Supremo prepara portal da Justiça
| A evolução
tecnológica será responsável também pela
ampliação de segurança do STF, com a identificação biométrica |
O Supremo Tribunal Federal (STF) irá transmitir
as sessões plenárias na Intranet: a partir de fevereiro.
A novidade que estará disponível gratuitamente na internet,
até o final do ano, é parte de uma série de projetos
de tecnologia de informação na Justiça – inclusive
a futura rede internacional do Poder Judiciário.
Segundo Leonardo Alam da Costa, secretário de
informática do STF, durante a experiência na intranet se observará
a capacidade das transmissões para que não haja problemas
da performance do conteúdo na internet. “Implicará na utilização
de uma banda maior, sem onerar o trabalho interno”. Para implantar a intranet,
o STF triplicou a banda interna de dois para seis megabytes e investiu
R$ 150 mil em câmeras e mesas de edição.
Segundo Alam, o usuário deverá trabalhar,
no mínimo, com um Pentium III, 600 megahertz e 64 megabytes de memória
RAM para ter acesso às imagens das plenárias. Outra novidade
é a interligação de todos os órgãos
e instâncias do Poder Judiciário no Pais, desde as comarcas
e zonas eleitorais até os tribunais superiores, em um grande portal.
Alam explica que com a criação da rede as informações
poderão trafegar com segurança e em alta velocidade. “A Justiça
se tornará mais ágil, diminuindo as distâncias entre
as unidades” . De acordo com ele, embora já exista um banco de dados
nos sites dos principais tribunais do Brasil, algumas comarcas não
possuem sequer o equipamento mínimo.
Na rede, o usuário poderá conferir
on-line todos os processos judiciais com suas respectivas referências.
“ Até hoje , para se fazer uma pesquisa sobre o histórico
de um criminoso, por exemplo, seria necessário uma busca em cada
um dos tribunais, separadamente”. A infocus, Rede de Informações
do Poder Judiciário, foi instituída por meio de portaria
que definiu a comissão interdisciplinar, composta de magistrados
e especialistas em informática, dedicada e estudar, debater e propor
ações. Com base no projeto preliminar, desenvolvido no STF,
essas comissões já estão dando as condições
iniciais para que todos os órgãos judiciais possam integrar
o portal.
Os recursos consignados ao STF, PPA, Plano Plurianual
de Atividades para o período de implementação, entre
2000 e 2003, totalizam R$ 50 milhões. Paralelo a isso, o Banco Mundial
está comandando a criação de uma rede internacional
do Poder Judiciário, a Judicis, inda sem previsão de
lançamento.
A evolução tecnológica será
responsável também pela ampliação da segurança
do STF. Para entrar na rede, o usuário interno não
digitará sua senha, o acesso se dará com a identificação
biométrica, ou seja, a exibição da impressão
digital.
Alam explica que esses meios de segurança dificultará
invasões no sistema e evitará que se tenha dúvidas
na hora de atribuir as devidas responsabilidades. “ Existe uma cultura
de se compartilhar os mesmo computador, sem muita preocupação
com as informações, o que inevitavelmente acaba levando vários
equívocos ”, afirma.
Componentes da Comissão Interdisciplinar da Rede de Informática do Poder Judiciário - INFOJUS
1 - Desembargador Gudesteu Biber Sampaio
2 - Leonardo Alam da Costa
3 - Roberto siqueira
4 - Desembargador Arno Werlang
5 - Desembargador Pedro Varga
6 - Juiz Edson Aparecido Brandão
7 - Juiz Sérgio Eduardo Cardoso
8 - Paulo Cesar Bhering Camarão
9 - Roberto Petruff
10 - Luiz Varlos Saleti
11 - Elizeu Gomes de Oliveira
Supremo Tribunal Federal
Data: 05/02/2001
Hora: 16:30
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro
Carlos Velloso, participa amanhã (06/02), As 15 horas, da primeira
reunião da Comissão, compostas por magistrados e especialistas
em informática, encarregada de implantar a Rede de Informática
do Poder Judiciário (lnfojus), destinada a interligar todas as instancias
da Justiça do pais.
O ministro Carlos Velloso, quer informatizar a Justiça
dos estados em três anos. Ele disse que o projeto, cujo custo
total é de cerca de R$ 50 milhões, começara pelos
Tribunais de Justiça do Minas Gerais, Goiás e Mato
Grosso.
Para o presidente do Supremo, a criação
da Rede de informática do Poder Judiciário vai economizar
dinheiro, já que não existe interligação entre
a Justiça dos estados, que tem programas de computação
diferentes. Velloso ressaltou que o projeto vai facilitar a vida do magistrado
que trabalha no interior, muitos deles ainda escrevendo em máquina
de datilografia. Ele acredita que a Rede de Informática vai acelerar
o trabalho da Justiça. "O Juiz no interior da Amazônia poderá
dispor da jurisprudência do Supremo, STJ, TST ou de qualquer
tribunal do pais de forma imediata. Eu penso que isso vai acelerar, tornar
mais racional o trabalho dos magistrados'', explicou Velloso. Segundo o
presidente do Supremo o magistrado terá contato imediato com a jurisprudência
e legislação que estarão disponibilizados na
rede. A comissão é composta pelos desembargadores Gudestau
Biber Sampaio ( TJ/MG), presidente: Arno Weriang (TJ/RS); Pedro Valls
( TJ/ES ); e pelos juízes Edson Aparecido Brandão (TJ/SP);
Sérgio Eduardo Cardoso, da Seção Judiciária
de Santa Catarina; e pelos secretários de informática do
STF, Leonardo Alam da Costa, do TSE, Paulo César Camarão,
do TST, Luiz Carlos Saleti, do STM, Elizeu Gomes de Oliveira,
do Conselho da Justiça Federal, Roberto Petruf e do Tribunal
de Justiça de Minas Gerais, Roberto Siqueira.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - Gazeta Mercantil Dia 21 de março, 2001.
Supremo transmite sessões plenárias pela intranet
Márcia Quadros de Brasília
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O Supremo Tribunal Federal (STF) começa hoje a transmitir, ao vivo, as sessões plenárias para todos os funcionários da casa, utilizando sua intranet - rede interna de comunicação de dados - que entrou no ar em 5 de fevereiro último. A transmissão, em imagem digital, vai alcançar os cerca de 1.2 mil computadores do Supremo. Será o primeiro passo para que, no próximo ano, juízes, advogados e cidadãos de qualquer lugar do Brasil possam também acompanhar as sessões pela internet. |
PORTARIA N 4 DE 12 FEVEREIRO 2001
O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES resolve:
Art 10
incluir o nome do Ministro CARLOS FACIOLI, do Tribunal Regional do
Trabalho da 120
Região (Santa Catarina ) na Comissão Interdisciplinar instituida
pela Portaria 156 de 28 de novembro de 2000, DJ de 06/12/2000, incumbida
de estudar, debater e propor ações, com vistas a implantação
da Rede de Informática do Poder Judiciário.
