DIVULGAÇÃO DO FÓRUM NOS JORNAIS
DO CRO/RS, CRO/SP E SOCIEDADE PAULISTA DE ORTODONTIA
|
![]() |
No dia 9 de maio aconteceu o Fórum sobre a Legalidade
dos Arquivos Digitais, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Todos os
Conselhos Regionais de Odontologia do país estiveram presentes no
encontro para discutir a aplicabilidade do registro e da certificação
de documentos digitais.
O arquivo digital já esta embutido no dia-a-dia
do Cirurgião-Dentista em um prontuário eletrônico de
um paciente, em uma foto ou até mesmo em uma radiologia. Uma vez
que o Cirurgião-Dentista utiliza um prontuário eletrônico
e assina digitalmente, este documento passa a ter um valor legal e não
é preciso recorrer a uma impressão, até mesmo para
mostrá-lo perante um juiz ou uma outra fiscalização.
A validação jurídica do arquivo
digital, feita por uma ferramenta chamada de certificação
digital, ocorre através da emissão de certificados por entidades
de fé publica. Segundo André Lemos, palestrante do fórum
de Porto Alegre e dono de uma empresa de consultoria em certificação
digital, obedecer às diretrizes de emissão do certificado
e a assinatura do documento garantem a sua validade. "O Conselho, por ser
um órgão de fé publica, reúne características
que podem torná-lo responsável pela validação
da ferramenta, que é o certificado digital. Esse certificado é
embutido de um software que seleciona qualquer arquivo e então,
é só apontar a opção e assinar digitalmente",
completa ele.
A partir do momento em que a assinatura é feita,
documentos de qualquer natureza, desde certidões de nascimento até
fotos e relatórios sobre pacientes não podem ser mais alterados
sem que as informações da integridade da autoria, como por
exemplo, o CPF e o nome sejam modificados. "O documento eletrônico
nos livra da dependência da autenticação do papel a
ainda legitima a garantia de uma ferramenta que não há como
contestar", destaca André Lemos.
Segundo Dr. Durval Zambon Júnior, Presidente da
Comissão de Normatização de Novos Procedimentos e
Biomateriais em Odontologia do CROSP, o Conselho desempenharia o papel
de uma autoridade certificadora, como se fosse um cartório.
Ele autenticaria os documentos dos colegas dentistas a os guardaria em
uma espécie de chave digital, onde apenas o dono do documento teria
acesso a eles através de uma senha própria, já que
os
documentos são criptografados. "A autarquia e toda a classe odontologica
será beneficiada com esse serviço e os pacientes também
vão perceber a seriedade do trabalho de nós, dentistas",
destaca Dr. Durval Zambon.
A certificação digital é uma ferramenta
regulamentada pelo governo, pela lei 8935, juntamente com a medida provisória
2200/2, de agosto de 2001. A lei garante que o documento terá qualquer
aplicabilidade para fim público ou particular e aceito em toda a
esfera governamental, tendo por si só sustentação.
Já o artigo 1° da medida provisória "institui a Infra-Estrutura
de Chaves Publicas Brasileira - ICP-Brasil para garantir a autenticidade,
a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica,
das aplicações de suporte a das aplicações
habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização
de transações eletrônicas seguras".
O 8° Cartório de Belo Horizonte, em Minas
Gerais, foi o primeiro serviço no Brasil que desenvolveu as ferramentas
da certificação digital. O uso dos arquivos digitais pelo
CROSP ainda está em estudo pela Comissão de Normatizaçao
de Novos Procedimentos a Biomateriais em Odontologia - Categoria Legislação
dos Documentos óticos e magnéticos na Odontologia, formada
especialmente para tratar do assunto. Essa comissão é presidida
pelo Dr. Durval Zambon Júnior e composta pelos Drs. Cléber
Bidegain Pereira, Dr. Hello Tsukamoto, Dr. Luiz Fernando de Souza
Pacheco Papaiz, Dr. Mário Wilson Corrêa, Dr. Alael Barreiro
Fernandes de Paiva Lino, Sr. Eduardo Benini Brangeli e Sr. Jorge Ide.
A idéia, agora, é que se crie um
fórum em São Paulo com a mesma finalidade e programação
semelhante do encontro em Porto Alegre, para que o use e funcionamento
dos arquivos digitais sejam levados a mais profissionais.
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo
foi representado no Fórum sobre a Legalidade dos Arquivos Digitais
pelo presidente da autarquia, Dr. Emil Adib Razuk, pelo conselheiro, Dr.
Nelson
to Guidio a pelo Dr. Durval Zambon Júnior, presidente
da Comissão de Arquivos Digitais do CROSP
"O fórum nos ajudou a conferir o funcionamento
e a validade dos arquivos digitais e a entender como eles podem beneficiar
a classe Odontológica", ressaltou Dr. Nelson Guidio.
Participaram também do encontro o professor Dr.
Cléber Bidegain Pereira, consultor de informática na odontologia
do CROSP e José Henrique S. Portugal, diretor do Serviço
Federal de Processamento de Dados, que fez uma avaliação
sobre o desenvolvimento técnico da certificação de
documentos digitais no Brasil.