15 março 2013

Considerações baseadas nos acontecimentos Orto 2012 e na XVIII JABRO

Publicado por Mauricio AccorsiMauricio Accorsi

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial - Universidade Federal do Parana (UFPR - 1997); Preceptor em Dor Orofacial e Disfunção - Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA - 2001); Mestre em Ortodontia - Universidade de São Paulo (FOUSP - 2007); Autor do livro "DIAGNÓSTICO 3D EM ORTODONTIA - A Tomografia Cone-beam Aplicada" (Editora Napoleão - 2010); Professor convidado dos cursos de Especialização em Ortodontia, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Positivo (UP), em Curitiba – PR.

Considerações baseadas nas discussões virtuais, e nos debates presenciais que aconteceram em São Paulo no Orto 2012 e na XVIII JABRO em Foz do Iguaçu:
TÓPICOS

Relação Custo-benefício da TCFC na Ortodontia
Otimizando a Interelação da Ortodontia com a Radiologia na aplicação da TCFC e demais arquivos 3D como modelos e fotos 3D
• Aquisição do exame, pós-processamento e laudo (definindo responsabilidades)
• Diagnóstico e Planejamento
• Aspectos éticos e jurídicos relativos ao uso da Tomografia Computadorizada de Feixe
Cônico (TCFC)
• Comunicação e Marketing com a nova avaliação em 3D
Pré-requisitos para a utilização da TCFC em Ortodontia
• Hardware (configurações)
• Software (programas e visualizadores)
• Protocolos (Ortodontia e Cirurgia Ortognática)
• Como solicitar o exame, quando indicar, o que procurar e como interpretar…
Mudança Conceitual
• Evolução da TCFC
• Definindo Saúde Ortodôntica – CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde/OMS
• Singularidade Tecnológica e o Planejamento Virtual
Formação do Novo Profissional – Nova Disciplina de “Diagnóstico 3D e Planejamento Virtual” nos cursos de Pós-graduação em Ortodontia (Resolução CFO – 116/2012 para 2000 horas como carga-horária mínima nos cursos de Pós-graduação)

Maurício Accorci

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14 março 2013

Custo Biológico da Boa Informação – CASO CLÍNICO

Publicado por Rodrigo PassoniRodrigo Passoni

Especialista em Radiologia Odontológica; Residência em TC e RM (clínica médica); MBA em Administração Global com especialização em Marketing; Mestre em Administração; Professor dos cursos de especialização em Implantodontia, Periodontia, Ortodontia, Prótese, Endodontia, DTM (UFSC, UFMG, UNIABO-SC, ABCD-SC, UNIASSELVI-SC, SOEBRAS-SC, UNICSUL-SC) ; Proprietário da Clínica Céfalo-X (1991).

O custo-benefício das imagens em 3D é tema de justificado interesse da Odontologia.

Através deste Caso Clínico nos propomos a demonstrar os benefícios que nos trazem as informações seguras da TCCB, nos conduzindo para o diagnóstico certo, mais produtivo e, algumas vezes, mais econômico em custo biológico para o paciente.
Nos casos mais complexos pode estar indicada a TCCB como primeira opção, ao invés de iniciar com radiografias.

Palavras-chave: caso clínico TCCB, custo biológico TCCB, diagnostico, ortodontia, tomografia, TCCB

Rodrigo Passoni
Cléber Bidegain Pereira

Clique aqui para ler o documento completo em PDF.

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13 março 2013

Doses de radiação

Publicado por Vania FontanellaVania Fontanella

Especialista em Radiologia Odontológica Mestre em CTBMF Doutora em Odontologia (Estomatologia Clinica) Pós-Doutorado na Universidade de Londres Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Odontologia daUniversidade Luterana do Brasil Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Radiologia Odontológica/ABRO 2010 - 2013 Presidente do Conselho Diretor da Asociación Latinoamericana de Radiologia e Imagenologia Dentomaxilofacial/ALARID 2010-2012 Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Ensino Odontlógico/ABENO 2010-2013 Member of the Imaging Modalities and Standards Committee - International Association of Dento-Maxillo-Facial Radiology/IADMFR

Falar sobre dose de radiação não é o objetivo principal desta discussão. Porém deve servir como base para que se possa discutir indicações, especialmente quando a população-alvo do exame é constituída de pacientes jovens, pois o risco é idade-dependente. Gostaria de salientar que a tomografia de feixe cônico resulta em dose sempre menor do que a tomografia médica, porém em relação a uma radiografia panorâmica temos outra situação: equivale à dose de 4 a até perto de 50 panorâmicas. Essa grande variação está ligada a muitos fatores inerentes ao equipamento e ao protocolo, mas especialmente à qualidade de imagem e ao campo de visão. Ou seja, irradiar a cabeça inteira é diferente de irradiar uma pequena área específica das arcadas dentárias, pois envolve órgãos críticos, tais como tireoide e cristalino.

