20 março 2012

Comentário de Kyria Spyrides

Publicado por Kyria Spyro SpyridesKyria Spyro Spyrides

Especialista em Radiologia Oral pela UFRJ- 1991; Mestre em Patologia Buco-dental pela UFF-1998; Doutora em Radiologia Oral pela FOP/UNICAMP-2002; Pós-doutorado na University of North Carolina-2007; Professora do curso de Graduação em Odontologia da Universidade Gama Filho (UGF); Professora e coordenadora do curso de Especialização em Radiologia; Odontológica e Imaginologia da UGF; Membro do Comitê de Ética em Pesquisa da UGF.

(Este post en español)

Parece-me que a principal questão desses comentários (vide post de Arnaldo Pinzan) gira em torno do custo-benefício dos exames por imagem solicitados aos pacientes que irão submeter-se a um tratamento ortodôntico. De acordo com os estudos mais recentes, e já anteriormente comentado pelos colegas radiologistas, a diferença entre a dose de raios X total recebida pelos pacientes em pouco difere se forem solicitadas várias radiografias para uma documentação ortodôntica ou uma tomografia computadorizada cone beam.

O importante é que o paciente tenha o benefício de um diagnóstico apurado e que oriente o ortodontista no planejamento de seu tratamento. Para tal é primordial que o ortodontista tenha subsídios para selecionar o exame mais adequado para cada caso.

Outro ponto relevante é que o ortodontista precisa estar familiarizado com as imagens tridimensionais, não só no que diz respeito à visualização da anatomia em três dimensões, mas também do estudo da imagem em programas computadorizados. A mudança é grande e grandes mudanças levam tempo para serem assimiladas.

Apesar da tomografia computadorizada cone beam já ser um exame de rotina em uma clínica radiológica, acredito que ainda não faça parte do dia-a-dia da maioria dos ortodontistas do nosso país. Para que haja um real ganho com essa nova tecnologia, se faz necessária uma maior interação entre os radiologistas e os ortodontistas para um maior intercâmbio de informações. Este simpósio nos traz uma excelente oportunidade para essa troca de conhecimentos.

4 Comments so far...

Cléber Bidegain Pereira comentou:

20 março 2012 at 12:17.

BRAVO, Kyria!!!

Segundo meu pobre entendimento, na qualidade de ortodontista vejo sua manifestação como absolutamente verdadeira.

“A mudança é grande e grandes mudanças levam tempo para serem assimiladas”. É isso aí… “Nada de novo no Front Ocidental…” A história se repete como já salientei em outro comentário. Fui protagonista da chegada da Cefalometria Radiográfica em nosso meio e a mudança só foi impondo-se com o tempo. Mais recente e com menos força, também foi a mudança da cefalometria manual para a computadorizada, em que se perdeu a preciosa personalização do estudo e ganhou-se por outros lados…

O tópico que está sendo levantado: custo benefícios das novas imagens para o diagnóstico Ortodôntico e Ortopédico é um dos principais temas do SROOF. Há outros, que estão relacionados na Temática “USO DE IMAGENS PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO EM ORTODONTIA E ORTOPEDIA FACIAL”, que se encontra em: http://www.acbo.org.br/revista/biblioteca/simposio_ortodontia-radiologia/esboco_final.pdf.

German Alfonso Aguilar Mendez comentou:

25 março 2012 at 14:12.

En referencia al comentario de la Doctora Kyria Spyrides estoy de acuerdo con su planteamiento general. Solo quisiera agregar que en en el caso de la poca direrencia entre las radiografias convencionales y la tomografia (TCCB) es poca pero existe. Y hay mas un temor por parte de muchos profesionales y de la comunidad en general del manejo de la radiacion ionizante con la cual se ha creado un mito. Si bien la radiacion debe ser controlada y utilizada en forma adecuada no indiscriminada y con la adecuada seleccion del caso, lo cierto es que la mayoria de la poblacion desconoce las dosis maximas permisibles para las personas que trabajamos con radiacion y para las personas del comun. Incluso en las normas de los ministerios de salud e institutos encargados del control de las radiaciones se presentan diferencias de criterios. Hay que cuidarnos, cuidar a nuestros pacientes pero no exagerar.

Todos los pacientes de Ortodoncia no creo que sean para tomografia Cone Beam en forma rutinaria. Pero hay que ir determinando en que casos se puede hacer la tomografia desde el inicio del tratamiento para tener toda la informacion en casos complicados o unidos a otras probables patologias asi evitar examenes dobles (radiologicos y tomograficos). Tener tambien en cuenta la grandisima diferencia en dosis de radiacion entre una TC y una TC Cone Beam.

Por ultimo la doctora Kyria hacia referencia a la interaccion del ortodoncista y el radiologo. Esta interaccion debe ser prioridad desde las aulas de clase, y no solo para el ortodoncista sino para el odontologo general o cualquier otro especialista. Esta interaccion y conocimiento nos va a llevar necesariamente a mejores diagnosticos por tanto mejorara los resultados de los tratamientos para el paciente que es nuestra prioridad final.

German Alfonso Aguilar Mendez comentou:

25 março 2012 at 19:26.

Hay que tener en cuenta la poca diferencia entre la radiación recibida por la toma de una variedad de radiografias para un examen de ortodoncia completo y la radiación dada por la tomografia Cone Beam. que vendrian siendo muy similares.

Muy importante el comentario de familiarizacion de los profesionales con la Tomografia, que ahunque no es un examen tan nuevo, los odontologos en general no lo usan o no lo saben aplicar.

La dosis de radiacion con TC Cone Beam es muchisimo menor que la dada por una Tomografia Computada medica.

Y me parece de suma importancia la interacción entre el radiologo oral y los odontologos clinicos, ya que con una comunicación regular se va ha mejorar la calidad de los diagnosticos para los pacientes favoreciendoles finalmente y permitiendonos dar mejores resultados. Por esto pienso que siempre que se envie una orden de examen se debe de informar cual es la razon por la que se envio el examen o un resumen de historia clinica, dependiendo del caso

Julia F. Harfin comentou:

26 março 2012 at 12:35.

He leido con detenimiento lo que me enviastes y estoy de acuerdo de que no se puede ir en contra de los avances tecnológicos.

Con el tiempo, que cada vez pasa más rápido, los costos de este tipo de estudios será menor y la verdad es que son de gran ayuda para realizar un exhaustivo diagnóstico.

En Buenos Aires, en la actualidad, nosotros los usamos poco, ya que en muchos casos a los pacientes se les hace difícil abonarlos ya que no todos los servicios de medicina y odontología prepaga los autorizan para problemas ortodóncicos.

Sería interesante saber la cantidad de radiación que reciben los pacientes con cada procedimiento.

Deixe um comentário

You must be logged in to post a comment.

Sobre o autor:

Kyria Spyro Spyrides

Kyria Spyro Spyrides

Especialista em Radiologia Oral pela UFRJ- 1991; Mestre em Patologia Buco-dental pela UFF-1998; Doutora em Radiologia Oral pela FOP/UNICAMP-2002; Pós-doutorado na University of North Carolina-2007; Professora do curso de Graduação em Odontologia da Universidade Gama Filho (UGF); Professora e coordenadora do curso de Especialização em Radiologia; Odontológica e Imaginologia da UGF; Membro do Comitê de Ética em Pesquisa da UGF.
Simpósio 2012 - Radiologia, Ortodontia e Ortopedia Facial. © 2012 Cléber Bidegain Pereira. Todos os direitos reservados.