SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE
(SBIS)
GT de CERTIFICAÇÃO DE SOFTWARE
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A reunião do dia 18/02 na sede do CFM em Brasília
foi muito produtiva!
Avançamos muito na discussão, em especial
nos aspectos da metodologia de certificação. Os requisitos
de segurança e conteúdo foram amplamente debatidos e os documentos
estão sendo revisados com as decisões da reunião.
Decidiu-se que todas as atividades que não dizem respeito ao software
mas sim ao processo estarão incluídas no Manual de Boas Práticas.
Também ficou acertado que após a publicação
dos documentos será dado um prazo de pelo menos seis meses para
que as empresas/instituições desenvolvedoras de software
possam se adequar aos requisitos. O prazo inicial para a publicação
dos documentos no site é Abril 2003. Ficou também acertado
que o primeiro passo para o processo de certificação é
o preenchimento do cadastro no Panorama de Software. A próxima reunião
foi agendada para 21 de março no Rio de Janeiro.
Assim que os documentos dos subgrupos forem revisados
estarão disponíveis para comentários pelos sócios
da SBIS. Após aprovação pela SBIS todos os documentos
estarão disponíveis no site.
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Conforme definido na assembléia ordinária
da SBIS, realizada em Outubro, durante o CBIS 2002, um grupo inicial de
pessoas ficou responsável pela organização da discussão
a respeito da Certificação de Software na Área da
Saúde a fim de atender as Normas Técnicas para o Uso de Sistemas
Informatizados para a Guarda e Manuseio do Prontuário Médico
da resolução 1639/2002 do Conselho Federal de Medicina.
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Certificar sistemas informatizados para a guarda e manuseio do prontuário do paciente conforme resolução CFM 1639/2002.
Cabe ao GT definir a metodologia de certificação
e detalhar os requisitos que serão analisados nos sistemas informatizados
de gerenciamento do prontuário médico.
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Membros GT Certificação indicados pela Assembléia Geral da SBIS em Outubro de 2002:
Paulo Roberto Lopes (DIS/UNIFESP), Ernani Almada (NextSaúde), Osni Pereira (Cruz Azul Polícia Militar São Paulo), Valeria Lacerda (Faculdade de Medicina de Marília), Daniel Sigulem (DIS/UNIFESP), Umberto Tachinardi (INCor/FMUSP), Ricardo Gamarski (ANVISA), Débora Feijó Vieira (HCPA/ENF-UFRGS), Ilara Hammerli Sozzi Moraes (ENSP/FIOCRUZ), Marcelo Machado de Oliveira (Techne), Beatriz de Faria Leão (coordenação Ministério da Saúde /SNIS).
Novos Membros
Além dos nomes acima aprovados pela AG da SBIS o grupo conta hoje com os seguintes participantes que compareceram às reuniões do GT:
Pablo Madril (SUMMA Technologies), Paulo Marcondes Carvalho
Jr. (Faculdade de Medicina Marilia FAMEMA), Manoel Lemos (Hypercom),
Cláudio Pignatari de Barros (Intelliway), Marcelo Lúcio da
Silva (HU-USP/DI-USP), Jacques Wainer (UNICAMP necessita associar-se
à SBIS), Marivan Abrahão (DIS/UNIFESP), Stanley Galvão
(HU-USP/DI-USP), Luiz Augusto Pereira (CREMERS), André Amaro Toffanello
(SNIS / Ministério da Saúde), Ilara Hammerli S de Moraes
(ENSP/FIOCRUZ), Valeria Lacerda (Faculdade de Medicina de Marília),
Marcelo Machado de Oliveira (Techne), Marcelo Teixeira Botelho, Osni Pereira
(Cruz Azul), Débora Feijó Villas Bôas Vieira (Hospital
de Clínicas de Porto Alegre), Eduardo Pereira Marques, Fabiane Bizinella
Nardon (Summa Technologies), NexoCS Informática Ltda, John Lemos
Forman (Tecso), Lincoln Assis Moura Junior (Atech), Laudelino Bastos, Lucas
Gregório Bercht, Marcelo Lucio Silva, Marivan Santiago Abrahão,
Marisa Kluck (Hospital de Clínicas de Porto Alegre), Paulo Roberto
de Lima Lopes (Departamento de Informática em Saúde/Escola
Paulista de Medicina), Ricardo Gamarski, Rodrigo de Pinho Sepulcri, Daniel
Sigulem (Departamento de Informática em Saúde/Escola Paulista
de Medicina), Sérgio Felipe Zirbes (Hospital de Clínicas
de Porto Alegre), Umberto Tachinardi (Instituto do Coração/HCFMUSP),
Rosane Terezinha Gotardo, Luiz Roberto de Oliveira (Câmara Técnica
de Informática em Saúde/CREMEC).
