o
 
OCEANIA
   
Australianos
-
78o
Esse índice apresenta três categorias:

 

Platipélvica (pelve larga)
x
-
89,9
Mesatipélvica (pelve intermediária)
90,0
-
94,9
Dolicopelvica (pelve estreita)
95,0
-
x
 
 

A cobertura superior da pelve larga tem forma ovalar, enquanto a da estreita tem forma arredondada.
 
EUROPA
MASCULINO
FEMININO
AUTOR
Europeus
77,0
79,0
Turner
Europeus
80,0
78,5
Verneau
Europeus
80,0
79,5
Topinard
Europeus
-
80,0
Garson
Europeus
81,0
78,0
Flower
Europeus
84,4
85,9
Krause
Europóides
85,3
85,9
 
 
ÁSIA
MASCULINO
FEMININO
AUTOR
Ainos
85,0
85,7
 
Andâmaneses
98,0
91,7
Flower
Andâmaneses
-
96,2
Garson
Filipinos
91,8
94,2
 
Japoneses
86,9
88,2
 
Malaios
-
91,6
 
Mongolóides
86,5
89,4
Korn
Vedas
88,0
82,2
 
 
ÁFRICA
MASCULINO
FEMININO
AUTOR
Bosquímanos
99,5
89,0
 
Negros
88,1
85,1
Verneau
Negros
89,0
81,0
Topinard
Negros
92,7
88,3
Turner
 
AMÉRICA
MASCULINO
FEMININO
AUTOR
Antigos habitantes de Lagoa Santa (Minas Gerais Brasil)
99,2
-
 
Califórnia
-
80,0
 
Fueguinos
-
78,5
Garson
Fueguinos
83,7
88,2
Sergi
Fueguinos
86,4
85,6
Martin
Indianóides
85,2
85,0
 
Índio de Santa Rosa
81,4
-
 
Índios da costa noroeste da América do Norte
-
82,3
 
Índios Munsee (Nova Jersey EUA)
87,8
84,5
 
Índios norte-americanos
-
78,5
 
Índios Salado
85,7
-
 
Índios Sioux
-
84,3
 
Kentucky
-
81,4
 
México
-
85,6
 
Novo México
-
78,7
 
Peru
-
79,6
 
Tennessee
-
82,0
 
 
OCEANIA
     
Australianos
93,4
92,3
 
Melanésios
92,1
84,7
Verneau
Melanésios
94,9
88,1
 
Negritos
89,5
87,5
 
Nova Caledônia
91,0
89,0
 
Polinésis
90,6
-
 
 

03. ÍNDICE ÍLIO-PUBIANO OU ÍNDICE DE LARGURA DA PELVE

 

Diâmetro transverso da abertura superior da pelve (8) x 100
Largura máxima da pelve (2)
 
EUROPA
MASCULINO
FEMININO
Europeus
46,5
50,8
 
ÁSIA
MASCULINO
FEMININO
Ainos
46,2
50,0
Andamâneses
47,4
51,7
Indianos
-
50,0
Japoneses
44,6
48,0
Senoi
45,7
51,6
 
ÁFRICA
MASCULINO
FEMININO
Egípcios
47,0
50,0
Negros
46,8
50,8
 
AMÉRICA
MASCULINO
FEMININO
Fueguinos
45,0
50,0
 
OCEANIA
MASCULINO
FEMININO
Australianos
43,8
51,6
Nova Caledônia
45,6
48,8
 

04. ÍNDICE DE ABERTURA INFERIOR DA PELVE

 

Diâmetro sacropubiano inferior (11) x 100
Diâmetro transverso inferior da pelve (6)
 
 
CARACTERES DESCRITIVOS
 
1. TIPOS DE PELVE: Considerando a forma da abertura superior da pelve, CALDWELL e MOLOX (1933) estabeleceram quatro tipos: GINECÓIDE, ANDRÓIDE, ANTROPÓIDE e PLATIPELÓIDE, (Fig. 8).
 
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  Quatro tipos de pelve feminina 
( CALDWELL e MOLOY )
 
O tamanho e a forma da abertura superior da pelve são de grande importância no trabalho de parto, motivo pelo qual esta classificação é particularmente aplicável à mulher e tem ampla aceitação por obstetras e radiologistas.

Se a abertura superior da pelve é arredondada, diz-se que ela é GINECÓIDE; se tem a forma de coração é ANDRÓIDE; tendo semelhança a um oval longo e estreito, a pelve é ANTROPÓIDE ; se tem a abertura superior ovóide, com seu maior eixo transversal, é PLATIPLÓIDE ou achatada. Todos os quatro tipos podem se apresentar na mulher. Além disto, esses tipos freqüentemente se sobrepõem um ao outro, uma pelve pode ser em parte de um tipo e em parte de outro.

Fig. 7

PELVE FEMININA, VISTA ÂNTERO-SUPERIOR

8- Diâmetro transverso da abertura superior da pelve (AB).

9- Diâmetro sagital da abertura superior da pelve (CD).

10- Diâmetro Oblíquos (I e II) da abertura superior da pelve.

Fig. 8

PELVE, VISTA ANTERIOR

7- Largura bi-acetabular (AB).

12- Ângulo sub-pubiano (?).

Fig. 9

QUATRO TIPOS DE PELVE FEMININA (CALDWELL e MOLOY)

Fig. 6

OSSO DO QUADRIL, ASPECTO EXTERNO

14- Diâmetro vertical do acetábulo (CD).

15- Diâmetro transverso do acetábulo (AB).

Fig. 1

PELVE FEMININA, VISTA ÂNTERO-POSTERIOR

2- Largura máxima da pelve (AB).

4- Largura bi-espinhal (CD).

6- Diâmetro transverso inferior (EF).

Fig. 3

PELVE FEMININA, VISTA ÂNTERO-INFERIOR

3- Diâmetro cóccix-infrapubiano (AB).

5- Largura intertuberal (CD).

Fig. 4

PELVE FEMININA, VISTA SUPERIOR

4- Largura bi-espinhal (CD).

Fig. 5

PELVE FEMININA, VISTA INFERIOR

3- Diâmetro cóccix-infrapubiano (AB).

5- Largura intertuberal (CD).

10- Diâmetros oblíquos da abertura inferior da pelve.
 
 

B - MEMBRO INFERIOR LIVRE
 
 
 
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No homem o membro inferior é especializado para a sustentação do peso do corpo e para a locomoção. Tal como o superior (?), apresenta uma parte livre, (coxa, perna e pé) ligada ao tronco por uma cintura, a cintura pélvica, formada pelos dois ossos do quadril, esquerdo e direito, unidos anteriormente pela sínfise pubiana e separados posteriormente pela porção superior do sacro. A cintura pélvica, juntamente com as vértebras sacrococcígeas, constitui a PELVE óssea.

O fêmur é o osso da coxa, que se articula em cima com o osso do quadril e em baixo com a tíbia. A tíbia e o perônio são os ossos da perna, que se unem ao esqueleto do pé no tornozelo. Deve-se considerar também a rótula, que é um osso sesamóide incluso no tendão da inserção do músculo quadríceps da coxa.
 

 
FÊMUR

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO FÊMUR - Maior distância, em linha reta, da parte mais alta da cabeça do fêmur à parte mais baixa do côndilo medial, tomada paralelamente ao eixo da diáfise - Tábua osteométrica (Fig. 1).

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FÊMUR, direito  vista anterior
 

02. COMPRIMENTO FISIOLÓGICO DO FÊMUR - Distância, em linha reta, perpendicular ao plano condilar, medida desde este plano até a parte mais alta da cabeça do fêmur - Tábua osteométrica (Fig. 2).

03. COMPRIMENTO TROCANTERIANO OU TROCÂNTER CONDILIANO DO FÊMUR - Distância, em linha reta, do ponto mais proeminente do trocanter maior ao ponto mais distal do côndilo medial. Esta medida é especialmente conveniente porque pode ser tomada em esqueleto articulado ou em fêmur fragmentado onde falte a cabeça. - Compasso de corrediça e/ou tábua osteométrica (Fig. 2).

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FÊMUR direito, vista anterior
 

04. COMPRIMENTO DA DIÁFISE DO FÊMUR Distância, em linha reta, do tubérculo da linha intertrocanteriana ao meio da linha intercondiliana tomada na face anterior do osso - Compasso de corrediça (Fig. 2) e (Fig. 1 A).
 

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FÊMUR, vista anterior
 

05. DIÂMETRO TRANSVERSO DO MEIO DA DIÁFISE DO FÊMUR - Tomado transversalmente ao longo do eixo do osso, ao nível do meio da diáfise - Compasso de corrediça (Fig. 1).

06. DIÂMETRO ÂNTERO-POSTERIOR MÁXIMO DO MEIO DA DIÁFISE - Tomado sagitalmente ao mesmo nível do diâmetro transverso do meio da diáfise e perpendicular a ele - Compasso de corrediça.

07. PERÍMETRO DO MEIO DA DIÁFISE DO FÊMUR - Tomado do mesmo nível dos diâmetros transverso e ântero-posterior do meio da diáfise - Fita métrica.

