
Vídeos Digitais
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NOME DO AUTOR:
Dr. Marcos Nadler Gribel |
CO-AUTORES:
CURRÍCULO RESUMIDO DOS AUTORES:
- Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
pelo Conselho Federal de Odontologia em Belo Horizonte MG (1986).
- Ex-presidente e fundador do Centro de Estudos de Reabilitação
Neuro-Oclusal de Belo Horizonte - MG (1985/87).
Vice-presidente (95/96) - Fundador da Associação
Brasileira dos Usuários de Computador em
Odontologia- (1987).
- Professor Assistente do Curso de Residência em
Ortopedia Funcional dos Maxilares da Universidade Camilo Castelo Branco
- São Paulo - SP (1987-1991).
- Secretário(Biênio 1991-1992) e membro
titular (fundador) da Academia Ibero-Latinoamericana de Disfunción
Craneomandibular y Dolor Facial (ILADC)
- Membro Efetivo do Clube Alfa de Estudos em Ortodontia,
Sociedade Mineira de Ortodontia, Sociedade Paulista de Ortodontia, S. Paranaense
de Ortodontia, ABO (Brasil) - Associação Americana de Ortod.
(EUA) - European Orthodontic Society (Europa) - Academia Brasileira de
Fisiopatologia Cranio-Oro-Cervical (ABFCOC).
- Programador de Computadores, tendo desenvolvido inúmeros
programas de aplicação no Diagnóstico em Ortodontia
e Ortopedia Facial e também em outras áreas.
- Ministrou várias Palestras, Cursos e Mini-cursos
em várias ocasiões, no Brasil , USA, Colômbia, Venezuela,
Argentina, Paraguai, etc.
- Agraciado com o Diploma e Medalha de Honra ao Mérito
Dr. Arthur Prado Dantas, conferido pela Sociedade Paulista de Ortodontia,
em 2/9/92.
- Fundador e Presidente da Academia Brasileira de Fisiopatologia
Cranio-Oro-Cervical (1993/1994).
- Agraciado com Certificado e Troféu Honra ao
Mérito da ABFCOC (08/96)
- Agraciado com o Troféu "SOBRAQUITO"
da Sociedade Brasileira de Correções Odonto-maxilares (SOBRACOM)
(08/96)
- Ex-representante da ILADC no International Liasion
das Academias Mundiais de Dores Orofaciais.
- Membro da New York Academy of Sciences
- Professor Convidado em vários Cursos de Especialização
em Ortodontia e Ortopedia Facial
- Conselheiro da Sociedade Mineira de Ortodontia e Ortopedia
Facial (1999/2000)
- Coordenador do Programa de Educação Continuada
em Ortopedia Funcional dos
Maxilares.
RESUMO:
A Informática tem se infiltrado, nas últimas
décadas nos mais variados campos do conhecimento e atividade humanos.
Como se pode observar no cinema, televisão, publicidade e outros,
as imagens, estáticas ou em movimento, cada vez mais dependem de
recursos computacionais para sua produção. Desde filmes inteiros
produzidos exclusivamente em computadores, até situações
onde a
realidade natural se soma à a chamada "realidade
virtual", praticamente tudo pode ser criado e trabalhado nas telas dos
computadores.
A Mesa Demonstrativa que originou esta publicação
tem por objetivo demonstrar várias aplicações no campo
da Odontologia, em especial na Ortodontia e Ortopedia facial.
A idéia do Vídeo Digital é
semelhante ao Vídeo tradicional, ou seja, imagens estáticas
que se sucedem rapidamente, a uma velocidade não inferior a 26 quadros
por segundo, que dão a ilusão do movimento, enganando o nosso
sistema sensorial.
A grande diferença está na maneira de se
obter as imagens. Ao invés de serem armazenadas na forma analógica,
em cintas de celulóide (filmes) ou em fitas magnetizadas (fitas
de videocassete), as imagens e vídeos digitais são armazenadas
na forma digital, ou seja numa linguagem binária, codificada em
uma série de "zeros e uns" que as máquinas
computacionais podem ler e traduzir a uma velocidade astronômica.
Para tanto, cada pontinho da imagem tem que ser localizado espacialmente,
ter sua cor, brilho e intensidade, etc. registrados para que posteriormente
possam ser remontadas as imagens.
Isto exige uma grande massa de dados, tornando os arquivos
de imagens muito grandes, o que também exige máquinas muito
poderosas - e consequentemente mais caras - para seu processamento. Para
ser ter uma idéia, os Estúdios Disney lançarão
em breve uma obra-prima do vídeo digital, com duração
de
cerca de 70 minutos. Estes 70 minutos, onde estão
somados paisagens naturais com "atores" e ambientes virtuais, foram armazenados
em cerca de 70.000 CD-ROM .