Atualmente a fonte mais fidedigna de evidências científicas em relação ao custo biológico x benefício da tomografia de feixe cônico em odontologia é o documento do SEDENTEX CT*, fruto de um trabalho exaustivo de pessoas extremamente capacitadas, por isto creio que deva ser mantido como um referencial também para a ortodontia.

Outra questão é a periodicidade dos exames. Existe uma tendência de acompanhamentos longitudinais, como na documentação ortodôntica. Há também, portanto, necessidade de se justificar o benefício ao paciente do exame realizado como controle.

* http://www.sedentexct.eu/files/radiation_protection_172.pdf

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11 março 2013

Mudança de Paradigma no Planejamento Multidisciplinar

Publicado por Mauricio AccorsiMauricio Accorsi

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial - Universidade Federal do Parana (UFPR - 1997); Preceptor em Dor Orofacial e Disfunção - Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA - 2001); Mestre em Ortodontia - Universidade de São Paulo (FOUSP - 2007); Autor do livro "DIAGNÓSTICO 3D EM ORTODONTIA - A Tomografia Cone-beam Aplicada" (Editora Napoleão - 2010); Professor convidado dos cursos de Especialização em Ortodontia, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Positivo (UP), em Curitiba – PR.

Considerações baseadas nas discussões virtuais e nos debates presenciais que aconteceram em São Paulo no Orto 2012 e na XVIII JABRO em Foz do Iguaçu.
Do ponto de vista da Ortodontia, deve existir uma preocupação em entender o momento histórico que a profissão experimenta, pois a Odontologia passa por uma revolução tecnológica, científica e conceitual, que abre novas perspectivas nos tratamentos, com uma maior interação entre as próprias especialidades odontológicas no processo de diagnóstico e planejamento, assim como, com as outras disciplinas da área da saúde, como a Medicina, Psicologia, Fonoaudiologia, Nutrição e Fisioterapia entre outras. O “indivíduo” passa a ser tratado de forma integral, dentro de um contexto Biopsicossocial buscando sempre uma melhora na Qualidade de Vida e as novas tecnologias são grandes aliadas em um novo processo de tomada de decisão terapêutica e de personalização de tratamentos.

Figura 01. A mudança da avaliação 2D para 3D que a TCFC permite, facilitando o deslocamento de um componente isolado para dentro um contexto global (ACCORSI, MEYERS, 2011).

Figura 02. A relação custo-benefício na utilização da TCFC como rotina em Ortodontia deve levar em conta a dose de radiação empregada, em que o princípio ALARA (as low as reasonable achievable) pode ser aplicado, além da necessidade de um novo aprendizado e ferramentas de software. A responsabilidade legal e ética sobre a avaliação das imagens é outro aspecto a ser colocado na balança. Porém, as muitas vantagens que a utilização da TCFC pode proporcionar na prática clínica sugerem sua utilização de forma mais rotineira no futuro, na medida em que o acesso ao exame for sendo facilitado. (ACCORSI, MEYERS, 2011)

Formação do Novo Profissional – Disciplina de “Diagnóstico 3D e Planejamento Virtual” nos cursos de Pós-graduação em Ortodontia (Resolução CFO – 116/2012 para 2000 horas como carga-horária mínima nos cursos de Pós-graduação)

Disciplina: “Diagnóstico 3D e Planejamento Virtual”

1- Evolução da TCFC e demais tecnologias de imagens 3D

2- Indicações da TCFC na Ortodontia (Vantagens e Desvantagens)

2.1 Princípios de aquisição das imagens digitais, pós-processamento e laudo (definindo as responsabilidades)

3. Pré-requisitos para a utilização da TCFC em Ortodontia

3.1 Hardware (configurações)

3.2 Software (programas e visualizadores)

3.3 Protocolos (Ortodontia e Cirurgia Ortognática)

3.4 Como solicitar o exame, quando indicar, o que procurar e como interpretar

4- Diagnóstico e Planejamento

4.1 Mudança Conceitual no processo de Diagnóstico e Planejamento em Ortodontia – Novas tecnologias e a Multidisciplinaridade na Odontologia

4.2 Redefinindo a “Saúde Ortodôntica” dentro do contexto Biopsicossocial, segundo a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde/OMS)

