MENSAGEM RECEBIDA:
        Cyber Ortho Club # 110
        Juan Pablo Felix Garcia <jpfg@tba.com.br>
        From: "Jorge Alonso" <casuscel@cyberweb.es>
        Cc: "Lista de ortodoncia" <orto@onelist.com>
        Date: Sat, 11 Sep 1999 02:39:45 +0200

Hola a todos:
con este caso seguramente nos vamos a entretener un rato (yo el primero).
En <http://www.cyberweb.es/~casuscel/casoscli.htm> veréis imágenes de un paciente de sexo masculino de 17 años de edad, que concurre a mi consulta con aparatología ortodontica instalada desde hace mas de 3 años. Presenta clase III de Angle, numerosos diastemas en la zona antero-superior y gran
movilidad.
Escucho opiniones sobre la actitud a adoptar acerca de las reabsorciones radiculares que presenta
¿Ferulizar inmediatamente?
¿Con que método?
¿Controles cada cuanto tiempo?
¿Desvitalizar las piezas?
¿Que evolución podría tener este caso?
Gracias por las opiniones
Jorge Alonso Casuscelli
La Coruña
España

 
 
Paciente sexo masculino de 17 años de edad, que concurre a mi consulta con aparatología ortodontica instalada  
desde hace mas de 3 años. Presenta clase III de Angle, numerosos diastemas en la zona antero-superior y gran  
movilidad.   Cual es en tu opinión la conducta mas apropiada a seguir?
         

MINHA RESPOSTA:

O caso de reabsorções mostrado é grave e assustador, mas não é desesperador. Pelo contrário, arrisco a dizer que o prognóstico é bom, desde que seja devidamente tratado.
Para melhor avaliação faltam fotografias intra-orais, frente e laterais.
A grande mobilidade que os dentes apresentam não deve ser pela pouca implantação ossea. A implantação que tem no momento, mesmo nos Incisivos Laterais, seria suficiente para mante-los sem mobilidade. Muito possivelmente deve estar havendo trauma, seja por interferência direta ou por movimentos para-funcionais associados a bruxismo. Se assim for, deverá ser eliminado este trauma, seja com desgastes ou com uma placa de altura nos molares, de acordo com a situação do caso.
Sim !!!  Positivo ferulizar imediatamente, de canino a canino. Colar um fio palatino ou colocar o
"Ribbond". Veja detalhes em: < http://www.cleber.com.br/ribon.html >.
Observar durante um ano. Depois, não havendo progressão das reabsorções, fechar diastemas muito lentamente e com cuidados extremos. Fazendo apenas o imprescindivelmente necessário.
Os verdadeiros motivos destas reabsorções ainda não estão esclarecidos. Parece haver um fator predisponente. Não é incomum que se encontrem reabsorções radiculares muito avançadas em paciente não ortodônticos.
Não tenho conhecimento de que exista alguma comprovação científica de que a endodontia poderá favorecer o caso. Parece que algumas reabsorções radiculares podem ser atribuídas a necrose pulpar (*). Porém, tenho dúvidas de que a endontia possa influenciar de alguma maneira  nestas reabsorções. Isto me faz lembrar o tempo em que eu fazia clinica geral, a 45 anos passados, e se dizia que nos casos de periodontia, deveria fazer-se a endodontia, assim a vascularização ficaria mais rica no periodonto... ???
Arrisco a dizer que, tomando-se os cuidados necessários, o prognóstico é bom, baseado em dois casos severos de reabsorções que tive.
Um deles não tão grave como apresentado, mas com reabsorção do terço apical. Fazem 30 anos que isto aconteceu e o paciente ainda está com os seus dentes sem problemas.
Outro, bem mais grave, apenas em um dos Incisivos Centrais superior. Também fazem muitos anos. Na ocasião eu achei que a paciente perderia o dente a qualquer momento e cheguei a lhe fazer uma prótese provisória para que colocasse quando o dente caísse... Tirei o molde com extremo cuidado e morrendo de medo que o dente saísse junto... Era filha de um gerente de Banco que foi transferido para outra cidade. Dez anos depois encontrei com o pai e ele veio sorridente falar comigo. Pelo seu semblante alegre já concluí que o dente ainda estava na boca... E estava realmente sem novidades.  Depois perdi o contato.
Mande-me as fotografias e me mantenha, por favor, informado do caso.

Cléber



(*)  < http://www.cleber.com.br/reabsor2.html >
 
 Casos clínicos de reabsorções radiculares