Já é possível usar formatos e recursos
de compactação das imagens e vídeos, porém
em detrimento da qualidade das imagens. Quanto melhor a imagem, maior o
arquivo.
Com o advento de novas tecnologias de armazenamento de
dados, como os DVD, em um único disco do tamanho de um CD de áudio,
que permite a gravação de cerca de 70 minutos de som digital.
Para se produzir vídeo digital, são muitos
os caminhos e possibilidades.
Como sempre, o importante é definir-se as reais
necessidades, pois elas ditaram as características dos equipamentos
e recursos necessários à obtenção das imagens,
o que influirá diretamente nos custos dos mesmos.
Vamos nos ater àquelas situações
que acontecem nos consultórios odontológicos, de maneira
geral. Tanto as fotografias quanto os vídeos digitais podem ser
obtidos por equipamentos acessíveis à boa parte dos
Cirurgiões Dentistas. Existem hoje, linhas de
crédito exclusivas para profissionais liberais adquirirem equipamentos
de informática, com juros bem abaixo daqueles praticados no mercado.
As opções são várias e condicionadas ao orçamento
e necessidades de cada um. Um ponto comum a todos é a o
conjunto de características básicas e mínimas
do computador que fará a captura, edição e apresentação
das imagens digitais. É fundamental uma placa
vídeo de no mínimo 4Mb de memória
para vídeo, assim como muita memória RAM no computador (pelo
menos 64 Mb de RAM). O processador em si não é tão
crítico, mas para resultados melhores, pelo menos um Pentium II
300. Outro ponto importante é o espaço em disco para armazenar
os arquivos. Quanto maior o número de arquivos e a qualidade das
imagens, maior o espaço requerido. Discos rígidos com pelo
menos 6 Gb são recomendados. Outro ponto importante é o software
- conjunto de programas para capturar e editar as imagens. As opções
aqui são muito grandes. Mais uma vez, deve-se adquirir
aquele(s) que melhor atenderem as necessidades do usuário.
A captura das imagens digitais pode ser feita de várias
formas. Pode ser usada uma câmara de vídeo comum (VHS) e conectá-la
a uma Placa de Captura de Vídeo instalada no computador. Pode-se
obter imagens estáticas de boa qualidade (fotos de pacientes, radiografias,
modelos, desenhos, etc.) e em
movimento (abertura e fechamento de boca, movimentos
mandibulares, movimentos mastigatórios, articulação
de fonemas, deglutição, sorriso, depoimentos, etc.) com custos
razoáveis. Uma boa Placa de Captura de Vídeo pode ser adquirida
por volta de 300 a 450 reais. Se o usuário tem uma câmera
de vídeo, e um computador com as características
acima, poderá obter um bom
resultado.
Há também a opção das Câmeras
Digitais, para imagens estáticas (fotografias), sendo que alguns
modelos também "filmam", gravando o resultado em disquete, cartões
de memória, "palitos"de memória etc. Neste
caso, a transferência dos arquivos obtidos, poderá
ser feita por cabos através das entradas do computador (porta paralela,
serial, USB, etc.) ou por mídias removíveis (disquete, cartões
de memória, etc.), Há boas opções em modelos
da Sony (Mavica FD 83 e 88), com bons resultados além de outros
modelos de outras companhas. Importante observar o formato do arquivo de
vídeo digital criado pela câmera (mpeg, avi, mov, etc.), de
tal maneira que exista compatibilidade com o computador onde as imagens
serão apresentadas.
Alternativas mais sofisticadas estão à
disposição daqueles que tenham um orçamento mais elástico.
Câmeras de Vídeo Digital (DV) que custam 2 ou 3 mil dólares
e placas de vídeo especial para estas câmeras oferecem
um resultado profissional.
A idéia de se usar vídeo digital
também passa pela criação de imagens virtuais em movimento,
ou genericamente Animações Digitais, ótimo veículo
para a transmissão de conceitos e idéias, tanto no ensino,
quanto na relação profissional paciente (motivação,
orientação, marketing, etc.). Podem ser bi
ou tri-dimensionais e seguem os mesmos padrões
dos desenhos animados do cinema e televisão. Quadros que se sucedem
rapidamente, criando a ilusão do movimento. O computador necessita
de bons recursos (não inferiores aos enunciados acima) com software
apropriado, como Animator, 3D Studio,
Amorphium, 3D Max, etc.
A seguir algumas imagens estáticas, que são
quadros de vídeos e animações digitais, que serão
apresentadas durante a Mesa Demonstrativa de Vídeo Digital.