5- Otimizando a comunicação na Inter-relação Ortodontia/Radiologia, para a aplicação da TCFC e demais arquivos 3D (modelos e fotos 3D)

5.1 Aspectos éticos e jurídicos relativos ao uso da Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) e demais arquivos 3D

5.2 Comunicação e Marketing com a nova avaliação em 3D

6- Singularidade Tecnológica

6.1 Planejamento virtual e customização de guias e aparelhos – Responsabilidades no planejamento virtual

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10 março 2013

Custo biológico da Boa Informação

Publicado por Rodrigo PassoniRodrigo Passoni

Especialista em Radiologia Odontológica; Residência em TC e RM (clínica médica); MBA em Administração Global com especialização em Marketing; Mestre em Administração; Professor dos cursos de especialização em Implantodontia, Periodontia, Ortodontia, Prótese, Endodontia, DTM (UFSC, UFMG, UNIABO-SC, ABCD-SC, UNIASSELVI-SC, SOEBRAS-SC, UNICSUL-SC) ; Proprietário da Clínica Céfalo-X (1991).

Não é recomendado o uso indiscriminado da TCCB pela radiação iônica maior do que as radiografias comuns. Porém é inquestionável que as imagens em 3D são extraordinariamente esclarecedoras e muitas vezes imprescindíveis para o bom diagnóstico odontológico. Mais do que qualificar a quantidade de radiação comparativa entre TCCB e radiografias, este Simpósio está procurando relacionar casos em que o exame clínico e o histórico do paciente sugerem evidencias de que a imagem em 3D terá forte influência no diagnóstico e tratamento ortodôntico e ortopédico.
É oportuno ressaltar que o diagnóstico é o alicerce do tratamento. Diagnóstico errado pode levar a custo biológico extremamente alto. E quando este mau diagnóstico é por falta de informação, então há falha ética. É obrigação ética do profissional buscar todos os meios disponíveis para ter o diagnóstico correto.

Acontece, com relativa frequência que se requisitem telerradiografia e panorâmica comum para iniciar avaliação ortodôntica ou ortopédica. Quando a panorâmica não é suficientemente esclarecedora então é feita a requisição de TCCB. Este procedimento, aparentemente lógico, pode ser prejudicial para o paciente, somando o custo biológico das radiografias + TCCB, então O BARATO SAI CARO. Mais sensato é fazer direto a TCCB quando o exame clínico sugere esta necessidade.

No nosso entendimento, é indicada a TCCB como primeira opção quando o exame clínico evidencia:

Dentes extranumerários, ausências congênitas, sequência de irrupção dentária alterada, suspeita de reabsorções dentárias, assimetrias faciais, cirurgia ortognática, pacientes fissurados, planejamento de mini-implantes, alterações de vias aéreas, disjunção, síndromes diversos, tracionamento dentário e fraturas de côndilo mandibular.
As fraturas de côndilo podem ser avaliadas com as radiografias comuns, porém alguns tipos destas fraturas só são evidenciadas com imagens 3D. Considerando que a ATM é uma articulação das mais nobres, em caso de fratura evidenciada pelo exame clínico e histórico, todos os recursos devem ser usados para o diagnóstico certo.
Em casos de disfunção temporomandibular (DTM) a Ressonância Magnética (RM) é a primeira opção de imagens, principalmente em pacientes jovens, onde os tecidos moles podem estar danificados – menisco articular. São os pacientes mais velhos que podem apresentar problemas ósseos geralmente na cabeça do côndilo, e nestes a TCCB será um complemento da RM.

Algumas considerações:

Os benefícios que nos trazem as informações seguras da TCCB, nos conduzindo para o diagnóstico certo, têm custo biológico menor do que parece a primeira vista.
Para a reconstrução da panorâmica TCCB é necessário que seja feita a aquisição completa da face com a qual podem ser feitas as reconstruções das telerradiografias hemiface esquerda e direita, frontal, ATM, espaço naso-faringe e diversos cortes axiais, sagitais, gerando inúmeras imagens com informações altamente precisas, tudo isto com um mesmo custo biológico.

Desta forma, quando é requisitada a panorâmica e telerradiografia da face, o custo biológico das duas somadas é apenas um pouco menor do que a aquisição básica da face, que possibilita a reconstrução dos cortes referidos.