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Como posso participar do GT de Certificação ?
Critérios para participar
Ser sócio da SBIS e estar em dia com o pagamento da anuidade. O acesso aos documentos finais do GT é público. Os novos membros que ainda não são sócios foram convidados a se inscreverem na SBIS até 15/01/2003. A partir desta data quem não for membro da SBIS com a anuidade regular será excluído da lista de discussão.
Caso deseje participar, envie e-mail para Beatriz de Faria
Leão (Coordenadora do GT).
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Reunião 25/11
Processo de Certificação terceirizar ou assumir pela SBIS
Após discussão foi consenso do grupo que a SBIS deve assumir o papel de certificar. Foi comentado que este é um momento político importante para a SBIS e que este processo poderá ser útil para fazer a sociedade crescer e ganhar maior visibilidade.
Objeto da certificação Software ou a sua utilização
Após discussão foi consenso do grupo que a tarefa de certificar software é bastante complexa e que neste primeiro momento o GT se limitará a atribuir certificação de sistemas voltados para a automação do prontuário eletrônico. Demais sistemas poderão vir a serem certificados, após esta etapa vencida.
Processo de Certificação
Após discussão pelo grupo, a idéia inicial é que o processo de certificação parta do preenchimento de questionário que deverá estar disponível na página do GT Certificação. A seguir o responsável pelo produto encaminhará o questionário via Internet ao CFM/SBIS. O grupo entendeu que para que selo de qualidade tenha valor é necessário auditar o produto. Apenas o preenchimento do questionário não foi considerado como suficiente. Foram citados exemplos vários de outros selos de qualidade que perderam totalmente a confiabilidade no mercado. Foi consenso do grupo a necessidade de auditoria para que o selo SBIS seja um selo que tenha qualidade e reconhecimento no mercado. Dependendo da complexidade e tamanho do produto este poderá ser encaminhado para análise ou necessitará de visita in-loco.
O perfil dos auditores não foi detalhado nesta
primeira reunião e ficou para discussão na lista. Alguns
pontos ficaram claros: é necessário ser sócio titula
da SBIS para ser auditor, seguir um código de boas práticas
(que teremos que definir).
Reunião 12/12
Normas ISO 17799 e 15408
Esta apresentação foi realizada por Jacques
Wainer e consistiu de um resumo do documento elaborado pelo próprio
e distribuído na lista de discussão sobre certificação
da SBIS. As principais conclusões sobre estas normas foram as seguintes:
A ISO 17799 define como a organização deve
se organizar para ter práticas de segurança. Não existe
nenhum mecanismo para certificar por segurança na ISO 17799. Esta
norma trata da gestão de segurança.
Na área de sistemas, os itens mais relevantes
da norma 17799 são os itens 8, 9 e 10. O item 8 é sobre gerenciamento
de operações, o item 9 é sobre controle de acesso
e o item 10 é sobre desenvolvimento de sistemas.
Segundo a norma 17799, a troca de informações
entre organizações tem que ser mediada por um contrato.
A conclusão sobre a norma 17799 é que ela
não atende as necessidades do projeto de certificação,
uma vez que não diz qual seria a responsabilidade do software, mas
sim, qual a responsabilidade da organização.
A norma ISO 15408 (Common Criteria) é uma combinação
de esforços dos governos dos EUA, Canadá, Alemanha e França
para unificar as suas normas para sistemas considerados seguros.
Atualmente estamos na versão 2.1 do Common Criteria
e o objetivo desta norma é avaliar um sistema e não certificá-lo.
O volume 2 desta norma é um catálogo de componentes de segurança.
