A palavra "SPAM" surgiu em 1937, como marca registrada da empresa norte-americana Hormel Foods ao criar a primeira carne suína enlatada. Esse produto é largamente consumido até hoje, e emprestou seu nome para uma piada do grupo humorístico inglês Monty Python, episódio que tornou o nome do alimento sinônimo de incômodo na Internet.
O Monty Python, responsável por produções cinematográficas como "A Vida de Bryan", estreava um programa televisivo de humor nos anos setenta, e em um dos episódios um grupo de vikings famintos entrava num bar, e começava a gritar "Spam, Spam, Spam, Spam....." de maneira intermitente e irritante, simplesmente impossibilitando qualquer comunicação das outras pessoas presentes com a gritaria repetitiva.
Alguns anos mais tarde, nos primórdios da Internet,
no meio de um grupo de discussão, alguém teve a infeliz idéia
de enviar mensagens comerciais aos participantes de determinados chats,
invadindo os grupos e atrapalhando a comunicação das pessoas.
Assim, surge o termo Spam no mundo digital, com a lembrança do episódio
do Monty Python por um usuário de grupos de discussão equiparando
o envio de mensagens não solicitadas nestes grupos com a gritaria
ensurdecedora do programa cômico inglês, e
essas mensagens migraram para os endereços de
correio eletrônico que começavam a se difundir. A partir de
então, o termo Spam pode ser definido como o envio de mensagem eletrônica
não solicitada e autorizada por quem a recebeu.
Uma outra versão do significado da palavra spam
é a que surgiu no laboratório de computação
da South Carolina University, Estados Unidos, onde spam vem a ser algo
que não é solicitado e se "engole".
O spam propriamente dito tem um cunho comercial, onde
o invasor pretende oferecer produtos e serviços para os usuários
detentores de determinado endereço de correio eletrônico.
É um tipo de publicidade invasiva que encontrou o ambiente propício
nas caixas postais de usuários que são potenciais consumidores.
Essas mensagens também são conhecidas genericamente por Unsolicited
Bulk E-mail , e quando contém teor comercial podem se chamar Unsolicited
Comercial E-mail.
As mensagens enviadas via correio eletrônico tendem
a se proliferar imediatamente.
Temos também a presença dos hoaxes, ou seja,
boatos que percorrem a rede e causam transtornos e prejuízos. Ficou
famoso o caso do Motel Ilha de Capri, que foi vítima de um hoax
cujo conteúdo indicava que o motel filmava os casais que lá
frequentavam, e a investigação feita pelo Setor de Investigações
de Crimes de Alta Tecnologia e Meios Eletrônicos da Polícia
Civil de São Paulo, embora ainda não concluída, rastreou
as mensagens eletrônicas e encontrou quatro possíveis hoaxers,
todos funcionários da
empresa Basf , coincidentemente próxima ao motel.
Outra espécie de invasão que é equiparada
ao spam são as correntes. Prometem prêmios vantajosos, solicitam
doações por motivos de doença, dinheiro fácil,
etc. Na grande maioria dos casos, são totalmente enganosas.
Isso ainda sem mencionar os e-mails portadores de vírus
e "cavalos de tróia", o que acarreta dano direto aos usuários
domésticos e grandes prejuízos às corporações
e empresas em geral.
Prejuízos
Os danos causados por milhões de mensagens não
solicitadas podem ser equiparados aos de uma verdadeira praga virtual,
deixando um rastro de prejuízos ao longo dos caminhos digitais percorridos.
A quantidade de spam enviada diariamente tende a aumentar, e muito. Segundo
o site www.chooseyourmail.com, 30.9% dos spams referem-se a material pornográfico,
29,6% são correntes, saúde e charlatanismo correspondem a
9,9% e oferta de produtos e serviços 23,5 % da totalidade
das mensagens não solicitadas.