08. DIÂMETRO TRANSVERSO SUBTROCANTERIANO DO FÊMUR - Medido do terço superior do fêmur, cerca de 2 a 5 cm abaixo do trocânter menor, ao nível do maior alargamento transverso da diáfise - Compasso de corrediça (Fig. 3).
 

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FÊMUR direito, parte superior, 
vista anterior. 
 
 

O9. DIÂMETRO ÂNTERO-POSTERIOR SUBTROCANTERIANO DO FÊMUR - Tomado no sentido sagital, no mesmo nível do diâmetro transverso subtrocanteriano e perpendicularmente a este Compasso de corrediça.

 
10. DIÂMETRO VERTICAL OU FRONTAL DA CABEÇA DO FÊMUR - Maior diâmetro vertical da cabeça do fêmur, paralelo ao eixo vertical da diáfise, estando o osso em posição anatômica - Compasso de corrediça (Fig. 3).

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FÊMUR direito, parte inferior, vistalateral.
 

11. DIÂMETRO TRANSVERSO OU ÂNTERO-POSTERIOR DA CABEÇA DO FÊMUR - Tomado ao mesmo nível do diâmetro vertical da cabeça do fêmur e transversalmente a ele - Compasso de corrediça.

12. PERÍMETRO DA CABEÇA DO FÊMUR - Maior perímetro da cabeça do fêmur,
tomado ao nível dos diâmetros vertical e transversal da cabeça do fêmur.

 

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FÊMUR direito, parte inferior vistaAnterior.
 

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FÊMUR, vista superior
 
ÍNDICES

01. ÍNDICE COMPRIMENTO-ESPESSURA DO FÊMUR

 

A)
Perímetro do meio da diáfise (7) X 100
Comprimento fisiológico do fêmur (2)
 
EUROPA
MASCULINO
FEMININO
Bávaros
19,7
19,5
Europeus
20,4
19,8
Neolítico de Chalon
19,4
-
Suábios e Alamanos
18,8
17,5
 
ÁSIA
MASCULINO
FEMININO
Mongolóides
20,4
21,3
Senoi
18,9
17,5
 
AMÉRICA
MASCULINO
FEMININO
Sambaqui de Cabeçuda (SC Brasil)
21,9
20,5
 
OCEANIA
MASCULINO
FEMININO
Polinésios
19,5
19,3
 
B)
Perímetro do meio da diáfise (7) X 100
Comprimento da diáfise (4)
 

O índice comprimento-espessura - é usado especialmente em fêmures fragmentados.

02. ÍNDICE DE ROBUSTEZ DO FÊMUR

 

(Diâmetro ântero-posterior máximo do meio da diáfise (6) x Diâmetro transversal do meio da diáfise (5) x 100)
Comprimento fisiológico do fêmur (2)
 
 
EUROPA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Bávaros (Vorberge)
12,2
-
-
Franceses
12,4
12,3
12,0
Franceses (Idade Média)
12,8
-
-
Neolítico
12,6
-
-
 
ÁSIA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Chineses
11,7
-
-
Japoneses
-
13,1
-
Malaios
12,1
-
-
 
OCEANIA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Polinésios
127,6º
   
Australianos
130,0º
   
Negritos
132,6º
   
  20. ÂNGULO CÔNDILO-DIAFISÁRIO OU ÂNGULO DE DIVERGÊNCIA DO FÊMUR - Formado pela união do longo eixo vertical da diáfise do fêmur como plano condilar, com duas finas agulhas de metal, fixadas ao osso com plastilina ao plano condilar. A leitura é feita com um transferidor de material transparente. Pode-se também medir o ângulo com o auxílio de uma tábua osteométrica, especialmente preparada, onde se coloca o fêmur em posição oblíqua ou fisiológica. Este ângulo mede de 5º a 13º, estando a sua amplitude relacionada com o ângulo colo-diafisário e com a largura da pelve. (Fig. 5).

 

 
EUROPA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Bávaros
-
10,3º
-
Bávaros recentes
-
9,5º
-
Suábios e Alamânicos
-
9,7º
-
Suíços (Alemães)
-
9,7º
-
Suíços atuais
-
11,0º
-
 
AMÉRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Índios
9,8º
-
10,1º
 
ÁFRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Antigos Egípcios
22,8º
   
Berberes
18,5º
   
Egípcios
21,7º
   
Guanchos
15,3º
   
Negros
17,1º
   
 
AMÉRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Antigos Equatorianos
19,1º
   
Baixa Califórnia
19,1º
 
Rivet
Baixa Califórnia 
22,8º
 
Bello
Fueguinos
18,3º
   
Índios Paltacalos
10,1º
   
Índios Patagões
22,0º
   
 
OCEANIA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Maori
39,7º
   
Melanésios
22,8º
   
Negritos
23,0º
   
  21. ÂNGULO DE TORÇÃO DO FÊMUR - Formado pelo longo eixo do colo e cabeça do fêmur, projetado sobre o eixo dos côndilos. O eixo superior é determinado pelos pontos eqüidistantes dos bordos anteriores e posteriores da cabeça e do colo do fêmur. Para marcar os dois eixos deve-se aplicar agulhas de metal fixadas ao osso com plastilina. Sustenta-se o osso verticalmente por um suporte e os dois eixos são determinados em projeção sobre uma folha de papel pelo paralelógrafo. Nesta folha, colocada sobre a mesa e sob o osso suspenso, desenha-se os dois eixos, procedendo-se, então, à leitura do ângulo com um transferidor de material transparente. (Fig. 5).

 

 
EUROPA
MÉDIA
Alemães e Suíços
13,1º
Austríacos
12,0º
Bávaros
10,0º
Franceses da Idade Média
13,6º
Franceses Recentes
14,4º
Gauleses
12,8º
Neolítico Francês
18,5º
Suábios e Alemanos
9,4º
Suíços
8,0º
 
ÁSIA
MÉDIA
Japoneses
11,5º
Malaios
17,4º
Senoi
26,0º
  13. DIÂMETRO VERTICAL DO COLO DO FÊMUR OU ALTURA DO COLO DO FÊMUR - Menor distância vertical do colo do fêmur, medida na perpendicular ao longo do eixo do colo e da cabeça do fêmur - Compasso de corrediça (Fig. 3).

14. DIÂMETRO SAGITAL OU TRANSVERSO DO COLO DO FÊMUR - Tomado no mesmo nível do diâmetro vertical do colo e transversalmente a ele - Compasso de corrediça.

15. PERÍMETRO DO COLO DO FÊMUR - Tomado ao nível dos diâmetros vertical e transversal do colo femural - Fita métrica.

16. MENOR DIÂMETRO SAGITAL INFERIOR DA DIÁFISE DO FÊMUR Distância dorso-ventral da diáfise tomada acima dos côndilos, tendo como referência o ponto médio da face poplitéia, situado aproximadamente 4 cm acima da linha intercondiliana - Compasso de corrediça (Fig. 4).

17. DIÂMETRO TRANSVERSO INFERIOR DA DIÁFISE DO FÊMUR - Distância meso-lateral tomada ao nível do menor diâmetro sagital inferior da diáfise e transversalmente a ele - Compasso de corrediça (Fig. 5).

18. LARGURA DA EPÍFISE DISTAL OU LARGURA EPICONDILAR DO FÊMUR - Largura máxima meso-lateral tomada através dos epicôndilos no plano horizontal, estando o fêmur em posição anatômica - Compasso de corrediça (Fig. 5).

19. ÂNGULO COLO-DIAFISÁRIO DO FÊMUR - Toma-se o ângulo na superfície anterior do osso, na união do longo eixo do colo e cabeça do fêmur com o longo eixo vertical da diáfise do fêmur. Os dois longos eixos são marcados com duas finas agulhas de metal fixadas ao osso com platilina. A leitura é feita em transferidor de material transparente. (Fig. 3).

 

 
EUROPA
MÉDIA
Alamanos da Suíça
126,4º
Bávaros
126,7º
 
ÁSIA
MÉDIA
Japoneses
128,2º
Malaios
129,0º
Senoi
128,0º
 
ÁFRICA
MÉDIA
Bantos
125,7º
Egípcios (Nagada)
125,5º
Negros
126,8º
 
AMÉRICA
MÉDIA
Antigos equatorianos
121,2º
Fueguinos
123,0º
Índios Paltacalos
121,2º
Índios Patagões  
 
RÁDIO

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO RÁDIO - Distância do bordo lateral da cabeça do rádio ao ápice da apófice estilóide - Tábua osteométrica (Fig. 1). O rádio direito é maior que o esquerdo.

02. COMPRIMENTO FISIOLÓGICO DO RÁDIO - Distância do ponto mais profundo da cabeça do rádio ao ponto mais profundo da face articular carpiana, correspondendo, portanto, ao comprimento mínimo entre as superfícies articulares - Compasso de espessura (Fig. 1).