Portanto, podemos concluir que o custo biológico é praticamente o mesmo entre TCCB e radiografias comuns, quando se requisita panorâmica + tele frontal + tele perfil.
É muito complexo avaliar a quantidade de radiação ionizante entre radiografias de TCCB. Existem variações grandes entre equipamentos que devem ser consideradas.
Se a panorâmica for gerada em equipamento antigo e a TCCB em aparelhos de última geração, o que ocorre com frequência no Brasil, o custo biológico da TCCB é pouco mais de duas vezes a panorâmica.

Quando ambos os equipamentos são de ultima geração a proporção pode ser de 1 TCCB = 4 panorâmicas ou pouco menos.

Em custo biológico a soma da panorâmica + telerradiografia lateral e frontal + Imagens da ATM, podem ser equivalentes à aquisição total da face TCCB de onde pode-se gerar todos estes exames, mais infinidades de outras reconstruções como naso-faringe, detalhes da posição de dentes não irrupcionados, e outras imagens que podem ser necessárias para cada caso.

Quando o paciente já possui exames radiográficos ou em 3D o exame clínico, observando este material, tem mais subsídios para a requisição de outros exames.

Cléber Bidegain Pereira
Rodrigo Passoni

 

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10 março 2013

Vídeo Conferências de Marcos Gribel

Publicado por Marcos Nadler GribelMarcos Nadler Gribel

Ortodontista e ortopedista funcional. Coordenador do PECOFM - Brasilia, Belo Horizonte e Curitiba Criador e desenvolvedor de software para Cefalometria 3D Criador e desenvolvedor de Aplicações para Diagnóstico, Planejamento e Execução em 3D para Ortodontia, Cirurgia Ortognática, OFM, Implantodontia, etc.

Ortodontista e ortopedista funcional. Coordenador do PECOFM – Brasilia, Belo Horizonte e Curitiba Criador e desenvolvedor de software para Cefalometria 3D Criador e desenvolvedor de Aplicações para Diagnóstico, Planejamento e Execução em 3D para Ortodontia, Cirurgia Ortognática, OFM, Implantodontia, etc.
1) Introdução ao Diagnóstico 3D na Ortodontia, OFM e Cirurgia Bucomaxilofacial: O Protocolo COMPASS 3D – Aplicações Clínicas

https://connectpro66303609.adobeconnect.com/_a939080110/p21456821/?launcher=false&fcsContent=true&pbMode=normal

2) Assimetrias Faciais: Diagnóstico 3D

https://connectpro66303609.adobeconnect.com/_a939080110/p21456821/?launcher=false&fcsContent=true&pbMode=normal

3) O fim dos modelos de gesso?

https://connectpro66303609.adobeconnect.com/_a939080110/p21443595/

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10 março 2013

Algumas Manifestações dos Simposiastas

Publicado por Cléber Bidegain PereiraCléber Bidegain Pereira

Especialista em Ortodontia pelo Conselho Federal de Odontologia, Brasil (1969); Pesquisador do CNP – 1970 e 1980; Pesquisador na Universidade de Toronto – Canadá 1980; 8 Livros editados de 1972 – 2010 - 5 edições de Introdução à Cefalometria Radiográfica, Livro Texto da UFRGS; 3 CD-R editados; Acadêmico da Academia Brasileira de Odontologia; Assessor da Presidência da AcBO e da SPO.

Seleção do autor

A TCFC deve ser utilizada quando os métodos tradicionais de exame radiográfico intra e extrabucais usados na Odontologia não são suficientes para o diagnóstico seguro”. (Orivaldo Tavano).

“ Alerto para o uso indiscriminado das modernas tecnologias de imagens e maior cuidado no emprego desse meio de diagnóstico, avaliando com alto critério o custo-benefício” ( Arnaldo Pinzan).

“Diagnóstico por imagens: evolução com responsabilidade” tema do 18º JABRO.

“As radiografias tradicionais continuarão sendo utilizadas em larga escala no diagnostico, tanto as periapicais e interproximais por sua riqueza de detalhes, como as extrabucais ” (Orivaldo Tavano)

“O profissional reduz a exposição à radiação desnecessária ao paciente através da eliminação de exames que não são clinicamente justificadas” (Orivaldo Tavano”).

“ As imagens 3D representam o futuro da imaginologia nas Especialidades Ortodontia e Ortopedia Facial e na Ortopedia Funcional dos Maxilares” ( Kurt Faltin ).

Não se deve usar indiscriminadamente as imagens em 3 D, principalmente em crianças, pois sua irradiação ionizante são mais altas que as radiografias comuns e sendo acumulativas podem causar mal aos pacientes. ( buscar o autor )

A natureza já nos descarrega irradiação ionizante que não podemos evitar, como o sol que tomamos na praia e em voos longos, em grande altitude. (Marcos Girbel )
Estas válidas premissas devem considerar os aspectos a seguir, que podem levar a que se faça a TCFC como primeira opção de imagens para o diagnóstico.

