3.2.2 - Fotografias intra-orais

3.2.2.1 - As fotografias intra-orais usualmente recomendadas são: vista frontal de laterais, esquerda e direita.
 

3.2.2.2 - Outras fotografias intra-orais são sugeridas quando apresenta-se peculiaridades diversas, como as que seguem:

Vista anterior com dentes entre abertos
 

Na vista frontal, em que os dentes superiores cobrem os Incisivos
Inferiores é necessário tomar fotografia com os dentes entre abertos,  ( 2 mmm a 3 mm ) para que sejam evidenciadas suas peculiaridades, como apinhamento, extrusão, etc.

 
Quando os Incisivos Inferiores estão bem a mostra, a fotografia com os dentes entre abertos pode ser dispensada.

Interposição de língua
 

Casos de mordida aberta, principalmente anterior, a língua se interpõe entre os dentes.  Isto não obrigatoriamente é sinal de macroglosia.  Pode ser má posição da língua como pode ser hábito.  A língua encontrando a "porta aberta" entra.
Deve ser fotografado.

Macroglosia
 
 

A língua, sendo um músculo ela modifica de tamanho, conforme seus movimentos. Também devido problemas na faringe a língua posiciona-se mais para frente, aparentando ser grande. Assim, não existe nenhum método seguro para medir o tamanho da língua, de tal forma que sua avaliação é subjetiva, o que constitui forte razão para que ela seja fotografada quando se considera que ela é grande ou mal posicionada.

Fotografias com vista oclusal
 

As fotografias oclusais com espelho são valiosas para caracterizar 
peculiaridades das arcadas dentárias, como diastemas, presença 
dos dentes, giroversões,  etc. etc. 
Fotografias com vista oclusal não se prestam para o estudo métrico das arcadas 
dentária, apresentam ditorções e magnificência. Modelos são mais próprio para
estes estudos.

Fotografias caracterizando Posição de acomodação ( MI ) e Cêntrica  ( ROC )

O diagnóstico e plano de tratamento deve ser feito em Oclusão Cêntrica, com a mandíbula corretamente posicionada nas cavidades glenóides.
Deve-se considerar que nas mas oclusões, com freqüência a mandíbula está desviada por acomodação,  apresentando o que se chama de Oclusão de Máxima Intercuspidação.  Isto deve ser caracterizado quando se tomam fotografias.  Hoje, com a facilidade de fazer múltiplas fotografias deve-se registrar a Oclusão em MI e a oclusão em ROC.
 


Articulação invertida anterior em MI.  Na realidade em ROC os incisivos estão topo-a-topo. 
A diferença é apenas 1 mm,  mas este pequeno deslizamento para frente da mandíbula, 
ainda que sutil,  é altamente favorável e deve ser registrado.

 

Em Máxima Intercuspidação ( MI ) parece ser articulação invertida severa. 
Na realidade em Relação Cêntrica mostra que a disrelação é pequena.

Oclusão em Máxima Intercuspidação ( MI ) parece haver articulação invertida uni lateral.
 Em ROC evidencia-se que há atresia da maxila.  Não há articulação invertida uni lateral 
como aparenta em MI.  Em acomodação a  mandíbula desliza para a direita pela interferência 
dos caninos descidos.

 
Casos como este, analisados nos modelos, em posição de MI,  diria-se que é uma Classe II, 
subdivisão, com molares em Classe I de um lado e Classe II no outro. 
Quando se analisa a oclusão do paciente em Relação Cêntrica, posição em que deve ser feito o diagnóstico e plano de tratamento,  observa-se
que há atresia das arcada dentária superior e não há articulação invertida unilateral nem Classe I de um lado de Classe II do outro  (subdivisão ).

Relação Cêntrica (RC) - Oclusão Cêntrica (ROC) - Máxima Intercuspidação Habitual (MIH)