03. PERÍMETRO MÍNIMO DA DIÁFISE DO RÁDIO - Tomado logo abaixo da tuberosidade do rádio - Fita métrica (Fig. 1).

04. DIÂMETRO TRANSVERSO MÁXIMO DA DIÁFISE DO RÁDIO - Tomado onde o bordo interósseo é mais desenvolvido; como apresenta uma certa rugosidade, este ponto é indicado não apenas pela observação visual mas principalmente pelo tato e corresponde anatomicamente à inserção de um conjunto de fibras que forma parte do ligamento interósseo. Mede-se o diâmetro com o osso no plano palmar (vista interior) - Compasso de corrediça (Fig. 1).

05. DIÂMETRO SAGITAL DA DIÁFISE DO RÁDIO - Corresponde ao diâmetro mínimo, tomado ao nível do diâmetro transverso máximo, porém no plano sagital (vista cubital) - Compasso de corrediça.

06. ÂNGULO COLO-DIÁFISE DO RÁDIO - Segundo Fischer (1906), é formado pela intersecção do eixo do colo e da cabeça do rádio como eixo vertical do terço superior da diáfise do rádio. O ponto de intersecçào dos eixos encontra-se ao nível da parte alta da tuberosidade do rádio. Mede-se o ângulo no plano palmar do osso, após determinar os dois eixos com o auxílio de duas finas agulhas de metal, fixadas ao osso com plastilina - Transferidor transparente (Fig. 1).

 

 
ÁFRICA
MÉDIA 
Africanos
169,7º
 
AMÉRICA
 
Fueguinos
160,4º
 
EUROPA
 
Alemães
171,6º
 
OCEANIA
 
Oceânicos e Australianos
165,4º
 

ÍNDICES

07. ÍNDICE COMPRIMENTO-ESPESSURA OU DE ROBUSTEZ DO RÁDIO

 

 
A)
Perímetro mínimo do rádio (8.3) X 100
Comprimento fisiológico do rádio (8.2)
 
 
ÁFRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Negros
-
16,7
-
 
ÁSIA
     
Birmaneses
-
20,2
-
 
EUROPA
     
Habitantes de Baden
-
18,1
-
 
OCEANIA
     
Melanésios
-
15,7
-
Negritos
-
17,0
-
Nova Caledônia
-
17,9
-
 
B)
Perímetro mínimo da diáfise do rádio (8.3) X 100
Comprimento máximo do rádio (8.1)
 

 
 
AMÉRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Antigos Habitantes de Lagoa Santa (MG)
-
16,1
-
Baixa Califórnia
-
16,3
-
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
18,1
-
16,6
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
18,9
-
17,3
 
ÁSIA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Vedas
-
14,5
-
 
EUROPA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Alemães da Suíça 
-
18,1
-
Habitantes de Baden
-
17,1
-
Suábios e Alamanos da Baviera
-
16,2
-
 
OCEANIA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Australianos
-
14,3
-
 

08. ÍNDICE DIAFISÁRIO

 

Diâmetro sagital da diáfise do rádio (8.5) X 100
Diâmetro transverso máximo da diáfise do rádio (8.4)
 

 
 
AMÉRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Antigos Habitantes de lagoa Santa (MG)
-
75,3
-
Antigos Patagões
-
63,0
-
Antigos Peruanos
-
71,0
-
Baixa Califórnia
-
77,7
-
Índios Paltacalos
-
73,0
-
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
73,0
-
72,1
 

09. ÍNDICE ÚMERO-RADIAL

Este índice traduz o alongamento relativo do antebraço em relação ao braço.

 

Comprimento máximo do rádio (8.1) X 100
Comprimento máximo do úmero
 
 
Rádio relativamente curto
x
-
74,9
Rádio médio
75,0
-
79,9
Rádio relativamente longo
80,0
-
x
 
 
ÁFRICA
MASCULINO
VALORES MÉDIOS
FEMININO
Negros
-
77,0 a 78,5
-
 
AMÉRICA
MASCULINO
VALORES MÉDIOS
FEMININO
Ameríndios
-
76,9 a 78,2
-
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
74,3
-
76,0
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
-
77,2
-
 
ÁSIA
MASCULINO
VALORES MÉDIOS
FEMININO
Chineses
-
77,3
-
 
EUROPA
MASCULINO
VALORES MÉDIOS
FEMININO
Europeus
-
73,2 a 74,5
-
 
OCEANIA
MASCULINO
VALORES MÉDIOS
FEMININO
Australianos
-
78,3
-
 

 

CÚBITO

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO CÚBITO - Distância entre o ponto mais alto do olecrânio e a ponta da apófise estilóide - Tábua osteométrica (Fig. 1).

02. COMPRIMENTO FISIOLÓGICO DO CÚBITO - Distância entre o ponto mais baixo da crista mediana superior da apófise coronóide e a superfície articular distal da cabeça do cúbito - Compasso de espessura (Fig. 1).

03. PERÍMETRO MÍNIMO DO CÚBITO - Medido no terço inferior da diáfise um pouco acima da cabeça do cúbito, onde o osso se apresenta quase cilíndrico - Fita métrica (Fig. 1).

04. DIÂMETRO TRANSVERSO SUPERIOR DO CÚBITO - Maior diâmetro medido ao nível mais baixo do bordo inferior da incisura radial, perpendicularmente ao eixo fisiológico - Compasso de corrediça (Fig. 2).
 
 

CÚBITO,   vista radial
 

05. DIÂMETRO ÂNTERO-POSTERIOR SUPERIOR OU DORSO PALMAR SUPERIOR DO CÚBITO - Maior diâmetro medido sagitalmente no mesmo nível que o diâmetro transverso superior - Compasso de corrediça (Fig. 1).

06. DIÂMETRO TRANSVERSO DA DIÁFISE DO CÚBITO - Largura máxima da diáfise, no ponto onde o bordo interósseo é mais saliente - Compasso de corrediça (Fig. 2).

07. DIÂMETRO ÂNTERO-POSTERIOR DA DIÁFISE DO CÚBITO - Tomado sagitalmente no mesmo nível do diâmetro transverso superior do cúbito. - Compasso de corrediça.

08. ALTURA DA SUPERFÍCIE ARTICULAR PROXIMAL DO CÚBITO - Distância, em projeção, do ponto mais alto da cabeça do olecrânio ao ponto mais baixo da incisura radial - Tábua osteométrica (Fig. 2).
 
 

CÚBITO, vista anterior
 

09. ALTURA DA CABEÇA DO OLECRÂNIO DO CÚBITO - Distância, em projeção, do ponto mais alto da cabeça do olecrânio ao lábio superior da incisura troclear (Fig. 1).

 
ÍNDICES 01. ÍNDICE COMPRIMENTO-ESPESSURA OU DE ROBUSTEZ DO CÚBITO

 

 
A)
Perímetro mínimo do cúbito (9.3) X 100
Comprimento máximo do cúbito (9.1)
 

 
 
AMÉRICA
MÉDIA 
Californianos do Norte
13,1
 
ÁSIA
MÉDIA 
Senoi
11,6
 
EUROPA
MÉDIA 
Alemães
13,5
Germano Suíço
14,7

 
 
B)
Perímetro mínimo do cúbito (9.3) X 100
Comprimento fisiológico do cúbito (9.2)
 

 
 
ÁFRICA
MÉDIA 
Negros
13,5
 
AMÉRICA
MÉDIA 
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
17,5
 
EUROPA
MÉDIA 
Habitantes de Baden
16,8
 
OCEANIA
MÉDIA 
Australianos
12,7
Melanésios
13,7
Negritos
14,6
 

02. ÍNDICE DE PLATOLENIA DO CÚBITO

 

Diâmetro transverso superior do cúbito (9.11) X 100
Diâmetro ântero-posterior superior do cúbito (9.5)
 

Este índice traduz o grau de achatamento transversal de diáfise na sua porção superior. Segundo TROUETTE (1955), os cúbitos podem ser classificados em:

 

Achatados (platolênicos)
x
-
79,9
Medianamente achatados (eurolênicos)
80,0
-
99,9
Arredondados (hipereurolênicos)
100,0
-
x
 

 
 
ÁFRICA
MÉDIA 
Negros
90,0
 
AMÉRICA
MÉDIA 
Antigos Patagões
72,0
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
74,7
Fueguinos
76,0
Índios Palcacalos
76,0
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
78,2
Índios Andinos
83,0
Antigos Habitantes de Lagoa Santa (MG)
84,0
Antigos Peruanos
84,0
 
EUROPA
MÉDIA 
Franceses
91,0
 
OCEANIA
MÉDIA
Negritos
82,0
Australianos
83,0
 

03. ÍNDICE DE ALTURA DA CABEÇA DO OLECRÂNIO DO CÚBITO

 

Altura da cabeça do olecrânio do cúbito (9.9) X 100
Comprimento fisiológico do cúbito (9.2)
 

 
 
ÁFRICA
MÉDIA 
Africanos
1,9
 
AMÉRICA
MÉDIA 
Fueguinos
2,5
 
ÁSIA
MÉDIA 
Birmaneses
2,0
 
EUROPA
MÉDIA 
Habitantes de Baden
1,7
 
OCEANIA
MÉDIA 
Australianos
1,8
Melanésios
1,7
Negritos
2,0
 

04. ÍNDICE DIAFISÁRIO DO CÚBITO

 

Diâmetro ântero-posterior da diáfise do cúbito (9.7) X 100
Diâmetro transverso da diáfise do cúbito (9.6)
 

 
 
AMÉRICA
MÉDIA
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
77,7
Fueguinos
86,0
 
EUROPA
MÉDIA 
Europeus
76,0
Franceses 
91,0
 
OCEANIA
MASCULINO
VALORES MÉDIOS
FEMININO
Australianos
-
78,3
-
 

OSSOS DA MÃO

 

GENERALIDADES

Os ossos da mão são em número de vinte e sete (27), distribuídos em três grupos:

 

1. OSSOS DO CARPO
2. OSSOS DO METACARPO
3. OSSOS DOS DEDOS (FALANGES)
 
 
 
 

1. OSSOS DO CARPO

O carpo constitui-se de oito (8) pequenos ossos dispostos em duas fileiras transversais de quatro (4) ossos. Fileira proximal e fileira distal.