As imagens da modernidade em três dimensões (TCFC) oferecem com uma só aquisição total da face, quase a totalidade dos exames radiográficos comuns que são solicitados para o diagnóstico de anomalias ou patologias da face. Isto deve ser levado em conta. Pois quando são necessárias varias radiografia (panorâmica e telerradiografias lateral e frontal da face e outras) a irradiação ionizante somada de todas estas radiografias pode ficar próximas do custo biológico da aquisição total da face com TCFC.

“A relação entre TCFC e radiografias comuns varia, significativamente, conforme os equipamentos utilizados e os protocolos de aquisição da TCFC” ( Rolf M. Faltin ).

Os equipamentos de radiografias não digitais, que ainda existem em alguns Serviços de Radiologia, tem custo biológico altos e a comparação da panorâmica, mais cefalometria frontal e lateral feita com estes equipamentos fica próxima do custo biológico da TCFC, que são equipamentos de última geração. ( Rolf M. Faltin ).

Quando o profissional sente necessidade da avaliação de panorâmica e cefalométrica frontal e lateral do paciente, pode estar indicada a TCFC, que lhe oferece estas duas visualizações, mais outras tantas que necessitar ( Cléber Bidegain Pereira )
“Faço a análise frontal e lateral do paciente e utilizo a telerradiografa como auxiliar, não considero correto “olhar o paciente somente de perfil.” ( Arnaldo Pinzan).
Aqueles casos em que o profissional, no exame clínico do paciente, entende que é suficiente para seu diagnóstico usar somente a telerradiografia de perfil e panorâmica, esta pode ser um a boa prática. (Cleber Bidegain Pereira).
“A telerradiografia de perfil mais panorâmica podem ser suficientes para o diagnóstico ortodôntico. Justificativas de Cefalometria e panorâmica “ (Cléber Bidegain Pereira ).

É válida a prática comum e sensata de solicitar exames e, conforme os resultados destes, requerer outros mais complexos, até que se tenham informações totais para o bom diagnóstico. Porém, quando o profissional, com sua experiência, encontra no paciente sinais de que haverá necessidade de imagens 3 D para o total esclarecimento do caso, deve-se partir direto para a TCFC, a fim de não somar, desnecessariamente, o custo biológico das radiografias comuns + 3D. Evitando o “Barato sai caro” (Cléber Bidegain Pereira).
No exame clínico do paciente, a perspicácia do profissional pode perceber se as radiografias comuns não serão suficiente para o bom diagnóstico, então deve partir direto para a TCFC.
Sugestões de alguns Simposiastas indicando casos que podem ter, segundo critério do profissional que examina o paciente, indicação direta da TCFC:
– Fissura palatina.
– Síndromes que comprometem a face.
– Cirurgias ortognáticas.
– Dentes supranumerários e ausências dentárias congênitas.
– Dentes retidos.
– Anomalias de crescimento com severos apinhamentos.
– Retratatamento ortodôntico quando há sinais de distúrbios graves.
– Fratura de côndilo e da mandíbula.
– Pacientes não jovens que tenham DTM há bastante tempo, além da lesão nos tecidos moles, que é vista pela Ressonância Magnética (RM), pode haver também lesões graves ósseas que são reveladas pela TCFC.

Todas estas sugestões tropeçam em dificuldades quando o profissional que solicita os exames não esta bem familiarizado com os avanços significativos do “Diagnóstico em 3D que sugere mudança de conceitos na Ortodontia” (Maurício Accorsi)
“Os ortodontistas e ortopedistas precisam estar familiarizado com as imagens tridimensionais, não só no que diz respeito à visualização da anatomia em três dimensões, mas também do estudo da imagem em programas computadorizados. A mudança é grande e grandes mudanças levam tempo para serem assimiladas. Para que haja um real ganho com essa nova tecnologia, se faz necessária uma maior interação entre os radiologistas e os ortodontistas para um maior intercâmbio de informações. Este simpósio sugere que as Associações de Ortodontia e Ortopedia convidem mais radiologistas para ditar cursos de informações sobre interpretação de 3D e RM. E as Associações de radiologia convidem mais ortodontistas para falarem sobre suas inquietudes e necessidades.” ( Kyria Spyro Spyrides )
“Insistindo em só debater a dose de radiação ionizante, estamos fugindo do foco principal do SROO-2012 !
O problema NÃO é a dose de radiação e sim a indicação do exame!
Ninguém se preocupa com dose de radiação quando vai para Paris de avião! Se preocupa com o que vai fazer lá!
A dose de radiação em diagnóstico é um fato conhecido. O importante é sabermos o que o exame tem a nos oferecer !” (Kyria Spyro Spyrides )

