TRANSCRITO DA REVISTA "ORTODONTIA", ÓRGÃO OFICIAL DA SOCIEDADE PAULISTA DE ORTODONTIA - N 19; Mio./Jun. 1992

 
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TRANSFERÊNCIA DE IMAGENS
 
 
Dr. Cléber Bidegain Pereira
 
 
O uso da INFORMÁTICA só encontra limites na capacidade criativa de quem a utiliza. Na Ortodontia, além de empregada na parte administrativa, de imediato, ela ofereceu importante aplicação na Cefalometria Radiográfica, onde, lidando com números, propiciou terreno fértil para a TRANSFERÊNCIA DE INFORMAÇÕES. Na medida da imaginação dos usuários, a Informática vai invadindo todas as possibilidades da ciência. Agora, com novas técnicas, simplificadas e de custos mais baixos, a TRANSFERÊNCIA DE IMAGENS chegou ao alcance do usuário individual e da pequena empresa, oferecendo crescentes recursos para a Ortodontia. Com equipamentos simples, como o "scanner", que faz leitura ótica, passa-se para o computador textos e figuras. A fotografia eletrônica, que registra as imagens com impulsos elétricos em disquetes, sem nenhum processo de revelação, faculta toda a espécie de fotografias, usadas na Ortodontia, e as transfere para o computador. Radiografias e imagens de vídeo em movimento podem ser, da mesma forma, levadas para o computador. Essas imagens, tanto feitas com o "scanner", quanto feitas com fotografia ou video, depois de estarem no computador, podem ser modificadas, com a utilização de programas especiais tipo "Paint Brush", "Corel Draw", "Pinture" (com 32.000 cores). Isso nos possibilita, entre outras coisas, fazer a simulação de tratamentos, com fins de cirurgia ortognata, em fotografias e cefalogramas enriquecidos de textos e colorido. Fotografando-se modelos, pela sua face oclusal, tem-se, com exatidão, a reprodução das arcadas dentárias, permitindo, com facilidade e eficiência a confecção de "set-UP", que antes só podia ser feito com muito trabalho, serrilhando os dentes de gesso. Tendo-se aí a simulação do tratamento nos dentes e a forma do Arco Ideal. "Slides" já prontos podem ser copiados pela máquina fotográfica eletrônica com um adaptador especial. Possibilita-se, dessa forma, passar para o computador fotografias anteriores, feitas pelo processo convencional. Com esses meios, é possível levar para nosso arquivo eletrônico, ou seja nosso CENTRO DE INFORMAÇÕES, quase todos os registros dos pacientes: escritos, fotografias, radiografias, cefalogramas, etc. E o mais importante, criando grandes facilidades para consulta e manipulação desses dados.

URUGUAIANA (RS) 31/03/92


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