Fileira proximal compreendendo: o ESCAFÓIDE, o SEMILUNAR, o PIRAMIDAL e o PSIFORME, contados de fora para dentro.

Fileira distal compreendendo: o TRAPÉZIO, o TRAPEZÓIDE, o GRANDE OSSO e o UNCIFORME, contados de fora para dentro.

 

2. OSSOS DO METACARPO

O metacarpo se compõe de cinco (5) ossos denominados METACARPIANOS, numerados de I a V, em números romanos, de fora para dentro.

3. OSSOS DOS DEDOS

Os ossos dos dedos ou falanges são apêndices muito móveis, articulados com os ossos metacarpianos. Compõe-se de 5 FALANGES PROXIMAIS, 4 FALANGES MÉDIAS E 5 FALANGES DISTAIS. Também chamadas FALANGES, FALANGINHAS e FALANGETAS.

 

Figura

OSSOS DA MÃO DIREITA MONTADA, VISTA SUPERIOR OU DORSAL

 
ESCAFÓIDE

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO DO ESCAFÓIDE - Distância máxima, em projeção, entre as faces proximal e distal do osso - Compasso de corrediça.

02. LARGURA MÁXIMA DO ESCAFÓIDE - Maior distância, em projeção, entre as extremidades cubital e radial do osso - Compasso de corrediça.

03. ALTURA DO ESCAFÓIDE - Distância, em projeção, entre o ponto mais alto do osso, no plano dorsal, e o seu ponto mais baixo, no plano palmar - Compasso de corrediça.

 
ÍNDICES

01. ÍNDICE COMPRIMENTO-LARGURA DO ESCAFÓIDE

 

Comprimento do escafóide X 100
Largura máxima do escafóide
 

02. ÍNDICE COMPRIMENTO-ALTURA DO ESCAFÓIDE

 

Altura do escafóide X 100
Comprimento do escafóide
 

 

SEMILUNAR

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO DO SEMILUNAR - Distância, em projeção, do ponto mais afastado da face proximal à extremidade superior da curvatura em forma de meia-lua - Compasso de corrediça.

02. LARGURA MÁXIMA DO SEMILUNAR - Distância, em projeção, do ponto mais externo da face radial ao ponto mais afastado da face cubital, no plano palmar - Compasso de corrediça.

03. ALTURA MÁXIMA DO SEMILUNAR - Distância, em projeção, do ponto mais elevado da face dorsal ao ponto mais baixo no plano palmar - Compasso de coordenadas.

 
ÍNDICES

01. ÍNDICE COMPRIMENTO-LARGURA DO SEMILUNAR

 

Largura máxima do semilunar X 100
Comprimento do semilunar
 

02. ÍNDICE ALTURA-COMPRIMENTO DO SEMILUNAR

 

Comprimento do semilunar X 100
Altura máxima do semilunar
 

03. ÍNDICE ALTURA-LARGURA DO SEMILUNAR

 

Largura máxima do semilunar X 100
Altura máxima do semilunar
 

 

PIRAMIDAL

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO PIRAMIDAL - Distância, em projeção, do ponto mais externo da face distal ao ponto mais afastado na face proximal - Compasso de corrediça.

02. LARGURA MÁXIMA DO PIRAMIDAL - Maior distância, em projeção, entre as faces cubital e radial - Compasso de corrediça.

03. ALTURA MÁXIMA DO PIRAMIDAL - Maior distância, em projeção, entre as superfícies dorsal e palmar - Compasso de corrediça.

 

ÍNDICES

01. ÍNDICE LARGURA-COMPRIMENTO DO PIRAMIDAL

 

Comprimento máximo do piramidal X 100
Largura máxima do piramidal
 

 

02. ÍNDICE ALTURA-COMPRIMENTO DO PIRAMIDAL

 

Comprimento máximo do piramidal X 100
Altura máxima do piramidal
 

03. ÍNDICE LARGURA-ALTURA DO PIRAMIDAL

 

Altura máxima do piramidal X 100
Largura máxima do piramidal
 

 

PSIFORME

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO PSIFORME - Maior distância, em projeção, entre a face proximal e a face distal - Compasso de corrediça.

02. LARGURA MÁXIMA DO PSIFORME - Maior distância, em projeção, entre a face cubital e a face radial, paralelo ao eixo longitudinal do osso - Compasso de corrediça.

03. ALTURA MÁXIMA DO PSIFORME - Distância, em projeção, do ponto mais externo da face dorsal ao ponto mais baixo da face palmar - Compasso de corrediça.

 
ÍNDICES

01. ÍNDICE LARGURA-COMPRIMENTO DO PSIFORME

 

Comprimento máximo do psiforme X 100
Largura máxima do psiforme
 

02. ÍNDICE ALTURA-COMPRIMENTO DO PSIFORME

 

Comprimento máximo do psiforme X 100
Altura máxima do psiforme
 

03. ÍNDICE LARGURA-ALTURA DO PSIFORME

 

Altura máxima do psiforme X 100
Largura máxima do psiforme
 
 
TRAPÉZIO

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO TRAPÉZIO - Maior distância, em projeção, entre a face distal e a face proximal - Compasso de corrediça.

02. LARGURA MÁXIMA DO TRAPÉZIO - Maior distância, em projeção, entre a face radial e a face cubital - Compasso de corrediça.

03. ALTURA MÁXIMA DO TRAPÉZIO - Distância, em projeção, do ponto mais alto da face dorsal ao ponto mais baixo do tubérculo do trapézio - Compasso de corrediça.

 
ÍNDICES

01. ÍNDICE LARGURA-COMPRIMENTO DO TRAPÉZIO

 

Comprimento máximo do trapézio X 100
Largura máxima do trapézio
 

02. ÍNDICE ALTURA-COMPRIMENTO DO TRAPÉZIO

 

Comprimento máximo do trapézio X 100
Altura máxima do trapézio
 

03. ÍNDICE LARGURA-ALTURA DO TRAPÉZIO

 

Altura máxima do trapézio X 100
Largura máxima do trapézio
 

 

 

TRAPEZÓIDE

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO TRAPEZÓIDE - Distância, em projeção, do ponto mais externo do bordo dorsal da face proximal ao ponto mais afastado na face distal - Compasso de corrediça.

02. LARGURA MÁXIMA DO TRAPEZÓIDE - Distância, em projeção, do ponto mais externo do bordo radial ao ponto mais afastado no bordo cubital da face dorsal - Compasso de corrediça.

03. ALTURA MÁXIMA DO TRAPEZÓIDE - Distância, em projeção, do ponto mais alto da face dorsal ao ponto mais baixo da face palmar - Compasso de coordenada.

 
ÍNDICES

01. ÍNDICE LARGURA-COMPRIMENTO DO TRAPEZÓIDE

 

Comprimento máximo do trapezóide X 100
Largura máxima do trapezóide
 

02. ÍNDICE ALTURA-COMPRIMENTO DO TRAPEZÓIDE

 

Comprimento máximo do trapezóide X 100
Altura máxima do trapezóide
 

03. ÍNDICE ALTURA-LARGURA DO TRAPEZÓIDE

 

Largura máxima do trapezóide X 100
Altura máxima do trapezóide
 
 
GRANDE OSSO

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO GRANDE OSSO - Distância, em projeção, do ponto mais externo da cabeça do osso até o ponto mais afastado da face distal - Compasso de corrediça.

02. LARGURA MÁXIMA DO GRANDE OSSO - Distância, em projeção, do ponto mais externo da face radial ao mais afastado na face cubital - Compasso de corrediça.

03. ALTURA MÁXIMA DO GRANDE OSSO - Maior distância, em projeção, entre a face dorsal e a face palmar - Compasso de coordenada.

 
ÍNDICES

01. ÍNDICE COMPRIMENTO-LARGURA DO GRANDE OSSO

 

Largura máxima do grande osso X 100
Comprimento máximo do grande osso
 

02. ÍNDICE COMPRIMENTO-ALTURA DO GRANDE OSSO

 

Altura máxima do grande osso X 100
Comprimento máximo do grande osso
 

03. ÍNDICE ALTURA-LARGURA DO GRANDE OSSO

 

Largura máxima do grande osso X 100
Altura máxima do grande osso
 

 

UNCIFORME

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO UNCIFORME - Distância, em projeção, do ápice proximal ao ponto mais externo do bordo dorsal da face distal - Compasso de corrediça.