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10 março 2013

Premissas baseadas em POST do SROO – 2012

Publicado por Cléber Bidegain PereiraCléber Bidegain Pereira

Especialista em Ortodontia pelo Conselho Federal de Odontologia, Brasil (1969); Pesquisador do CNP – 1970 e 1980; Pesquisador na Universidade de Toronto – Canadá 1980; 8 Livros editados de 1972 – 2010 - 5 edições de Introdução à Cefalometria Radiográfica, Livro Texto da UFRGS; 3 CD-R editados; Acadêmico da Academia Brasileira de Odontologia; Assessor da Presidência da AcBO e da SPO.

Premissas segundo interpretação do autor

1 – O exame clínico é soberano. O profissional que examina o paciente deve requerer os exames que julgar necessários para o diagnóstico;
2 – Errar o diagnóstico pode ser catastrófico e algumas vezes irreversível. É falha ética o profissional errar o diagnóstico por falta de solicitação de exames que poderiam ter evitado o erro. Também é falha ética indicar exames desnecessários, por mercantilismo ou falta de conhecimento, onerando o paciente desnecessariamente;
3 – A indicação de imagens deve levar em conta os sinais e sintomas clínicos, histórico do paciente e a estrutura a ser radiografada. Não havendo peculiaridades sintomáticas que sugiram a necessidade de exames especiais, deve-se seguir um protocolo para cada especialidade odontológica;
4 – Considerando-se que as imagens em 3D têm dose de radiação ionizante maior que as radiografias não se deve solicitar indiscriminadamente a Tomografia Computadorizada do Feixe Cônico (TCFC), a qual só deve ser requerida quando os métodos tradicionais de exames radiográficos, usados na Odontologia, não são suficientes para o diagnóstico seguro e preciso;

5 – O profissional não deve ser levado pelo deslumbramento das belas imagens em 3D, mas precisa estar atento para aqueles casos em que a observação em 2D é insuficiente e usar corretamente a TCFC quando ela é esclarecedora para o diagnóstico;
6 – O profissional que solicita os exames deve ter conhecimento dos equipamentos dos Serviços de Radiologia de sua área, pois é grande a diferença de irradiação ionizante dos equipamentos de radiografia analógicos e digital.
7 – Os equipamento de TCFC de última geração têm menor irradiação ionizante, menos dispersão de raios e quando são usados protocolos de aquisição adequados os níveis de irradiação perniciosos pode sem bem menores.
8 – Protetores, tipo “colar” devem ser usados quando são indicados e adequados a cada caso.
9 – Deve-se levar em conta que com uma aquisição das estruturas da face pela TCFC, pode-se avaliar o paciente de modo panorâmico, ou em planos axiais, frontais (coronal), sagitais (lateral) ou transversais e uma infinidade de outros cortes capazes de elucidar com clareza a localização, natureza e densidade das estruturas sem estudo, bem como distúrbios de desenvolvimento, lesões, cistos, tumores, fraturas etc.
10 – Para os estudos das assimetrias da face pode-se comparar o lado direito com o esquerdo, por meio de sobreposição de imagens ou pela avaliação em 3D. Uma observação das reais condições anatômicas por meio da TCFC, na avaliação ortodôntica, proporciona informações importantes em relação à dentição, às ATMs, à morfologia esquelética, dos processos alveolares, das vias aéreas e da cavidade bucal como um todo, no que diz respeito as suas alterações de desenvolvimento e ou patológicas;
11 – O barato pode sair caro quando é feita radiografia comum e esta mostrando-se insuficiente para o diagnóstico então solicitar a TCFC. Neste caso somam-se a irradiações das radiografias + TCFC.
A perspicácia do profissional pode perceber, no exame clinico, se as radiografias comuns, caso não serão suficiente para o bom diagnóstico, então deve partir direto para a TCFC.
12 – Sempre dependente do exame clínico sugere-se a possibilidade de necessidade de 3D, nos casos que seguem:
– Fissura palatina. – Síndromes que comprometem a face. – Cirurgias ortognáticas. – Dentes supranumerários e ausências dentárias congênitas. – Dentes retidos. – Anomalias de crescimento com severos apinhamentos. – Retratatamento ortodôntico quando há sinais de distúrbios graves. – Fratura de côndilo e da mandíbula. – Pacientes com DTM a Ressonância Magnética (RM) é o exame de primeira opção, o qual revela lesões nos tecidos moles. Porém naqueles casos de paciente não jovens que tenham DTM há bastante tempo, pode haver também lesões graves ósseas que são reveladas pela TCFC.
13 – O profissional que examina o paciente utilizando a TCFC deve ter conhecimentos técnicos de sua aquisição, monitores de qualidade para a observação da imagem, conhecimentos profundos de Anatomia e suas variações, Semiologia, Fisiologia e Patologia da boca e estruturas anexas, para que possa avaliar o que esta ocorrendo e emitir um diagnóstico radiográfico preciso baseado nos dados clínicos.
14 – As informações em 3D possibilitam o entrelaçamento de arquivos digitais, de TCFC, das fotografias e dos modelos 3D, permitindo a obtenção de informações extremamente relevantes e impossíveis de serem obtidas com as técnicas convencionais. Dentre elas podemos citar a avaliação do posicionamento axial das raízes dentárias, as inter-relações entre tecidos moles e duros, a avaliação volumétrica das vias respiratórias e a determinação de planos de referência para uma análise cartesiana ortogonal. As ferramentas de software disponíveis no mercado oferecem uma gama de possibilidades no que diz respeito a simulações virtuais de tratamento ortodôntico, assim como a confecção de guias cirúrgicos e de guias de colagem indireta para técnicas labiais e linguais;

