PORQUE PREFERIR SN AO INVÉS DE FRANKFURT ?
Cléber Bidegain Pereira
Autores da modernidade, como Ricketts e MacNamara, optaram pelo Franckfurt. Autores antigos como Raidel, Steiner, Brodie, Bjork, Daws e outros recomendam SN.
Assim, a preferência pode-se dizer que é uma questão de faixa etária.... de fidelidade ... de fé....
Algumas das razões para se ter preferência ao SN
1 - A base de crânio anterior, onde não está incluído o Nasion, é a região mais estável do crânio, com menor crescimento depois da infância.
2 – O Nasion tem crescimento constante até a maturidade óssea, sendo que o maior surto de crescimento ocorre na puberdade, com o aumento do seio frontal. É um crescimento conhecido e facilmente identificado. E há possibilidade de se recorrer ao PONTO X de Beatty ( * ). Considera-se que o Nasion “atrapalha” as avaliações seriadas, mas não invalida.
3 – Os pontos sagitais, por serem únicos, são facilmente identificados nas telerradiografias e, nas tomadas seriadas, não sofrem alterações expressivas nas diferentes posições da cabeça no cefalostato.
4 - O Plano de Frankfurt, antes denominado de Plano de
Von Ihering, foi escolhido como método para a observação
dos crânios no XIII Congresso Geral da Sociedade de Antropologia
Alemã (realizado em Frankfurt-am-Maine em 1984). Aceito, universalmente,
como plano de orientação do crânio. Desde então
toda a observação e descrição do crânio
passaram a ser feitas na suposição de que o crânio
está com este plano na horizontal. O plano tomou o nome de Plano
horizontal de Frankfurt, ou simplesmente Plano de Frankfurt. Entretanto,
o indiscutível valor deste plano na Antropologia, não tem
a mesma validade na Cefalometria, conforme as considerações
a seguir:
4.1 - Os pontos laterais, apresentam-se duplos
na telerradiografia e nem sempre é fácil identificar
o que corresponde ao lado esquerdo da face. Estes pontos duplos geralmente
não são coincidentes na telerradiografia. Além
da magnitude do lado direito, mais longe da placa, e da sempre presente
assimetria da face, há variações de posição
da cabeça no cefalostato. Quando acontece dos dois lados serem coincidentes
é porque a magnitude, a assimetria e as distorções
por posicionamento compensaram-se e revelam uma situação
enganadora.
4.2 - Os dois lados da face são diferentes um do outro. A assimétrica é uma constante, de todos sabido, que se comprova agora, ainda com maior evidência, nas tomografias em 3 D e a prototipagem.
4.3 - Nas telerradiografias seriadas, a cabeça será colocada no cefalostato em posições diferentes e os pontos escolhidos, como do lado esquerdo, em uma tomada podem ser diferentes em outra. O erro na posição da cabeça geralmente não é significativo, porém, somado com o erro de troca pontos pode induzir a conclusões falsas.
4.5 - Or e Po são difíceis de serem localizados nas telerradiografias. Na tentativa de ter mais segurança na marcação do Po, chegou-se a utilizar o Pório Metálico, e também a projeção da parte mais alta do côndilo mandibular, sem que nenhum destes métodos tenha perseverado por não terem comprovado sua confiabilidade.
Trabalho de Ricketts e outros
Orientatin-Sella-nasion or Frankfort horizontal
- Am. J. Orthod – June 1976 Volume 69 – Number 6.
(*) Trabalho de Beatty
A modified technique for evaluating apical base relationships.
www.cleber.com.br/pontox.html