02. LARGURA MÁXIMA DO UNCIFORME - Distância do ponto mais externo da face cubital ao ponto mais afastado no bordo radial - Compasso de corrediça.

03. ALTURA MÁXIMA DO UNCIFORME - Distância, em projeção, do ponto mais alto da face dorsal ao ponto mais baixo do gancho do unciforme - Compasso de coordenada.

 
ÍNDICES

01. ÍNDICE COMPRIMENTO-LARGURA DO UNCIFORME

 

Largura máxima do unciforme X 100
Comprimento máximo do unciforme
 

 

02. ÍNDICE ALTURA-COMPRIMENTO DO UNCIFORME

 

Comprimento máximo do unciforme X 100
Altura máxima do unciforme
 

03. ÍNDICE ALTURA-LARGURA DO UNCIFORME

 

Largura máxima do unciforme X 100
Altura máxima do unciforme
 

 

METACARPO E FALANGES

 

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO DE CADA OSSO METACARPIANO I, II, III,IV e V - Distância, em linha reta, do ponto médio da base do osso ao vértice da sua cabeça - Compasso de corrediça.

02. COMPRIMENTO DE CADA FALANGE (5 PROXIMAIS, 4 MÉDIAS e 5 DISTAIS) - Distância, em linha reta, da superfície proximal à superfície distal, ao longo do eixo do osso - Compasso de corrediça.

03. COMPRIMENTO DE CADA DEDO - Soma dos comprimentos das falanges proximal, média e distal.

04. COMPRIMENTO METACARPO-FALANGEANO - Soma dos comprimentos de cada osso metacarpiano (I, II, III, IV e V) com o comprimento total das respectivas falanges de cada dedo da mão.

05. COMPRIMENTO DA MÃO - Distância, em projeção, do ápice da apófise estilóide do rádio até o ponto distal do maior dedo, paralela ao eixo da mão - Compasso de corrediça.

 

 
ÁFRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Baining
12,4
11,9
12,2
Negros 
11,9
11,7
11,8
 
AMÉRICA
     
Antigos Peruanos
12,7
-
-
Baixa Califórnia
12,8
-
-
Índios Paltacalos
12,3
-
-
Índios Patagões
12,7
-
-
Lagoa Santa (MG) antigos habitantes
12,1
-
11,7
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
13,3
-
13,1
Sambaqui de Piaçagüera
12,1
-
12,6
 
OCEANIA
     
Negritos
12,1
-
-
Polinésios 
12,1
-
-
  03. ÍNDICE PILASTÉRICO:

 

 
Diâmetro ântero-posterior máximo do meio da diáfase (6) x 100
Diâmetro transversal do meio da diáfise (5)
 

 
 
Pilastra nula
x
99,9
Pilastra fraca
100,0
109,9
Pilastra média
110,0
119,9
Pilastra forte
120,0
x
 

Este índice expressa o grau de saliência da linha áspera.

 
 
EUROPA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Alemães e Suíços
-
105,4
-
Bávaros 
-
102,2
-
Franceses atuais
-
107,8
-
Franceses da Idade Média
-
105,1
-
Neolítico francês
-
111,1
-
Suábios e Alamanos
-
105,3
-
Suíços
-
103,3
-
 

 
 
ÁSIA
     
Ainos
-
103,1
-
Andamaneses
-
113,5
-
Japoneses 
-
100,0
-
Japoneses pré-históricos
-
110,4
-
Malaios
-
104,0
-
Malaios
-
114,7
-
Vedas
-
122,1
-
 
ÁFRICA
     
Berberes
-
110,8
-
Bosquimanos
-
129,4
-
Guanchos
-
110,2
-
Negros 
-
108,0
-
 
AMÉRICA
     
Antigos Peruanos 
-
103,4
-
Esquimós
-
118,4
-
Fueguinos
-
103,5
-
Índios da Califórnia
113,1
-
108,8
Índios norte-americanos
-
112,4
-
Índios Paltacalos
110,6
-
107,4
Índios Paltacalos
-
111,1
-
Índios Patagões
-
110,8
-
Índios Salado
-
115,8
-
Índios Sioux
-
111,4
-
Lagoa Santa (MG) antigos habitantes
-
109,1
-
Mexicanos modernos
108,0
-
101,0
Sambaqui da Cabeçuda (SC)
106,9
-
108,6
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
108,1
-
106,5
 
OCEANIA
     
Australianos
-
122,2
-
Maori
-
110,1
-
Melanésios
-
114,7
-
Negritos
-
116,0
-
Polinésios 
-
109,9
-
Ur-australianos
-
116,9
-
 

04. ÍNDICE PLATIMÉRICO:

 

Diâmetro ântero-posterior subtrocanteriano (9) x 100
Largura transversal subtrocanteriano (8)
 
 
Hiperplatimérico 
x
-
74,9 (fêmur muito achatado transversalmente abaixo dos trocânteres
Platimérico
75,0
-
84,9 (fêmur achatado)
Eurimérico 
85,0
-
99,9 (fêmur um pouco achatado)
Estonomérico
100,0
-
x (fêmur achatado)
 
 
EUROPA
     
Bávaros
-
80,2
-
Bávaros
-
83,9
-
Franceses
-
85,3
-
Franceses da Idade Média
-
82,3
-
Gauleses
-
77,0
-
Neolítico francês 
-
75,1
-
Suábios e Alamanos
-
79,7
-
Suíços (alemães)
-
79,6
-
 
ÁSIA
     
Ainos
-
72,7
-
Andamaneses
-
78,0
-
Japoneses
-
75,1
-
Malaios
-
76,7
-
 
ÁFRICA
     
Bantos
-
80,6
-
Berberes
-
76,1
-
Guanchos 
-
74,6
-
 
AMÉRICA
     
Antigos Equatorianos
-
72,7
-
Antigos Peruanos
-
73,5
 
Baixa Califórnia
-
75,7
- (Bello)
Baixa Califórnia
-
77,0
- (Rivet)
Brancos norte-americanos
83,5
-
80,4
Fueguinos 
-
66,9
-
Índios Munsee (Nova Jersey) 
72,5
-
73,6
Índios Paltacalos 
-
72,5
-
Índios Patagões
-
74,3
-
Índios Venezuelanos
-
76,1
-
Lagoa Santa (MG) antigos habitantes
-
83,5
-
Mexicanos pré-hispânicos
75,0
-
74,8
Mexicanos Recentes
82,2
-
75,7
Negros norte-americanos
86,8
-
81,1
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
75,1
-
76,9
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
83,8
-
83,8
 
OCEANIA
     
Australianos 
-
82,2
-
Maori
-
64,3
-
Melanésios
-
82,0
-
Negritos
-
81,7
-
Polinésios
-
68,3
-
  05. ÍNDICE POPLÍTEO:

 

 
Menor diâmetro sagital inferior da diáfise (16) x 100
Diâmetro transverso inferior da diáfise (17)
 
 
AMÉRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Lagoa Santa (MG) 
-
79,7
-
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
70,0
-
70,3
 
ÁSIA
     
Andamanéses 
-
71,3
-
 
EUROPA
     
Alta Bretanha 
-
73,8
-
 
OCEANIA
     
Australianos 
-
85,3
-
 

 

06. ÍNDICE DA SECÇÃO TRANSVERSAL DA CABEÇA DO FÊMUR:

 

 
Diâmetro transverso da cabeça (11) x 100
Diâmetro vertical da cabeça (12)
 
 
AMÉRICA
MÉDIA
Lagoa Santa (MG) antigos habitantes
99,7
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
100,0
  07. ÍNDICE DE ROBUSTEZ CABEÇA DO FÊMUR:

 

 
Diâmetro transverso da cabeça (11) x diâmetro vertical da cabeça x 100
Comprimento fisiológico do fêmur (12)
 
 
AMÉRICA
     
Baixa Califórnia
26,1
-
19,6
 
ÁFRICA
     
Negros
-
19,7
-
 
ÁSIA
     
Japoneses
-
22,0
-
 
EUROPA
     
Franceses
21,3
-
19,9
 
OCEANIA
     
Negritos
-
19,7
-
  08. ÍNDICE DO COLO DO FÊMUR:

 

 
Diâmetro sagital do colo (14) x 100
Diâmetro vertical do colo (13)
 
 
AMÉRICA
MÉDIA
Negros
80,1
 
AMÉRICA
MÉDIA
Índios Paltacalos
80,3
Lagoa Santa (MG)
87,0
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
84,2
Sambaqui de Piaçagüera
90,8
7EUROPA
MÉDIA
Bávaros
75,5
  09. ÍNDICE DE LARGURA EPICONDILAR DO FÊMUR:

 

 
Largura da epífise distal (18) x 100
Comprimento fisiológico do fêmur (2)
  10. ÍNDICE DE LARGURA EPICÔNDILO-DIÁFISE DO FÊMUR:

 

 
Diâmetro transverso do meio da diáfise (5) x 100
Largura da epífise distal (13)
 

CARACTERES DESCRITIVOS CONTÍNUOS E DESCONTÍNUOS

1. TUBÉRCULO PRÉ-TROCANTERIANO DO FÊMUR Assinalado por POIRIER em 1886, esse tubérculo se localiza na extremidade superior da linha intertrocanteriana anterior, onde se insere o fascículo superior do ligamento ílio-femural. Às vezes, é muito volumoso e outras vezes pequeno ou mesmo inexistente.