15 – Grandes ensinamentos a Ortodontia teve e vai continuar tendo com as observações e avaliações cefalométricas tradicionais. Os sistemas tridimensionais, por certo mais elucidativos, são indicado em muitos casos, principalmente em Cirurgia Ortognática, mas ainda carecem da sedimentação de estudos em continuidade para que sejam mais melhor aproveitados. As medidas da cefalometria em 3 D, são muito próximas da realidade quando avaliadas em crânios secos, enquanto que as medidas lineares, na cefalometria em 2D, sofrem a distorção da magnificência, portanto, neste aspecto, os padrões de 2D e 3D são diferentes. Lembramos que as medidas de angulares devem ser similares para as duas técnicas.
16 – “Os ortodontistas e ortopedistas precisam estar familiarizado com as imagens tridimensionais, não só no que diz respeito à visualização da anatomia em três dimensões, mas também do estudo da imagem em programas computadorizados. A mudança é grande e grandes mudanças levam tempo para serem assimiladas. Para que haja um real ganho com essa nova tecnologia, se faz necessária uma maior interação entre os radiologistas e os ortodontistas para um maior intercâmbio de informações. Este simpósio sugere que as Associações de Ortodontia e Ortopedia convidem mais radiologistas para ditar cursos de informações sobre interpretação de 3D e RM. E as Associações de radiologia convidem mais ortodontistas para falarem sobre suas inquietudes e necessidades.” ( Kyria Spyro Spyrides )

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10 março 2013

Ensino e Aprendizagem do uso da TCFC

Publicado por Orivaldo TavanoOrivaldo Tavano

Especialista e Livre Docente em Radiologia; Mestre e Doutor em Diagnóstico Bucal pela FOB/USP Professor Titular de Radiologia (aposentado) nas Faculdades de Bauru (USP) e UNIP de Bauru e São José do Rio Preto, SP Ex Coordenador e Professor dos Cursos de Especialização, Mestrado e Doutorado da FOB/USP, de especialização em Radiologia da FMU, UNINCOR, ABCD/MS, PROFIS/USP e do Mestrado em Odontologia da SL MANDIC Editor responsável e Fundador da Revista da ABRO (2000 a 2004), autor de inúmeros trabalhos científicos, de livros e manuais didáticos em Radiologia Odontológica Responsável pela Triagem, SUS, Clinica de Radiologia e Semiologia, Comissão de Extensão de Serviços á Comunidade, FUVEST, Departamento de Estomatologia e da Informática na Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo.