Exemplos destes componentes são classe de auditoria e integridade
dos logs dos eventos. O que se deve definir, no contexto da certificação
para o CFM, é o conjunto de componentes de segurança que
define a segurança de um Prontuário Eletrônico.
Apresentação sobre ICP Brasil
Esta apresentação foi realizada por André
Toffanello e teve como objetivo apresentar como inserir o certificado digital
dentro do Prontuário Eletrônico. A apresentação
realizada mostrou o que é chave pública, apresentou a Medida
Provisória 2.200-2 de 24/8/2001, que instituiu o ICP Brasil e que
teve como objetivo dar validade jurídica de documentos em forma
eletrônica e de realização de transações
eletrônicas.
A Medida Provisória define critério que estão divididos em 20 artigos, cujos pontos relevante são:
Artigo 6: o par de chaves será gerado pelo titular
e a responsabilidade de uso e guarda é dele
Artigo 10.1: um documento com certificado digital tem
a equivalência de um documento em papel
Artigo 10.2: não é necessário utilizar
só certificados ICP/Brasil, desde que o outro certificado seja aceito
pelas partes como válido.
Protocolos e aplicações que utilizam certificados
digital:
Assinatura Digital: certificação de usuário,
certificação de web service, etc
Sigilo: certificação de roteadores, etc
Aplicação
SSL
S/MIME: assinatura digital para correio eletrônico
Autenticode / Objectsigning
Form Signing: utilizado pelo Sistema Brasileiro de Pagamentos
(SBP)
Há interesse do Ministério da Saúde
em se tornar uma Autoridade Certificadora para emitir certificados digitais
para a área da saúde.
Resolução do CFM
A resolução do CFM foi apresentada pelo
Dr. Luiz Augusto Pereira, representante da Câmara Técnica
do CFM. Durante a apresentação, foi apresentado o conteúdo
da resolução do CFM que instituiu a certificação
de prontuário eletrônico e as legislações que
já existem sobre confidencialidade, privacidade, etc da informação
médica. Estas legislações se aplicam a qualquer informação
médica e não só aquelas em meio eletrônico.
Proposta de Como Certificar o Software
Esta apresentação foi feita por Cláudio
Pignatari de Barros e teve como objetivo identificar alguns pontos já
discutidos e apresentar uma proposta para discussão.
A proposta parte do princípio de que se vai certificar o software mas não o uso do software, como havia sido decidido em reuniões anteriores. A proposta possui os seguintes itens:
Deve-se decidir que critérios serão utilizados
como resultado da avaliação: uma nota será atribuída
para o software ou apenas se decidirá se o software atende ou não
os requisitos para ser certificado.
Que se tenha um conjunto de requisitos mínimos
e um conjunto de requisitos opcionais.
Que se discuta que padrões terão que ser
utilizados pelos softwares
Que se definam os requisitos para submissão de
produtos para certificação
Que cada fornecedor diga como comprovar que cada produto
possui uma determinada característica
Definir a metodologia de avaliação
Definir os itens que serão avaliados
Definir o conjunto mínimo de dados que os sistemas
devem possuir
Avaliar a segurança das informações
Definir um critério de interoperabilidade mínima:
no mínimo um mecanismo que permita ao hospital exportar seus dados
para trocar de software
Avaliar a qualidade do software (qualidade da interface,
etc)
Avaliar a documentação do software
Validação das saídas do software,
validação das informações entradas no software
Quanto o software facilita o bom uso dele (exemplo: obriga
trocar a senha, etc).
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Subgrupo 1: Processo de certificação
Missão: Detalhar o processo de certificação a ser implantado pela SBIS
Componentes: Cláudio Pignatari de Barros, Stanley
Galvão, Osni Pereira, Marivan Abrahão, Marcelo Silva, Nelson
Berny Silva
Subgrupo 2: Segurança
Missão: Detalhar os requisitos de segurança para fins de certificação
Componentes: André Toffanello e demais membros
da equipe do SNIS
Subrgrupo 3: Conteúdo e Funcionalidades
Missão: Detalhar os requisitos de conteúdo e funcionalidades que deverão estar presentes nos sistemas informatizados de prontuário eletrônico
Componentes: Marcelo Oliveira, Manoel Lemos, Luiz Augusto
Pereira, Ernani Almada, Beatriz Leão
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O acesso aos documentos de trabalho é restrito aos membros do GT. As propostas do GT devem ser aprovadas pela AG da SBIS onde apenas o sócio titular tem direito a voto. Estimulam-se os participantes do GT a solicitarem a sua entrada como sócios titulares.