Fig. 7

2. TERCEIRO TROCÂNTER DO FÊMUR Nada mais é que a tuberosidade glútea. Encontra-se sobre o lábio lateral da trifurcação da linha áspera, aproximadamente ao nível do plano horizontal do trocânter menor, e está relacionado com as isnerções do músculo grande glúteo. Apresenta-se sob a forma de um tubérculo arredondado, uma tuberosidade alongada ou uma crista fina e comprida, aspectos que podem também estar associados.

Fig. 8 e 9

3. FOSSA HIPOTROCANTERIANA DO FÊMUR Descrita por HOUZÉ em 1983, apresenta-se como uma goteira rugosa e alongada verticalmente, situada na porção súpero-posterior externa da diáfise do fêmur, contígüa ao terceiro trocânter e logo abaixo dele.

A goteira é delimitada lateralmente por dois lábios: o medial, onde se insere o músculo grande glúteo, e o lateral, onde se inserem algumas fibras de músculo vasto lateral.

A saliência do lábio lateral, quando, muito acentuada, ocasiona um marcado desvio da face anterior da diáfise na sua porção subtrocanteriana, de modo que o diâmetro transverso superior da diáfise aumenta extraordinariamente, tomando o osso a forma característica da platimeria.

Fig. 9

4. DEPRESSÃO CRUAL DO FÊMUR Está situada sobre a face anterior da diáfise do fêmur. Em seu limite superior, atinge às vezes a linha intertrocanteriana anterior e, em seu limite inferior, se dilui sob a face interna do osso, aproximadamente no terço ou no quarto inferior da diáfise.

Fig. 7

5. FORMAS DA SECÇÃO TRANSVERAL DO MEIO DA DIÁFISE DO FÊMUR Segundo HRDLICKA (1916), esta secção pode apresentar as seguintes formas:
  1. aproximadamente prismática
  2. elíptica
  3. arredondada
  4. cilíndrica (com a superfície anterior dividida por uma longa crista vertical)
  5. plano-convexa.
Fig. 10

 

Fig. 7

Fêmur direito, parte superior, vista anterior

1 Tubérculo pré-trocanteriano (Tub.pré-tr.)

4 Depressão crual (Dep. Crual).

 

Fig. 8

Fêmur direito, parte superior, vista posterior

2 Terceiro trocânter (Terc. Troc.)

 

Fig. 9

Fêmur direito, parte superior, vista posterior

3 Fossa hipotrocanteriana (F. hipotr.)

2 Terceiro trocânter (Terc. Troc.).

 

Trocanter maior (Troc. maior).

Trocanter menor (Troc. menor).

 

Fig. 10

Fêmur, secção transversal, meio da diáfise (HRDLICKA, 1916).

 

RÓTULA

MEDIDAS

01. ALTURA MÁXIMA DA RÓTULA - Maior distância, em linha reta, entre a parte mais alta da base e a parte mais baixa do ápice, medida ao longo do eixo principal Compasso de corrediça (Fig. 1).

02. LARGURA MÁXIMA DA RÓTULA Maior distância, em linha reta, entre os pontos laterais mais salientes da rótula Compasso de corrediça (Fig. 1).

03. MAIOR ESPESSURA DA RÓTULA - Distância, em linha reta, entre os pontos mais salientes da face anterior e da face articular da rótula Compasso de corrediça

04. ALTURA DA FACE ARTICULAR DA RÓTULA Distância, em linha reta, entre o ponto mais alto e o ponto mais baixo da face articular da rótula, tomada ao nível da crista articular Compasso de corrediça (Fig. 2).

05. LARGURA DA FACE ARTICULAR MEDIAL DA RÓTULA Distância, em linha reta, do ponto médio da crista articular ao ponto mais saliente do bordo interno da rótula Compasso de corrediça (Fig. 2).

06. LARGURA DA FAEC ARTICULAR DA RÓTULA Distância, em linha reta, do ponto médio da crista articular ao ponto mais saliente do bordo externo da rótula Compasso de corrediça (Fig. 2).

 

ÍNDICES

01. ÍNDICE DE ALTURA DA RÓTULA

 

Altura máxima da rótula (1) X 100
Comprimento máximo do fêmur + comprimento máximo da tíbia
 
Rótula baixa
x
-
49,9
Rótula média
50,0
-
54,9
Rótula alta
55,0
-
x
 
 
ÁFRICA
MASCULINO
FEMININO
Bosquímanos
47,0
-
Negros
48,0
48,0
 
AMÉRICA
   
Esquimós
55,5
56,0
Fueguinos
51,0
54,0
Índios Sul-americanos
54,5
53,0
 
ÁSIA
   
Chineses
54,0
50,0
Japoneses
57,5
51,0
Malaios
51,5
52,0
 
EUROPA
   
Europeus
53,0
53,0
 
OCEANIA
   
Australianos
47,0
47,0
Melanésios
50,0
50,0
Negritos
52,5
53,0
Polinésios
54,0
50,0
  02. ÍNDICE DE LARGURA DA RÓTULA

 

 
Largura máxima da rótula (2) x 100 
Largura epicondilar do fêmur
 
Rótula estreita
x
-
50,9
Rótula média
51,0
-
55,9
Rótula larga
56,0
-
X
 
 
ÁFRICA
MASCULINO
FEMININO
Esquimós
54,0
55,0
Fueguinos
53,0
54,0
Índios Sul-americanos
52,5
54,5
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
53,3
53,5
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
52,9
51,3
ÁSIA
MASCULINO
FEMININO
Chineses
57,0
55,0
Japoneses
55,0
53,0
Malaios
56,0
55,0
 
EUROPA
   
Europeus
54,0
54,0
 
OCEANIA
   
Australianos
54,0
53,0
Melanésios
53,0
53,0
Negritos
54,0
59,0
Polinésios
55,0
54,0
  03. ÍNDICE DE ALTURA-LARGURA DA RÓTULA

 

 
Altura máxima da rótula (1) x 100 
Largura máxima da rótula (2)
 
 
AMÉRICA
MASCULINO
MASC. + FEM.
FEMININO
Araucanos
-
94,8
-
Brancos Norte-americanos
103,2
-
102,7
Índios Munsee (Nova Jersey)
98,9
-
103,1
Patagões do Chubut
-
97,0
-
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
-
94,8
-
 
EUROPA
     
Europeus
-
97,1
-
  04. MÓDULO DA RÓTULA  
Altura máxima da rótula + 
Largura máxima da rótula + Maior espessura da rótula
CARACTERES DESCRITIVOS CONTÍNUOS E DESCONTÍNUOS

Pela vista anterior, as rótulas se apresentam sob as formas TRIANGULAR, ELIPSÓIDE, ARREDONDADA ou CORDIFORME, sendo a triangular o tipo mais comum e a arredondada o menos freqüente.

Rótulas largas e espessas encontram-se mais freqüentemente em indivíduos robustos e de grande estatura. A porção superior e lateral da face articular é mais nítida nas populações que utilizam a postura de cócoras. Como variante epigenética rara existe a rótula bipartida.

 

Fig. 1

Rótula esquerda, vista anterior

1 Altura máxima da rótula (AB)

2 Largura máxima da rótula (CD)

 

 

Fig. 2

Rótula esquerda, vista articular

4 Altura da face articular da rótula (AB)

5 Largura da face articular medial da rótula (CD)

6 Largura da face articular lateral da rótula (CE)

 

TÍBIA

 

MEDIDAS

  1. COMPRIMENTO MÁXIMO DA TÍBIA ou COMPRIMENTO CONDILOMALEOLAR DA TÍBIA Distância entre o ápice do maléolo medial e o plano da face articular superior. Este plano passa sobre os côndilos medial e lateral, sem incluir a eminência intercondiliana Tábua osteométrica de BROCA. Também pode-se utilizar a medida proposta por TROTTER, que toma a maior distância, em linha reta, do ápice do maléolo medial ao bordo articular do côndilo medial Tábua osteométrica (Fig. 1).
Esta medida corresponde em média ao comprimento da perna no vivo, sendo utilizada para o cálculo da estatura.

02. LARGURA DA EPÍFISE PROXIMAL DA TÍBIA Maior distância transversal, paralela à face articular superior, entre as paredes mais salientes dos côndilos medial e lateral Compasso de corrediça e/ou tábua osteométrica (Fig. 2).

03. DIÂMETRO ÂNTERO-POSTERIOR DA TÍBIA Tomado sagitalmente ao nível do bordo distal do orifício nutritor Compasso de corrediça (Fig. 3).