Depois de muito pensar sobre os anexos deste e-mail tenho a colocar as seguintes considerações:

1- Concordo com o Mauricio á respeito da nova maneira de encarar o ensino aprendizagem do uso da TCFC;

2- Levando em conta a preocupação do Arnaldo á respeito da proteção da Tireóide, que é importante;

3- Lendo trecho do anexo: Custo biológico da TCCB

4- Se a panorâmica for gerada em equipamento antigo e a TCCB em aparelhos de última geração, o que ocorre com frequência no Brasil, o custo biológico da TCCB é pouco mais de duas vezes a panorâmica. Quando ambos os equipamentos são de ultima geração a proporção pode ser de 1 TCCB = 4 panorâmicas ou pouco menos. Em custo biológico a soma da panorâmica + telerradiografia lateral e frontal + Imagens da ATM, podem ser equivalentes à aquisição total da face TCCB de onde pode-se gerar todos estes exames, mais infinidades de outras reconstruções como naso-faringe, detalhes da posição de dentes não irrupcionados, e outras imagens que podem ser necessárias para cada caso.

Segundo alguns autores uma panorâmica é igual a 4 periapicais, fazendo o mesmo para tele frontal, lateral e ATM é igual em custo biológico de uma TCFC, então 16 periapicais são iguais a uma TCFC, sendo 16 periapicais um exame completo de boca e sabendo que alguns autores consideram que uma boca completa periapical aumenta em muito o risco de Câncer na Tireóide, como é impossível proteger a Tireóide em um exame de TCFC com FOV grande, fatalmente qualquer TCFC vai aumentar o custo biológico do paciente, conseqüentemente o risco e fugindo do princípio básico de proteção contra radiação ionizante na Odontologia: ALARA. O problema da simplificação é criar uma armadilha mais adiante, seria bom evitar números.

5- Na minha opinião a indicação mais correta da TCFC é conduta do profissional, primeiro o exame clinico, em seguida o exame auxiliar com baixa dose e maior benefício ao paciente, seja ele qual for. O profissional que pedir o exame de TCFC, mas não possuir equipamento para visualizá-lo e estudar a imagem em detalhes deveria ser advertido, pois está querendo ver o que não conhece ou entende. Da mesma maneira o Radiologista que tem o equipamento de TCFC, mas não tem competência ou treinamento para avaliar a imagem nos seus detalhes, faria a imagem e cobraria só por ela, advertindo quem pediu a TCFC a sua incompetência para o exame.

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10 março 2013

Quantidade de radiação

Publicado por Rodrigo PassoniRodrigo Passoni

Especialista em Radiologia Odontológica; Residência em TC e RM (clínica médica); MBA em Administração Global com especialização em Marketing; Mestre em Administração; Professor dos cursos de especialização em Implantodontia, Periodontia, Ortodontia, Prótese, Endodontia, DTM (UFSC, UFMG, UNIABO-SC, ABCD-SC, UNIASSELVI-SC, SOEBRAS-SC, UNICSUL-SC) ; Proprietário da Clínica Céfalo-X (1991).

A idéia de comparar números nasceu exatamente do desconhecimento de muitos em relação à quantidade de radiação da TCFC e tentar desmistificar um pouco o temor que ela causava/causa. Que temos que ter cuidados não há menor dúvida, mas temos que cuidar também com outros aspectos.

A quantidade de dados para um melhor diagnóstico é muito maior na TCFC do que nos exames radiográficos convencionais, claro que sempre solicitados com a indicação correta. Casos em que sabidamente as radiografias convencionais deixarão a desejar no diagnóstico deveriam ser solicitados a TCFC. No meu entender, comparar doses de radiação é extremamente importante e optar pela menor também (quanto a esse ponto acho que não há discordância). Mas aqui estamos comparando diferentes formas de diagnósticos e isso tem que ser levado em conta também, não apenas as doses.

Acho sinceramente que não podemos limitar o exame porque o (s) dentista (s) não sabe interpretar e sim, dar as condições necessárias de aprendizado para os colegas (todos e não apenas os ortodontistas em questão) como o próprio Maurício relatou quando da interação orto/radio.

Isso seria o mesmo que limitar a tecnologia de um Fórmula 1 ou de um jato ultra moderno porque faltam pilotos.

Outro aspecto é a urgência em atualizar os radiologistas e melhorar os cursos de especialização. Faço parte de um grupo de radiologia no FB (a Prof. Vânia também faz parte do mesmo grupo) e, sinceramente, me apavoro com as imagens postadas pedindo ajuda no diagnóstico, a maior parte de simples patologias, até mesmo como relatar uma simples inclusão dental.

E se com simples imagens 2D já pedem ajuda para simples diagnósticos, fico pensando o que fazem com os tomógrafos que compram e as imagens que geram. Esse é o fato de maior importância que eu vejo: a falta de conhecimento por parte de muitos leva a um uso incorreto desta nova tecnologia, do diagnóstico e, principalmente, das indicações da TCFC. E aí sim, leva a uma preocupação em relação às doses de radiação.

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