Documentos de Acesso Público
Atas de Reuniões
25/11/2002 Sucesu, São Paulo ata_20021125_Final.doc
12/12/2002 - Sucesu, São Paulo ata_20021212_V12.doc
Referências
1.1 Recommendations for Responsible Monitoring and Regulation
of Clinical Software Systems Randolph A. Miller, and Reed M. Gardner
J. Am. Med. Inform. Assoc. 4: 442-45, 1997
1.2 Setting Up Healthcare Services Informatio Systems- A Guide for requirement analysis, Application Specification, and Procurement - July 1999 - PAHO/WHO (disponivel tambem em espanhol, mas não em portigues) http://www.virtual.epm.br/material/healthcare/
1.3 Supporting CPR Development with commercial Off-The-Shelf Systems Evaluation Technique: Defining Requirements, Setting Priorities, and Evaluating Choices - Marian Celli; Denise Ryberg; Alice Keaderman - JHIM - Volume 12, Number 4, Winter 1998
Empresas que realizam certificação norma ISO-IEC 17799:
http://www.safeworkit.com.br/servicos/consult_iso.html
Download:
http://www.iso-17799-security-world.co.uk/download.htm
2 ICP-BRASIL A INFRA-ESTRUTURA BRASILEIRA DE CHAVES
PÚBLICAS
http://www.icpbrasil.gov.br/
http://www.iti.gov.br
2.1 Medida Provisória
Medida Provisória Nº 2.200-2, de 24 de Agosto
de 2001.
Institui a Infra-Estrutura de Chaves Públicas
Brasileira - ICP-Brasil, e dá outras providências.
Parte I - Políticas de Certificado da ICP-Brasil
· Assinatura Digital - Nível 1
· Assinatura Digital - Nível 2
· Assinatura Digital - Nível 3
· Assinatura Digital - Nível 4
· Sigilo - Nível 1
· Sigilo - Nível 2
· Sigilo - Nível 3
· Sigilo - Nível 4
Parte II
· Declaração de Regras Operacionais
da AC-Raiz
Parte III
· Política de Segurança da ICP-Brasil
2.2 Direito da Informática - O Documento Eletrônico
e a Assinatura Digital (Uma visão geral) - http://www.direitonaweb.adv.br/doutrina/dinfo/Aldemario_A_Castro_(DINFO_0003).htm
3 Projetos Governamentais de Construção do Registro Eletrônico de Saúde
3.1 Canadá: Health Infoway http://www.canadahealthinfoway.ca/sub.php?lang=en&secLoc=nws
Health Infostructure: http://www.hc-sc.gc.ca/ohih-bsi/chics/index_e.html
Documentos: http://www.hc-sc.gc.ca/ohih-bsi/chics/pubs_e.html
3.2 Australia Health Online
http://www.health.gov.au/healthonline/welcome.htm
3.3 Inglaterra
www.nhsia.nhs.uk
confidencialidade: http://www.nhsia.nhs.uk/confidentiality/pages/default.asp
http://www.nhsia.nhs.uk/confidentiality/pages/default.asp
Wireless (In)Security for Health Care - http://www.himss.org/content/files/WirelessInsecurityV11.pdf
HIPAA
http://csrc.nist.gov/publications/nistpubs/index.html
https://partners.mysonicwall.com/WhitePaper/DownloadCenter/WhitePapers.asp
http://www.sigaba.com/campaigns/healthcare/index.html
http://www.himss.org/ASP/certification_chs_chps.asp
Documentos de Acesso Restrito
Apresentações
Chaves Públicas - André Toffanello (DATASUS/SNIS)
Prontuário Médico Eletrônico - Dr.Luiz
Augusto Pereira (CFM)
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Beatriz de Faria Leão (Coordenadora do GT)
Fabiane Bizinella Nardon (Secretaria SBIS)