 

04. DIÂMETRO TRANSVERSO DA TÍBIA Tomado transversalmente ao nível do bordo distal do orifício nutritor Compasso de corrediça (Fig. 2).

  1. DIÂMETRO ÂNTERO-POSTERIOR DO MEIO DA DIÁFISE DA TÍBIA- Tomado sagitalmente ao nível do meio da diáfise Compasso de corrediça (Fig. 3).
06. DIÂMETRO TRANSVERSO DO MEIO DA DIÁFISE DA TÍBIA Tomado transversalmente ao nível da diáfise Compasso de corrediça (Fig. 2).

07. PERÍMETRO MÍNIMO DA DIÁFISE DA TÍBIA Geralmente está situado cerca de 10 cm acima do ápice do maléolo medial Fita métrica (Fig. 2).

  1. LARGURA DA EPÍFISE DISTAL DA TÍBIA Maior distância transversal em projeção, entre as partes mais salientes da epífise inferior Compasso de corrediça (Fig. 2).
09. ÂNGULO DE RETROVERSÃO DA TÍBIA Formado pela intersecção do plano da face articular com a perpendicular ao longo eixo anatômico da tíbia (Fig. 3).

 

 
AMÉRICA
MÉDIA
Baixa Califórnia 13,3º
Califórnia 15,0º
Fueguinos 16,5º
Índios Paltacalos 10,2º
 
ÁSIA
MÉDIA
Senoi 7,6º
 
EUROPA
MÉDIA
Bávaros 7,6º
Neolítico alemão 11,2º
Parisienses recentes 12,5º
Parisiense (Saint Marcel) 9,5º
Suábios e Alamanos 14,2º
 
OCEANIA
 
Nova Caledônia 14,9º
  10. ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DA TÍBIA Formado pela intersecção do plano da face articular superior com a perpendicular ao eixo mecânico da tíbia. Este eixo passa pelos centros das extremidades articulares superior e inferior, sendo vertical na postura de pé (Fig. 3).

 

 
AMÉRICA
MÉDIA
Baixa Califórnia 13,3º
Californianos 15,0º
Fueguinos 16,5º
Índios Paltacalo 10,2º
 
ÁSIA
 
Senoi  7,6º
 
EUROPA
 
Bávaros 6,6º
Neolítico alemão 8,6º
Parisienses recentes 8,5º
Parisiense (Saint Marcel) 6,6º
Suábios e Alamanos 11,4º
Suíços 5,3º
 
OCEANIA
 
Nova Caledônia 11,6º
  11. ÂNGULO DE DIVERGÊNCIA ou BI-AXIAL DA TÍBIA Corresponde à diferença entre os ângulos de retroversão e de inclinação e o de inclinação. É igual ao ângulo formado entre o eixo mecânico e o longo eixo anatômico da tíbia. O estudo deste ângulo indica o grau de curvatura posterior da tíbia (Fig. 3).  
AMÉRICA
 
Fueguinos 2,3º
Índios Norte-americanos 3,2º
Peruanos 3,0º
 
ÁFRICA
 
Negros 1,3º
 
ÁSIA
 
Andamaneses 2,7º
Hindus 2,6º
 
EUROPA
 
Europeus 1,5º
 
OCEANIA
 
Australianos 2,5º
 

ÍNDICES

01. ÍNDICE CNÊMICO DA TÍBIA

 

Diâmetro transverso da tíbia (4) X 100
Diâmetro ântero-posterior da tíbia (3)
 

Este índice traduz o achatamento transversal da porção posterior da tíbia (Fig. 5).
 
Hiperplaticnemia
x
-
54,9
(achatamento muito pronunciado)
Platicnemia
55,0
-
62,9
(achatamento pronunciado)
Mesocnemia
63,0
-
69,9
(achatamento pouco pronunciado)
Euricnemia
70,0
-
x
(achatamento nulo)
 
ÁFRICA
MASCULINO
FEMININO
Guanchos
66,0
-
Negros
72,3
-
 
AMÉRICA
   
Antigos peruanos
66,9
-
Antigos equatorianos
68,3
-
Baixa Califórnia
63,7
-
Fueguinos
67,0
-
Índios da Califórnia
62,5
-
Índios patagões
63,8
-
Índios Paltacalos
66,1
70,8
Índios Salado
63,7
-
Lagoa Santa (MG) antigos habitantes
67,3
68,0
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
65,1
64,0
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
61,5
-
 
ÁSIA
   
Andamaneses
64,7
-
Ainos
69,3
-
Ainos recentes
63,5
-
Japoneses
73,7
-
Malaios
66,1
-
Senoi e Semang
67,0
-
Vedas
60,5
66,0
 
EUROPA
MASCULINO
FEMININO
Alemães e Suiços
71,4
-
Bávaros
72,2
-
Franceses recentes
71,4
-
Parisienses 
73,0
-
Parisienses
70,0
-
Suábios e Alamanos
71,6
-
Suíços
70,6
-
 
OCEANIA
   
Melanésios
64,7
-
Negritos
64,5
65,7 (Manouvrier)
Negritos
63,1
- (Bello)
Polinésios 
64,8
-
 

02. ÍNDICE DIAFISÁRIA DA TÍBIA

 

Diâmetro transverso do meio da diáfise (6) X 100
Diâmetro ântero-posterior do meio da diáfise (5)
 

Este índice apresenta em média duas unidades a mais do que o índice cnêmico; entretanto, nem sempre esta relação é constante.

 

03. ÍNDICE DE COMPRIMENTO-ESPESSURA ou DE ROBUSTEZ DA TÍBIA

 

 
Perímetro mínimo da diáfise (7) X 100
Comprimento máximo da tíbia (4)
 
 
ÁFRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Negros
19,8
-
19,7
 
AMÉRICA
     
Baixa Califórnia
20,4
-
19,6
Índios Paltacalos
21,5
-
20,9
Lagoa Santa (MG) 

antigos habitantes

19,6
-
18,8
Ona
21,5
-
-
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
22,7
-
21,0
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
20,1
-
19,9
 

 

04. ÍNDICE CRURAL ou TÍBIO-FEMURAL

 

 
Comprimento máximo da tíbia (4) X 100
Comprimento máximo do fêmur (4)
 
 
ÁFRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Negros
-
86,2
-
 
AMÉRICA
     
Ameríndios
-
85,9
-
Branco norte-americanos
-
81,8
-
Índios de Arkansas
-
82,4
-
Índios de Louisina
-
83,1
-
Índios Munsee (Nova Jersey)
-
   
Sambaqui de Cabeçuda (SC)
83,2
   
 
ÁSIA
     
Chineses
-
83,6
-
 
EUROPA
     
Europeus
-
83,5
-
 
OCEANIA
     
Aborígenes australianos
-
88,8
-
  05. ÍNDICE INTERMEMBRAL

 

 
Comprimento do úmero + comprimento máximo do rádio X 100
Comprimento máximo do fêmur + comprimento máximo da tíbia
 

CARACTERES DESCRITIVOS CONTÍNUOS E DESCONTÍNUOS

  1. SEÇÃO TRANSVERSAL DO MEIO DA DIÁFISE DA TÍBIA: Segundo HRDLICKA (1898), esta secção pode apresentar as seguintes formas:
  1. Triangular equilátera
  2. Lateral prismática
  3. Superfície externa côncava
  4. Superfície posterior dividida em duas por um sulco vertical
  5. Bordo interno indistinto e a metade posterior do osso ovalada
  6. Plana para dentro e convexa para fora
  7. Indefinida (Fig. 4)
 
  1. FACETA SUPRANUMEÁRIO INFERIOR DA TÍBIA
A postura de cócoras, na qual o pé é fortemente flexionado sobre a perna, segundo alguns autores, parece ser a responsável pela existência das facetas suplementares do bordo anterior da tíbia e também das facetas do colo do astrágalo. Para outros especialistas, tais facetas são variantes epigenéticas. Existem quatro tipos de bordo anterior da superfície inferior da tíbia:
  1. Bordo com faceta lateral
  2. Bordo com faceta medial
  3. Bordo com duas facetas
  4. Bordo sem faceta
Esse índice apresenta três categorias:  
Platipélvica (pelve larga)
x
-
89,9
Mesatipélvica (pelve intermediária)
90,0
-
94,9
Dolicopelvica (pelve estreita)
95,0
-
x
A cobertura superior da pelve larga tem forma ovalar, enquanto a da estreita tem forma arredondada.
 
EUROPA
MASCULINO
FEMININO
AUTOR
Europeus
77,0
79,0
(Turner)
Europeus
80,0
78,5
(Verneau)
Europeus
80,0
79,5
(Topinard)
Europeus
-
80,0
(Garson)
Europeus
81,0
78,0
(Flower)
Europeus
84,4
85,9
(Krause)
Europóides
85,3
85,9
 
 
ÁSIA
     
Ainos
85,0
85,7
 
Mongolóides
86,5
89,4
(Korn)
Japoneses
86,9
88,2
 
Vedas
88,0
82,2
 
Malaios
-
91,6
 
Filipinos
91,8
94,2
 
Andamaneses
98,0
91,7
(Flower)
Andamaneses
-
96,2
(Garson)
 
ÁFRICA
     
Negros
88,1
85,1
(Verneau)
Negros
89,0
81,0
(Topinard)
Negros
92,7
88,3
(Turner)
Bosquímanos
99,5
89,0
 
AMÉRICA
MASCULINO
FEMININO
AUTOR
Califórnia
-
80,0
 
Fueguinos
-
78,5
(Garson)
Fueguinos
83,7
88,2
(Sergi)
Fueguinos
86,4
85,6
(Martin)
Indianóides
85,2
85,0
 
Índios da Costa noroeste da América do Norte
-
82,3
 
Índios de Santa Rosa
81,4
-
 
Índios Munsee de Nova Jersey
87,8
84,5
 
Índios Norte-americanos
-
78,5
 
Índios Salado
85,7
-
 
Índios Sioux
-
84,3
 
Kentucky
-
81,4
 
Lagoa Santa (MG) antigos habitantes
99,2
   
México
-
85,6
 
Novo México
-
78,7
 
Peru
-
79,6
 
Tennessee
-
82,0
 
 
OCEANIA
     
Negritos
89,5
87,5
 
Polinésios
90,6
-
 
Nova Caledônia
91,0
89,0
 
Melanésios
92,1
84,7
(Verneau)
Australianos
93,4
92,3
 
Melanésios
94,9
88,1
 
 

03. ÍNDICE ÍLIO-PERLVIANO ou ÍNDICE DE LARGURA DA PELVE

 

Diâmetro transverso da abertura superior da pelve (8) X 100
Largura máxima da pelve (3)
 
 
EUROPA
MASCULINO
FEMININO
Europeus
46,5
50,8
 
ÁSIA
   
Japoneses
44,6
48,0
Indianos
-
50,0
Senoi
45,7
51,6
Ainos
46,2
50,0
Andamaneses
47,4
51,7
ÁFRICA
MASCULINO
FEMININO
Negros
46,8
50,8
Egípcios
47,0
50,0
 
AMÉRICA
   
Fueguinos
45,0
50,0
 
OCEANIA
   
Australianos
43,8
51,6
Nova Caledônia
45,6
48,8
 

04. ÍNDICE DE ABERTURA INFERIOR DA PELVE

Diâmetro sacropubiano inferior (11) X 100
Diâmetro transverso inferior da pelve (6)
 

CARACTERES DESCRITIVOS

  1. TIPOS DE PELVE: Considerando a forma da abertura superior da pelve, CALDWELL e MOLOX (1933) estabeleceram quatro tipos: GINECÓIDE, ANDRÓIDE, ANTROPÓIDE e PLATIPELÓIDE (Fig. 08).
O tamanho e a forma da abertura superior da pelve são de grande importância no trabalho de parto, motivo pelo qual esta classificação é particularmente aplicável à mulher e tem ampla aceitação por obstetras e radiologistas.

Se a abertura superior da pelve é arredondada, diz-se que ela é GINECÓIDE; se tem a forma de coração é ANDRÓIDE; tendo semelhança a um oval longo e estreito, a pelve é ANTROPÓIDE; se tem a abertura superior ovóide, com seu maior eixo transversal, é PLATIPLÓIDE ou achatada. Todos os quatro tipos podem se apresentar na mulher. Além disto, esses tipos freqüentemente se sobrepõem um ao outro; uma pelve pode ser em parte de um tipo e em parte de outro.

 

Fig. 1

Tíbia esquerda, vista anterior

1 Comprimento máximo da tíbia (AB)

 

Fig. 2

Tíbia esquerda, vista anterior

2 Largura da epífise superior (CD)

4 Diâmetro transverso da tíbia (EF)

6 Diâmetro transverso do meio da diáfise (GH)

7 Perímetro mínimo da diáfise da tíbia (IJ)

8 Largura da epífise distal (KL)

Fig. 3

Tíbia esquerda, extremidade superior, vista lateral

3 Diâmetro ântero-posterior (AB)

5 Diâmetro ântero-posterior do meio da diáfise (CD)

9 Ângulo de retroversão

10 Ângulo de inclinação (B)

11 Ângulo de divergência (8)

Eixo mecânico (EF)

Eixo anatômico (EG)

 

Fig. 4

Tíbia

Formas da secção transversal do meio da diáfise (HRDLICKA)

 

Fig. 5

Tíbia

Formas da secção transversal à altura do buraco nutridor

  1. Platienêmica (achatada)
  2. Euricnêmica (arredondada)
Estas formas estão relacionadas com o índice cnêmico

 

Fig. 6

2 Facetas supranuméricas lateral e medial do bordo anterior da tíbia e suas análogas no colo do astrágalo.

 

Fig. 1

Perônio direito, vista anterior

1 Comprimento máximo do perônio (AB)

 

Fig. 2

1 Diferentes formas da secção transversal do meio da diáfise do perônio, segundo HRDLICKA (1916).

 

 

PERÔNIO

MEDIDAS

01. COMPRIMENTO MÁXIMO DO PERÔNIO - Maior distância, em linha reta, entre o ápice da cabeça do perônio e a ponta do maleólo lateral Tábua osteométrica (Fig. 1).

02. MAIOR DIÂMETRO DO MEIO DA DIÁFISE DO PERÔNIO Diâmetro máximo, sagital, tomado ao nível do meio da diáfise entre a crista medial e a face lateral Compasso de corrediça.

03. MENOR DIÂMETRO DO MEIO DA DIÁFISE DO PERÔNIO Diâmetro mínimo, tomado ao nível do meio da diáfise, entre a crista medial e a face lateral Compasso de corrediça.

04. PERÍMETRO DO MEIO DA DIÁFISE Tomado ao nível dos diâmetros maior e menor do meio da diáfise Fita métrica.

05. PERÍMETRO MÍNIMO DA DIÁFISE Menor perímetro da porção superior da diáfise Fita métrica (Fig. 1).

 

ÍNDICES 01. ÍNDICE DE ROBUSTEZ ou COMPRIMENTO-ESPESSURA DO PERÔNIO

 

 
Perímetro da diáfise (5) X 100
Comprimento máximo do perônio
 
 
ÁFRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Massai
-
11,6
-
 
AMÉRICA
     
Fueguinos
-
10,7
-
Índios da Baixa Califórnia 
11,0
-
9,9
Lagoa Santa (MG)
-
7,7
-
Sambaqui de Cabeçuda (SP)
10,9
-
10,3
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
-
10,8
-
 
ÁSIA
     
Senoi
-
6,9
-
  01. ÍNDICE DIAFISÁRIO DO PERÔNIO

 

 
Menor diâmetro do meio da diáfise (3) X 100
Maior diâmetro do meio da diáfise (2)
 
 
AMÉRICA
MASCULINO
MÉDIA
FEMININO
Índios da Baixa Califórnia
75,1
-
79,0
Lagoa Santa (MG) antigos habitantes 
73,3
-
70,7
Ona
-
64,7
-
Sambaqui de Cabeçuda (SP)
72,8
-
70,8
Sambaqui de Piaçagüera (SP)
-
73,3
-
 
EUROPA
     
Bávaros
-
77,8
-
Suábios 
-
82,4
-
  CARACTERES DESCRITIVOS

01. SECÇÃO TRANSVERSAL DO MEIO DA DIÁFISE: Segundo HRDLICKA (1916), esta secção apresenta uma das seguintes formas:

  1. Quadrilátera comum, aproximadamente prismática
  2. Lateral prismática
  3. Lateral prismática invertida, com a superfície medial mais estreita que a lateral
  4. Superfície medial acanelada
  5. Superfície lateral diferenciada em duas
  6. Superfície lateral acanelada
  7. Superfície lateral e medial acanelada (Fig. 2)
02. CORPO DO PERÔNIO: o corpo do perônio pode ser:
  1. Retilíneo, correlacionado por KLAATSCH com um grau elevado de retroversão da tíbia
  2. Curvilíneo
OSSOS DO PÉ
GENERALIDADES

O pé se compõe de vinte e seis (26) ossos, repartidos em três grupos:
 

 

  1. Ossos do Tarso
  2. Ossos do Metatarso
  3. Ossos dos Artelhos
TARSO

 

O tarso se constitui de ossos dispostos em duas camadas: uma posterior e outra anterior. A camada posterior compreende o ASTRÁGALO e o CALCÂNEO. A camada anterior compeende o NAVICULAR, o CUNEIFORME MEDIAL, o CUNEIFORME INTERMÉDIO, o CUNEIFORME LATERAL e o CUBÓIDE.

METATARSO

O metatarso se constitui de cinco (5) ossos METATARSIANOS, enumerados, da esquerda para direita, de I até V, em números romanos.

ARTELHOS

Os artelhos compreendem quatorze (14) ossos: 5 FALANGES PROXIMAIS, 4 FALANGES MÉDIOS e 5 FALANGES DISTAIS. Todas enumeradas, da esquerda para a direita, em números romanos.